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Publicado em: 7 de junho de 2025
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Você sabia que o cigarro vendido comercialmente contém mais de 7.000 substâncias químicas? Esses compostos são liberados em diferentes formas quando o cigarro é aceso, e cada uma delas representa um risco para a saúde.1
E o pior: você não é o único afetado. O fumo passivo, ou fumo secundário, é aquele que é inalado por quem não fuma, mas está em contato com a fumaça gerada pelo cigarro. Ele contém as mesmas substâncias tóxicas da fumaça principal e lateral, e também é prejudicial.1
Pensando nisso, preparamos um conteúdo que vai trazer mais informações sobre os efeitos nocivos do tabagismo para o organismo como um todo. Continue a leitura e confira quais são os órgãos afetados pelo cigarro além dos pulmões!
As doenças cardiovasculares são responsáveis por cerca de 31% das mortes em todo o mundo, totalizando aproximadamente 17,9 milhões de óbitos anuais.2 Grande parte dessas mortes ocorre devido à doença das artérias coronárias, que leva ao infarto do miocárdio (ataque cardíaco) e o acidente vascular cerebral (AVC), popularmente conhecido como derrame cerebral.2
Infelizmente, o tabagismo é uma das principais causas dessas doenças, sendo responsável por até 30% das mortes por condições cardiovasculares, dependendo do país. Além disso, fumar pode reduzir em até 10 anos a expectativa de vida de um fumante ao longo de sua vida.2
O tabagismo ativo, que inclui o ato de fumar diretamente; e o fumo passivo, que afeta pessoas que estão ao redor de quem fuma, estão relacionados ao aumento do risco de doenças cardiovasculares.2
De modo geral, a exposição ao fumo passivo pode aumentar em 25-30% o risco de doenças cardíacas em não fumantes. Além disso, foi documentada uma diminuição significativa das internações por infarto do miocárdio em locais onde foram implementadas leis que proíbem o fumo em ambientes fechados.2
O tabagismo está relacionado ao desenvolvimento de várias condições cardiovasculares, como:2
Essas condições podem ser tanto agudas quanto crônicas, impactando a saúde do coração de diferentes maneiras ao longo do tempo.2
Aproveitando o gancho, vamos entender as diferenças entre esses dois conceitos! Os efeitos agudos incluem infarto do miocárdio, AVC e morte súbita cardíaca. O tabagismo está fortemente associado a um risco elevado de morte súbita cardíaca, especialmente em fumantes.2
Quando um fumante sofre um infarto, ele apresenta uma maior carga de trombos e uma aterosclerose menos severa em comparação com os não fumantes. Além disso, após um episódio desses, o risco de complicações como a reinfecção ou novo infarto é maior para quem continua fumando.2
Os efeitos crônicos do tabagismo, por sua vez, incluem o agravamento de doenças como hipertensão e insuficiência cardíaca, além da aceleração da aterosclerose nas artérias coronárias, cerebrais e periféricas. Fumar também pode levar a arritmias, que são distúrbios no ritmo cardíaco, com risco de morte súbita.2
Continue a leitura para conhecer os principais mecanismos que aceleram as doenças cardiovasculares devido ao tabagismo!2
O fumo causa inflamação crônica nos vasos sanguíneos, o que contribui para a formação de placas de gordura nas artérias (aterosclerose).2
O tabagismo promove um estado de hiperviscosidade sanguínea, facilitando a formação de coágulos, que podem levar a infartos ou AVCs.2
Fumar danifica o revestimento dos vasos sanguíneos, o que prejudica a circulação e aumenta o risco de doenças cardiovasculares.2
Além disso, o tabagismo aumenta a pressão arterial e o esforço cardíaco, sobrecarregando o coração.2
Adicionalmente, a nicotina presente no cigarro ativa o sistema nervoso simpático, o que eleva a pressão arterial, a frequência dos batimentos cardíacos e o risco de arritmias cardíacas. Isso também está relacionado ao aumento da resistência à insulina e ao risco de diabetes tipo 2.2 Ou seja: só desvantagens!
O fumo passivo, ou seja, a exposição ao fumo de cigarro de outras pessoas, também traz graves riscos à saúde cardiovascular.2
Mesmo pequenas quantidades de fumo passivo podem causar danos ao sistema cardiovascular, como a disfunção endotelial e o aumento da coagulação sanguínea, o que contribui para o risco de infartos e AVCs.2
É claro que sim! Parar de fumar pode reduzir significativamente o risco de eventos cardiovasculares. Os benefícios começam a ser notados já nos primeiros 1-2 anos após parar de fumar, com a redução do risco de infarto do miocárdio e AVC.2
E não é só isso: após 15 anos sem fumar, o risco de doenças cardiovasculares pode ser semelhante ao de pessoas que nunca fumaram.2
A questão dos rins está diretamente associada à saúde cardiovascular. Isso porque fumar pode acelerar o processo de aterosclerose (endurecimento e entupimento progressivo das artérias) e prejudicar a circulação sanguínea, algo vital para a saúde dos rins.3
Além disso, as doenças dos rins podem agravar doenças cardiovasculares, pois estas estão frequentemente associadas a problemas renais.3
Para quem tem doença renal crônica (DRC), o tabagismo pode piorar ainda mais o quadro, já que afeta diretamente o sistema vascular (ele novamente!). Isso aumenta a pressão arterial e eleva o risco de complicações renais graves, como progressão para a doença renal terminal, com necessidade de diálise ou de transplante de rim.3
Estudos mostram que pessoas que fumam, mesmo em menor quantidade (menos de 10 cigarros por dia), têm um risco 30% maior de morte prematura em comparação com os não fumantes. Para quem fuma mais de 10 cigarros por dia, esse risco aumenta para 50%.3
Isso significa que, ao fumar, você está não só prejudicando os seus rins, mas também aumentando as chances de doenças graves e de complicações!3
Fumar afeta os rins de várias formas. O tabaco pode aumentar a inflamação no corpo, alterar o fluxo sanguíneo renal e aumentar a pressão arterial. Essas mudanças podem desencadear uma série de eventos que prejudicam a função dos rins, como hipertensão arterial (pressão alta), que é um fator de risco importante para a progressão da DRC.3
Além disso, como você já viu, o tabagismo pode afetar diretamente o sistema vascular, tornando os vasos sanguíneos mais espessos e menos flexíveis, o que prejudica a circulação e a oxigenação dos órgãos, incluindo os rins. Isso faz com que o rim tenha mais dificuldade para filtrar as toxinas do sangue, um papel fundamental desse órgão.3
O que realmente interessa para quem tem DRC ou está em risco de desenvolvê-la, é que estudos também mostram um efeito positivo significativo quando as pessoas param de fumar.3
Quando os fumantes abandonam o cigarro, especialmente após um período de 10 anos sem cigarro, o risco de progressão da doença renal diminui. Isso ocorre porque o corpo começa a se recuperar dos danos causados pelo tabaco, permitindo que os rins passem a funcionar de maneira mais eficaz.3
Além disso, parar de fumar pode reduzir o risco de complicações vasculares e cardíacas, que são comuns entre os pacientes com DRC. Ou seja: se você já tem problemas renais, dar esse passo pode ser essencial para preservar a saúde dos seus rins e melhorar sua saúde e qualidade de vida!3
O tabagismo é, sem dúvida, um dos principais responsáveis pelo aumento das taxas de câncer em todo o mundo. Desde os anos 1950, os estudos científicos já indicavam a relação direta entre o fumo e o câncer, principalmente nos pulmões.4
No entanto, com o passar das décadas, novos e alarmantes dados revelaram que os efeitos do tabaco não se limitam aos pulmões. Ele também está fortemente ligado a diversos outros tipos de câncer, afetando órgãos vitais de nosso corpo.4
Vamos entender como o tabaco afeta diferentes áreas e quais são os impactos dessa relação?
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Grupo Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC) desenvolvem extensos estudos sobre os efeitos do fumo, identificando uma série de órgãos que podem ser afetados.4
Em 1985, um grupo de especialistas concluiu que o tabaco estava relacionado ao risco de câncer no pulmão, boca, faringe, laringe, esôfago, pâncreas, bexiga urinária e rins. Isso não foi apenas uma constatação isolada, mas o resultado de estudos populacionais conduzidos ao redor do mundo.4
Porém, o que muitos não sabem é que os danos do tabaco não param por aí. Em 2002, novas pesquisas ampliaram a lista de cânceres causados pelo tabagismo, incluindo tumores nas cavidades nasais, seios paranasais, nasofaringe, fígado, estômago, rins e até o colo do útero.4
Esses achados ressaltam a gravidade dos danos que podem ser causados pela fumaça do cigarro e mostram que o tabaco afeta uma grande quantidade de sistemas no nosso corpo!4
Como você viu, há muitos órgãos que podem ser afetados pelo cigarro, que vão desde os que fazem parte do sistema digestivo até os rins e estruturas do nosso rosto.1-3 Por isso, parar de fumar é uma necessidade. Está pronto para encarar esse desafio?
Para saber mais sobre problemas de saúde diversos e entender melhor como manter sua saúde e qualidade de vida sempre em dia, acesse o blog A Vida Plena e confira as nossas publicações feitas por lá!
– Parágrafos não referenciados correspondem à opinião e/ou prática clínica do autor.
– As opiniões emitidas pelo(a) especialista são independentes e, necessariamente, não refletem a opinião da Libbs.
Referências:
1. Soleimani F, Dobaradaran S, De-la-Torre GE, Schmidt TC, Saeedi R. Content of toxic components of cigarette, cigarette smoke vs cigarette butts: A comprehensive systematic review. Sci Total Environ. 2022 Mar 20;813:152667.
2. Benowitz NL, Liakoni E. Tobacco use disorder and cardiovascular health. Addiction. 2022 Apr;117(4):1128-1138.
3. Lee S, Kang S, Joo YS, Lee C, Nam KH, Yun HR, Park JT, Chang TI, Yoo TH, Kim SW, Oh KH, Kim YH, Park SK, Kang SW, Choi KH, Ahn C, Han SH. Smoking, Smoking Cessation, and Progression of Chronic Kidney Disease: Results From KNOW-CKD Study. Nicotine Tob Res. 2021 Jan 7;23(1):92-98.
4. Sasco AJ, Secretan MB, Straif K. Tobacco smoking and cancer: a brief review of recent epidemiological evidence. Lung Cancer. 2004 Aug;45 Suppl 2:S3-9.
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