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Publicado em: 5 de outubro de 2023
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O melasma é caracterizado pelo surgimento de diversas manchas escurecidas na pele, que podem aparecer principalmente no rosto, além de outras regiões (braços, colo e pescoço). Elas podem aparecer em função de uma predisposição genética ou da exposição excessiva aos raios ultravioletas e à luz visível.1
A boa notícia é que o melasma pode ser controlado e, em alguns casos, até mesmo retroceder. Os tratamentos normalmente envolvem alternativas estéticas que reduzem o contraste das manchas, evitam que o pigmento volte e protegem a pele contra a ação da luz em excesso.1
Ficou interessado? Se você quer saber mais sobre o assunto, continue a leitura e aproveite as nossas dicas!
O melhor tratamento para melasma é realmente a prevenção. Cuidar bem da sua pele é uma questão que transpõe a estética. É um cuidado com a sua saúde. Por isso, vale reforçar a importância de realmente ter cautela ao expor a sua pele ao sol, às luzes artificiais e à claridade prejudicial.1-3
Utilizar o protetor solar é uma maneira de fazer isso sem precisar restringir significativamente os seus hábitos. Logo, esse deve ser um cuidado diário, mesmo nos dias chuvosos ou em que o sol não está tão aparente.1 Além disso, é preciso lembrar que a luz visível também pode aumentar o melasma, o que demanda a aplicação de protetores específicos para esse tipo de luminosidade.
É claro que, se você já tem a condição desenvolvida, existem outras alternativas que causam mais conforto estético e físico. Por isso, está na hora de saber mais sobre os possíveis tratamentos para melasma.
Existe o consenso de que é necessário utilizar protetor solar e cremes clareadores, mas o tratamento ideal para cada caso deve ser individualizado. Além disso, alguns procedimentos podem acelerar o processo de clareamento das manchas.1,3 O que você pode encontrar são alternativas que combinadas minimizam os efeitos da doença e evitam que ela volte a surgir com tanta intensidade e procedimentos que aceleram a ação dos cremes clareadores.1Saiba mais!
Um dos pilares do tratamento para melasma no rosto são os cremes clareadores que podem ser a base de alguns ativos clássicos como hidroquinona, ácido retinóico, ácido glicólico ou à base de ativos novos como a cisteamina e a nicotinamida.3 Os resultados são variáveis para cada caso e o importante é que o tratamento não cause muita inflamação pois pode dar efeito rebote!4 Por isso, é preciso escolher um produto de qualidade e que combine clareadores com ativos novos e eficazes, como cisteamina e nicotinamida.5,6
O microagulhamento é um dos tratamentos para melasma tidos como promissor. Ele destrói as manchas mas gera pouca inflamação, porque não depende de uma fonte de calor. Quando associado ao chamado drug delivery, que caracteriza o uso de princípios ativos após a sessão, é ainda mais efetivo.7
3. Peeling
Outra opção entre os tratamentos para melasma é o peeling. Ele é um tratamento minimamente invasivo, que causa uma perda controlada da integridade cutânea, gerando pouca inflamação8. Quando associado do chamado drug delivery, que caracteriza o uso de princípios ativos após a sessão, o procedimento é ainda mais efetivo, uma vez que potencializa os mecanismos de ação sobre a síntese de melanina, potencializando o clareamento das manchas.7
4. Tratamento com lasers do tipo Q-switched
Os lasers também podem induzir efeito de clareamento, porém, devem ser usados com parcimônia para não aumentar a pigmentação e ter o efeito reverso no tratamento para melasma.8 Obviamente, é imprescindível buscar um profissional especializado e experiente nesse tipo de prática, como um dermatologista.
O tratamento para melasma exige uma série de cuidados que visam não piorar a aparência das manchas enquanto elas estão sendo alteradas. Nesse caso, é fundamental que o paciente tenha atenção redobrada quanto à exposição solar, já que essa área pode ficar sensibilizada e mais suscetível à queimaduras e repigmentação.9
Por isso, durante todo o processo de tratamento (seja ele pelo método que for), o paciente deve reforçar o uso de protetor solar, sempre com fator de proteção (FPS) 50 ou maior.10 Também são recomendados:
Mas atenção: um protetor solar convencional não protegerá a pele contra a luz visível, deixando o indivíduo vulnerável mesmo assim. Por isso, também é importante buscar um protetor matizado, com óxido de ferro (efeito de base) ou partículas grandes de óxido de zinco ou dióxido de titânio11, que possuem melhor eficácia no bloqueio de diversos tipos de luminosidade.
Um tratamento complementar para melasma pode ser a suplementação nutricional de Polypodium leucotomos12, via oral,que também reforça o efeito protetor.
O tratamento para melasma apresenta resultados em tempo variável para cada paciente. Na verdade, cada organismo responde de uma maneira, dependendo do estilo de vida da pessoa, da intensidade das manchas, da tez da pele e dos hábitos de cuidado após o procedimento.13
Além disso, é importante entender que cada tipo de tratamento cria um impacto diferente sobre o problema. Em alguns casos, os pacientes começam a perceber as diferença em poucos dias (30 a 60). Em outros, no entanto, as mudanças levam um pouco mais de tempo para se tornarem aparentes.1,13
De qualquer maneira, não é um tratamento rápido e nem definitivo, independentemente do método. O caráter da doença é remissivo e, por isso, é difícil prever quando as manchas podem voltar a surgir. Lembrando que as chances disso acontecer são muito maiores para pessoas que se expõem ao sol e à luz visível durante longos períodos.8,14
Há ainda aqueles casos em que, mesmo com as sessões de tratamento, o uso de medicamentos tópicos e a ingestão de medicamentos orais, a remissão das manchas não é completa. Elas amenizam com o tempo, mas nem sempre podem atingir uma tonalidade completamente imperceptível.14
Exitem diversas opções de tratamentos para o melasma. No entanto, ressaltamos que todo procedimento é melhor conduzido se orientado e supervisionado pelo seu médico dermatologista.
Vale lembrar que os melasmas não são manchas convencionais e podem, sim, causar efeitos indesejados se houver uma má abordagem.4 Então, preze sempre pela sua segurança em primeiro lugar.
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1. Sociedade Brasileira de Dermatologia. Melasma [internet]. 2021. [Acesso em 11Ago2023]. Disponível em: https://www.sbd.org.br/doencas/melasma/
2. Ikino JK, Nunes DH, Silva VPMD, Fröde TS, Sens MM. Melasma and assessment of the quality of life in Brazilian women. An bras dermatol, 2015 mar-apr;90(2):196-200.
3. González-Molina V, Martí-Pineda A, González N. Topical treatments for melasma and their mechanism of action. J Clin Aesthet Dermatol. 2022;15(5):19-28.
4. Das A, Ghosh A, Kumar P. Chemical leukoderma due to hydroquinone: An unusual phenomenon. Indian Journal of Dermatology, Venereology and Leprology. 2019;85:567.
5. Sherban A, Wang JV, Geronemus RG. Examination of the Utility of Cysteamine in the Treatment of Melasma: Current Perspectives. Skinmed. 2022 Oct 31;20(5):350-352.
6. Wohlrab J, Kreft D. Niacinamide mechanisms of action and its topical use in dermatology. Skin Pharmacol Physiol 2014;27:311-5.
7. Coelho JV, Geitenes APM. Microagulhamento associado ao drug delivery no tratamento do melasma feminino. Rev Ele Acer Cient (REAC/EJSC). 2020;11:e2642.
8. Rivas S, Pandya AG. Treatment of melasma with topical agents, peels and lasers: an evidence-based review. Am J Clin Dermatol. 2013;14(5):359-76.
9. Gold M, Alexis A, Andriessen A, et al. Supplement Individual Article: Algorithm for Pre-/Post-Procedure Measures in Racial/Ethnic Populations Treated With Facial Lasers, Nonenergy Devices, or Injectables. Journal of Drugs in Dermatology : JDD. 2022 Oct;21(10):SF3509903-SF35099011.
10. Sociedade Brasileira de Dermatologia. Guia de Fotoproteção da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) [internet]. 2022. [acesso em 10Ago2023]. Disponível em: https://issuu.com/sbd.br/docs/sbd-guiafotoprotecao
11. Monteiro-Riviere NA, Wiench K, Landsiedel R, Schulte S, Inman AO, Riviere JE. Safety Evaluation of Sunscreen Formulations Containing Titanium Dioxide and Zinc Oxide Nanoparticles in UVB Sunburned Skin: An In Vitro and In Vivo Study, Toxicological Sciences. 2011 Sep; 123(1):264–280.
12. Nestor M, Bucay V, Callender V, Cohen JL, Sadick N, Waldorf H. Polypodium leucotomos as an adjunct treatment of pigmentary disorders. The Journal of clinical and aesthetic dermatology. 2014;7(3):13.
13. Suryantari SAA, Sweta NPTB, Veronica E, Mulya IGNBR, Karna NLPRV. Systematic review of melasma treatments: advantages and disadvantages. Bali Dermatology and Venereology. 2020;3(2):37-51.
14. Miot LD, Miot HA, Silva MG, Marques ME. Fisiopatologia do Melasma [Physiopathology of melasma].
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