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Publicado em: 6 de julho de 2023
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Entre as causas de demência, o Alzheimer é, atualmente, a mais comum. Essa patologia é causada pelo acúmulo anormal de proteínas no cérebro, resultando tanto na perda de conexão entre neurônios quanto na morte deles7. Embora a doença seja conhecida, gera muitas dúvidas, seja na comunidade científica, seja na população leiga. É comum, por exemplo, querer saber se o Alzheimer é hereditário.
Conhecida como “doença de Alzheimer” ou “mal de Alzheimer”, essa patologia pode causar uma preocupação elevada em quem é descendente de alguém que recebeu o diagnóstico. Somado com os desafios envolvidos no cuidado com um portador, o medo de desenvolver a doença pode gerar um contexto de muito sofrimento.
Neste conteúdo, você pode tirar suas dúvidas e entender o papel da hereditariedade no Alzheimer, bem como descobrir formas de prevenir a doença. Saiba mais, a seguir.
O Alzheimer tem como principal característica uma perda progressiva de neurônios, o que compromete o Sistema Nervoso Central e resulta em um processo de declínio cognitivo. Os principais sintomas, que tendem a se intensificar aos poucos, são: 7
Também é possível observar, em muitos casos, sintomas psiquiátricos, como agressividade e ansiedade exacerbada7.
O diagnóstico da doença de Alzheimer envolve uma avaliação médica completa, incluindo histórico médico e alguns testes e exames. Há, por exemplo, testes de função cognitiva e de biomarcadores, bem como exames de neuroimagem. 2 Além disso, os sintomas podem ser avaliados por meio de testes neuropsicológicos e neuropsiquiátricos.
Atualmente, não há cura para a doença, e cientistas seguem estudando tanto o desenvolvimento de novos tratamentos e formas de prevenção quanto as causas do Alzheimer. No entanto, já existem tratamentos que podem desacelerar sua progressão e minimizar sintomas. 5
Há medicamentos que podem ser usados, por exemplo, para atenuar os problemas de memória, a confusão mental e a agitação que comumente acompanha os portadores. No entanto, os medicamentos aprovados para quadros de Alzheimer, atualmente, não interferem na progressão da doença. 4
A terapia ocupacional também pode ajudar com algumas habilidades físicas e cognitivas, enquanto a terapia comportamental auxilia a reduzir sintomas depressivos ou ligados à agressividade, entre outros. 3
O suporte emocional e o apoio familiar também são fundamentais para a estabilidade psíquica e a qualidade de vida da pessoa com Alzheimer. Além disso, à medida que avançam as fases do Alzheimer, os cuidados paliativos se tornam cada vez mais necessários, a exemplo dos que envolvem a higiene e a alimentação do portador. Ou seja, com o passar do tempo, as pessoas acometidas tendem a se tornar cada vez mais dependentes de cuidadores. 7
Existem estudos genéticos sobre o uso de células-tronco para reverter danos aos tecidos, ocasionados pela doença de Alzheimer. Essa aplicação da genética pode colaborar com o diagnóstico precoce e com o tratamento, mas o alto custo de um teste genético representa uma grande desvantagem, já que torna esse recurso inacessível para uma grande parcela da população. 2
Alguns fatores de risco conhecidos para a doença de Alzheimer são:
O Alzheimer tem uma componente genética, o que significa que a doença pode ser transmitida de pais para filhos. No entanto, isso não significa que todos aqueles que descendem de pessoas com Alzheimer desenvolverão a doença. 7
Existem dois tipos de Alzheimer:
O tipo familiar, em particular, é associado ao Alzheimer de início precoce, em que se observa uma produção excessiva de enzimas específicas. Já o tipo esporádico é caracterizado por uma deficiência progressiva na depuração plasmática de enzimas. 7
Aspectos que aumentam o risco tanto do Alzheimer precoce quanto do esporádico podem estar presentes nos genes. No entanto, mesmo que existam muitos fatores indicando que o Alzheimer é genético, isso não pode ser considerado uma sentença, pois representa apenas uma maior probabilidade. O processo patológico é, ainda, fortemente influenciado por fatores externos — a exemplo dos hábitos. 6
Em suma, ter uma história familiar de Alzheimer aumenta o risco de desenvolver a doença, especialmente se houver casos em parentes de primeiro grau, ou seja, pais e irmãos. No entanto, essa não é uma garantia de que a pessoa desenvolverá a doença. Por outro lado, também não há garantias de que pessoas sem histórico genético não terão Alzheimer. 2
Tanto pessoas que têm histórico familiar de Alzheimer quanto aquelas que não têm podem usar estratégias para ter mais saúde e prevenir essa doença — e devem buscá-las. Confira, a seguir, os principais aspectos que ajudam a reduzir o risco.
Adotar uma dieta equilibrada e praticar atividade física regularmente são medidas importantes para manter a saúde não apenas do corpo, mas também do cérebro. 4
A ingestão de alimentos antioxidantes também é recomendada, já que reduz o estresse oxidativo do organismo, relacionado com o desenvolvimento de Alzheimer e outras doenças. 7
Manter o cérebro ativo e desafiado é importante para garantir a saúde dele e prevenir o Alzheimer. 4 Algumas formas de garantir isso são:
O estresse crônico pode danificar o cérebro e aumentar o risco de desenvolver o Alzheimer. 5 Por isso, é importante buscar maneiras saudáveis de lidar com o estresse, como meditação, ioga e exercícios de respiração. A psicoterapia, em particular, pode ser um grande recurso a favor da saúde mental, que ajuda a minimizar e manejar o estresse de forma funcional.
A privação de sono pode prejudicar a memória e a função cerebral. Por isso, é importante ter uma rotina regular de sono e dormir o suficiente todos os dias. 4
Manter relações sociais saudáveis e uma vida social ativa pode ajudar a prevenir o Alzheimer. 4 Participar de atividades em grupo, fazer trabalhos voluntários e manter contato com amigos e familiares são algumas formas de garantir uma boa saúde social.
Condições como diabetes, hipertensão, obesidade e até mesmo depressão aumentam o risco de desenvolver o Alzheimer. 4 Por isso, é importante controlar esses quadros com o tratamento adequado, sempre seguindo as orientações médicas.
Apesar de todos os avanços tecnológicos e descobertas, a doença é muito complexa e ainda existe mistério em torno de suas causas e das opções de tratamento e prevenção. Há espaço, até mesmo, para descobrir mais genes, além dos que são mencionados nas pesquisas, que possam estar associados ao quadro. 1
No entanto, medidas preventivas mencionadas neste post são comprovadamente eficazes na redução do risco de desenvolver a doença. Isso se aplica também aos casos nos quais o Alzheimer é hereditário, ou seja, quando ele é presente no histórico familiar. Especialmente nessas situações, além de buscar um estilo de vida saudável e seguir as dicas apresentadas, é recomendável garantir acompanhamento médico frequente e realizar avaliações regulares.
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1 BITTENCOURT, Cleiton Barroso; et al. Mapeamento de tecnologias sobre genes envolvidos na doença de Alzheimer de início precoce. Revista Humanidades e Inovação, v. 8, n. 50, pp. 147–158. 2021.
2 DAMASIO, João Paulo Frota; et al. Doença de Alzheimer: uma atualização sobre a conduta diagnóstica. Revista Eletrônica Acervo Saúde, 13(5), e6920. 2021.
3 FALCÃO, Priscila Barbosa Lins; et al. Aspectos neurológicos e funcionais do Alzheimer em idosos na perspectiva da terapia ocupacional. Brazilian Journal of Health Review, [S. l.], v. 3, n. 4, p. 8619–8630, 2020.
4 GOMIDE, Maria Eduarda Marini Amante; et al. Uma abordagem geral da demência: Doença de Alzheimer e Demência Vascular. Revista Eletrônica Acervo Médico, v. 18, p. e11047, 3 out. 2022.
5 PEIXOTO, Clarice Teixeira da Silva. Saúde mental: um enfoque voltado à prevenção da demência de Alzheimer. International Journal of Health Management Review, [S. l.], v. 7, n. 3. 2021.
6 RIBEIRO, Helem F.; DOS SANTOS, Jéssica Scarlet F.; DE SOUZA, Julyanne N. Doença de Alzheimer de início precoce (DAIP): características neuropatológicas e variantes genéticas associadas. Rev Neuropsiquiatr, v. 84, n. 2, pp. 113–127. 2021 .
7 SOUZA, Elizabeth Scatolino de; SANTOS, Amanda Maria da Silva; SILVA, Andreza de Jesus Dutra. Doença de Alzheimer. Abordagem sobre a Fisiopatologia. Revista Espisteme Transversalis, Volta Redonda, v. 12, n. 2, pp. 356–381, 2021.
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