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Câncer
Publicado em: 26 de outubro de 2023
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O câncer é uma doença que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, e o Brasil não é exceção. Os números são alarmantes, com a ocorrência de aumentos no número de casos a cada ano.1
Diante desse cenário, a quimioterapia tem se destacado como um dos tratamentos mais indicados para combater o câncer. No entanto, apesar de seus benefícios na luta contra a doença, a quimioterapia também pode gerar impactos negativos significativos na vida dos pacientes.2
Neste artigo, discutiremos os motivos pelos quais a quimioterapia pode ter efeitos adversos e, em particular, abordaremos as características de um deles: a secura vaginal. Vamos explorar por que isso acontece e como é possível amenizar os aspectos negativos desse tratamento. Boa leitura!
Câncer é o nome dado a um grupo de doenças que se desenvolvem ao longo do tempo e envolvem a divisão descontrolada das células do corpo.3 Mas, para entendermos isso, também é preciso compreender um processo chamado de mitose.
A maioria das células no corpo passa por esse processo, no qual sua informação genética é transmitida para as células-filhas (ou seja, as que se originaram a partir daquela). No entanto, durante esse ciclo, podem ocorrer erros na “transcrição” do DNA, fazendo com que ela sofra mutações e se prolifere descontroladamente.4
Embora o câncer possa se desenvolver em praticamente qualquer parte do corpo, e cada um tenha suas características únicas, os processos básicos que causam doença são bastante semelhantes em todas as suas variações.3
Como vimos anteriormente, o problema começa quando as células passam a seguir sua própria “agenda” de proliferação. Assim, todas suas células-filhas apresentarão os mesmos problemas da estrutura de origem. Com isso, temos a formação dos tumores, que são uma “massa celular”.3
O câncer pode ser dividido entre in situ, quando fica restrito ao lugar em que se originou, ou invasivo, que ocorre quando ele começa a invadir regiões próximas ou até mesmo distantes (em um processo conhecido como metástase).3
Os tumores ameaçam a vida de um indivíduo quando seu crescimento prejudica os tecidos e órgãos necessários para a sobrevivência.3 Por exemplo: imagine um rim com tumores que tomam toda a sua estrutura e o impedem de funcionar. O mesmo é válido para qualquer órgão vital!
A quimioterapia visa promover a inibição da proliferação celular. Ou seja: ela tem a função de evitar que as células problemáticas fiquem se dividindo, prevenindo a invasão do câncer em estruturas próximas e também as metástases.2
Na maioria dos casos, as fórmulas usadas para quimioterapia atuam em uma fase específica da mitose, na qual acontece a fabricação de novos DNAs. Isso causa a morte celular.2
Ela pode ser utilizada de diferentes modos. Alguns são:
As vias de administração possíveis para a quimioterapia são a intravenosa, oral (com comprimidos) e intramuscular. No entanto, na maior parte das vezes, é preferível fazer a aplicação diretamente na veia, a fim de aumentar a absorção e ação dos medicamentos usados.2
É importante dizer que a escolha de cada tratamento vai depender do estado de saúde do paciente, do estadiamento do câncer (estágio) e das particularidades de cada paciente.2 Assim, confie em sua equipe médica, tire suas dúvidas e entenda o processo do que está acontecendo com você, sempre!
O problema começa já com a via de metabolização da quimioterapia. Afinal, tudo que entra… tem que sair! Os medicamentos usados são, na maior parte das vezes, excretados (mandados para fora) pelos rins e/ou fígado. Assim, é possível que ocorra comprometimento desses órgãos, especialmente em pessoas que já têm alguma alteração prévia.2
Além disso, há outra questão importante: a destruição de células “do bem”. Embora a quimioterapia seja muito eficaz para matar as células cancerosas, ela também acaba afetando as que fazem parte do nosso organismo, gerando efeitos adversos.2 Alguns dos principais são2,5:
Estes são apenas alguns exemplos! Afinal, há outros, como a secura vaginal6, tema do nosso bate-papo.
Confira, agora, algumas informações sobre o ressecamento vaginal pós-quimioterapia!
Um dos efeitos colaterais do tratamento é a vaginite atrófica, causada pela diminuição dos níveis circulantes de estrogênio. Ela é bem mais prevalente entre pacientes que se recuperaram do câncer de mama e tiveram menopausa induzida pela quimioterapia do que em mulheres que passaram pelo processo naturalmente.6
A diminuição do fluxo sanguíneo é, em parte, responsável pelo agravamento do ressecamento vaginal, uma vez que as secreções vaginais estão associadas aos fluidos que circulam pela região. À medida que o volume diminui, ocorre uma redução na lubrificação natural.6
Os sintomas da vaginite atrófica incluem6:
É importante ressaltar, também, que esses sintomas podem prejudicar a qualidade de vida de mulheres com ou sem atividade sexual.6
Na maior parte das vezes, os sintomas surgem por volta de 4 a 5 anos após o último ciclo menstrual da mulher. No entanto, no caso de menopausas induzidas pela quimioterapia, o problema tende a chegar mais cedo.6
O diagnóstico da vaginite atrófica é confirmado por meio dos sintomas relatados pela paciente e do exame ginecológico, que vai analisar as estruturas internas e externas da vulva e do canal vaginal.6
Agora, confira algumas dicas para melhorar os sintomas da quimioterapia, incluindo a secura vaginal!
Alterações no estilo de vida são benéficas para melhorar diversos efeitos colaterais da quimioterapia, inclusive o ressecamento vaginal. Dentre os exemplos, podemos citar parar de fumar, reduzir o estresse e explorar a sexualidade de forma saudável, sem pressão.6
Os hidratantes vaginais têm a intenção de substituir as secreções vaginais normais, embora precisem ser usados regularmente para serem eficazes. Os lubrificantes, por sua vez, têm uma ação de tempo reduzido, mas são muito úteis para uso durante as relações sexuais, por exemplo.6
Pacientes submetidos à quimioterapia geralmente necessitam de um forte apoio emocional. Assim, intervenções multidisciplinares e interprofissionais podem promover a saúde mental.7
Ao longo da quimioterapia, também é possível fazer uso de medicamentos para aliviar sintomas como náuseas e vômitos8, diarreia e constipação9, entre outros. É preciso conversar com a equipe, relatar o que está sentindo e verificar quais estratégias podem ser utilizadas para melhorar os sintomas.
A prática de atividade física também se mostra benéfica como forma de atenuar os sintomas relacionados aos efeitos adversos da quimioterapia, ajudando na redução da fadiga e na melhora da qualidade de vida geral.10
Há, também, uma relação entre os alimentos consumidos e a melhora ou piora de sintomas gastrointestinais durante o tratamento com a quimioterapia. Assim, uma dieta balanceada é um dos caminhos para evitar tais sintomas.11
Como podemos ver, a secura vaginal e a quimioterapia têm uma relação importante. Sendo assim, se você está passando por esse tratamento, não deixe de tirar as suas dúvidas com a equipe responsável pelo seu acompanhamento.
Antes de ir, aproveite para conferir outras postagens do blog Vida Plena! Temos muitas informações sobre o tratamento dos mais variados tipos de câncer e dicas de bem-estar para pessoas de todas as idades. Boa leitura!
Referências:
1. Instituto Nacional de Câncer – INCA.INCA estima 704 mil casos de câncer por ano no Brasil até 2025. Disponível em: <https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/noticias/2022/inca-estima-704-mil-casos-de-cancer-por-ano-no-brasil-ate-2025>. Acesso em: 27 set. 2023.
2. Amjad, M. T., Chidharla, A., & Kasi, A. (2020). Cancer chemotherapy. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK564367/>.
3. National Institute of Health.. Understanding Cancer. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK20362/>.
4. Mercadante, A. A., & Kasi, A. (2022). Genetics, cancer cell cycle phases. In StatPearls [Internet]. StatPearls Publishing. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK563158/>.
5. Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica. Tratamento Quimioterápico em Pacientes Oncológicos. Rev. Bras. Oncologia Clínica 2007 . Vol. 4 . N.º 12 (Set/Dez) 17-23. Disponível em: https://www.sboc.org.br/sboc-site/revista-sboc/pdfs/12/artigo3.pdf
6. Lester J, Pahouja G, Andersen B, Lustberg M. Atrophic vaginitis in breast cancer survivors: a difficult survivorship issue. J Pers Med. 2015;5(2):50-66.
7. Vincent AJ. Management of menopause in women with breast cancer. Climacteric. 2015;18(5):690-701.
8. Mustian KM, Devine K, Ryan JL, et al. Treatment of Nausea and Vomiting During Chemotherapy. US Oncol Hematol. 2011;7(2):91-97.
9. McQuade RM, Stojanovska V, Abalo R, Bornstein JC, Nurgali K. Chemotherapy-Induced Constipation and Diarrhea: Pathophysiology, Current and Emerging Treatments. Front Pharmacol. 2016;7:414.
10. Mustian KM, Sprod LK, Palesh OG, Peppone LJ, Janelsins MC, Mohile SG, et al. Exercise for the management of side effects and quality of life among cancer survivors. Curr Sports Med Rep. 2009;8(6):325-30.
11. Mardas M, Madry R, Stelmach-Mardas M. Link between diet and chemotherapy related gastrointestinal side effects. Contemp Oncol (Pozn). 2017;21(2):162-167.
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