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Publicado em: 11 de dezembro de 2024
Comeu aquela comida maravilhosa em um restaurante e se sentiu mal depois? Sua viagem para a praia foi destruída depois de uma crise de diarreia intensa, que não deixou você sair de casa e pegar uma praia? Acredite, nós entendemos bem o que é isso — e uma das causas para esse problema pode ser intoxicação alimentar.1
Esse tipo de condição ocorre quando ingerimos alimentos que estão contaminados com seres microscópicos (bactérias ou virus) e geram sintomas bem desconfortáveis, como diarreia, dores abdominais intensas e outros.1
Afinal, o que causa esse problema? Quais são os sintomas e como podemos identificá-lo? E, claro, quais são as melhores maneiras de prevenir que a condição volte a acontecer? Continue a leitura e tire todas as suas dúvidas sobre o assunto!
A intoxicação alimentar é uma infecção no trato digestivo causada principalmente por vírus, bactérias, parasitas e, em alguns casos, por produtos químicos nocivos presentes em alimentos ou bebidas.2
Na maioria das vezes, ela é aguda, ou seja, ocorre de forma repentina e dura pouco tempo. Sendo assim, na maior parte das vezes, os casos se resolvem somente com medidas como hidratação adequada e uso de medicamentos que ajudem a melhorar a dor e a diarreia em até uma semana. No entanto, outras situações tendem a ser mais complicados e podem até trazer consequências para a saúde.2
Os casos mais graves costumam atingir os grupos mais vulneráveis, como:2
Conforme você viu, é possível que a intoxicação alimentar traga algumas consequências potencialmente graves para a saúde. Sendo assim, ela pode ser perigosa para algumas pessoas, mesmo que isso não seja algo comum.2
Confira algumas complicações que podem estar presentes!
A complicação mais comum da intoxicação alimentar. Vômitos e diarreia causam perda de líquidos e eletrólitos (sódio, potássio, magnésio etc), podendo deixar o paciente desidratado. Se não tratada, a desidratação pode causar danos aos órgãos, choque, coma ou até morte.2
Uma condição grave nos rins, que ocorre quando glóbulos vermelhos são destruídos, bloqueando o sistema de filtragem dos rins. É causada principalmente pela bactéria E. coli e ocorre mais frequentemente em crianças menores de 5 anos.2
Certos tipos de intoxicação alimentar podem resultar em desidratação na mulher grávida e complicações para o feto, incluindo aborto espontâneo ou natimorto.2
Essa é uma condição neurológica rara, que afeta o sistema nervoso, e que pode ocorrer após infecções alimentares, principalmente com a bactéria Campylobacter jejuni.2
Essa complicação também pode surgir após a intoxicação alimentar causada por várias bactérias, vírus ou parasitas.2
Pode até parecer estranho, mas certos tipos de intoxicação, como botulismo e envenenamento por peixes ou frutos do mar, podem afetar o sistema nervoso e paralisar os músculos responsáveis pela respiração.2
Por fim, temos uma condição dolorosa nas articulações que pode ocorrer após intoxicações por bactérias como Salmonella ou Campylobacter jejuni (novamente!).2 Ou seja: o problema gastrointestinal tem o potencial de atingir outras áreas do corpo.2
É provável que você já tenha notado que os casos de intoxicação alimentar aumentam durante o verão e isso não é algo que ocorre por acaso. Na verdade, há uma relação direta entre os aumentos de casos e as estações mais quentes.
A temperatura mais alta e o clima mais úmido favorecem o crescimento rápido de bactérias nos alimentos. Nesta época, a conservação dos alimentos é mais difícil. A maioria desses microrganismos gostam de ambientes com temperaturas entre 32,2ºC e 43,3 °C , que são mais comuns durante o verão o que torna o ambiente propício para sua multiplicação.3
Além disso, as atividades ao ar livre aumentam no verão, como piqueniques, churrascos e acampamentos. Logo, nesses lugares, é mais difícil manter as condições de segurança alimentar, como é o caso da refrigeração dos alimentos ou a higienização deles.3
Agora, vamos às causas! Afinal, é provável que você esteja se perguntando o que pode gerar esse tipo de condição. De modo geral, as principais origens da intoxicação alimentar estão nos microrganismos, como é o caso das bactérias, vírus e parasitas em geral.4
No entanto, isso não é tudo. Certos alimentos, como peixes e mariscos, podem conter toxinas naturais de algas ou bactérias. Além disso, vegetais não lavados contendo altos níveis de pesticidas são outras questões que podem levar a intoxicações.4
Certo, mas será que existem alguns alimentos que estão mais associados a esse tipo de situação? Sim!1 Alguns tipos de comida estão mais frequentemente atrelados aos casos de intoxicação alimentar.
Diversos alimentos podem estar associados a casos de intoxicação alimentar. Aqui estão alguns dos principais:1
Está curioso sobre os sinais que indicam que alguém pode ter essa condição? Então, é hora de conhecer os sintomas! Eles podem variar de leves a graves.4
Os mais comuns são:4
Esses sintomas podem durar de algumas horas a vários dias, dependendo da gravidade da intoxicação.4 Apesar disso, há também as formas mais incomuns de sintomas, que incluem visão embaçada, fraqueza, dormência ou formigamento na pele, entre outros.4
Não podemos nos esquecer dos sintomas que indicam a presença de desidratação no organismo. Eles são:4
Ainda que algumas pessoas possam se recuperar da intoxicação sem qualquer intervenção médica, pode ser necessário investir em algumas abordagens. Elas incluem:5
Mas atenção! As pessoas com sintomas graves ou complicações, como desidratação severa, síndrome hemolítico-urêmica ou paralisia podem necessitar de tratamento hospitalar. Por isso, não ignore os sinais e procure um médico quando necessário.5
Prevenir é sempre a melhor pedida, certo? Então, confira algumas dicas para evitar o surgimento da intoxicação no verão e em outras épocas do ano:5
Antes de nos despedirmos, é hora de você entender quando é necessário buscar ajuda profissional em casos de intoxicação. Para adultos, as dicas são:4
Os idosos, mulheres grávidas e adultos com sistema imunológico enfraquecido ou outras condições de saúde devem procurar ajuda médica imediatamente se apresentarem quaisquer sintomas de intoxicação alimentar. O mesmo é válido para bebês e crianças, que também são mais sensíveis a esse tipo de condição.4
No caso dos pequenos, não espere. Se a diarreia durar mais de um dia, já é hora de buscar um serviço de atendimento. E, claro, siga as outras recomendações de sintomas de alerta!4
Gostou de saber mais sobre a intoxicação alimentar? Embora essa seja uma condição desagradável, ela é tratável e também fácil de ser prevenida. Então, siga as dicas deste artigo e aproveite o seu verão sem dores e sintomas desagradáveis!
Para ter ainda mais informações e conhecer outras dicas para cuidar da saúde nas férias ou ao longo de todo o ano, confira o blog A Vida Plena e veja as nossas outras postagens!
* Parágrafos não referenciados correspondem à opinião e/ou prática clínica do autor
Artigo desenvolvido em 3 de novembro de 2024.
Referências:
1. Centers for Disease Control and Prevention. Symptoms of Food Poisoning [Internet]. CDC Food Safety; 2024. Disponível em: https://www.cdc.gov/food-safety/signs-symptoms/index.html [Acesso em: 03Nov2024]
2. National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases. Definition & Facts of Food Poisoning [Internet]. NIDDK; 2019. Disponível em: https://www.niddk.nih.gov/health-information/digestive-diseases/food-poisoning/definition-facts [Acesso em: 03Nov2024]
3. United States Department of Agriculture. Do foodborne illnesses increase during the summer months? [Internet]. AskUSDA; 2024. Disponível em: https://ask.usda.gov/s/article/Do-foodborne-illnesses-increase-during-the-summer-months [Acesso em: 03Nov2024]
4. National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases. Symptoms & Causes of Food Poisoning [Internet]. NIDDK; 2019. Disponível em: https://www.niddk.nih.gov/health-information/digestive-diseases/food-poisoning/symptoms-causes [Acesso em: 03Nov2024]
5. National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases. Treatment for Food Poisoning [Internet]. NIDDK; 2019. Disponível em: https://www.niddk.nih.gov/health-information/digestive-diseases/food-poisoning/treatment [Acesso em: 03Nov2024]
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