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Ilustração de vários rostos e balões de comunicação não violenta.

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A comunicação não violenta é um método criado e desenvolvido pelo psicólogo Marshall Rosenberg que reúne ferramentas a fim de promover uma comunicação mais empática e humanizada nos relacionamentos sociais, corporativos e pessoais. Muito utilizada para a resolução de conflitos em ambientes como escolas e empresas, a comunicação não violenta (CNV) é uma estratégia para estimular a construção de relacionamentos mais saudáveis por uma comunicação compassiva e consciente.

Um pouco mais sobre comunicação não violenta

A comunicação é fundamental para estabelecer relações e, ainda mais, atribuir sentido a elas. Para pensarmos a CNV, o primeiro passo é entender a comunicação como algo essencial e não somente um instrumento para criar interações humanas. A partir do entendimento de que comunicar é expressar sentimentos e necessidades a partir da fala e, para que esse processo aconteça de maneira a não só suprir, mas também conciliar os desejos dos envolvidos, surgiram as ferramentas de CNV.

Para estimular a cooperação e o respeito e despertar a consciência, a CNV pode ser utilizada tanto no processo de autoconhecimento quanto em relacionamentos pessoais, sociais e em ambientes institucionalizados. A partir da observação, dos sentimentos, do reconhecimento das necessidades pessoais e dos outros, da transparência e da assertividade na comunicação é possível construir relações sem preconceitos e mais compassivas.

Como aplicar as ferramentas de CNV no dia a dia?

Não é preciso ser um especialista para pelo menos tentar uma comunicação menos agressiva com as pessoas ao nosso redor. E também não é segredo que a qualidade dos nossos relacionamentos é fundamental para que tenhamos saúde mental e emocional. Por isso, separamos algumas dicas de como aplicar as ferramentas da Comunicação Não Violenta em pequenas práticas do dia a dia para promover interações mais saudáveis. Confira:

Evite rotular: julgamentos e preconceitos são, na maioria das vezes, gatilhos para a violência – mesmo que na comunicação. Procure entender que existem diferentes concepções a respeito do que é certo e do que é errado e não use palavras que moralizam o comportamento e as atitudes dos outros.

Não se compare: comparar-se a outras pessoas é injusto e, de certa forma, invalida uma série de processos que são particulares da história de cada um. Comparações físicas, de estilo de vida e até mesmo de realizações pessoais trazem sentimentos negativos e dificultam a autoaceitação. Vale se atentar para o fato de que o reforço positivo pode, inclusive, gerar esses tipos de comparações tanto nas escolas, quanto em empresas e relações pessoais.

Expor é diferente de impor: ao se comunicar, procure não impor suas ideias e desejos. Exigências podem criar modos de comunicação hierárquicos e uma série de desconfortos nas relações.

Assuma suas responsabilidades: evite uma comunicação vaga e impessoal. Assuma as responsabilidades sob seus pensamentos, sentimentos e palavras, e procure não se justificar a partir de impulsos incontroláveis.

Referências: