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Linfoma de Hodgkin: o que é, sintomas, tratamentos e mais!

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Quando se fala sobre linfoma, é comum que as pessoas logo pensem no tipo não-Hodgkin. Afinal, esse câncer já afetou muitas pessoas famosas, como Glória Perez, Jorge Aragão e Reynaldo Gianecchini. Mas você conhece outro tipo de linfoma, que é o linfoma de Hodgkin?

Esse tipo de câncer afeta os linfócitos, nome dado às células de defesa do nosso organismo, além de ser muito mais comum entre os jovens.1 Mas, afinal, quais são os sintomas dessa condição e as formas de tratamento?

Continue a leitura para tirar as suas dúvidas sobre o assunto e conhecer os sintomas, tratamentos e forma de diagnóstico do linfoma de Hodgkin!

O que é o linfoma de Hodgkin?

O linfoma de Hodgkin é um tipo de câncer que afeta o sistema linfático, que por sua vez é responsável por ajudar o corpo a combater infecções. Ele começa quando um tipo de célula chamada linfócito, que normalmente nos protege contra doenças, se transforma em uma célula maligna conhecida como célula de Reed-Sternberg

A presença desse tipo de célula modificada acaba gerando uma inflamação em nosso organismo. Assim, outras células de defesa se agrupam para tentar proteger o corpo do que está acontecendo. Isso é o que dá origem aos tumores.1

Esse é um tipo de câncer que pode ocorrer em qualquer região do corpo. Além disso, ele é mais comum entre pessoas jovens e em homens. No entanto, pessoas de qualquer gênero e faixa etária podem ser acometidas pelo linfoma de Hodgkin.1,²

Quais são os fatores de risco para o linfoma de Hodgkin?

Apesar de qualquer pessoa poder desenvolver esse tipo de câncer, há grupos que têm maior probabilidade de passar por essa situação. Em geral, os fatores de risco são:2

  • pessoas com sistema imunológico comprometido — como pacientes com HIV ou transplantados;
  • questões genéticas, ou seja, pessoas que têm caso de linfoma na família; e Há evidências também de associação entre infecção pelo vírus Epstein-Barr e pelo vírus HIV-1 e linfoma de Hodgkin.

Quais são os sintomas do linfoma de Hodgkin?

Os sintomas do linfoma podem variar bastante. O mais prevalente é a presença de ínguas, ou seja, de gânglios aumentados em regiões como o pescoço, axilas e virilha. As ínguas são caracterizadas por um aumento da área, mas sem a presença de dor.²,³

Outros sinais que podem estar presentes são:3

  • suor noturno;
  • perda de peso sem motivos;
  • febre;
  • coceira;
  • tosse;
  • dificuldade para respirar;
  • dor no peito.

Como é feito o diagnóstico do linfoma de Hodgkin?

Linfoma de Hodgkin: o que é, sintomas, tratamentos e mais!

Agora, vamos falar sobre o diagnóstico! Tudo começa a partir da identificação de sintomas, como é o caso dos gânglios aumentados. Isso demanda a realização de um bom exame físico, que deve abranger até mesmo regiões como o abdômen (onde as ínguas também podem estar).⁴ 

Em seguida, alguns exames podem ajudar no diagnóstico. Vamos conhecê-los?

Hemograma

O exame de sangue ajuda a entender uma série de informações importantes sobre a doença, que podem ser aplicadas na avaliação de risco da condição mais à frente.⁴

Biópsia

Em seguida, é preciso que o paciente se submeta a uma biópsia do linfonodo que se encontra aumentado. Assim, será possível obter mais informações sobre o câncer.⁴

Vale lembrar que a biópsia também pode ser feita na região da medula óssea, para verificar se houve ou não comprometimento dessa área.⁴

Tomografia computadorizada

Agora, é hora de falarmos sobre os exames de imagem. O primeiro é a tomografia computadorizada, que avalia várias porções do corpo e identifica possíveis alterações, como o aumento de órgãos e linfonodos.⁴

Ressonância magnética

Na ressonância magnética, é possível avaliar a estrutura corporal do paciente de outras maneiras. No entanto, nem sempre esse exame é necessário.⁴

Pet-Scan

Por fim, é possível que seja solicitado um Pet-Scan. Esse é um método que pode ajudar na identificação de células malignas ou de processos benignos no aumento dos linfonodos.⁴

Além disso, o Pet Scan permite verificar se outras áreas do corpo são afetadas pela doença e se o tratamento aplicado para a doença está trazendo bons resultados.⁴

Quais são os principais tratamentos para o linfoma de Hodgkin?

Chegou o momento de entender como é feito o tratamento do linfoma de Hodgkin. É importante salientar que esse é um câncer com altas taxas de cura.⁵ Por isso, não perca a esperança e entenda o que pode ser feito se estiver enfrentando a doença!

Quimioterapia

A quimioterapia usa medicamentos potentes para destruir ou controlar o crescimento das células cancerígenas. Eles podem ser administrados oralmente ou por via intravenosa, através de um cateter.⁶

O tratamento é realizado em ciclos, com períodos de tratamento seguidos por períodos de descanso para permitir a recuperação do corpo.⁶

Nesse processo, alguns efeitos colaterais que podem aparecer são:6

  • náuseas e vômitos;
  • diarreia ou constipação;
  • alterações no paladar;
  • boca seca;
  • feridas na boca;
  • dificuldade para engolir;
  • queda de cabelo;
  • imunidade baixa.

Radioterapia

O segundo tipo de tratamento utiliza radiação para destruir células cancerígenas ou inibir seu crescimento. A radioterapia também é feita em ciclos. Os efeitos colaterais costumam ser mais locais, como irritação na região tratada. No entanto, o cansaço também pode estar presente.⁶

Transplante de células-tronco

Também conhecido como transplante de medula óssea, é considerado quando o linfoma não responde a outros tratamentos. Pode ser autólogo (do próprio paciente) ou alogênico (de um doador compatível).⁶

É importante reforçar que, nesse caso, há um período conhecido como aplasia. Ele ocorre após o transplante, quando o número de células sanguíneas cai. A medula óssea começa a funcionar novamente em 2 a 4 semanas, inicialmente produzindo glóbulos brancos, depois glóbulos vermelhos e, por último, plaquetas.⁶

Por conta disso, é um tipo de tratamento que exige monitoramento contínuo para avaliar as condições do paciente em momentos de queda da imunidade.⁶

Imunoterapia

A imunoterapia pode ser indicada como tratamento em alguns casos. Ela utiliza anticorpos monoclonais para atacar células cancerígenas de forma específica.⁶

Os anticorpos monoclonais são produzidos em laboratório para se ligar a alvos específicos nas células do câncer, ajudando o sistema imunológico do paciente a reconhecê-las e destruí-las.⁶

Qual é a diferença entre linfoma de Hodgkin e outros tipos de linfoma?

Lembra que, no começo de nossa conversa, falamos sobre o linfoma não-Hodgkin? Então, é hora de você entender as diferenças entre esses dois tipos de câncer.

A primeira diferença está no tipo celular. Enquanto o linfoma de Hodgkin conta com aquelas células grandes, chamadas células de Reed-Sternberg, o linfoma não-Hodgkin não tem um tipo celular específico e característico.⁷

O linfoma não-Hodgkin corresponde a um grupo diverso de linfomas que podem afetar diferentes tipos de células B ou T, apresentando características que variam bastante.⁷

Outra diferença está no comportamento do câncer. O linfoma de Hodgkin tende a se espalhar de forma ordenada, enquanto o outro tipo é mais conhecido por afetar áreas distantes do sistema linfático.⁷

Por fim, há outro tipo de câncer das células sanguíneas: a leucemia. Nesse caso, a doença surge na medula óssea e afeta, principalmente, os glóbulos brancos (de defesa). É mais comum em crianças, mas alguns tipos são famosos por afetar adultos.⁸

Qual é a importância da detecção precoce do linfoma de Hodgkin?

A detecção precoce permite que o linfoma de Hodgkin seja identificado em estágios iniciais (estágio I ou II), quando a doença está mais localizada e menos disseminada. Nesse estágio, o tratamento tende a ser mais eficaz e pode envolver uma combinação de quimioterapia de curta duração e, possivelmente, radioterapia.⁵

Ou seja, de modo geral, pacientes detectados precocemente muitas vezes necessitam de tratamentos menos agressivos em comparação com aqueles diagnosticados em estágios mais avançados. Isso pode resultar em menos efeitos colaterais e um impacto menor na qualidade de vida do paciente. ⁹

Como podemos perceber, o linfoma de Hodgkin é uma condição relativamente grave, mas com altas taxas de cura. Sendo assim, não deixe de buscar auxílio médico caso note algum dos sintomas mencionados ao longo do conteúdo!

Para continuar se informando sobre o câncer e outras doenças que podem afetar a sua qualidade de vida, acesse o portal A Vida Plena e confira as nossas outras publicações!

Referências:

1. Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (ABRALE). O que é Linfoma de Hodgkin? O que causa o Linfoma? [Internet]. São Paulo: ABRALE; 2024 [acessado em 31 de julho de 2024]. Disponível em: https://abrale.org.br/doencas/linfomas/lh/o-que-e/

2. Instituto Nacional de Câncer (INCA). Linfoma de Hodgkin [Internet]. Rio de Janeiro: INCA; 2024 [acessado em 31 de julho de 2024]. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/linfoma-de-hodgkin

3. Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (ABRALE). Você sabe quais são sinais e sintomas do Linfoma de Hodgkin? [Internet]. São Paulo: ABRALE; 2024 [acessado em 31 de julho de 2024]. Disponível em: https://abrale.org.br/doencas/linfomas/lh/sinais-e-sintomas/

4. Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (ABRALE). Linfoma de Hodgkin – Qual exame detecta Linfoma? [Internet]. São Paulo: ABRALE; 2024 [acessado em 31 de julho de 2024]. Disponível em: https://abrale.org.br/doencas/linfomas/lh/diagnostico/

5. Kaseb H, Babiker HM. Hodgkin Lymphoma [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2023 [acessado em 31 de julho de 2024]. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK499969

6. Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (ABRALE). Tratamento do Linfoma de Hodgkin | Linfoma tem cura? [Internet]. São Paulo: ABRALE; 2024 [acessado em 31 de julho de 2024]. Disponível em: https://abrale.org.br/doencas/linfomas/lh/tratamento/

7. Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (ABRALE). Linfoma é câncer? Saiba tudo sobre os linfomas e como tratar [Internet]. São Paulo: ABRALE; 2024 [acessado em 31 de julho de 2024]. Disponível em: https://abrale.org.br/doencas/linfomas/

8. Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (ABRALE). Leucemias [Internet]. São Paulo: ABRALE; 2024 [acessado em 31 de julho de 2024]. Disponível em: https://abrale.org.br/doencas/leucemia/

9. World Health Organization. Promoting Cancer Early Diagnosis [Internet]. Genebra: WHO; 2022 [acessado em 31 de julho de 2024]. Disponível em: https://www.who.int/activities/promoting-cancer-early-diagnosis