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Sintomas de depressão: quais são eles e por que ficar alerta?

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A depressão é um distúrbio de humor, crônico e recorrente que afeta o relacionamento pessoal, profissional e social do indivíduo.1

Por se tratar de um problema que impacta todas as dimensões da qualidade vida, é fundamental buscar ajuda especializada para promover o bem-estar das pessoas acometidas.

Neste artigo, apresentaremos os principais sinais da depressão, suas causas, sintomas e como tratar. Boa leitura!

O que é depressão?

A depressão é uma doença neuropsiquiátrica, psicopatológica, com alterações nos neurotransmissores1. É caracterizada por sintomas como falta de energia, mudanças no apetite, ansiedade, perda de concentração, pensamentos de suicídio, entre outros3.

Os principais neurotransmissores envolvidos na depressão são a serotonina, noradrenalina e dopamina, que atuam em regiões diferentes do cérebro1.

Esse transtorno mental tem como caracterísitca a tristeza persistente e a falta de interesse em atividades que antes eram prazerosas. E essa sensação ainda é acompanhada da incapacidade de realização das atividades diárias do indivíduo3.

Além disso, as doenças mentais ainda são cercada de preconceitos, pois muitos acreditam que a tristeza e a prostração pode ser intitulada como preguiça e fraqueza de caráter, piorando ainda mais o cenário da doença.4

Quais são as causas da depressão?

As causas internas ainda não foram completamente elucidadas, mas as pesquisas mostram um desequilíbrio na produção e liberação da dopamina, serotonina e noradrenalina. Isso significa que a quantidade de neurotransmissores presentes na fenda sináptica não é suficiente para manter o equilíbrio do humor.1

As teorias científicas apontam como causa a diminuição da produção de aminas, dificuldade para manter conduções nervosas (sinapses) dos neurotransmissores serotonina, noradrenalina, dopamina, entre outras possibilidades.1

As consequências clínicas, sociais e psicológicas são significativas e podem levar à ideais suicidas, falta de sentido pela vida, visão da morte como um alívio3, irritabilidade social, faltas no trabalho, piora no status de saúde, entre outros fatores físicos.2

Quais os sintomas da depressão?

Os sintomas da depressão variam em tipo, intensidade, pessoa e tempo de duração. Como podem afetar diversos aspectos da vida do indivíduo como o físico, o emocional, o motivacional e o cognitivo, o diagnóstico deve ser feito por meio de uma avaliação clínica, em que é realizada uma entrevista completa sobre a história do paciente. Nesse momento, o profissional avalia a frequência, duração e intensidade de alguns sintomas característicos da doença.1

Cabe destacar, que existem alguns sintomas fundamentais da depressão como1:

  • humor deprimido;
  • perda de interesse;
  • fatigabilidade.

E também existem os acessórios1:

  • redução da concentração e atenção; 
  • autoestima e autoconfiança reduzidas; 
  • sentimento de culpa e inutilidade; 
  • pensamentos pessimistas e desolados para o futuro; 
  • perturbações no sono; 
  • redução de apetite.

Para ser diagnosticado com a doença, o paciente deve apresentar todos esses sintomas e, quanto mais intensos, maior é a certeza de que a pessoa está depressiva5. A seguir, falaremos mais um pouco sobre os principais. Acompanhe!

Sentimentos de tristeza

A tristeza e o abatimento são um dos principais sintomas emocionais da pessoa deprimida. Em geral, o paciente se sente triste, sem esperança, tem crises de choro frequentes e pode até ter ideias suicidas.3

Além disso, não sentem mais o mesmo prazer com a realização de determinadas atividades como sentiam antes. E ainda costumam perder o afeto pelas pessoas.3

É importante diferenciar a depressão patológica dos sentimentos de tristeza decorrentes de situações desagradáveis, como a perda de um ente querido ou desentendimentos familiares. As pessoas que não sofrem de depressão, passam por esses problemas e conseguem superá-los. Já as depressivas, nutrem um sentimento de tristeza e desânimo ao longo do tempo, mesmo sem ter uma causa aparente6.

Alterações do sono

Existe um padrão do sono recomendado pelas entidades clínicas, que traduzem a sensação de repouso do dia, e qualquer modificação crônica desse aspecto tende a ser bastante prejudicial.7 Por isso, é importante estar atento às mudanças e observar se o sono está sendo reparador, que independe do número de horas dormidas, mas da sensação de descanso.7

A insônia que se prolonga por mais de seis meses, indica a sua comorbidade a transtornos psiquiátricos e clínicos, sendo a depressão, a mais comum7. Cerca de 80% das pessoas depressivas têm alguma queixa relacionada ao dormir, sendo que essas alterações são muito frequentes e vão desde a falta de sono até a sonolência diurna7

Dessa forma, a pessoa depressiva tende a dormir pouco, acordar cansada, irritada, sem concentração e reclama de sono o dia inteiro7.

Alterações do apetite

A pessoa com depressão também pode apresentar alterações de apetite, podendo aumentar ou diminuir o peso corporal.7

Em geral, o nível de serotonina é mais baixo em pessoas depressivas, contribuindo para o consumo exagerado de doces, carboidratos e outros alimentos relacionados8, o que pode levar ao ganho de peso.

A falta de apetite que causa o emagrecimento das pessoas com depressão ocorre devido à desmotivação pelo ato de comer8. Além disso, o uso de drogas ansiolíticas para o tratamento da doença tem como um dos efeitos colaterais a sedação e a sonolência, o que faz com que o paciente diminui a frequência alimentar, contribuindo para a perda de peso8.

Em alguns casos, a pessoa deprimida pode ter o desejo de parar de comer por atribuir um sentimento de culpa à alimentação pela sua doenças.8

Falta de energia

A energia que nos move diariamente decai ao longo do tempo, no indivíduo com depressão. A pessoa não tem motivos para se levantar da cama, fazer as atividades diárias e profissionais e não se compromete com as tarefas para as quais foi designada4

A desmotivação, o cansaço e a falta de esperança pode levar ao isolamento social do paciente. Nesses casos, o suporte familiar é fundamental para ajudar no processo de recuperação3.

Redução da autoestima

A autoestima pode ser definida como um sentimento de valor, decorrente da valorização ou desvalorização de si mesmo9. Quando ela está elevada, somos confiantes, corajosos e destemidos para as provações da vida. Quando está baixa, ficamos sem esperança e frustrados.

A baixa autoestima pode ser uma característica pessoal, sem relação com a depressão. Porém, as pessoas deprimidas sofrem com essa questão, nutrindo uma sensação de culpa pelos seus fracassos e duvidam de que possam fazer algo para melhorar as suas vidas.5

A pessoa se sente inferior às demais ao seu redor, tem uma perspectiva ruim dos acontecimentos e sente que tudo tende a ser um problema para lidar com os desafios diários que enfrentamos.

Além disso, a redução da autoestima pode resultar em diversos sentimentos autodestrutivos. Isso pode levar ao uso exessivo de medicamentos, drogas e ao comportamento suicida9.

Diminuição da capacidade de concentração

Apesar de os sintomas da depressão serem diversos, normalmente, eles aparecem em decorrência um dos outros, trazendo um quadro complexo e bastante sintomático para os profissionais de saúde5.

As alterações do sono, por exemplo, impactam significativamente na capacidade de concentração. A pessoa fica desatenta, com dificuldade para compreender as informações e irritada.7

Além disso, a pessoa deprimida tende a se concentrar no seu interior e não os eventos externos5, o que pode reduzir o seu nível de atenção tanto para executar tarefas simples quanto as mais complexas.

A diminuição da capacidade de concentração também é decorrente dos diversos pensamentos conflituosos que permeiam a consciência, deixando a pessoa mais distraída para as atividades cotidianas5.

Quais ações adotar para melhorar a qualidade de vida de pessoas com depressão?

Sintomas de depressão: quais são eles e por que ficar alerta?

O conceito de qualidade de vida refere-se à capacidade de viver bem e disposto dentro das limitações físicas e psicológicas instaladas. Isso significa que é possível e saudável conviver com a depressão, desde que o paciente esteja em tratamento.

Além disso, existem outras medidas não medicamentosas que otimizam muito os cuidados da pessoa com depressão. Vejamos algumas!

Praticar atividades físicas

Praticar atividades físicas ajuda na saúde física e mental, melhorando a disposição para a rotina diária, ajudando na elevação da autoestima e propiciando mais sociabilidade e interação do indivíduo com depressão10.

Para tanto, é importante selecionar uma atividade ou exercício físico mais adequado à personalidade, a condição física e financeira, conciliando com os horários das demais tarefas do dia.

Um estilo de vida ativo e a prática de atividades físicas regulares contribuem para a redução do risco de doenças psicológicas, como a depressão10. Isso porque ajudam a trabalhar a motivação, levando as pessoas a experimentarem maior satisfação e felicidade10.

Mas é importante que a atividade ou exercício físico seja prazerosa, para que a pessoa se sinta motivada a manter a frequência na sua rotina.

Ter uma rotina

A pessoa com diagnóstico de depressão perde o interesse pelas atividades, sofre com insônia e tem alterações no apetite, o que contribui para a perda da sua rotina3 ,7,8.

Para evitar o aparecimento de novos problemas é interessante manter uma rotina saudável. Para isso, é importante acordar e dormir no mesmo horário, fazer as refeições junto aos familiares e amigos e praticar exercícios físicos.

Normalmente, as pessoas com depressão se queixam da falta de ânimo para realizar as atividades3, porém é preciso lutar contra essa vontade e manter-se ativo para evitar novas complicações.

Buscar ajuda

Hoje em dia, a depressão está sendo tratada mais abertamente nas redes sociais, nas conversas entre amigos e familiares, apesar de haver ainda preconceito em relação à doença e suas consequências11.

Médicos psiquiatras, psicólogos, enfermeiros, farmacêuticos, assistentes sociais, entre outros profissionais, são essenciais para fazer a abordagem do paciente, conduzir na terapia personalizada e ajudar na adesão ao tratamento5,6,12.

Qual a importância de procurar um profissional?

A importância de se procurar um profissional ao identificar sinais e sintomas da depressão é para obter o tratamento mais adequado conforme as características clínicas do indivíduo com essa doença4,7.

O diagnóstico da depressão deve passar por várias etapas16

  • anamnese detalhada;
  • exame psiquiátrico minucioso;
  • exame clínico geral;
  • avaliação neurológica;
  • identificação de efeitos adversos de medicamentos;
  •  exames laboratoriais e de neuroimagem. 

Todos esses procedimentos são essenciais para o diagnóstico da doença, intervenção psicofarmacológica e prognóstico16. Para isso, é essencial buscar a ajuda de um especialista.

Inicialmente, será realizada uma anamnese clínica, em que o médico fará perguntas e escutará as principais queixas do indivíduo1. Nesse momento, é fundamental relatar todos os sinais e sintomas apresentados para obter um diagnóstico completo. 

O médico também fará um levantamento da história clínica e medicamentosa pregressa, buscando relacionar alguns resultados do passado com o que está acontecendo no presente com a pessoa1,5

Parentes em primeiro grau com depressão, tratamentos anteriores, e possíveis gatilhos para as alterações de humor também devem ser relatados para uma anamnese mais completa e fidedigna.

Após o fechamento da hipótese diagnóstica, o médico deve explicar detalhadamente o tratamento, com atenção especial ao uso dos medicamentos20, descrevendo o nome do princípio ativo, dose, posologia, duração e outras informações importantes.

É importante que todas as dúvidas dos pacientes devem ser durante a consulta, bem como a expectativa de melhora e outras questões que surgirem ao longo do tratamento.

Uma nova consulta de retorno deve ser previamente agendada para acompanhamento do tratamento e ajuste de dose, se necessário, bem como a inserção de outras medidas para amenizar os sinais e sintomas da depressão.

Qual o tratamento?

A abordagem e o tratamento do paciente com depressão deve ser multidisciplinar12, e envolver medidas não farmacológicas, associadas a intervenções medicamentosas3.

Medidas não farmacológicas

A psicoterapia é a medida não farmacológica mais efetiva para pacientes com depressão, com resultados significativos para a abordagem da Terapia Cognitiva Comportamental (TCC), psicanalítica, entre outros.12,13

A TCC usa a análise dos comportamentos e pensamentos para identificar os pensamentos disfuncionais e ajudar as pessoas a superar as suas questões emocionais17

A abordagem da TCC busca, por meio de encontros periódicos com o terapeuta, compreender as causas e as consequências da depressão. Nela, são usadas diversas  técnicas para modificar o comportamento do paciente, visando a sua melhor qualidade de vida pessoa17.

A psicanálise aborda a depressão enquanto doença psicopatológica psiquiátrica e descreve uma perspectiva sobre o como e o porquê de as pessoas serem diagnosticadas com depressão na atualidade.14

Por meio das consultas com o psicanalista, se busca refletir sobre os pensamentos e atitudes do agora que influenciam na tomada de decisão, além das consequências em curto, médio e longo prazo do indivíduo.14

Outras medidas não farmacológicas incluem a auriculoterapia14, a prática de exercícios físicos11, musicoterapia12, entre outras possibilidades.

Medidas farmacológicas

Felizmente, o arsenal terapêutico para o tratamento dos sinais e sintomas da depressão é extenso, existindo tanto opções sintéticas quanto fitoterápicas18.

Em geral, o tratamento farmacológico da depressão é realizado com a utilização de antidepressivos. Os casos mais leves costumam responder bem ao tratamento com psicoterapia. Já os mais graves o uso desse tipo de medicamento é indicado para tirar o paciente da crise5

Os medicamentos antidepressivos fazem parte da lista da Portaria SVS nº 344/98. Isso significa que necessitam de receita médica que será apresentada na farmácia ou drogaria, em qualquer unidade federativa19.

Isso porque os medicamentos antidepressivos e ansiolíticos podem ocasionar alguns efeitos colaterais nos pacientes que os utilizam4, sendo crucial o monitoramento terapêutico 4,8.

Além da prescrição médica, o paciente deve aderir ao tratamento, entendendo o que foi prescrito, quando deve tomar e quais são as reações adversas que necessitam de interrupção do tratamento ou intervenção médica.

Também é recomendável evitar a automedicação, que pode resultar em efeitos fisiológicos nos pacientes, intoxicações ou outras reações adversas20.

Os sintomas da depressão são complexos e devem ser analisados cuidadosamente por uma equipe multidisciplinar para trabalhar em todas as esferas do problema. Como se trata de uma doença crônica, é imprescindível entender a doença, o tratamento e as consequências da não adesão.

Agora que você já sabe um pouco mais sobre a depressão, aproveite para ler nosso post sobre como manter a saúde mental!

Referências Bibliográficas

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6 FU I, L.; CURATOLO, E.; FRIEDRICH, S. Transtornos afetivos. Brazilian Journal of Psychiatry, v. 22, p. 24-27, 2000. 

7 CHELLAPPA, S. L.; ARAÚJO, J. F. O sono e os transtornos do sono na depressão. Archives of Clinical Psychiatry (São Paulo), v. 34, n. 6, p. 285-289, 2007. 

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10. SANTOS, M. C. B.. O exercício físico como auxiliar no tratamento da depressão, Revista brasileira de fisiologia do exercício, v. 18, n. 2, p. 108-115, 2019.

11. ZANONATO, E. R.; COSTA, A. B.; AOSANI, T. R.  Precisamos falar sobre a depressão: estigma com relação a este sofrimento psíquico na contemporaneidade. Brazilian Journal of Development, v. 7, n. 1, p. 10942-10960, 2021.

12 JPAPINI JUNIOR, C. R.; JESUS, F. Q.; ALMEIDA, I.;i et al. Estratégias não farmacológicas utilizadas na redução da depressão em idosos: revisão sistemática. Revista de Enfermagem do Centro-Oeste Mineiro, v. 8, 2018.

13 OLIVEIRA, A. C.. Eficácia da terapia cognitivo comportamental no tratamento da depressão: revisão integrativa. Revista Brasileira de Terapias Cognitivas, v. 15, n. 1, p. 29-37, 2019.

14 CAMPOS, E. B. V.. Uma perspectiva psicanalítica sobre as depressões na atualidade. Estudos Interdisciplinares em Psicologia, v. 7, n. 2, p. 22-44, 2016.

15 JALES, R. D.; GOMES, A. L. C.; SILVA, F. V.. Auriculoterapia no cuidado da ansiedade e depressão. Rev. enferm. UFPE on line, v. 13, p. e240783, 2019.

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18. CARVALHO L.G., LEITE S. C. e COSTA D. A.F. Principais fitoterápicos e demais medicamentos utilizados no tratamento de ansiedade e depressão. Revista de Casos e Consultoria, vol.12, n.1, 2021.

19. Ministério da Saúde. Portaria n. 344, de 12 de maio de 1988.

20.GRANDO A. C. Automedicação em idosos: uma revisão da literatura. Revista Brasileira de Biomedicina, vol. 2, n.1, 2022.