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Chegamos ao terceiro volume de receitas gostosas e saudáveis para o seu tratamento oncológico. É muito bom tê-lo aqui conosco!

Se você está conhecendo esta série de livretos agora, saiba que tem em mãos um material atual com foco em auxiliar o seu tratamento oncológico por meio de receitas gostosas imunoprotetoras. Ou seja, que podem melhorar a sua imunidade, e preparar seu corpo para apresentar melhores condições de responder aos tratamentos.1-3

Tudo isso sob o olhar do que temos de mais importante nas últimas pesquisas científicas: por meio de uma dieta equilibrada, quais são os alimentos que, além de nutrir, também apresentam ação imunoprotetora para os pacientes com câncer?2-5

Neste volume, abordaremos o câncer de próstata e iniciaremos nossa conversa com um tema polêmico, acompanhado de muitas comprovações científicas.

Pesquisas importantes indicam que é muito importante evitar o leite de origem animal (em todas as suas formas: em pó, de saquinho, embalagem tetrapack), assim como seus derivados (queijos, iogurtes, coalhadas), pois seu consumo regular está diretamente relacionado ao desenvolvimento de alguns tipos de cânceres e, entre eles, o de próstata.6-9

Você sabe qual é o fator ambiental, presente no nosso dia a dia, capaz de moldar a atividade do genoma humano?1,10

Se alguém respondeu que é a comida, sim, acertou!

Durante a última década, a compreensão das funções biológicas do leite mudou drasticamente. Antes, a visão de que o leite era apenas um “alimento simples”, rico em cálcio e excelente para ser utilizado por crianças, mudou drasticamente, conforme a tecnologia avança, pois, hoje, temos detalhes moleculares dele que nunca tivemos antes!11

Contudo, além de alimento, o que o leite representa? Representa um sofisticado sistema de sinalização endócrina altamente sofisticado que interage com o alvo mecanicista da cinase do complexo de rapamicina 1 (mTORC1). A via mTORC1 é o principal transmissor de informações nutricionais em termos de biologia evolutiva. O consumo persistente de leite é um comportamento humano que pode exercer efeitos adversos a longo prazo sobre a saúde humana.12

Leites de origem animal e seus derivados lácteos, como queijos e iogurtes, podem conter altas quantidades de um hormônio chamado de fator de crescimento semelhante à insulina I (IGF-I), que é uma forma do hormônio do crescimento. Esse é o principal motivo por que o leite, consumido na dieta, tem sido associado ao desenvolvimento de vários tipos de cânceres.12-14

IGF-I pode promover crescimento tumoral por inibir a apoptose (morte da célula defeituosa), aumentando a proliferação celular e promovendo a neoangiogênese (formação de novos vasos sanguíneos para nutrir o tumor). Já foi relatado que altas concentrações de IGF-I estão associadas a risco aumentado de cânceres de mama, próstata, pulmão e ovários. O leite estimula um sistema de sinalização dos mamíferos que ativa uma quinase nutriente-sensível chamada de complexo alvo mecânico da rapamicina 1 (mTORC1), o pivô regulador da tradução celular. O leite é ativado pela via
mTORC1, que é de extrema importância na regulação de proteínas e lipídios e na síntese de nucleotídeos, orquestrando o anabolismo, o crescimento e a proliferação celular.12,13

Além disso, leite de vaca industrializado e derivados constituem uma das formas de exposição humana aos estrogênios exógenos (metabólitos de estrógeno presentes no leite), representando de 60% a 80% da ingestão dietética de estrogênios. Esse estrogênio (sulfato de estrona) possui longo período de meia-vida plasmática, é absorvido de forma inalterada e pode ser prontamente convertido em estrona e estradiol no corpo humano. Alguns trabalhos mencionam como fator de proteção aos cânceres de ovário, mama e próstata o não consumo de leite e seus derivados. Nos mais recentes trabalhos em que a pesquisa entra na genética, não apenas no metabolismo, os resultados deles desaconselham o consumo de leite, pois este interage com o genoma (código genético).12,13

Do ponto de vista populacional, o leite ainda é considerado um alimento muito importante para a nutrição humana, mas é necessário estar atento às necessidades individuais de cada paciente, principalmente quando diversas pesquisas mostram que sua ingestão pode influenciar o desenvolvimento de câncer.12,14 Atualmente, diversos estudos mostram que a persistência da hiperativação da via mTORC1 se associa ao envelhecimento, à promoção e ao desenvolvimento de desordens relacionadas à idade, como obesidade, diabete tipo 2, câncer e doenças neurodegenerativas12,13.

Desta forma, pessoas com neoplasias e cânceres envolvidos na captação de hormônios (alguns tipos de cânceres de mama, ovário, útero, próstata etc.) devem evitar o consumo de leite a fim de manter a qualidade protetora da imunidade pela alimentação.12-14

É fundamental uma orientação individualizada, realizada por médico e nutricionista, especializados em oncologia, para que, assim, possam adequar e personalizar a dieta em relação à doença, como também ao tratamento, seja na quimioterapia, radioterapia ou mesmo na imunoterapia.

Para realizar o tratamento nutricional saudavelmente, sem deixar de ingerir alimentos gostosos, foram selecionadas algumas receitas gostosas para substituir o leite. Todas são nutritivas e a substituição poderá ser feita sem preocupação durante o tratamento.

Confira as receitas gostosas e realize o download do livreto!

Receitas Gostosas - Leite de aveia
Receitas Gostosas - Leite de coco
Receitas Gostosas - Creme de leite vegetal
Receitas Gostosas- Pão de queijo vegano com abóbora
Receitas Gostosas - Requeijão vegano de castanhas
5 receitas gostosas e nutritivas

Dr. André da Silva Santos
CRM-SP: 111.622
Oncologia Clínica e Nutrologia
Especializado em Metabologia e Genômica Nutricional

Dra. Sandra Maria Matta
CRN3-35.281
Nutrição Clínica
Especializada em Oncologia e Genômica Nutricional

Se você é paciente oncológico, conheça o Programa Vida Plena.
 
Referências bibliográficas:
  1. Logan J, Bourassa MW. The rationale for a role for diet and nutrition in the prevention and treatment of cancer. Eur J Cancer Prev. 2018; 27(4): 406 – 10.
  2. Belc N, Mustatea G. Diet and cancer: a mini review. J Nutr Food Sci. 2018; 8(3): 1 – 3.
  3. WHO – World Health Organization. Diet, nutrition and the prevention of chronic diseases. Genebra: WHO Technical Report Series; 2003.
  4. HHS – U.S. Department of Health and Human Services. Dietary guidelines for Americans 2015-2020. 8. ed. [internet]. 2015. Acesso em: 14 dez 2018. Disponível em: https://health.gov/dietaryguidelines/2015/resources/2015-2020_Dietary_Guidelines.pdf.
  5. American Diabetes Association. Foundations of care and comprehensive medical evaluation. Section 3 in standards of medical care in diabetes. Diabetes Care. 2016; 39(suppl.1): S23 – S35.
  6. Torfadottir JE, Steingrimsdottir L, Mucci L, Aspelund T, Kasperzyk JL, Olafsson O, et al. Milk intake in early life and risk of advanced prostate cancer. Am J Epidemiol. 2012; 175(2): 144 – 53.
  7. Ji J, Sundquist J, Sundquist K. Lactose intolerance and risk of lung, breast and ovarian cancers: aetiological clues from a population – based study in Sweden. Br J Cancer. 2015; 112(1): 149 – 52.
  8. Kleinberg DL, Wood TL, Furth PA, Lee AV. Growth hormone and insulin – like growth factor – I in the transition from normal mammary development to preneoplastic mammary lesions.Endocr Rev. 2009; 30(1): 51 – 74.
  9. Lu W, Chen H, Niu Y, Wu H, Xia D, Wu Y. Dairy products intake and cancer mortality risk: a meta – analysis of 11 population – based cohort studies.Nutr J. 2016; 15(1): 91.
  10. Vahid F, Zand H, Nosrat – Mirshekarlou E, Najafi R, Hekmatdoost A. The role dietary of bioactive compounds on the regulation of histone acetylases and deacetylases: a review. Gene. 2015; 562(1): 8 – 15.
  11. Melnik BC. Milk – The promoter of chronic Western diseases. Med Hypotheses. 2009; 72(6): 631 – 9.
  12. Melnik BC. Milk – A nutrient system of mammalian evolution promoting mTORC1 – dependent translation. Int J Mol Sci. 2015; 16(8): 17048 – 87.
  13. Farlow DW, Xu X, Veenstra TD. Quantitative measurement of endogenous estrogen metabolites, riskfactors for development of breast cancer, in commercial milk products by LC – MS / MS. J Chromatogr B Analyt Technol Biomed Life Sci. 2009; 877(13): 1327 – 34.
  14. Melnik BC. Milk disrupts p53 and DNMT1, the guardians of the genome: implications for acne vulgaris and prostate cancer. Nutr Metab (Lond). 2017;14:55.