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Publicado em: 27 de outubro de 2022
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Receber o diagnóstico de Alzheimer é uma notícia que choca não só o próprio paciente, mas também, quem está ao seu redor, uma vez que a doença é mais frequente em idosos que, a partir dela, passam a necessitar de cuidados especiais. Nesse momento, entender como funciona o cérebro com Alzheimer é o primeiro passo para conviver da melhor forma possível com a patologia.
Do comprometimento da memória à dificuldade de tomar decisões, esses são sintomas que passam a fazer parte da vida da pessoa com Alzheimer. Com o acompanhamento médico apropriado e a prática das atividades certas, é possível retardar a evolução da doença. Neste post, contamos mais sobre o Alzheimer e como conviver com ele. Confira!
O Alzheimer é uma doença sem cura, que é mais recorrente entre o público idoso e se agrava no decorrer do tempo. O principal sintoma da enfermidade é a demência, que se caracteriza como a perda de funções cognitivas — linguagem, memória e orientação —, ocorrida devido à morte das células cerebrais. Ainda não se sabe qual é a causa da doença, mas se especula que seja de origem genética1.
O nome faz referência a Alois Alzheimer, considerado primeiro médico a descrever a patologia, no ano de 1906. Ele estudou o cérebro de Auguste Deter, uma mulher que levava uma vida saudável, mas aos 51 anos, começou a perder a memória de forma progressiva, apresentando quadros de distúrbio de linguagem e desorientação, até não conseguir mais cuidar de si mesma1.
Ao compararmos um cérebro normal e um com Alzheimer, podemos observar uma série de diferenças que acabam por caracterizar a doença. A principal delas é o fato de a enfermidade provocar a morte das células nervosas, o que ocasiona a perda de tecido no órgão. Com isso, o cérebro do paciente vai encolhendo e perdendo as suas funções, o que não acontece com um ser humano saudável2.
O encolhimento do córtex cerebral, parte mais superficial do cérebro e que compreende a maior parte da massa cinzenta do órgão, danifica as áreas responsáveis pela organização de pensamentos, lembranças e planos. O processo de encolhimento é ainda mais acentuado no hipocampo, região do córtex que forma novas lembranças. Além disso, os ventrículos, espaço que comporta fluido, se expandem3.
Quando um pedaço de tecido com Alzheimer é visualizado pelo microscópio, fica evidente que o cérebro acometido pela doença tem uma quantidade menor de células nervosas e sinapses, comparado a um cérebro normal3.
Outro ponto relevante percebido são as placas, definidas como depósitos anormais oriundos de fragmentos, que se juntam e se fixam entre as células nervosas. Sem falar que as células que estão morrendo ou já estão mortas apresentam emaranhados neurofibrilares, cuja composição de sua estrutura se dá por filamentos torcidos, obtidos a partir de outra proteína3.
Ainda não há uma resposta sobre o que desencadeia a morte das células nervosas e o encolhimento do cérebro em um paciente diagnosticado com Alzheimer. Porém, a comunidade científica acredita que as placas e emaranhados são os causadores mais prováveis dessas alterações3.
As placas citadas anteriormente nada mais são do que pedaços de uma proteína denominada beta-amilóide que se aglomeram. Por sua vez, as beta-amilóides se formam por meio de uma membrana gordurosa, que tem o papel de envolver as células nervosas. Elas são ‘’pegajosas’’, o que facilita a formação de placas3.
Em especial, os grupos formados por pequenos pedaços de beta-amilóide representam maior perigo do que as placas propriamente ditas. Isso porque esses pequenos pedaços agem no bloqueio da sinalização que encontre entre as células nas sinapses. Não para por aí, pois eles também ativam as células que pertencem ao sistema imunológico, geram inflamações e se ‘’alimentam’’ das células deficientes3.
Quanto mais emaranhados existem no cérebro com Alzheimer, mais agressiva se torna a doença. Em resumo, eles destroem o sistema de transporte de células composto por proteínas3.
Em um cérebro normal, esse transporte acontece de maneira organizada, como filamentos que ficam paralelos e ordenados, em que as células e nutrientes são transportados. Nesse contexto, entra em cena a proteína tau, que dá suporte para que os filamentos continuem sempre retos3.
Já em um cérebro com Alzheimer, a tau é alterada e se transforma em filamentos torcidos — os emaranhados. Como consequência, eles perdem a capacidade de ficarem retos, além de romperem e se desintegrarem. Assim, os nutrientes e demais substâncias que são importantes para o bom funcionamento do cérebro deixam de ser transportados e acarretam a morte das células3.
O fato de o Alzheimer não ter cura faz com que o diagnóstico positivo para a doença seja assustador para o paciente e seus familiares. Contudo, com a adoção de hábitos mais saudáveis, é possível retardar a evolução da doença, o que contribui para que a pessoa tenha o seu bem-estar preservado, possa viver mais e melhor. Veja como desacelerar a evolução do Alzheimer.
A hipertensão, que também é uma doença crônica, pode causar declínio cognitivo. Para isso, ao longo dos anos, ela altera os pequenos vasos cerebrais, fazendo com que parem de funcionar, o que leva ao bloqueio ou interrupção do sangue no cérebro. O problema é mais grave em pessoas mais velhas e pode acelerar o avanço do Alzheimer4.
Nesse sentido, adotar um estilo de vida que mantenha a pressão arterial sob controle é imprescindível para barrar a progressão da doença. Isso inclui reduzir o consumo de sal, diminuir a ingestão de álcool, dar preferência para uma dieta baseada em alimentos naturais e evitar situações de estresse4.
A realização de atividades que estimulam o cérebro, como jogos de estratégia, traz ganhos em mobilidade, agilidade e coordenação motora. Além disso, possibilita o aprendizado de novas informações, a capacidade de aprender e reter memórias, reduzindo a velocidade da progressão do Alzheimer5.
O uso de jogos de estratégia também é uma boa dica para cuidadores que lidam com pacientes mais resistentes ao tratamento da doença, uma vez que são atividades interativas e com caráter lúdico, sendo aceitas com mais facilidade. Alguns deles são jogo da memória, quebra-cabeça e caça-palavras.
Que a prática de exercícios físicos ajuda na saúde mental, pode não ser uma novidade. No entanto, agora, sabe-se que se exercitar regularmente também ajuda a prevenir e retardar os sintomas do Alzheimer. As atividades aeróbicas, em especial, ajudam a manter o cérebro ativo, desacelerando o encolhimento do hipocampo, região do órgão que é responsável pela memória6.
Assim, é importante incentivar a pessoa com Alzheimer a praticar exercícios físicos regularmente, pelo menos, 30 minutos por dia. Algumas das atividades aeróbicas que podem ser praticadas com essa finalidade são dança, natação, ciclismo e jogos em equipe. O simples ato de trocar o elevador pelas escadas já pode contribuir no combate da patologia6.
Vale ressaltar que, embora as dicas citadas aqui sejam úteis para reduzir o progresso do Alzheimer, nenhuma delas substitui o tratamento médico e o uso de medicamentos adequados, devendo ser utilizadas como um complemento.
É crucial que familiares e cuidadores de idosos fiquem atentos ao seu comportamento e ao sinal de alterações, como perda de memória, desorientação e dificuldade de linguagem, e procurem ajuda médica. O diagnóstico precoce de Alzheimer aumenta a possibilidade de tratamentos do idoso, como o uso de medicamentos que reduzem a velocidade do declínio cognitivo e a perda de funções do cérebro do paciente.
Outro ponto positivo em descobrir a doença precocemente é o fato de permitir que a família otimize os cuidados com o paciente, ajudando-o a realizar atividades que diminuam a evolução da patologia. Além disso, adaptar a rotina do idoso para que não fique sujeito a situações de riscos, como andar sozinho pelas ruas, dirigir, lidar com as suas finanças, entre outras.
Ao ser diagnosticado com o Alzheimer, o paciente é encaminhado para um tratamento contínuo, que auxilia a manter o controle dos sintomas e retardar a degeneração cerebral característica da patologia. Para isso, é incluído o uso de medicamentos específicos, que devem ser tomados regularmente2.
O ideal é que o tratamento do paciente seja conduzido por uma equipe multidisciplinar, formada por um médico neurologista ou psiquiatra, fisioterapeuta, nutricionista e terapeuta ocupacional, a fim de evitar o aparecimento ou agravamento de outros sintomas, e garantir uma melhor qualidade de vida5.
Se não for tratado corretamente, o cérebro com Alzheimer pode se degenerar rapidamente, comprometendo a capacidade do idoso de manter uma simples conversa, por exemplo. Mais do que a introdução de medicamentos e a adoção de atividades que freiam a doença, é fundamental construir uma rede de apoio afetiva que proporcione dignidade e segurança ao paciente5.
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Referências:
1. Associação Brasileira de Alzheimer. O que é Alzheimer. ABRAz. Disponível em: https://abraz.org.br/2020/sobre-alzheimer/o-que-e-alzheimer-2/. Acessado em: 7 de outubro de 2022.
2. Sereniki, A., & Vital, M. A. B. F. (2008). A doença de Alzheimer: aspectos fisiopatológicos e farmacológicos. Revista de psiquiatria do Rio Grande do Sul, 30.
3. Alzheimer’s Association. A Doença de Alzheimer e o Cérebro. Disponível em: https://www.alz.org/brain_portuguese/09.asp. Acessado em: 7 de outubro de 2022.
4. Ungvari, Z., Toth, P., Tarantini, S., Prodan, C. I., Sorond, F., Merkely, B., & Csiszar, A. (2021). Hypertension-induced cognitive impairment: from pathophysiology to public health. Nature Reviews Nephrology, 17(10), 639-654.
5. Pessoa, A. O., de Oliveira, L. M. C., da Silva, N. K. M., Pimentel, P. H. R., & Santos, L. M. O. S. (2021). Os benefícios da Gameterapia na Doença de Alzheimer. Research, Society and Development, 10(15), e456101523053-e456101523053.
6. Ahlskog, J. E., Geda, Y. E., Graff-Radford, N. R., & Petersen, R. C. (2011, September). Physical exercise as a preventive or disease-modifying treatment of dementia and brain aging. In Mayo clinic proceedings (Vol. 86, No. 9, pp. 876-884). Elsevier.
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