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Publicado em: 9 de maio de 2024
Assuntos abordados
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A depressão é um transtorno com diversos sintomas.1 Eles afetam a qualidade de vida dos pacientes acometidos e podem prejudicar diversas áreas do cotidiano, como os estudos e os relacionamentos interpessoais.1
Entre os sentimentos, é possível mencionar o distanciamento afetivo.2 Ele consiste na mudança na percepção das sensações e pode ser causado pelo transtorno depressivo ou pelo uso de algumas medicações.2
Continue a leitura para saber mais sobre o assunto!
O episódio depressivo é um problema psicoemocional também conhecido como depressão.1 Envolve um estado de humor deprimido e/ou a perda de prazer ou interesse em atividades por longos períodos.1
Ao contrário das mudanças de humor regulares e dos sentimentos sobre a vida cotidiana, a depressão é algo mais profundo e abrangente. Ela pode afetar todos os aspectos da vida de uma pessoa, incluindo os relacionamentos com familiares, amigos e comunidade, bem como o desempenho escolar e profissional.1
Qualquer pessoa pode ser afetada, independentemente de sua idade, sexo ou origem.1 No entanto, indivíduos que passaram por abusos, perdas severas ou outros eventos estressantes têm maior probabilidade de desenvolver o problema.1 Além disso, estatisticamente, as mulheres são mais propensas a serem diagnosticadas do que os homens.1
Durante as crises, a pessoa experimenta um estado de humor deprimido, podendo se sentir triste ou ter picos de irritabilidade.1 Além disso, é comum que haja uma perda de prazer ou interesse em atividades que antes eram rotineiras e faziam parte das preferências do indivíduo.1
Além do humor deprimido, outros sintomas podem estar presentes, como:1
Além disso, um sentimento muito comum é o distanciamento afetivo.2 Falaremos mais sobre ele a seguir!
O distanciamento afetivo, também conhecido como embotamento emocional, é uma condição presente em diversos transtornos psiquiátricos, incluindo depressão, esquizofrenia e transtorno de estresse pós-traumático.2
Ele se refere a uma sensação de amortecimento das emoções, tanto as positivas quanto as negativas.2 Dessa forma, ele se diferencia da anedonia, que tem como característica um interesse ou prazer marcadamente diminuído em atividades.2
Sendo assim, os pacientes que sofrem de distanciamento afetivo experimentam uma redução em uma gama mais ampla de emoções, incluindo amor, afeto, medo e raiva.2
A apatia, por sua vez, é um problema caracterizado pela falta de gratificação.2 No entanto, ela não é atribuída ao comprometimento cognitivo, diminuição do nível de consciência ou angústia emocional.2
O distanciamento emocional é um sintoma comum em pacientes com depressão, especialmente aqueles tratados com inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRSs) ou inibidores seletivos de recaptação de serotonina-noradrenalina (IRSNs).3
As pessoas afetadas frequentemente relatam que experimentam uma restrição de emoções nesse cenário, com sensação de “entorpecimento” emocional, acompanhada de redução na capacidade de responder aos estímulos externos.3
Um bom exemplo disso é a diminuição da capacidade de rir ou chorar.3 Além disso, menos empatia, perda de inspiração ou paixão por atividades criativas, e sentimento de indiferença em relação aos outros, são comuns.3
Isso pode impactar todos os aspectos da vida e do cotidiano dos pacientes, incluindo o trabalho, a vida social e as relações familiares.3 Por exemplo, pessoas que experimentam distanciamento emocional podem evitar ou ignorar suas responsabilidades, o que pode levar a problemas no trabalho ou na escola, dificuldades financeiras, além de ter um efeito prejudicial nos relacionamentos pessoais.3
O tratamento do distanciamento afetivo é feito em conjunto com o do transtorno depressivo.4 Sendo assim, continue para conhecer algumas medidas que podem ajudar nesse processo!
A psicoterapia é uma das abordagens psicológicas mais comuns para tratar a depressão.4 Ela visa identificar e modificar padrões de pensamento negativos que contribuem para os sintomas depressivos.4
De modo geral, uma das psicoterapias mais empregadas combina duas abordagens de tratamento: terapia cognitiva, que se concentra na mudança de pensamentos distorcidos e terapia comportamental, que visa modificar comportamentos negativos.4
Algumas técnicas de relaxamento, como relaxamento muscular progressivo e treinamento autógeno, assim como a prática de yoga, podem ajudar a reduzir os sintomas de depressão, especialmente em casos leves a moderados.4
Além das atividades de relaxamento, a prática de exercício regular — como caminhada, corrida, natação ou ciclismo — pode ser benéfica para aliviar os sintomas e melhorar o humor.4 No entanto, sua eficácia varia de pessoa para pessoa.4
Em casos de depressão moderada a grave, medicamentos antidepressivos podem ser prescritos.4 Existem vários tipos, dentro desta temática destacam-se os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRSs) e inibidores seletivos da recaptação de serotonina-noradrenalina (IRSNs).5 Eles ajudam a aliviar os sintomas e são usados em conjunto com a terapia psicológica.4,5
De qualquer forma, a mensagem é clara: há tratamento para os transtornos de afeto e humor e todos os sintomas associados, incluindo o distanciamento afetivo.4 Ou seja, você não está só nessa jornada. Busque ajuda e melhore a sua qualidade de vida com as opções disponíveis!
Chegamos ao fim da nossa conversa sobre distanciamento afetivo e depressão. Agora que você entende mais sobre esse problema e tem as informações necessárias sobre os tratamentos disponíveis, não deixe de buscar ajuda profissional, tudo bem?
Para continuar se atualizando sobre este e outros problemas de saúde, acesse o portal Vida Plena! Por lá, você encontra dicas para manter seu bem-estar em dia.
Conteúdo elaborado em 5 mar. 2024
Referências:
1. World Health Organization (WHO). Depressive Disorder (depression) [internet]. 2023 [Acesso em: 5 mar. 2024]. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/depression.
2. Ma H, Cai M, Wang H. Emotional Blunting in Patients With Major Depressive Disorder: A Brief Non-systematic Review of Current Research. Front Psychiatry. 2021;12:792960.
3. Christensen MC, Ren H, Fagiolini A. Emotional blunting in patients with depression. Part II: relationship with functioning, well-being, and quality of life. Ann Gen Psychiatry. 2022;21(1):20.
4. National Library of Medicine. Treatments for depression [internet]. Institute for Quality and Efficiency in Health Care (IQWiG). 2020 [acesso em 5 mar. 2024]. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK279282/>.
5. NHS. Overview – Antidepressants. [acesso em: 15 abr. 2024] Disponível em: https://www.nhs.uk/mental-health/talking-therapies-medicine-treatments/medicines-and-psychiatry/antidepressants/overview/.
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