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Publicado em: 18 de outubro de 2022
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O Alzheimer é definido como uma doença neurodegenerativa crônica, que se manifesta lentamente, com progressão dos sintomas ao longo do tempo. Esse agravamento da patologia pode evoluir para quadros mais graves, levando até mesmo à morte.1 Por isso, é importante que o paciente e seus cuidadores conheçam a fundo as fases do Alzheimer.
Apesar de não haver cura para o Alzheimer, existem tratamentos que, se seguidos corretamente, podem desacelerar o avanço da doença. Como em qualquer outra condição, o diagnóstico precoce é importante para que sejam alcançados os resultados desejados com o tratamento.2
Dada a importância de conhecer as fases do Alzheimer, separamos a seguir os principais sintomas de cada uma delas. Continue com a leitura para saber mais!
Como essa doença afeta as pessoas de forma diferente, os sintomas são divididos em fases. Por isso, o tempo de duração de cada estágio é bem variável: em alguns casos, os sintomas evoluem de forma lenta, enquanto, em outros, o agravamento é mais rápido. Em algumas situações, o problema evolui, provocando surtos, seguidos de períodos de estabilidade, que podem durar até mais de um ano. Confira as principais fases a seguir.3
Apesar de já haver danos cerebrais, em sua fase inicial, a doença de Alzheimer pode não apresentar sintomas. Na pré-demência, os sintomas são bem sutis, podendo ser confundidos com o envelhecimento natural do paciente. Nesse estágio da doença, pode haver leves perdas de memória recente, mudanças na atenção e sintomas depressivos.4
No primeiro momento, ao suspeitar do Alzheimer, o médico pode solicitar testes neuropsicológicos — uma vez que, clinicamente, os sintomas são muito sutis para serem facilmente detectáveis. Esses testes permitem descobrir a doença bem antes de o paciente preencher todos os requisitos para diagnosticar o Alzheimer.4
Segundo o Ministério da Saúde, o primeiro sintoma do Alzheimer é a perda de memória recente. Embora esse sintoma também possa se apresentar na fase anterior, aqui, ele pode se agravar. A pessoa tem mais dificuldades para encontrar palavras, para tomar decisões e pode ficar confusa em relação ao tempo e ao espaço.5
O paciente geralmente ainda é independente, podendo realizar suas atividades diárias normalmente. Apesar da autonomia, familiares e pessoas mais próximas conseguem observar alguns lapsos de memória, como o esquecimento dos locais onde se guardam os objetos.5
Alguns problemas de memória ou de concentração já podem ser detectados pelo médico em uma consulta mais detalhada. Nesse estágio, você pode auxiliar o paciente, ajudando-o a perceber se ele está executando em dia suas atividades principais. Você pode, por exemplo, checar se ele pagou em dia as contas fixas do mês.5
Nessa fase da doença, a capacidade para realizar tarefas mais comuns e coordenar movimentos fica comprometida. As limitações já são evidentes e começam a afetar a rotina do paciente, como no cuidado com a casa, a higiene pessoal e a lembrança dos nomes de pessoas próximas. Podem surgir, também, crises de alucinações, repetição da mesma pergunta várias vezes e distúrbios graves do sono.6
O paciente, nesse estágio, pode chegar ao ponto de precisar de cuidados o tempo todo para as tarefas do dia a dia. É nessa fase que a doença progride mais rapidamente, e o enfermo precisará cada vez mais de cuidados de outras pessoas. A mudança de comportamento e de personalidade fica cada vez mais evidente, tornando-se perigoso para o paciente ficar sozinho.6
Nesse momento, se você oferecer poucas opções de roupas para ele se trocar, vai ajudá-lo a não ficar confuso na hora de tomar decisões. Você pode, também, colocar as roupas na ordem de serem vestidas para facilitar. Ele pode ser convidado a contar histórias e ser incentivado a usar a imaginação nesses instantes.6
Aqui, a pessoa com Alzheimer já está com a memória altamente afetada, com muita dificuldade em se lembrar de informações antigas e recentes. Nesse estágio, o paciente pode não conseguir se alimentar, já com dificuldade até para engolir os alimentos. Além disso, a pessoa pode apresentar incontinência urinária e fecal, podendo, também, precisar de auxílio para caminhar.7
Como pode haver dificuldade para se comunicar por meio de palavras, é importante que você desenvolva meios de comunicação por meio dos sentidos. Pode, por exemplo, colocar músicas para o paciente ouvir, ver fotos antigas com ele ou contar histórias.7
Nesse momento, a pessoa já está bem debilitada. Isso pode causar complicações que podem deixá-la acamada ou até mesmo hospitalizada, levando ao risco de desenvolver infecções. Por isso, na fase terminal, o auxílio de familiares e pessoas próximas se torna fundamental para o manejo do paciente com Alzheimer.7
Tenha você um conhecido com Alzheimer ou não, essa pode ser uma pergunta difícil de responder. Afinal, meu parente tem ou não Alzheimer? Se sim, em qual fase ele está? Devo me preocupar?
Essas são perguntas frequentes, para as quais não existe uma fórmula única. O ideal é sempre contar com um profissional de confiança e buscar ajuda médica. Os profissionais mais capacitados para lidar com o Alzheimer são os neurologistas, psiquiatras e geriatras — médicos que cuidam, respectivamente, do sistema nervoso, da psique e dos idosos.
Além disso, como já mencionamos, o cuidado de alguém com Alzheimer pode ser multiprofissional, requerendo especialistas de outras áreas. O auxílio de psicólogos, nutricionistas e fisioterapeutas, por exemplo, pode ser essencial para garantir maior qualidade de vida, conforto e longevidade a esses pacientes.
Por fim, um detalhe que não podemos nos esquecer é que, frequentemente, pacientes com Alzheimer também lidam com outros problemas de saúde. Podemos citar alguns mais comuns em idosos, como o diabetes e a hipertensão. Por isso, é importante que cuidadores e pessoas próximas fiquem atentas para auxiliar na medicação e no controle dessas outras comorbidades.
Para diagnosticar a doença de Alzheimer, é necessária uma ampla avaliação médica. Por isso, se você presenciou alguma perda de memória recente em seus familiares, é importante procurar ajuda médica o mais rápido possível. Quanto antes a doença for descoberta, mais eficaz será o tratamento, afinal #AlzheimerSeTrata.
1. Alzheimer’s Association. 2016 Alzheimer’s disease facts and figures. Alzheimers Dement. 2016;12(4):459-509.
2. Chu LW. Alzheimer’s disease: early diagnosis and treatment. Hong Kong Med J. 2012;18(3):228-37.
3. Atri A. The Alzheimer’s Disease Clinical Spectrum: Diagnosis and Management. Med Clin North Am. 2019;103(2):263-293.
4. RYAN, N. S.; ROSSOR, M. N. Defining and describing the pre-dementia stages of familial Alzheimer’s disease. Alzheimer’s Research & Therapy, v. 3, n. 5, p. 29, 2011.
5. ALZHEIMER’S ASSOCIATION. Stages of Alzheimer’s. Disponível em: <https://www.alz.org/alzheimers-dementia/stages>.
6. The middle stage of dementia | Alzheimer’s Society. Disponível em: <https://www.alzheimers.org.uk/about-dementia/symptoms-and-diagnosis/how-dementia-progresses/middle-stage-dementia>.
7. The stages of Alzheimer’s disease. Disponível em: <https://alzheimer.ca/en/about-dementia/what-alzheimers-disease/stages-alzheimers-disease>.
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