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Publicado em: 6 de outubro de 2022
Assuntos abordados
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Os transtornos mentais possuem diferentes sintomas e causam diferentes consequências na vida de quem lida com eles diariamente, podendo resultar, muitas vezes, em suicídio. Diante disso, a pergunta que sempre fica é: como saber a hora de procurar ajuda? E mais ainda, onde procurar ajuda? Confira.
Um dos passos mais difíceis de se dar quando há um transtorno mental é procurar ajuda. Isso porque, ao ingressar em um tratamento, é necessário lidar com uma série de questões que surgem ao tornar-se um “paciente”. Assumir que precisa de ajuda e aceitar ser ajudado é, para muitos, assumir um papel de vulnerabilidade e, automaticamente, vestir todos os preconceitos e tabus que existem com relação aos transtornos mentais.
Contudo, apesar do preconceito e do tabu de fato existirem, muito desse medo parte de uma resistência ao tratamento, que também pode ser considerada um sintoma dos próprios transtornos. Além disso, tendemos a hiperdimensionar o desconhecido, não é mesmo? Afinal, quando você sente uma dor persistente, você vai ao médico e faz o que for preciso para tratar e se curar. Por que com os transtornos mentais seria diferente?
É preciso entender que os transtornos mentais são bem mais comuns do que imaginamos. Além disso, falar sobre o assunto, compartilhar, assumir certos comportamentos e sentimentos pode ser libertador e transformar o sofrimento emocional em aprendizado. Quando tomamos essas atitudes, podemos nos surpreender positivamente com o apoio, a empatia e a compreensão por parte das pessoas que estão à nossa volta.
Procurar ajuda pode ser um termo vago. Afinal, que ajuda é essa? Hoje, existem várias opções e tipos de terapias disponíveis no mercado: as terapias medicamentosas e as não medicamentosas, como a prática de exercícios físicos, meditação e psicoterapia.
Os medicamentos, claro, podem ser parte integrante do tratamento e, quando prescritos por um especialista, são mais assertivos, sem causar dependência.
Pedir ajuda aos seus familiares, amigos ou até mesmo pessoas que já passaram pelo mesmo processo pode ser um começo e devemos reconhecer o valor e o tamanho desse passo — que muitas vezes não é nem um pouco fácil de se dar
Não existe uma receita pronta que determina a hora certa para procurar ajuda profissional, mas se existe algo que esteja atrapalhando sua qualidade de vida de maneira geral e o seu bem-estar, é preciso buscar ajuda.
A hora certa de buscar ajuda é quando o paciente percebe que suas emoções e comportamentos estão lhe causando sofrimento, tirando sua liberdade e trazendo prejuízos para áreas importantes da vida, como trabalho, estudos, convívio social, relações afetivas e familiares, lazer, entre outros.
Vale ressaltar que a avaliação médica é sempre necessária para que o paciente tenha o diagnóstico correto.
CVV – Centro de Valorização à Vida
O CVV é um canal de atendimento e apoio emocional gratuito disponível 24h por dia. Sob total sigilo, é possível conversar via telefone, e-mail e chat. Clique aqui para saber mais.
ABRATA – Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos
A ABRATA promove grupos terapêuticos, ações de conscientização e apoio a pessoas que possuem transtornos afetivos. No site, é possível encontrar todo o programa de ações e o atendimento via telefone pode ser feito de segunda a sexta-feira, das 13h às 17h, pelo número: (11) 3256-4831.
CAPS – Centro de Assistência Psicossocial
Parte do Programa de Saúde Pública, o CAPS é um braço do Ministério da Saúde, que existe na maioria das cidades brasileiras. Você pode procurar o CAPS mais perto de você aqui.
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