Scroll
Osteoporose: causas, sintomas, tratamento e mais!

Sem tempo para ler? Clique no play abaixo para ouvir esse conteúdo.

A osteoporose é uma doença óssea que se caracteriza pela perda progressiva de massa óssea, tornando os ossos mais porosos, frágeis e suscetíveis à fraturas.1 

Considerada uma doença silenciosa por não apresentar sintomas visíveis, ela é a principal causa de fraturas em mulheres que já estão na menopausa e em homens mais velhos.1

Por que os ossos ficam fracos?

Não existe uma única causa para a osteoporose, mas sim um conjunto de fatores que influenciam e favorecem o desenvolvimento da osteoporose.1,2

  • Menopausa: com a interrupção da menstruação, ocorre diminuição dos níveis do hormônio feminino estrogênio, que é fundamental para manter a massa óssea.1,2
  • Envelhecimento: à medida que envelhecemos, a perda de massa óssea aumenta e ocorre mais rapidamente.1,2
  • Hereditariedade: a osteoporose é mais frequente em pessoas com antecedentes familiares da doença.1,2
  • Dieta pobre: o cálcio e a vitamina D são fundamentais na formação óssea. O leite e seus derivados são a melhor fonte.1,2
  • Excesso de fumo e álcool: observa-se uma maior incidência da doença em pessoas que consomem álcool e fumam em excesso.1,2
  • Imobilização prolongada: a prática de exercício físico é importante para a formação e o fortalecimento dos ossos. Grandes períodos de imobilização e a falta de exercícios contribuem para a osteoporose.1,2
  • Medicamentos: alguns medicamentos, como os corticóides, em tratamentos de longa duração, favorecem a redução da massa. 1,2
  • Pessoas brancas e asiáticas têm mais chance de desenvolverem a doença. 1,2

Quais são os sintomas da osteoporose?

Como vimos, a osteoporose é tida como uma condição silenciosa. No entanto, em alguns casos, ela pode estar associada a certos sintomas, que incluem:1

  • dor intensa nas costas;
  • diminuição da estatura (altura);
  • deformidades na coluna;
  • quedas mais frequentes.

Quais são os cuidados preventivos para evitar a osteoporose?

Suplementação de cálcio e vitamina D – a ingestão adequada de cálcio e vitamina D é essencial para a formação e manutenção da densidade óssea, ajudando a reduzir o risco de fraturas, especialmente no quadril. No entanto, essa suplementação deve ser feita personalizadamente, considerando as particularidades dos pacientes.3

Exercícios – exercícios que envolvem suporte de peso e fortalecimento muscular são recomendados para prevenir a osteoporose por melhorarem a agilidade, postura, equilíbrio e força, reduzindo o risco de quedas.3

Mudanças no estilo de vida – o tabagismo e o consumo excessivo de álcool são prejudiciais à saúde óssea. Embora a quantidade exata de álcool que causa danos ainda seja debatida, recomenda-se que mulheres não excedam uma unidade de álcool por dia e homens, duas unidades por dia. Por isso, o indicado é deixar de fumar e limitar a bebida ao máximo!3

Uso de medicamentos – alguns pacientes podem se beneficiar do uso de  medicamentos  antirreabsortivos (que impedem a reabsorção dos ossos) ou moduladores seletivos dos receptores de estrogênio.3

Como é feito o diagnóstico da osteoporose?

Osteoporose: causas, sintomas, tratamento e mais!

Densitometria óssea – É um exame que ajuda na identificação da densidade mineral óssea. Deve ser feito por mulheres com mais de 65 anos e homens acima dos 70, além de pessoas com fatores de risco para osteoporose, independentemente da idade.

Exames laboratoriais – Exames de sangue e urina podem ajudar a identificar se a osteoporose está sendo causada por outra doença ou a verificar se o tratamento está funcionando. Esses testes avaliam os níveis de cálcio e vitamina D no corpo.4

Exames de imagem – os médicos também podem pedir um raio-x para verificar se há fraturas, mesmo que a pessoa não sinta dor. Isso é importante porque fraturas na coluna aumentam muito o risco de outras fraturas.4

Quais são os tratamentos disponíveis para a osteoporose?

O tratamento da osteoporose começa do mesmo jeito que as formas de prevenção: a partir da mudança de atitudes no estilo de vida. Por isso, é recomendado  manter uma rotina de exercícios físicos, além de parar de fumar e limitar o consumo de álcool no dia a dia.5

No entanto, a implementação de algumas terapias também faz parte de tudo isso. 

Medicamentos que reduzem a perda óssea – ajudam a diminuir a velocidade com que o osso é reabsorvido pelo corpo, ajudando a manter a densidade óssea. Eles podem ser oferecidos na forma de comprimidos, efervescentes ou injeções.5

É importante seguir as instruções do médico para tomar esses medicamentos corretamente e estar ciente dos possíveis efeitos colaterais, como desconforto gastrointestinal e raros problemas ósseos.5

Medicamentos que estimulam a formação óssea – tipo de fármaco ajuda a estimular a produção de novo osso, ajudando a aumentar a densidade óssea.5

Terapias hormonais – Por fim, alguns medicamentos hormonais podem ajudar a aumentar a densidade óssea e reduzir o risco de fraturas, especialmente na coluna vertebral. No entanto, eles podem ter efeitos colaterais e não devem ser usados por todas as pessoas, especialmente aquelas grávidas ou amamentando.5

Apesar disso, ela pode ser indicada para mulheres pós-menopausa. Isso porque a deficiência de estrogênio leva a uma perda óssea rápida, especialmente nos primeiros 2 a 3 anos após o fim dos ciclos menstruais.6

Qual é a importância do diagnóstico precoce?

No caso da osteoporose, identificar a condição logo em seu início ajuda a evitar fraturas ósseas. Além disso, um diagnóstico rápido ajuda a evitar custos excessivos e os impactos sociais associados à condição.7

Agora que você já sabe o que é a osteoporose, converse com o seu médico sobre a realização de exames específicos para esse diagnóstico caso você tenha mais do que 65 anos (para mulheres) ou 70 anos (para homens).4

Aproveite também para conferir o blog A Vida Plena! Por lá, você encontra muitas outras dicas e conteúdo sobre saúde, bem-estar e qualidade de vida. Esperamos você por lá! 

*Parágrafos não referenciados correspondem à opinião e/ou prática clínica do autor.

*As opiniões emitidas pelo(a) especialista são independentes e, necessariamente, não refletem a opinião da Libbs

Data de elaboração: 19 de dezembro de 2024

Referências:

1. National Institute of Arthritis and Musculoskeletal and Skin Diseases. Osteoporosis [Internet]. 2022. Disponível em: https://www.niams.nih.gov/health-topics/osteoporosis. Acesso em: 31 ago. 2024.

2. Sociedade Brasileira de Reumatologia. Osteoporose: cartilha para pacientes [internet]. 2011. Disponível em: https://www.reumatologia.org.br/download/osteoporose-a4/. Acesso em: 19 dez. 2024.

3. Kling JM, Clarke BL, Sandhu NP. Osteoporosis Prevention, Screening, and Treatment: A Review. Journal of Women’s Health. 2014 Jul;23(7):563–72.

4. Brasil. Ministério da Saúde. Conitec. Relatório de recomendação – Protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas – Osteoporose [internet]. 2022. Disponível em: https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/consultas/relatorios/2022/20220919_pcdt_osteoporose.pdf. Acesso em: 31 ago. 2024.

5. Tu KN, Lie JD, Wan CKV, Cameron M, Austel AG, Nguyen JK, Van K, Hyun D. Osteoporosis: A Review of Treatment Options. P T. 2018 Feb;43(2):92-104.

6. Gosset A, Pouillès JM, Trémollieres F. Menopausal hormone therapy for the management of osteoporosis. Best Practice & Research Clinical Endocrinology & Metabolism. 2021 Dec 1;35(6):101551.

7. Rinaldi C, Bortoluzzi S, Airoldi C, Leigheb F, Nicolini D, Russotto S, et al. The Early Detection of Osteoporosis in a Cohort of Healthcare Workers: Is There Room for a Screening Program? International Journal of Environmental Research and Public Health. 2021 Feb 1;18(3):1368.