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Publicado em: 22 de novembro de 2022
Assuntos abordados
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Muitas vezes, o efeito colateral do tratamento oncológico fica estampado no rosto. Literalmente. A pele fica mais pálida, as olheiras se acentuam, podem surgir manchas, as sobrancelhas e os cílios caem, a expressividade diminui. Em meio a tantas transformações, se reconhecer no espelho pode ficar cada vez mais difícil e doloroso, o que prejudica a autoimagem e, claro, a autoestima. E é aí que entra a beleza e a magia da maquiagem, de proporcionar cor, brilho e novos traços faciais, permitindo que você seja quem quiser ser, valorizando sua essência, sempre.
O tratamento do câncer pode levar à perda de vários símbolos do universo feminino. E, ainda que a maioria deles seja temporário, a autoestima dificilmente resiste, e isso pode ter consequências gravíssimas, como o abandono do tratamento oncológico ou até mesmo a não adesão a ele. “A fragilidade, o abatimento e as mudanças provocadas pela quimioterapia e radioterapia realmente são muito intensos e devem ser considerados como fatores decisivos para a motivação de se cuidar. Para ter uma ideia, o ressecamento da pele rouba o brilho que deixa o visual saudável e também a torna mais fina, suscetível a manchas, com os vasinhos e as olheiras aparentes. É um período em que até os lábios ficam descorados, dando a impressão de que não são bem definidos. E o impacto maior e mais doloroso acontece com a queda do cabelo, dos cílios e das sobrancelhas, que levam junto a expressão facial e o reconhecimento de quem se é diante do espelho”, diz a dermatologista Carolina Ferolla, de São Paulo. “Por outro lado, perder o medo de ver a própria imagem pode gerar o fôlego de que a pessoa necessita para lidar um pouco melhor com a quimioterapia, a radioterapia e o pós-operatório da mastectomia parcial ou total. Nesse processo, assim como o apoio da família e a confiança na equipe de saúde, a maquiagem pode ser uma grande aliada”, afirma a psico-oncologista Rachel Righini, do IBCC, Instituto Brasileiro de Controle do Câncer.
“Mulheres em tratamento oncológico podem e devem se maquiar para ficar mais felizes, gostar mais de sua imagem no espelho, melhorar a autoestima e se sentir mais fortes para enfrentar o câncer”, acredita a maquiadora Juliana Rakoza, da Beauty4Share, que participa regularmente de oficinas gratuitas de automaquiagem para mulheres com câncer de mama. “Passei a acreditar nisso com ainda mais intensidade quando uma amiga pediu que eu a maquiasse para que ela se sentisse mais forte e confiante para contar a todos que estava com câncer de mama e também para conseguir raspar a cabeça, porque seu cabelo já tinha começado a cair por causa da quimioterapia”, conta Juliana.
“Sempre fui vaidosa, do tipo que nunca sai de casa sem passar ao menos um batom. E continuar me maquiando durante o tratamento oncológico, mesmo quando perdi meus amados cílios, foi essencial para que eu não sentisse que o câncer estava tirando tudo de mim, inclusive quem eu era. A maquiagem também foi fundamental para disfarçar a cara de doente com a qual a gente naturalmente fica, para que eu conseguisse me misturar na multidão sem que as pessoas me olhassem com ar de piedade e, mais importante, para manter minha autoconfiança e o bom humor, pelo menos na maior parte dos dias. Tanto é que eu me sentia segura para receber meu namorado em casa e para me mostrar nas minhas redes sociais sem peruca.” Talita Rodrigues Mattos, 32 anos, enfermeira, fez cirurgia de retirada de um quadrante do seio.
“Sempre fui vaidosa, do tipo que nunca sai de casa sem passar ao menos um batom. E continuar me maquiando durante o tratamento oncológico, mesmo quando perdi meus amados cílios, foi essencial para que eu não sentisse que o câncer estava tirando tudo de mim, inclusive quem eu era. A maquiagem também foi fundamental para disfarçar a cara de doente com a qual a gente naturalmente fica, para que eu conseguisse me misturar na multidão sem que as pessoas me olhassem com ar de piedade e, mais importante, para manter minha autoconfiança e o bom humor, pelo menos na maior parte dos dias. Tanto é que eu me sentia segura para receber meu namorado em casa e para me mostrar nas minhas redes sociais sem peruca.”
Talita Rodrigues Mattos, 32 anos, enfermeira, fez cirurgia de retirada de um quadrante do seio.
Veja abaixo as dicas de cuidados da maquiadora Juliana Rakoza, ideais para a hora de escolher a maquiagem e os truques de aplicação que vão ajudar até as iniciantes a se produzir sozinhas:
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