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Publicado em: 10 de abril de 2026
Pode ser que você associe a calvície apenas aos homens, mas sabia que a condição conhecida no meio médico como alopecia androgenética também afeta mulheres?
Embora os casos sejam menos frequentes, esse público não está imune à perda de cabelos.1
A alopecia comumente traz sofrimento psicológico e prejuízo nas relações sociais, já que o cabelo é parte da imagem corporal. Entre as consequências sentidas, estão o constrangimento, frustração e o sentimento de que está se tornando menos atraente. As mulheres enfrentam maior pressão em comparação aos homens e, portanto, a alopecia androgenética pode afetá-las de forma mais negativa.2
A alopecia androgenética tem causa genética e hormonal. Ela pode começar a se manifestar na adolescência, quando há o estímulo hormonal, mas costuma ficar evidente por volta dos 40 ou 50 anos.
O sintoma mais frequente é o afinamento dos fios (ou, em jargão técnico, a miniaturização dos fios), que surgem cada vez mais finos após cada ciclo do cabelo – como é chamado o processo de crescimento após a queda.3
Nas mulheres, a região central do couro cabeludo é mais acometida, enquanto, nos homens, as áreas mais afetadas são a coroa e a região frontal (entradas).[1]
Existem várias causas para a alopecia. Entre elas, estão a hereditariedade (histórico de pessoas da família com o mesmo quadro) e os hormônios masculinos, que, apesar do nome, estão presentes também nas mulheres (em quantidades menores do que em homens). Os dois fatores atuam no enfraquecimento dos folículos capilares e aceleram a queda do cabelo definitiva.3
Como há mais de um tipo de alopecia, o quadro pode ser também provocado por outros fatores, como:3
Eflúvio telógeno
É uma forma de queda de cabelo temporária, que geralmente ocorre após estresse físico ou emocional. Essa condição faz com que muitos folículos entrem na fase de repouso (telógena) mais cedo que o normal, resultando na perda de fios.4
Doenças como dengue e COVID-19, deficiências nutricionais (ferro, proteínas), cirurgias, níveis altos de estresse, dietas restritivas, alterações de tireoide, medicamentos e, no caso das mulheres, o pós-parto são todas circunstâncias que podem desencadear o eflúcio telógeno. Quadros agudos podem durar até meses.4
Alopecia areata
Conhecida popularmente como “pelada”,pode surgir em qualquer idade, mas, em 60% dos casos, os portadores possuem menos de 20 anos. Esse tipo de alopecia é caracterizado pela queda de cabelos em áreas arredondadas ou ovais do couro cabeludo, podendo afetar também outras partes do corpo, como cílios e sobrancelhas.3
A alopecia areata foi identificada como responsável por 1,2% dos atendimentos dermatológicos em um inquérito feito pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, sendo menos comum do que a alopecia androgenética.5
É uma condição autoimune5,6. Isso quer dizer que o próprio sistema imunológico, que deveria proteger o corpo, passa a atacar estruturas saudáveis por engano, explica a dermatologista Dra. Luciana Samorano (CRM-SP 135.021 | RQE 41333) . No caso da alopecia areata, o folículo piloso (estrutura da pele onde o cabelo nasce e cresce) é atacado.5
Alopecia cicatricial
Na alopecia cicatricial primária, o folículo piloso é destruído e substituído por tecido fibroso, como é chamado o tecido de cicatriz que o corpo forma para substituir uma área que foi lesionada ou inflamada.7
As pessoas podem desenvolver alopecia cicatricial como resultado de traumas (lesões e machucados), queimaduras e infecções. Há também doenças que evoluem para alopecia cicatricial quando ocorrem no couro cabeludo, como lúpus e líquen plano. As mulheres são mais afetadas do que os homens pela alopecia cicatricial, com a condição sendo raramente vista em crianças.
Nem toda queda de cabelo significa que a pessoa possui alopecia: é considerada normal a perda de 50 a 100 fios de cabelo todos os dias, sem indicar que a pessoa está desenvolvendo calvície.1
Os seguintes sinais servem de alerta para buscar ajuda médica:¹
Uma recomendação, segundo a Dra. Luciana, é ficar atenta a travesseiros, pentes, toalhas e ralos de banheiro para ver se há mais fios caindo do que o normal.
Em casos de cirurgias, partos e durante o tratamento de quimioterapia, é comum que pacientes tenham perda de cabelo intensa. O quadro, entretanto, é passageiro e, passada a causa, o cabelo volta a crescer.1
A especialidade responsável por tratar as alopecias é a dermatologia.
O tratamento para retardar ou evitar a queda de cabelos é feito de acordo com a causa e a doença identificada. Em algumas situações, o implante de cabelos pode ser uma solução estética.1
Portanto, cabe ao médico dermatologista avaliar o quadro, pedir exames e determinar se a queda de cabelo é normal, se indica alopecia e, caso positivo, qual o tipo mais provável. A partir daí, o profissional pode estabelecer a melhor abordagem, explica a Dra. Luciana.
“Por mais que a internet tenha muitas informações úteis sobre o assunto, a decisão sobre o tratamento deve vir do médico especialista”, diz a médica. Ela também lembra que não devem ser usados medicamentos por conta própria, principalmente se o produto é vendido como um remédio “milagroso” para mulheres com perda de cabelo.
Conteúdo produzido em março/2026
Parágrafos não referenciados correspondem à opinião e/ou prática clínica do profissional de saúde entrevistado
1. Brasil. Ministério da Saúde. Alopecia: entenda mais sobre condição que também pode afetar as mulheres [Internet]. 2022. [Acesso em 23 mar. 2026]. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/marco/alopecia-entenda-mais-sobre-condicao-que-tambem-pode-afetar-as-mulheres
2. Dhami L. Psychology of Hair Loss Patients and Importance of Counseling. Indian J Plast Surg. 2021 Dec 31;54(4):411-415.
3. Brasil. Ministério da Saúde. Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Alopecia (calvície, queda de cabelos) [Internet]. 2020. [Acesso em 23 mar. 2026]. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/alopecia-queda-de-cabelos/
4. Chien Yin G, Siong-See J, Wang E. Telogen Effluvium – a review of the science and current obstacles. Journal of Dermatological Science, 2021; 101, 156-163 [Acesso em 23 mar 2026]. Disponível em: https://www.jdsjournal.com/article/S0923-1811(21)00008-6/abstract
5. Ramos PM, Anzai A, Duque-Estrada B, Melo DF, Sternberg F, Santos LDN, et al. Consenso sobre tratamento da alopecia areata – Sociedade Brasileira de Dermatologia. An Bras Dermatol. 2020;95(S1):39-52.
6. Islam N, Leung PS, Huntley AC, Gershwin ME. The autoimmune basis of alopecia areata: a comprehensive review. Autoimmun Rev. 2015 Feb;14(2):81-9.
7. Filbrandt R, Rufaut N, Jones L, Sinclair R. Primary cicatricial alopecia: diagnosis and treatment. CMAJ. 2013 Dec 10;185(18):1579-85.
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