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Tratamento para câncer de próstata: por que precisa ser holístico?

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Você sabia que o câncer de próstata é o mais prevalente entre os homens, ficando atrás apenas do de pele? De acordo com estimativas oficiais, esperamos cerca de há estimativa de 704 mil novos casos para cada ano do triênio 2023-2025.1 

Então, temos que falar sobre isso, seja no Novembro Azul ou em qualquer outra fase do ano. E mais: além do diagnóstico, é preciso dar atenção aos tratamentos existentes para esse problema.

Sendo assim, falaremos sobre o tratamento para câncer de próstata, explicando os motivos pelos quais ele deve ser holístico, ou seja, ter uma abordagem completa, que não se concentre apenas na doença. Vamos lá?

Perfil do paciente com câncer de próstata no Brasil

No Brasil, os pacientes diagnosticados com câncer de próstata são predominantemente homens com mais de 50 anos, especialmente na faixa etária de 60 a 69 anos.2

Entre 2009 e 2018, observou-se um aumento tanto no número de internações quanto na taxa de mortalidade relacionadas ao câncer de próstata.2

Informações como essas corroboram para que os cuidados com a saúde desses pacientes sejam direcionados e, consequentemente, se tornem cada vez mais eficientes.2

Quais são os riscos e problemas mais comuns causados pelo tratamento oncológico?

Agora, vamos conhecer alguns dos riscos e efeitos colaterais associados aos principais tratamentos oncológicos, especialmente os que são utilizados na luta contra o câncer de próstata.

Cirurgia

Um dos tratamentos para o câncer de próstata localizado é a prostatectomia radical. Embora as técnicas tenham evoluído muito com o passar dos anos, ainda há o risco de complicações, como:3

  • lesões nervosas;3
  • danos ao intestino delgado ou grosso;3
  • sangramento;3
  • lesões no ureter e bexiga;3
  • vazamento de urina;3
  • disfunção urinária e sexual.3

Radioterapia

Tratamento para câncer de próstata: por que precisa ser holístico?

A radioterapia é um tratamento eficaz para o câncer de próstata, oferecendo taxas de cura comparáveis à prostatectomia radical. No entanto, tem efeitos colaterais próprios, variando de acordo com o método de administração.

Alguns são:

  • inflamação em regiões próximas, como a bexiga;3
  • alterações no intestino, como urgência para defecar e sangramentos;3
  • comprometimento da função sexual (normalmente passageiro).3

Hormionoterapia

Além de seu papel no tratamento adjuvante do câncer de próstata localizado, a terapia de privação de androgênio representa o tratamento primário para câncer de próstata recorrente.3

Alguns possíveis efeitos colaterais são:

  • rubor vasomotor (“calorões”);
  • perda de libido;
  • diminuição da densidade óssea;
  • aumento da massa de gordura;
  • anemia;
  • cansaço;
  • diminuição da massa muscular;
  • aumento no risco de diabetes e doenças cardiovasculares.3

Quimioterapia

A quimioterapia é uma classe geral de medicamentos usados para tratar o câncer de próstata avançado. Ela funciona por mecanismos não hormonais para evitar que as células cancerosas se dividam. Nesse processo, a quimioterapia pode afetar também as células saudáveis.4

Confira alguns dos efeitos colaterais possíveis:

  • febre;4
  • fadiga significativa;4
  • dormência ou fraqueza nos dedos dos pés ou das mão;4
  • queda de cabelo;4
  • diarreia;4
  • alterações nas unhas;
  • perda de apetite;4
  • falta de ar;
  • anemia;4
  • dor de cabeça;4
  • dor abdominal;4
  • pressão arterial baixa;4
  • vômitos e náuseas.4

Por que é importante contar com um tratamento holístico durante a luta contra o câncer, em especial de próstata?

Com todos os efeitos colaterais que citamos, é possível entender os motivos que exigem que o tratamento do câncer de próstata não seja feito apenas com um profissional.

Por exemplo, certos tratamentos podem diminuir a densidade óssea, o que causa um aumento das chances de osteoporose e fraturas nos pacientes.4 Diante disso, o acompanhamento com um profissional especializado pode ser recomendado.

O mesmo é observado com o aumento dos riscos de desenvolvimento da diabetes, o que pode demandar o acompanhamento do paciente por um endocrinologista. Já os problemas urinários podem ser tratados por um urologista.3 Esses são apenas alguns exemplos!

Além disso, é importante ressaltar que há efeitos colaterais importantes, como a questão da incontinência urinária e das alterações na libido ou função sexual. Por isso, a psicoterapia também deve ser empregada nesse contexto.5

Como a hormonioterapia age em benefício do paciente oncológico, de forma aliada a outros cuidados?

A terapia hormonal causa a redução dos níveis de testosterona na corrente sanguínea, fazendo com que a progressão do câncer seja desacelerada. Recentemente, ela passou a ser utilizada em concomitância com outros tratamentos, como a radioterapia, com o objetivo de aumentar a sua efetividade.6

Quando associada a outras abordagens, a hormonioterapia ajuda na redução de micrometastáses a distância, além de diminuir o volume da próstata e várias outras vantagens. Assim, é um tratamento que, quando bem empregado, pode ser muito útil para a melhora clínica dos pacientes.6

Apesar disso, é importante avaliar os prós e contras, estudando bem cada caso.3 Converse com o seu médico para descobrir quais são as melhores alternativas para o seu caso e, sempre que possível, conte com uma equipe multidisciplinar para acompanhar você nessa jornada.

Agora que você conhece esses detalhes sobre o tratamento para câncer de próstata, não deixe de se cuidar! Essa é uma doença que pode ser combatida, especialmente quando diagnosticada precocemente e com o apoio de uma boa equipe multidisciplinar. Vamos para cima!

Aproveite para ler outros conteúdos do blog Vida Plena e se mantenha a par dessas e outras dicas para uma vida muito mais saudável e cheia de qualidade. Estamos juntos com você!

Referências:

1. INCA lança a Estimativa 2023 – Incidência de Câncer no Brasil | Biblioteca Virtual em Saúde MS. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/inca-lanca-a-estimativa-2023-incidencia-de-cancer-no-brasil/>. Acessado em 30 de out. 2023.

2. FARIA, L. S. DE P. et al. PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DO CÂNCER DE PRÓSTATA NO BRASIL: RETRATO DE UMA DÉCADA. Revista Uningá, v. 57, n. 4, p. 76–84, 23 dez. 2020. Disponível em: <https://revista.uninga.br/uninga/article/download/3336/2256>. Acessado em 30 de out. 2023.

3. MICHAELSON, M. D. et al. Management of Complications of Prostate Cancer Treatment. CA: A Cancer Journal for Clinicians, v. 58, n. 4, p. 196–213, 19 mar. 2008. Disponível em: <https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/18502900/>. Acessado em 30 de out. 2023.

4. VAN DEN BOOGAARD, Winnie MC; KOMNINOS, Daphne SJ; VERMEIJ, Wilbert P. Chemotherapy side-effects: not all DNA damage is equal. Cancers, v. 14, n. 3, p. 627, 2022.

5. MAINWARING, J. M. et al. The Psychosocial Consequences of Prostate Cancer Treatments on Body Image, Sexuality, and Relationships. Frontiers in Psychology, v. 12, 22 out. 2021. Disponível em: <https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC8568796/>. Acessado em 30 de out. 2023.

6. GOMELLA, L. G. et al. Hormone therapy in the management of prostate cancer: evidence-based approaches. Therapeutic Advances in Urology, v. 2, n. 4, p. 171–181, 19 jul. 2010.

DATA DA ELABORAÇÃO: 08/11/2023