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Publicado em: 10 de dezembro de 2021
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A síndrome de Burnout é caracterizada pela exaustão emocional, pelo distanciamento afetivo e pela baixa realização profissional. Segundo a CID-11 (décima primeira revisão da Classificação Internacional de Doenças), é o resultado de um estresse crônico decorrente de uma rotina de trabalho exaustiva e mal gerenciada.
O conceito de Burnout surgiu nos anos 1970 a partir da expressão em inglês que, ao pé da letra, significa combustão completa para designar a síndrome decorrente da exaustão e do estresse crônico, a princípio oriundos do trabalho dos profissionais de saúde. Atualmente, a também conhecida como Síndrome do Esgotamento Profissional é um distúrbio que, segundo uma pesquisa feita pela ISMA (International Stress Management Association), afeta cerca de 30% dos brasileiros e é tido como um problema de saúde pública no mundo todo.
Há três dimensões que caracterizam a doença: exaustão (esgotamento emocional e físico); despersonalização, distanciamento afetivo ou cinismo (reações negativas em relação ao trabalho); e a perda de sentido de realização profissional (sentimentos de incompetência, fracasso e queda na produtividade). Sendo uma questão de saúde pública, suas consequências não afetam somente a saúde individual, mas também podem ter efeitos consideráveis na esfera socioeconômica decorrentes da ausência constante no trabalho, rotatividade de funcionários e aumento de gastos previdenciários. Estudos indicam que a organização do trabalho e a relação com ele em si são fatores determinantes para o desenvolvimento da síndrome.
Sendo o trabalho uma atividade que ocupa grande parte do nosso tempo no dia a dia, é de se imaginar o peso que ele exerce sobre a condição de saúde mental de cada um. Desequilíbrios como a síndrome de Burnout apontam para o limite físico e mental do funcionário, níveis excessivos de estresse e podem gerar grandes prejuízos pessoais e também para a própria empresa como, por exemplo, a queda na qualidade dos serviços prestados, a ausência de profissionais da equipe e outros.
Assim, a síndrome de Burnout é o resultado de níveis elevados de estresse dentro do contexto ocupacional, não se aplicando o diagnóstico para outras áreas da vida. Com o número de diagnósticos cada vez mais elevados, é um distúrbio que deve ser levado com seriedade e tem sido alvo de estudos e pesquisas epidemiológicas.
Se você identificar em si mesmo alguns dos sintomas aqui descritos, procure ajuda profissional.
Referências:
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