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Publicado em: 2 de outubro de 2024
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Você já ouviu falar sobre o linfoma? Trata-se de um problema que, de vez em quando, acaba parando nos noticiários por conta de diagnósticos recebidos por celebridades ou em razão de novidades descobertas pela Ciência em pesquisas sobre o tema. Mas, afinal, será que o linfoma é um tipo de câncer?
Bem, essa é uma dúvida muito comum — especialmente quando as pessoas ouvem dos médicos que a doença é uma das hipóteses diagnósticas para os sintomas que elas vêm apresentando.
Pensando no quão complexo o tema pode ser, neste post, a nossa ideia é trazer um panorama sobre o linfoma. Então, continue a leitura para descobrir se ele é um tipo de câncer — ou não — e quais são os sintomas e os tratamentos envolvidos nesse contexto. Vamos juntos!
O linfoma é uma condição médica caracterizada pelo crescimento descontrolado e maligno de algumas células do sistema imunológico. Elas têm a função de proteger o organismo contra bactérias, vírus e outros agentes prejudiciais.1
Nesse caso, porém, as células passam por uma espécie de “transformação maligna”, resultando em um aumento de quantidade desordenado e incontrolável. Esse crescimento desenfreado, por sua vez, acaba afetando o sistema linfático como um todo.1
No entanto, o que realmente significa tudo isso? Para que você possa entender melhor, é super importante conhecer o sistema linfático e outros termos relacionados. Vejamos a seguir!
De modo geral, o sistema linfático é uma parte essencial do corpo humano, desempenhando funções vitais relacionadas à defesa e à circulação.1
O sistema exerce um papel crucial na defesa imunológica do organismo, “filtrando” líquidos dos tecidos, purificando-os e reintegrando-os à circulação sanguínea.1 Além disso, ele interage com outros sistemas do corpo humano, representando uma peça-chave na manutenção da homeostase e na resposta a ameaças externas.1
Conheça, a seguir, as estruturas do sistema linfático:
Agora, falando em linfócitos, que, como vimos, são as células presentes nesse sistema, vamos aproveitar para conferir alguns dos principais e as funções de cada um deles!1
Produzem anticorpos essenciais para identificar e neutralizar invasores estranhos, como bactérias, vírus e/ou células tumorais. Além disso, localizam-se, principalmente, na medula óssea, onde exercem justamente o papel de produção de anticorpos.1
Têm diversas funções, incluindo o suporte aos linfócitos B na produção de anticorpos.1
Atacam as células infectadas por vírus de forma natural — sem depender de anticorpos. Inclusive, assumem um papel vital na defesa imunológica imediata contra infecções virais.1
Sim, o linfoma é uma forma de câncer. O termo se refere, na verdade, a um grupo de cânceres que têm origem nas células do sistema linfático. Ele é comumente dividido em duas categorias: o linfoma de Hodgkin e o linfoma não Hodgkin (LNH).3
Ambos os tipos envolvem o crescimento descontrolado de células linfáticas malignas. O linfoma de Hodgkin, geralmente, tem uma taxa de cura mais elevada em comparação com o linfoma não Hodgkin, cujo prognóstico depende do tipo específico.3
Sim, o linfoma de Hodgkin tem uma alta eficácia no tratamento, e a maioria das pessoas com a condição é eventualmente curada. Ou seja, em muitos casos, o tratamento tem resultados positivos e leva à cura da doença.4 É importante notar, entretanto, que o sucesso do tratamento pode depender de vários fatores, incluindo o estágio da doença, o tipo específico de linfoma e a resposta individual do paciente.4
Agora, chegou a hora de você entender quais são os principais sintomas do linfoma, elencados a seguir. Veja!
As febres persistentes são um sintoma comum do linfoma e podem ser acompanhadas de outros sintomas da doença, como o suor noturno excessivo.5 Afinal, o aumento da temperatura corporal é uma resposta do sistema imunológico ao processo de crescimento descontrolado das células linfáticas malignas.5
Complementando o tópico anterior, os suores noturnos excessivos são outra característica comum do linfoma. Esses suores são intensos e, frequentemente, deixam a pessoa com as roupas e os lençóis molhados, podendo ocorrer de forma independente ou em conjunto com as febres persistentes, como citamos.5
A perda de peso involuntária é um sintoma frequentemente associado ao linfoma. Pacientes com a doença podem experimentar uma redução significativa no peso corporal, mesmo sem fazer mudanças deliberadas na sua dieta e/ou no seu estilo de vida.5
Na verdade, a perda de peso está relacionada à demanda aumentada de energia pelo crescimento descontrolado das células cancerígenas e à resposta inflamatória do corpo à presença do linfoma.5
Vimos que os linfonodos são pequenas estruturas que fazem parte do sistema linfático. No linfoma, eles podem aumentar de tamanho, resultando em um inchaço visível e, por vezes, palpável.5 O sintoma pode ocorrer em várias áreas do corpo, levando a um inchaço generalizado ou localizado. O nome popularmente dado a esse problema é “íngua”.5
Você já entendeu o que é o linfoma, quais são os sintomas e outros detalhes sobre a doença. No entanto, sabe quais são os fatores de risco envolvidos? Veja!
O risco de desenvolver o linfoma aumenta em situações em que o sistema de defesa do corpo — o sistema imunológico — não funciona corretamente.6 Sendo assim, o quadro pode ocorrer em pessoas que passaram pelo procedimento de transplante de órgãos, que receberam tratamentos que suprimem a imunidade, que têm HIV/AIDS e/ou que lidam com doenças autoimunes, como a artrite reumatoide.6
Alguns ambientes de trabalho, certos comportamentos e até mesmo escolhas relativas ao estilo de vida podem influenciar o nível de risco de desenvolvimento do linfoma. Por exemplo: o tabagismo está associado a um aumento no risco — especialmente para um tipo específico, chamado “linfoma folicular”.6
Nossos genes, que são instruções genéticas no interior das nossas células, também desempenham um papel relevante no desenvolvimento do linfoma. Certas variações genéticas, por exemplo, podem aumentar o risco de desenvolvê-lo.6
Inclusive, essas variações podem estar relacionadas ao funcionamento do sistema imunológico, à reparação de DNA e até mesmo ao modo como o nosso corpo lida com substâncias importantes para o crescimento celular.6
Alguns hábitos de vida, como fumar e beber excessivamente, podem influenciar não apenas o risco de desenvolvimento do linfoma, mas também a forma como o corpo responde ao tratamento e à probabilidade de sobrevivência após o diagnóstico.6 Por exemplo: estudos indicam que fumantes têm uma menor sobrevida em alguns tipos de linfoma, enquanto o consumo excessivo de álcool pode aumentar o risco de morte. Além disso, o excesso de peso pode estar associado a resultados mais desfavoráveis.6
Dito tudo isso, é importante que você entenda que o linfoma pode ser dividido em alguns subtipos. Conforme mencionado, os principais são o linfoma de Hodgkin e o não Hodgkin. No entanto, continue a leitura dos tópicos seguintes para conhecer mais detalhes!
Ele é dividido em dois tipos principais: clássico e com predominância linfocitária nodular. Geralmente, apresenta-se com gânglios linfáticos aumentados, inicialmente na região do pescoço e da clavícula.5
À medida que avança, pode se espalhar pelo corpo, afetando alguns órgãos, como pulmões, fígado e ossos. Cerca de 25% dos pacientes podem desenvolver sintomas sistêmicos, como febres, suores noturnos e perda de peso não intencional, indicando um prognóstico menos favorável.5
Esse é o tipo mais comum de linfoma, subdividido em várias categorias. Um exemplo é o Linfoma Difuso de Células B, que geralmente se manifesta como nódulos linfáticos aumentados, com cerca de 30% dos pacientes apresentando sintomas sistêmicos.5
Outro subtipo é o Linfoma Folicular, que se apresenta com gânglios linfáticos persistentemente aumentados ao longo do tempo, mas, geralmente, de forma assintomática. A compreensão dessas subcategorias é indispensável, pois cada uma tem características específicas que afetam o diagnóstico e o tratamento.5
Esse tipo de linfoma está relacionado aos órgãos afetados, como o estômago, os pulmões, os olhos e outros. Ele é menos propenso a causar sintomas sistêmicos e, se estiverem presentes, podem indicar uma transformação para um linfoma mais agressivo.5
Ele geralmente se apresenta em estágio avançado, frequentemente afetando a medula óssea e o trato gastrointestinal. Cerca de 70-90% dos pacientes já têm a doença no estágio 4 no momento do diagnóstico.5
Inclusive, é essencial entender as diferentes áreas afetadas, pois isso influencia a abordagem do tratamento.5
Existem diferentes formas do linfoma de Burkitt, como a endêmica, que afeta, principalmente, as crianças e envolve determinadas áreas, a exemplo da mandíbula, e a esporádica, que se manifesta como uma doença abdominal volumosa.5 É essencial notar que as formas imunodeficientes podem variar na apresentação, incluindo o envolvimento de gânglios linfáticos, da medula óssea e até mesmo uma fase leucêmica.5
O diagnóstico de linfoma pode ser feito a partir da biópsia, como explicamos abaixo, podendo ser necessários outros exames para complementar a investigação.
A base do diagnóstico do linfoma é uma biópsia do linfonodo. Ou seja, significa retirar um pequeno pedaço de tecido do gânglio linfático para uma análise. As características morfológicas, imuno-histoquímicas e a citometria de fluxo são usadas para examinar esse tecido.7,8
Após o diagnóstico, o estágio do linfoma é determinado para orientar o tratamento. O objetivo é fazer com que as estratégias utilizadas sejam adequadamente direcionadas ao tipo de câncer e às particularidades do paciente.7,8
Para obter o estadiamento correto, são utilizados diversos recursos. Entre eles, podemos citar exames que vão desde biópsias extras até testes, como o PET-CT, também chamado de PET Scan, e investigações laboratoriais.7,8
Em alguns casos, exames adicionais — como a biópsia da medula óssea — podem ser realizados para avaliar a extensão da doença. Entender se o linfoma é do tipo agressivo ou indolente também é imperativo para planejar o tratamento.7,8
Como vimos, o PET-CT é uma ferramenta valiosa para o diagnóstico de alguns tipos de linfoma. O procedimento ajuda a determinar os estágios da doença, permitindo ajustes precisos no tratamento.7,8
O tratamento do linfoma — assim como o de outros tipos de cânceres — é um processo construído por várias pessoas. O procedimento envolve não só a expertise dos profissionais envolvidos, mas também a participação e o otimismo dos pacientes.5, 7,8, 9
Aproveitando o gancho, confira o vídeo a seguir e conheça a história inspiradora de Aparecida Cassim, que entendeu que viver é descobrir e aprendeu a dar valor às pequenas coisas após o diagnóstico de linfoma!
Agora, o próximo passo é compreender alguns detalhes sobre o tratamento para o linfoma, independentemente de qual seja o seu tipo. Veja a seguir!
O tratamento padrão para o linfoma frequentemente envolve a quimioterapia, podendo ser realizada também a radioterapia em casos selecionados.5, 7,8, 9 A quimioterapia é administrada para eliminar as células cancerígenas em todo o corpo, enquanto a radioterapia é direcionada a áreas específicas com alta carga tumoral.5, 7,8, 9
Para o LH, diferentes regimes são empregados. Novas terapias têm transformado o cenário, melhorando resultados e reduzindo efeitos colaterais. A imunoterapia, vale dizer, também oferece alternativas promissoras.5, 7,8, 9
A introdução da tomografia por emissão de pósitrons (PET/CT) tem aprimorado a abordagem terapêutica. Em casos de LH, o PET/CT é usado para adaptar o número de ciclos de quimioterapia, reduzindo a toxicidade.5, 7,8, 9
Identificar pacientes de alto risco é um desafio, e pesquisas estão explorando parâmetros PET/CT — como o volume tumoral metabólico — para aprimorar a avaliação de risco.5, 7,8, 9
Linfomas indolentes, muitas vezes, demandam uma abordagem menos agressiva inicialmente. A observação próxima pode ser adotada, e a escolha da terapia considera benefícios versus toxicidades. Uma possibilidade é o uso da radioterapia.5, 7,8, 9
Linfomas agressivos exigem um tratamento imediato devido à alta taxa de proliferação tumoral. Regimes de quimioterapia intensiva visam a superar a capacidade de divisão celular, garantindo uma resposta eficaz.5, 7,8, 9
Terapias inovadoras, como a terapia com células CAR-T, estão sendo exploradas para casos refratários. Ou seja, para aqueles quadros que voltam após tratados ou não respondem adequadamente aos tratamentos.5, 7,8, 9
Para finalizar, neste tópico, vamos trazer uma breve explicação sobre como cada tratamento funciona. Afinal, é imprescindível que você entenda quais são as suas características e os seus objetivos.
Esse tipo de conhecimento auxilia em uma melhor tomada de decisões e aprimora a comunicação com a equipe responsável pelo seu tratamento. Confira!
A quimioterapia é um tratamento amplamente utilizado para o linfoma.8 Ela usa medicamentos para combater as células cancerosas, impedindo a sua divisão ou destruindo-as. O procedimento pode ser administrado por infusão intravenosa, por comprimidos orais ou por injeções.10
Embora eficaz no combate ao câncer, a quimioterapia pode causar efeitos colaterais, como queda de cabelo, náuseas e fadiga, devido ao impacto nas células saudáveis de rápido crescimento.10 A escolha do tratamento depende do tipo de câncer, do estágio da doença e da saúde geral do paciente.10
A quimioterapia pode ser realizada de diferentes maneiras, dependendo do estágio do câncer.9 Geralmente, os medicamentos são administrados diretamente na corrente sanguínea por meio de um gotejamento intravenoso (no caso, a quimioterapia intravenosa). Outra opção é tomar comprimidos por via oral, como vimos, podendo haver também uma combinação de ambas.9
A quimioterapia normalmente é administrada ao longo de alguns meses, em regime ambulatorial. Ou seja, nesse esquema, você recebe o tratamento durante o dia e não precisa ficar no hospital durante a noite.9
A quimioterapia pode causar diversos efeitos colaterais, sendo o mais significativo o potencial dano à medula óssea. O resultado pode interferir na produção de células sanguíneas saudáveis, provocando fadiga, falta de ar, maior vulnerabilidade a infecções e maior propensão a sangramentos e hematomas.9
Outros efeitos colaterais possíveis incluem náuseas, vômitos, diarreia, perda de apetite, surgimento de úlceras na boca, cansaço, aparecimento de erupções cutâneas na pele, queda de cabelo e, em alguns casos, infertilidade temporária ou permanente.9
A maioria dos efeitos colaterais tende a diminuir após o término do tratamento. No entanto, se os efeitos se tornarem particularmente incômodos, é importante informar à equipe de cuidados, pois existem tratamentos que podem ajudar a aliviar esses sintomas.9
A radioterapia é um tratamento para o câncer que utiliza radiações ionizantes para destruir ou danificar as células cancerosas, impedindo a sua capacidade de crescer e de se dividir.11 Essa terapia pode ser administrada externamente, com a aplicação de radiação direcionada à área afetada, ou internamente, com a colocação de fontes radioativas próximas ao tumor.11
A radioterapia foca especificamente a região do câncer, mas também pode afetar tecidos saudáveis circundantes. Em casos assim, é viável que surjam efeitos colaterais, como fadiga, irritação da pele e alterações no local tratado.11
A necessidade de duração do tratamento dependerá do tipo específico de linfoma não Hodgkin e do estágio em que se encontra. Geralmente, a radioterapia é administrada em sessões diárias curtas, de segunda a sexta-feira, por um período que, normalmente, não ultrapassa três semanas.9
A radioterapia, em si, é indolor, mas pode causar alguns efeitos colaterais significativos, que variam de acordo com a parte do corpo que está sendo tratada. Por exemplo: o tratamento na região da garganta pode resultar em dor de garganta, enquanto o tratamento na cabeça pode levar à perda do cabelo.9
Outros efeitos colaterais comuns incluem vermelhidão e sensibilidade na pele da área tratada, fadiga, náuseas, vômitos, boca seca e perda de apetite. A maioria desses efeitos colaterais é temporária, mas há, sim, um risco de haver problemas a longo prazo.9
É imperativo comunicar à equipe de saúde qualquer desconforto ou efeito colateral experimentado durante a radioterapia. Os profissionais podem fornecer suporte e orientações sobre como minimizá-los.9
A imunoterapia é um dos tratamentos mais inovadores quando se fala sobre câncer. O procedimento atua estimulando o sistema imunológico do paciente para combater as células cancerosas de maneira mais eficaz.12
Os medicamentos imunoterápicos podem bloquear as defesas das células cancerosas, tornando-as mais vulneráveis à resposta imune natural do corpo. Diferentemente da quimioterapia e da radioterapia, a imunoterapia visa a fortalecer as próprias defesas do organismo.12
O tratamento pode ter menos efeitos colaterais em comparação com as abordagens convencionais, embora algumas reações imunológicas adversas possam, sim, ocorrer.12
A terapia com células CAR-T atua modificando as células do sistema imunológico do seu corpo para ajudá-las a combater as células cancerígenas, como vimos. Esse processo envolve uma breve aplicação de quimioterapia antes da administração.9
A terapia é realizada em ambiente hospitalar e, antes de iniciá-la, você passará por testes para garantir que está em condições adequadas, já que o tratamento pode, sim, causar efeitos colaterais graves.9
Os efeitos colaterais da terapia com células CAR-T podem incluir febre alta, calafrios, dor de cabeça, tontura, náuseas, diarreia, problemas no cérebro ou nervos, como confusão e dificuldades de fala, além de um risco aumentado de infecções.9
A terapia com anticorpos monoclonais é uma forma de tratamento do câncer que utiliza anticorpos projetados para se ligar a proteínas específicas nas células cancerosas, bloqueando a sua função ou sinalizando o sistema imunológico para atacá-las.13 Esses anticorpos podem ser usados para inibir o crescimento celular, interromper sinais de sobrevivência das células cancerosas ou marcar as células para destruição pelo sistema imunológico.13
O procedimento pode ser empregado isoladamente ou em combinação com outros tratamentos. Os efeitos colaterais geralmente são mais específicos ou nem mesmo existem, tornando-a uma opção interessante de tratamento em alguns casos.13
Durante o tratamento, os anticorpos monoclonais desempenham um papel fundamental no direcionamento do sistema imunológico para combater as células afetadas. Uma vez concluído o tratamento, a quantidade de células saudáveis geralmente retorna ao normal ao longo do tempo.9
A terapia com anticorpos monoclonais pode ser administrada como único tratamento ou, em alguns casos, em combinação com a quimioterapia para aumentar a eficácia do tratamento.9
De modo geral, os efeitos colaterais podem incluir fadiga, náuseas, sudorese noturna, erupção cutânea pruriginosa, dor abdominal e queda de cabelo. Em alguns casos, podem ser administrados medicamentos adicionais para prevenir ou reduzir esses incômodos.9
Como foi possível perceber, o linfoma é um câncer que atinge o sistema linfático, que faz parte da circulação do corpo. Por esse motivo, ele é um dos mais responsivos ao tratamento,14 o que é uma ótima notícia! Assim, mantenha a positividade e sempre se informe com o seu médico, tirando eventuais dúvidas.
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Conteúdo elaborado em 28 de janeiro de 2024.
*Trechos não referenciados correspondem à opinião e/ou à prática clínica do autor.
Referências
1. Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (ABRALE). Linfoma é câncer? Saiba tudo sobre os linfomas e como tratar [Internet]. São Paulo: ABRALE; 2024 [acessado em 28 de janeiro de 2024]. Disponível em: https://www.abrale.org.br/doencas/linfomas/
2. Oncoguia. Linfonodos e câncer [Internet]. São Paulo: Oncoguia; 2024 [acessado em 28 de janeiro de 2024]. Disponível em: https://www.oncoguia.org.br/conteudo/linfonodos-e-cancer/16882/1343/
3. National Cancer Institute. Lymphoma [Internet]. Bethesda, MD: National Institutes of Health; 2024 [acessado em 28 de janeiro de 2024]. Disponível em: https://www.cancer.gov/types/lymphoma
4. NHS Choices. Treatment – Hodgkin lymphoma [Internet]. Londres: Department of Health and Social Care; 2024 [acessado em 28 de janeiro de 2024]. Disponível em: https://www.nhs.uk/conditions/hodgkin-lymphoma/treatment/
5. Jamil A, Mukkamalla SKR. Lymphoma [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2024 [acessado em 28 de janeiro de 2024]. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK560826/
6. Zhang Y, et al. Risk Factors of Non-Hodgkin Lymphoma. Expert Opin Med Diagn. 2011 Nov 1;5(6):539-50.
7. Lewis WD, Lilly S, Jones KL. Lymphoma: Diagnosis and Treatment. Am Fam Physician. 2020 Jan 1;101(1):34-41.
8. Hübel K. Lymphoma: New Diagnosis and Current Treatment Strategies. J Clin Med. 2022 Mar 19;11(6):1701.
9. NHS Choices. Non-Hodgkin lymphoma – Treatment [Internet]. Londres: Department of Health and Social Care; 2024 [acessado em 28 de janeiro de 2024]. Disponível em: https://www.nhs.uk/conditions/non-hodgkin-lymphoma/treatment
10. Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (ABRALE). O que é quimioterapia, como é feita e quais os efeitos? [Internet]. São Paulo: ABRALE; 2024 [acessado em 28 de janeiro de 2024]. Disponível em: https://www.abrale.org.br/informacoes/tratamentos/quimioterapia/
11. Instituto Nacional de Câncer (INCA). Radioterapia [Internet]. Rio de Janeiro: INCA; 2024 [acessado em 28 de janeiro de 2024]. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tratamento/radioterapia
12. Biblioteca Virtual em Saúde MS. Imunoterapia contra células do câncer: custo, acesso e efetividade [Internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2024 [acessado em 28 de janeiro de 2024]. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/imunoterapia-contra-celulas-do-cancer-custo-acesso-e-efetividade/
13. Instituto Butantan. O que são anticorpos monoclonais e como sua tecnologia evolui para tratamentos de doenças graves [Internet]. São Paulo: Instituto Butantan; 2023 [acessado em 28 de janeiro de 2024]. Disponível em: https://butantan.gov.br/covid/butantan-tira-duvida/tira-duvida-noticias/o-que-sao-anticorpos-monoclonais-e-como-sua-tecnologia-evolui-para-tratamentos-de-doencas-graves
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