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Publicado em: 21 de fevereiro de 2025
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A osteoporose é uma doença óssea que se caracteriza pela perda progressiva de massa óssea, tornando os ossos mais porosos, frágeis e suscetíveis à fraturas.1
Considerada uma doença silenciosa por não apresentar sintomas visíveis, ela é a principal causa de fraturas em mulheres que já estão na menopausa e em homens mais velhos.1
Por que os ossos ficam fracos?
Não existe uma única causa para a osteoporose, mas sim um conjunto de fatores que influenciam e favorecem o desenvolvimento da osteoporose.1,2
Como vimos, a osteoporose é tida como uma condição silenciosa. No entanto, em alguns casos, ela pode estar associada a certos sintomas, que incluem:1
Suplementação de cálcio e vitamina D – a ingestão adequada de cálcio e vitamina D é essencial para a formação e manutenção da densidade óssea, ajudando a reduzir o risco de fraturas, especialmente no quadril. No entanto, essa suplementação deve ser feita personalizadamente, considerando as particularidades dos pacientes.3
Exercícios – exercícios que envolvem suporte de peso e fortalecimento muscular são recomendados para prevenir a osteoporose por melhorarem a agilidade, postura, equilíbrio e força, reduzindo o risco de quedas.3
Mudanças no estilo de vida – o tabagismo e o consumo excessivo de álcool são prejudiciais à saúde óssea. Embora a quantidade exata de álcool que causa danos ainda seja debatida, recomenda-se que mulheres não excedam uma unidade de álcool por dia e homens, duas unidades por dia. Por isso, o indicado é deixar de fumar e limitar a bebida ao máximo!3
Uso de medicamentos – alguns pacientes podem se beneficiar do uso de medicamentos antirreabsortivos (que impedem a reabsorção dos ossos) ou moduladores seletivos dos receptores de estrogênio.3
Densitometria óssea – É um exame que ajuda na identificação da densidade mineral óssea. Deve ser feito por mulheres com mais de 65 anos e homens acima dos 70, além de pessoas com fatores de risco para osteoporose, independentemente da idade.4
Exames laboratoriais – Exames de sangue e urina podem ajudar a identificar se a osteoporose está sendo causada por outra doença ou a verificar se o tratamento está funcionando. Esses testes avaliam os níveis de cálcio e vitamina D no corpo.4
Exames de imagem – os médicos também podem pedir um raio-x para verificar se há fraturas, mesmo que a pessoa não sinta dor. Isso é importante porque fraturas na coluna aumentam muito o risco de outras fraturas.4
O tratamento da osteoporose começa do mesmo jeito que as formas de prevenção: a partir da mudança de atitudes no estilo de vida. Por isso, é recomendado manter uma rotina de exercícios físicos, além de parar de fumar e limitar o consumo de álcool no dia a dia.5
No entanto, a implementação de algumas terapias também faz parte de tudo isso.
Medicamentos que reduzem a perda óssea – ajudam a diminuir a velocidade com que o osso é reabsorvido pelo corpo, ajudando a manter a densidade óssea. Eles podem ser oferecidos na forma de comprimidos, efervescentes ou injeções.5
É importante seguir as instruções do médico para tomar esses medicamentos corretamente e estar ciente dos possíveis efeitos colaterais, como desconforto gastrointestinal e raros problemas ósseos.5
Apesar disso, ela pode ser indicada para mulheres pós-menopausa. Isso porque a deficiência de estrogênio leva a uma perda óssea rápida, especialmente nos primeiros 2 a 3 anos após o fim dos ciclos menstruais.6
No caso da osteoporose, identificar a condição logo em seu início ajuda a evitar fraturas ósseas. Além disso, um diagnóstico rápido ajuda a evitar custos excessivos e os impactos sociais associados à condição.7
Agora que você já sabe o que é a osteoporose, converse com o seu médico sobre a realização de exames específicos para esse diagnóstico caso você tenha mais do que 65 anos (para mulheres) ou 70 anos (para homens).4
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*Parágrafos não referenciados correspondem à opinião e/ou prática clínica do autor.
*As opiniões emitidas pelo(a) especialista são independentes e, necessariamente, não refletem a opinião da Libbs
Data de elaboração: 19 de dezembro de 2024
Referências:
1. National Institute of Arthritis and Musculoskeletal and Skin Diseases. Osteoporosis [Internet]. 2022. Disponível em: https://www.niams.nih.gov/health-topics/osteoporosis. Acesso em: 31 ago. 2024.
2. Sociedade Brasileira de Reumatologia. Osteoporose: cartilha para pacientes [internet]. 2011. Disponível em: https://www.reumatologia.org.br/download/osteoporose-a4/. Acesso em: 19 dez. 2024.
3. Kling JM, Clarke BL, Sandhu NP. Osteoporosis Prevention, Screening, and Treatment: A Review. Journal of Women’s Health. 2014 Jul;23(7):563–72.
4. Brasil. Ministério da Saúde. Conitec. Relatório de recomendação – Protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas – Osteoporose [internet]. 2022. Disponível em: https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/consultas/relatorios/2022/20220919_pcdt_osteoporose.pdf. Acesso em: 31 ago. 2024.
5. Tu KN, Lie JD, Wan CKV, Cameron M, Austel AG, Nguyen JK, Van K, Hyun D. Osteoporosis: A Review of Treatment Options. P T. 2018 Feb;43(2):92-104.
6. Gosset A, Pouillès JM, Trémollieres F. Menopausal hormone therapy for the management of osteoporosis. Best Practice & Research Clinical Endocrinology & Metabolism. 2021 Dec 1;35(6):101551.
7. Rinaldi C, Bortoluzzi S, Airoldi C, Leigheb F, Nicolini D, Russotto S, et al. The Early Detection of Osteoporosis in a Cohort of Healthcare Workers: Is There Room for a Screening Program? International Journal of Environmental Research and Public Health. 2021 Feb 1;18(3):1368.
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