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Publicado em: 2 de dezembro de 2024
Assuntos abordados
Adotar medidas especiais e cuidados em pacientes com doença de Alzheimer é indispensável porque ela provoca mudanças complexas no cérebro. A memória é o primeiro aspecto a ser prejudicado pelo problema, mas os sintomas evoluem com o passar do tempo.1
As alterações cerebrais podem se iniciar até mesmo anos antes de os sinais da doença se manifestarem.1 Gradativamente, ela evolui para estágios mais graves, até que a pessoa seja completamente dependente dos outros.2
Essa complexidade do quadro é o que gera os desafios do cuidado com Alzheimer e leva à necessidade de o cuidador saber como abordar o problema da melhor forma.
Neste conteúdo, falamos um pouco sobre esse transtorno neurodegenerativo e os principais desafios que ele traz. Também apresentaremos algumas estratégias para lidar com pacientes de Alzheimer. Boa leitura!
A doença de Alzheimer é um transtorno neurodegenerativo que provoca demência2. Assim, compromete as funções cognitivas da pessoa, como memória, pensamento e raciocínio. Também afeta as habilidades comportamentais, causando prejuízos para o desempenho em atividades rotineiras e até mesmo tarefas simples.1,2
Essa doença é progressiva e fatal.2 Trata-se de uma doença crônica que causa alterações na estrutura do cérebro, formando aglomerados anormais (placas amiloides) e emaranhados de fibras, chamados neurofibrilares, que causam a morte progressiva dos neurônios.1
Essas alterações costumam afetar primeiro a memória.1,2. Depois, começa a apresentar dificuldade para raciocinar e até mesmo a ter problemas para reconhecer familiares e amigos. A pessoa pode se perder, não conseguir lidar com dinheiro ou pagar contas e faz as mesmas perguntas.1
Os sintomas vão se tornando mais intensos e causando cada vez mais comprometimento cognitivo.1,2 Por isso, as pessoas próximas precisam adotar cuidados para os pacientes com Alzheimer, de forma a proporcionar mais qualidade de vida para ele.
O curta-metragem brasileiro “Esta noite seremos felizes”, dirigido por Diego dos Anjos e estrelado por Othon Bastos e Bete Mendes, mostra um pouco de como é o dia a dia de uma pessoa com Alzheimer e da realidade daqueles que convivem com ela. É uma produção emocionante que vale a pena conferir.
Um dos primeiros desafios do cuidado com Alzheimer é o diagnóstico inicial. Isso porque o começo da doença pode ser interpretado de forma errônea como consequência normal do processo de envelhecimento,3 já que a maioria dos diagnósticos acontece em pessoas com mais de 65 anos.4
Também falta profissionais especializados para realizar o tratamento,3 e os cuidadores ainda precisam lidar com uma doença que, por sua característica, vai se agravar.1,2
Com o passar do tempo, ela evolui para um quadro grave até chegar à sua fase terminal. Por isso, os cuidados aos pacientes com Alzheimer tendem a se intensificar conforme a doença avança, afinal, o nível de dependência aumenta até se tornar total.2
Como cada estágio da doença causa um tipo de comprometimento,2 as tarefas dos cuidadores são sempre dinâmicas, e as atividades vão se construindo conforme a necessidade.3
Essa dedicação necessária e todos os cuidados aos pacientes com Alzheimer também afetam a vida do cuidador, o que tende a trazer prejuízos para os relacionamentos.3
Inclusive,alguns profissionais e instituições não estão preparados para dar suporte em relação a essas questões. O conjunto de situações leva a uma sobrecarga de papéis e a sintomas psiquiátricos nos cuidadores, em função da falta de apoio que enfrentam.3
A falta de conhecimento sobre a doença de Alzheimer é uma situação que pode prejudicar o desempenho dos cuidadores. Isso porque interfere na maneira como eles planejam e executam as ações de cuidado no dia a dia, afetando a eficácia das medidas adotadas.5
A doença também tende a desencadear problemas como agitação, ansiedade, depressão e outros sintomas psicológicos e comportamentais.1 Para lidar com eles, é importante que o cuidador esteja bem informado sobre a dinâmica e a evolução da doença.5
Buscar programas de auxílio, educação intensiva e até mesmo cursos pode facilitar os cuidados em relação às mudanças no comportamento que ocorrem nos pacientes.5 Entretanto, o ideal é que sejam adotadas medidas de acordo com cada caso e em função dos sintomas manifestados pelo paciente.6
As alterações comportamentais costumam afetar a segurança da pessoa, por exemplo. Por isso, os cuidadores precisam identificar quais são as situações de risco para adotar estratégias e gerenciar as diferentes situações que acontecem — e que podem mudar de um dia para o outro, exigindo adequações constantes.6
De toda forma, é válido, por exemplo:6
A administração de medicamentos também pode ser uma abordagem que o médico pode orientar para o controle das mudanças comportamentais.7
Antes de tudo, é importante não negar que os problemas de comunicação existem. A pessoa com Alzheimer sente uma dificuldade real nesse processo de interação, o que pode gerar um estresse intenso e desgastes no relacionamento com os outros.5
Cada paciente tem um nível de comprometimento da sua capacidade de comunicação. Logo, a dificuldade para conversar com a pessoa com Alzheimer tende a ser maior conforme a fase da doença. As características do quadro ajudam a definir a melhor estratégia para manter uma comunicação clara e eficiente.5
Como esse processo não é muito fácil, o diálogo precisa envolver diferentes recursos. O ideal é ir além da fala comum e dar entonação para o discurso. Também é possível complementar com gestos, atitudes, contato físico e ainda utilizar a escrita. De toda forma, a qualidade da comunicação vai depender de quanto a memória, a linguagem e o raciocínio do paciente estão comprometidos.5
Você viu que a segurança é um aspecto muito relevante entre os cuidados com paciente Alzheimer.5 Com o passar do tempo e o agravamento do quadro, a pessoa perde as habilidades para cuidar de si mesma, ainda que more em sua própria casa. Isso faz com que esteja em risco, e o cuidador precisa deixar a residência mais segura.8
Diversas medidas preventivas precisam ser adotadas para que acidentes não aconteçam. Afinal, alterações de comportamento, como agitação e perambulação, são aspectos que podem não ser controlados.8
O que pode ser feito para prevenir é:8
Estabelecer um plano de cuidados diários ajuda a manter a rotina, o que facilita tanto a vida do cuidador quanto a do paciente de Alzheimer. Esse cronograma pode ser criado com o auxílio da própria pessoa, até mesmo para incluir atividades de que ela gosta.9
Esse planejamento diário precisa conter, por exemplo:9
Com o tempo, será necessário rever esse planejamento, já que as habilidades da pessoa vão mudar em função da evolução da doença.9
A rotina de acompanhamento médico também é importante. Afinal, a Doença de Alzheimer não tem cura, mas é preciso conversar com um especialista para definir o tratamento mais eficaz em cada situação, dependendo do estágio da doença, dos sintomas e daquilo que funciona melhor para oferecer conforto físico e emocional ao paciente.1
É importante saber como cuidar de alguém com Alzheimer no momento em que a pessoa está, mas tendo consciência daquilo que virá. Afinal, com a progressão da doença, é preciso intensificar os cuidados.4
Pacientes em estágio inicial têm um pouco mais de independência e autonomia. Assim, o cuidador oferece suporte, faz companhia e ajuda no planejamento do futuro.10
Para pacientes no estágio intermediário, há mais cuidados diários. A pessoa precisa de ajuda para comer, se vestir e concluir tarefas. O cuidador vai assumir uma responsabilidade maior e precisará de flexibilidade e paciência.11
No estágio mais avançado, o objetivo é garantir dignidade e qualidade de vida. Nem sempre é possível proporcionar bons cuidados com paciente de Alzheimer em casa nessa fase da doença. Então, por mais difícil que seja a decisão, pode ser melhor para a pessoa estar em uma instituição especializada nesse tipo de assistência.12
Os cuidados aos pacientes com Alzheimer têm um peso significativo na vida do cuidador. Existem processos psicológicos envolvidos nesse contexto e, conforme explicamos, muitas vezes essa tarefa afeta de forma negativa a vida pessoal do indivíduo.3
O Estatuto do Idoso estabelece que é obrigação da família assegurar que a pessoa idosa seja prioridade absoluta. A lei também determina que deve ser priorizado o atendimento pelos próprios familiares, em detrimento daquele oferecido em asilos.3
Mas antes, é preciso entender se as famílias de fato têm condições para oferecer bons cuidados para o paciente com Alzheimer. Assim, o ideal é avaliar a estrutura e a saúde mental dessas pessoas, considerando que é um trabalho que gera sobrecarga e desencadeia sintomas psiquiátricos.3
Além da falta de apoio dos familiares, o próprio comportamento agressivo do paciente e a agitação geram um fardo para o cuidador. Isso aumenta o nível de estresse e pode até mesmo causar patologias, como a síndrome de Burnout.3
Sendo assim, a doença de Alzheimer é um problema que afeta a vida familiar e pessoal dos cuidadores. Por isso, é importante que eles também recebam apoio de profissionais especializados, até mesmo para ter mais esclarecimentos sobre a doença, a sua progressão e como lidar com o paciente.3
Por tudo isso, é fato que os cuidados aos pacientes com a doença de Alzheimer são fundamentais em função da dependência que a doença causa.1,2 Isso leva à necessidade de conhecer melhor o problema e como se manifesta em seus diferentes estágios. Ao mesmo tempo, precisamos de um olhar mais empático para o cuidador, devido ao papel importante e complexo que ele exerce.3
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Conteúdo elaborado em 1 de ago. 2024.
Referências:
1. National Institute on Aging. Alzheimer’s Disease fact sheet [Internet]. National Institute on Aging. 2023. Disponível em: https://www.nia.nih.gov/health/alzheimers-and-dementia/alzheimers-disease-fact-sheet. Acesso em: 11 ago. 2024.
2. Alzheimer [Internet]. Ministério da Saúde. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/alzheimer. Acesso em: 11 ago. 2024.
3. Falcão DV da S, Bucher-Maluschke JSNF. Cuidar de familiares idosos com a doença de alzheimer: uma reflexão sobre aspectos psicossociais. Psicologia em Estudo [Internet]. 2009 Dec 1;14:777–86. Disponível em: https://www.scielo.br/j/pe/a/PtwGf5KNzHgF7GprhCstv7B/. Acesso em: 11 ago. 2024.
4. Ajuda sobre Alzheimer e demência | Brasil [Internet]. Alzheimer’s Association. Disponível em: https://www.alz.org/br/demencia-alzheimer-brasil.asp. Acesso em: 11 ago. 2024.
5. Leite CDSM, Menezes TLM de, Lyra ÉV de V, Araújo CMT de. Conhecimento e intervenção do cuidador na doença de Alzheimer: uma revisão da literatura. Jornal Brasileiro de Psiquiatria. 2014 Mar;63(1):48–56. Disponível em: https://www.scielo.br/j/jbpsiq/a/5j7hs6VPWkKTQjCxTBGXvYG/abstract/?lang=pt. Acesso em: 11 ago. 2024.
6. Marins AM da F, Hansel CG, Silva J da. Mudanças de comportamento em idosos com Doença de Alzheimer e sobrecarga para o cuidador. Escola Anna Nery – Revista de Enfermagem. 2016;20(2). Disponível em: https://www.scielo.br/j/ean/a/GDDrj9PsLd79QjNSfrc9NHR/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 11 ago. 2024.
7. Tamai S. Tratamento dos transtornos do comportamento de pacientes com demência. Revista Brasileira de Psiquiatria. 2002 Apr;24(suppl 1):15–21. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbp/a/dkRP39R7MCSwXNGHQWkMNBG/. Acesso em: 11 ago. 2024.
8. Home Safety and Alzheimer’s Disease [Internet]. National Institute on Aging. Disponível em: https://www.nia.nih.gov/health/safety/home-safety-and-alzheimers-disease. Acesso em: 11 ago. 2024.
9. Alzheimer’s Association. Daily Care Plan [Internet]. Alzheimer’s Disease and Dementia. 2020. Disponível em: https://www.alz.org/help-support/caregiving/daily-care/daily-care-plan. Acesso em: 11 ago. 2024.
10. Alzheimer’s Association. Early-Stage Caregiving [Internet]. Alzheimer’s Disease and Dementia. 2019. Disponível em: https://www.alz.org/help-support/caregiving/stages-behaviors/early-stage. Acesso em: 11 ago. 2024.
11. Alzheimer’s Association. Middle-Stage Caregiving [Internet]. Alzheimer’s Disease and Dementia. 2019. Disponível em: https://www.alz.org/help-support/caregiving/stages-behaviors/middle-stage. Acesso em: 11 ago. 2024.
12. Alzheimer’s Association. Late-Stage Caregiving [Internet]. Alzheimer’s Disease and Dementia. 2019. Disponível em: https://www.alz.org/help-support/caregiving/stages-behaviors/late-stage. Acesso em: 11 ago. 2024.
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