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Enfisema pulmonar é coisa séria: veja tratamentos e como prevenir!

Poucas pessoas falam sobre o enfisema pulmonar, mas essa condição é a terceira causa de mortes no mundo.1 Ou seja: é uma realidade bem presente em nossas vidas, mas que infelizmente é pouco mencionada por aí!

Sendo assim, por que não saber mais sobre o assunto? Já adiantamos que se trata de uma condição que afeta a respiração devido à obstrução de estruturas presentes nos pulmões. Ela pode ser prevenida e o tratamento pode ser bastante complexo.2

Continue para tirar as suas dúvidas e saiba mais sobre o assunto! 

O que é enfisema pulmonar?

O enfisema pulmonar é uma doença progressiva dos pulmões e faz parte do grupo de doenças conhecidas como DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica).2 

Ele ocorre quando os alvéolos, que são pequenas estruturas nos pulmões responsáveis pela troca de oxigênio, ficam anormalmente aumentados e suas paredes são danificados. Isso faz com que os pulmões percam elasticidade, dificultando a respiração e limitando a passagem de ar.2

O que causa essa condição?

O enfisema pulmonar é causado principalmente pela exposição prolongada a substâncias tóxicas, sendo o cigarro a principal delas. Cerca de 80% a 90% dos pacientes com DPOC são fumantes, e os sintomas geralmente podem aparecer após muitos anos de exposição ao tabaco, geralmente após fumar pelo menos mais de 20 maços por ano.2

Além do cigarro, outros poluentes ambientais, como combustíveis de biomassa e poluentes do ar, também são fatores que contribuem para o desenvolvimento da doença. E, ainda, uma condição hereditária rara, chamada deficiência de alfa-1 antitripsina, também pode causar enfisema. no entanto, ela representa apenas 1% a 2% dos casos.2

E, por fim, outros fatores de risco incluem:2

  • fumo passivo;
  • infecções pulmonares;
  • alergias;
  • baixo peso ao nascer, que pode aumentar a chance de desenvolver DPOC na vida adulta.

Quais são os sintomas mais comuns?

Muitas vezes, os sintomas do enfisema pulmonar demoram para se desenvolver e se manifestar. No entanto, quando eles aparecem, geralmente incluem:3

  • falta de ar;
  • tosse produtiva (ou seja, com produção de muco);
  • chiado ao respirar;
  • sensação de aperto no peito.

Como é feito o diagnóstico do enfisema pulmonar?

O diagnóstico de enfisema pulmonar começa com uma avaliação do histórico médico, principalmente se a pessoa tem ou teve o hábito de fumar. Detalhes como a idade de início do hábito de fumar e o tempo total de exposição ao cigarro são importantes, além de histórico de exposição a poluentes no trabalho e doenças respiratórias na família.2

No início, o exame físico pode não mostrar alterações. Em casos mais avançados, pode haver sinais como respiração com lábios semicerrados, uso de músculos acessórios para respirar e prolongamento da expiração. Ruídos respiratórios como chiados e sons abafados podem ser ouvidos nos pulmões.2

Exames adicionais podem ser solicitados para avaliar a função pulmonar e confirmar o diagnóstico. O principal deles é o exame de raio-x.3

Qual é o tratamento para o enfisema pulmonar?

Enfisema pulmonar é coisa séria: veja tratamentos e como prevenir!

Infelizmente, o enfisema pulmonar não tem cura.3 Apesar disso, há tratamentos que podem ajudar bastante no controle dos sintomas e na manutenção da qualidade de vida do paciente.

Continue para saber mais!

Medicamentos

Os remédios são um dos tratamentos mais importantes do enfisema. Uma classe muito utilizada é a dos broncodilatadores, que ajudam a relaxar os músculos das vias respiratórias, facilitando a respiração. No entanto, anti-inflamatórios também fazem parte dos medicamentos usados.2

Em casos de agravamento dos sintomas, podem ser usados antibióticos para reduzir a inflamação e combater infecções.2

Suporte

Para pacientes com níveis de oxigênio no sangue muito baixos, o uso contínuo de oxigênio pode ajudar a melhorar a sobrevivência e a qualidade de vida. Além disso, a ventilação não-invasiva é usada em casos de insuficiência respiratória.2

Cirurgias

Algumas cirurgias também podem ser bem úteis nesse processo. Uma delas é a de redução do volume pulmonar, que reduz o tamanho dos pulmões danificados, melhorando a elasticidade e a capacidade respiratória.2

Mudanças no estilo de vida

Parar de fumar é o passo mais importante para retardar a progressão do enfisema. E, claro, a vacinação anual contra a gripe e a vacina pneumocócica são essenciais para prevenir infecções que podem agravar a doença.2

Paliativos

Em fases mais avançadas, o cuidado paliativo foca no alívio dos sintomas, como dificuldade para respirar e ansiedade, com o uso de opioides e técnicas de relaxamento.2

É possível prevenir o enfisema pulmonar?

Como visto, parar de fumar é a medida mais importante para prevenir o enfisema, já que o tabagismo é a principal causa da doença. Mesmo para quem já tem sinais de enfisema, parar de fumar pode ajudar a retardar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida.2

Como você pôde ver, o enfisema pulmonar é um problema complexo, mas que pode ser prevenido com alguns cuidados simples em nosso dia a dia. Então, espalhe essa informação para todos que você conhece e fique atento aos principais sintomas da doença!

Para isso, compartilhe o conteúdo em suas redes sociais e faça com que mais pessoas conheçam não só os sintomas do enfisema pulmonar, como também a sua forma de prevenção: evitar o cigarro. Faça a sua parte! 

Parágrafos não referenciados correspondem a opinião e/ou prática clínica do autor.

Referências:

1. World Health Organization. Chronic Obstructive Pulmonary Disease (COPD) [Internet]. World Health Organisation. 2024. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/chronic-obstructive-pulmonary-disease-(copd). Acesso em 10 dez. 2024.

2. Pahal P, Avula A, Sharma S. Emphysema [Internet]. National Library of Medicine. StatPearls Publishing; 2023. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK482217/. Acesso em 12 set. 2024.

3. Pahal P, Avula A, Sharma S. Emphysema [Internet]. National Library of Medicine. StatPearls Publishing; 2023. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK482217/. Acesso em 10 dez. 2024.

Data de elaboração do conteúdo: 12 de setembro de 2024.