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Publicado em: 17 de fevereiro de 2023
Assuntos abordados
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Dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) e levantados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que, no Brasil, cerca de 2 milhões de idosos sofrem com algum tipo de demência. Destes, entre 40% a 60% são diagnosticados com a Doença de Alzheimer.1
A Doença de Alzheimer — antes conhecida como “Mal de Alzheimer”, uma nomenclatura hoje em desuso — é uma enfermidade que acomete as células do sistema nervoso, de caráter progressivo e sem cura.2
Por isso, é fundamental investir na busca pelo diagnóstico precoce da doença. Afinal, mesmo que não exista uma cura para o problema, há tratamentos que podem retardar o avanço do Alzheimer, aliando longevidade à qualidade de vida nos pacientes afetados. Quer saber mais sobre o assunto? Continue a leitura, que contamos para você!
A Doença de Alzheimer é uma enfermidade neurodegenerativa, ou seja, que afeta as células cerebrais e é progressiva. Isso significa que os danos gerados pelo problema progridem à medida que o tempo avança.2
O seu desenvolvimento está relacionado a uma atrofia do hipocampo, região do cérebro encarregada pela memória.3 Há também alterações nos neurotransmissores, substâncias que “passam a mensagem” de ações do cérebro para outras áreas do corpo.4
Sim e não. Vamos explicar!
É o seguinte: a demência por definição, corresponde à perda progressiva da capacidade cognitiva. Habilidades cognitivas, por sua vez, são aquelas que têm relação com processos neurológicos como o pensamento, a movimentação e outros.5
Portanto, há vários tipos de demência, sendo a Doença de Alzheimer um deles. Ou seja: a demência não é o mesmo que o Alzheimer, mas este é uma subdivisão da demência.1
De certa forma, sim.
A doença é dividida em fases.6 Na leve, os sintomas são sutis e demoram mais a se desenvolver. Esse é o período em que, muitas vezes, os sinais passam despercebidos, lidos (tanto pelo paciente, quanto pelos familiares e amigos) como algo normal ou relacionado com questões como a falta de sono ou o cansaço.7
Na moderada, os sintomas vão se intensificando e é nesse período que a maioria das pessoas busca ajuda. As atividades cotidianas começam a ser prejudicadas pelo avanço da doença.7
Na etapa mais avançada, é comum encontrar o paciente acamado, sem conseguir realizar boa parte das atividades sozinho. O grau de degeneração é bem intenso, o que faz com que muitas vezes sintomas físicos — como a dificuldade de engolir ou respirar — sejam observados.7
A seguir, você conhecerá outros sintomas, voltados às fases iniciais da doença.
Agora, é hora de você descobrir quais são os principais sinais clínicos — ou seja, os sintomas — relacionados com a Doença de Alzheimer. Vamos lá?
A perda de memória é uma das características mais marcantes da Doença de Alzheimer, sendo também um dos primeiros sinais a se manifestar nesse tipo de demência.5
No começo, a perda de memória é sutil e tem relação com aprendizados mais recentes. À medida que a degeneração avança, o paciente começa a se esquecer de memórias mais antigas, por vezes chegando até o período da infância.5
Outro sinal da degeneração causada pelo Alzheimer é a dificuldade em realizar atividades que eram, outrora, muito simples.7
Alguns exemplos são o ato de escovar os dentes ou os cabelos, ou até mesmo tarefas como ligar a televisão ou lavar a louça. É como se o cérebro não reconhecesse mais a função daqueles objetos.7
A confusão também é bem frequente entre os pacientes afetados pelo Alzheimer. De uma hora para a outra, a pessoa pode não se lembrar mais onde está ou como foi parar ali.
Além disso, é comum que os rostos e nomes fiquem “embaralhados” ou que o indivíduo simplesmente não se lembre de conhecer um determinado alguém.7
Esquecer de coisas simples ou não conseguir realizar atividades que antes eram feitas normalmente é algo que traz muita frustração para o paciente acometido pela doença.
Além disso, não reconhecer o lugar em que vive ou as pessoas ao seu redor também é algo assustador. Por isso — e também por conta da degeneração cerebral —, muitos pacientes com Alzheimer demonstram mudanças no humor e alterações de personalidade.7
Dificuldades na comunicação também são comuns e, ao contrário do que pode se imaginar, nem sempre têm relação apenas com “falar enrolado” ou ter dificuldade em formar frases.7
O esquecimento de palavras também é muito frequente e, pouco a pouco, começa a incomodar. É claro que há outras possíveis causas para esse sintoma, mas é importante ficar de olho.7
Além de não conseguirem fazer certas atividades — como escovar os dentes ou tomar banho —, os pacientes com Alzheimer muitas vezes esquecem que devem fazê-las.
Por isso, é comum observar pessoas vaidosas que, com o passar do tempo, se tornam mais e mais descuidadas com a própria aparência e higiene pessoal.7
Se uma pessoa seguir uma rotina e, de repente, parar de segui-la, é importante avaliar a situação. Isso pode acontecer por várias razões — dentre elas, a depressão —, mas também pode representar um alerta para algum tipo de demência.
No Alzheimer, é comum que o paciente comece a se esquecer de compromissos ou da rotina que costumava levar tão a sério anteriormente.7
Ao contrário do que se imagina, o avanço da idade não é um impedimento direto para o aprendizado. Idosos com boas capacidades cognitivas têm plena habilidade de aprender novas atividades.
No entanto, a demência causada pelo Alzheimer é um dos motivos pelo qual o aprendizado pode se tornar complicado, graças ao esquecimento.7
Com a perda progressiva de habilidades cognitivas,8 o paciente acometido pelo Alzheimer observa uma queda considerável em sua qualidade de vida. E não se engane: ele sabe que há algo acontecendo e não consegue lutar contra a situação que se desenrola com a própria história.
Dessa forma, não são só as suas atividades que se mostram prejudicadas, mas também a autoestima e saúde mental. Essa é uma doença que afeta o indivíduo em várias esferas, trazendo prejuízos físicos, mentais e sociais.9
Mas, afinal, quais são os fatores de risco dessa doença? A seguir, falaremos sobre os principais grupos de risco para o desenvolvimento do Alzheimer. Confira!
O Alzheimer é uma doença que atinge pessoas de uma faixa etária mais avançada, ou seja, idosos. Ela tem uma prevalência3 média de 10% em pessoas até 65 anos, superando os 40% quando a faixa etária tende aos 80. Sendo assim, podemos observar que há um aumento do risco à medida que a idade também aumenta.
Depois da idade, os fatores genéticos são o maior fator de risco para o desenvolvimento da doença de Alzheimer. Há estimativas de que a genética tenha um papel em cerca de 80% dos casos da enfermidade, aumentando consideravelmente os riscos conforme a idade avança.10
Questões cardiovasculares, ou seja, que estão relacionadas com o coração e a circulação, também parecem ter um papel importante entre os fatores de risco da doença de Alzheimer. A relação que vem sendo estabelecida está ligada à ocorrência de problemas como o acidente vascular cerebral (AVC), popularmente chamado “derrame”.11
Trauma é o nome dado ao que conhecemos, popularmente, como acidentes, machucados ou até mesmo pancadas. Os traumas cranioencefálicos (que afetam o crânio e o cérebro), portanto, têm uma certa relação com o desenvolvimento da Doença de Alzheimer no decorrer da vida do paciente.12
Mulheres também podem ter um risco maior de desenvolver a Doença de Alzheimer. O motivo? A menopausa, período em que a produção de estrogênio cai consideravelmente no público feminino. Além disso, a maior longevidade feminina pode estar associada aos dados coletados.13
Pessoas de etnia caucasiana, ou seja, brancas, também estão entre os grupos de risco de desenvolvimento do Alzheimer. Em boa parte das pesquisas, há uma prevalência maior desses indivíduos entre os pacientes acometidos pela enfermidade.14
Revisões da literatura médica mostram que há uma prevalência acima de 60% na relação entre o excesso de alumínio no organismo com o desenvolvimento da doença de Alzheimer. O motivo para isso seria a participação da substância em processos neurológicos. Por isso, monitorar o metal pode ser uma maneira de garantir alguns cuidados preventivos.15
A aterosclerose é uma alteração à parte, que faz parte dos problemas cardiovasculares. Ela é causada por uma progressão de acúmulo de gordura e células inflamatórias nas artérias. Há evidências de que esse processo também possa estar relacionado ao desenvolvimento da Doença de Alzheimer.16
Também é possível estabelecer uma relação entre a ocorrência de problemas psicológicos, como a depressão, com o desenvolvimento de Alzheimer em algum momento da vida.17 No entanto, isso não significa que todas as pessoas que lidam com a doença depressiva desenvolverão a demência, ok?
Por fim, o estilo de vida também pode ser considerado como um fator de risco para o Alzheimer. Questões como o sedentarismo, o tabagismo18 e o consumo frequente de bebidas alcoólicas19 podem influenciar no declínio cognitivo dos pacientes.
O diagnóstico certeiro do Alzheimer é um grande desafio para a Medicina. No entanto, nos últimos anos, diretrizes acerca do passo a passo para a sua identificação têm avançado cada vez mais.
Veja, a seguir, algumas estratégias utilizadas nesse processo.
O uso de biomarcadores — exame que consiste na coleta de uma amostra, seguida pela pesquisa da concentração de certas substâncias no sangue ou tecido examinado — já é muito comum na Medicina, utilizados para ajudar no diagnóstico de problemas nos rins e no fígado, além de outros.20
No Alzheimer, são observadas a presença de certos peptídeos (proteínas). O legal desses exames é que eles possibilitam um diagnóstico precoce, com alterações detectadas até mesmo em indivíduos assintomáticos.20
O acompanhamento dos sintomas é outra maneira de identificar se há ou não a presença de Alzheimer no dia a dia daquele indivíduo.21
O profissional da saúde fará uma série de perguntas e avaliará, em função do tempo e do desenvolvimento dos sinais, se há ou não essa possibilidade. Por isso, antes da consulta, uma dica: anote todos os sintomas que achar dignos de nota. Assim, você facilita o trabalho do médico no diagnóstico de Alzheimer.
Depois, é hora do médico fazer um bom exame físico. Esse passo é importante no diagnóstico de praticamente todas as doenças e com o Alzheimer, isso não é diferente.
Serão feitos testes cognitivos, que avaliam questões como a memorização e a coordenação motora do paciente. Há algumas alternativas disponíveis, não precisa se preocupar!
Além dos biomarcadores, outro exame muito comum é o hemograma, que trará boas dicas de como anda a saúde geral daquele paciente.20
Além dele, outros biomarcadores (como os renais e hepáticos, mencionados anteriormente)22 serão solicitados para que a função desses órgãos possa ser avaliada. É hora do check-up!
Por fim, o médico também solicitará alguns exames de imagem.23 A tomografia computadorizada é o mais importante deles, permitindo que o cérebro do paciente seja observado em sua forma e função, facilitando o diagnóstico de Alzheimer.
No entanto, outros tipos de teste também podem ser solicitados, como o eletroencefalograma (EEG) e a cintilografia.23
É preciso entender que é possível viver bem com Alzheimer. Com o apoio de uma equipe com profissionais diversos e muita qualificação, o paciente consegue se manter estável, retardar a progressão da doença e ter uma vida feliz e com qualidade por muito tempo.
No entanto, para que isso seja possível, o diagnóstico precoce é fundamental. Em fases mais avançadas do Alzheimer, o paciente perde a sua autonomia e até mesmo a individualidade, perdendo também qualidade de vida.
Caso o problema seja identificado logo no começo, é comum que os sintomas ainda sejam bem sutis. Retardar a progressão da doença nesse estágio pelo maior tempo possível é o objetivo da Medicina, fazendo com que tudo que o paciente apresente sejam sintomas leves, que podem ser driblados com a ajuda de remédios e de mudanças no estilo de vida.21
O tratamento do Alzheimer tem como principais objetivos o retardo da progressão da doença e, claro, a manutenção da qualidade de vida do paciente. Sendo assim, sintomas que eventualmente surjam são o alvo das terapias instituídas.
Há, também, um foco na multidisciplinaridade. Ou seja: o tratamento da Doença de Alzheimer não é apenas medicamentoso, trazendo também alternativas de terapias variadas que visam melhorar os resultados obtidos.
Confira, a seguir, algumas opções de tratamento!
A terapia medicamentosa20, ou seja, o uso de medicamentos, é uma das principais estratégias no combate ao Alzheimer.
Outra estratégia comumente utilizada é a terapia ocupacional.22 Ela consiste na integração de várias atividades para a promoção do bem-estar nos pacientes, normalmente com o uso de ferramentas que trabalhem os cinco sentidos e melhorem aspectos como a coordenação motora, o equilíbrio, a memorização e outros.
Depois, temos o acompanhamento psicológico.23 O apoio de psicólogos e outros profissionais para cuidar da saúde mental é indispensável. Afinal, a depressão em idosos é um assunto sério e o Alzheimer pode corroborar para que essa outra doença se instale no paciente.
A fisioterapia é a ciência que estuda os movimentos. O fisioterapeuta, portanto, é encarregado de prevenir e tratar questões ligadas à movimentação do paciente. Ele trabalha tanto os membros (como braços e pernas), quanto a questão respiratória e até mesmo o ato de engolir. Por isso, é um profissional importante em todas as fases da doença.24
A nutrição também não pode ser deixada de lado. Por meio de uma dieta equilibrada, nutricionistas conseguem permitir que o paciente com Alzheimer ingira todos os nutrientes necessários para que o seu corpo possa realizar as funções vitais e não acelerar a degeneração do sistema nervoso.25
Exercitar o corpo é extremamente importante, mas no caso do Alzheimer a “malhação” deve ser mental! A inclusão de atividades que trabalhem o cérebro, sejam elas quais forem, também faz parte do tratamento dessa doença.26 O médico, em conjunto com o paciente e com os cuidadores, determinará as melhores alternativas.
Logo de cara, falamos sobre uma atividade com eficácia comprovada quando o assunto é cuidar da mente, do cérebro e do emocional dos pacientes com Alzheimer: a arteterapia.27 Ela envolve o uso de pinturas, músicas e outras expressões artísticas para exercitar o cérebro e relaxar.
Lembrando que o acompanhamento não deve ser dado apenas aos pacientes afetados pela doença, mas também à sua rede de apoio. Os familiares, muitas vezes, se tornam também afetados pela questão, podendo desenvolver questões físicas e psicológicas.
Além disso, uma boa comunicação e orientação aos familiares faz toda a diferença no tratamento. Assim, todos podem trabalhar em conjunto com a equipe de saúde, fornecendo os melhores cuidados para o paciente em casa e também no ambiente hospitalar e ambulatorial.
As pesquisas sobre prevenção ao Alzheimer ainda estão em progresso. De fato, há um longo caminho a ser percorrido. No entanto, já há algumas evidências de atitudes que podem, sim, evitar que o problema se desenvolva ou, quem sabe, fazer com que esse dia demore a chegar.
A seguir, veja alguns cuidados que podem corroborar para esse cenário.
Manter uma alimentação saudável
Alguns tipos de nutrientes têm um importante papel auxiliar no controle da Doença de Alzheimer. Bons exemplos são as vitaminas do complexo B, vitaminas A, C e D, selênio e ômega 3.28
Saber como manter a saúde mental é muito importante como método preventivo. O acompanhamento psicológico frequente é recomendado para todas as pessoas, cada uma com as suas particularidades.
Outra dica para prevenir o surgimento do Alzheimer é se engajar em atividades sociais. Estudo mostra que pessoas que conversam, participam e são mais engajados em suas comunidades têm um avanço reduzido do Alzheimer, além de desenvolverem a doença com uma frequência menor.29
O estilo de vida tem uma grande participação na prevenção do Alzheimer. Por isso, manter o cérebro sempre ativo é um passo fundamental.30 Dicas para isso? Jogue xadrez, aprenda a tocar um instrumento, invista na leitura frequente, pinte, faça palavras-cruzadas… escolha o hobby da sua preferência!
Por fim, temos o exercício físico frequente como outra maneira de prevenir o desenvolvimento dessa doença.31 Respeite os seus limites e faça as atividades que trouxerem alegria ao seu dia a dia. Ou seja: pode ser dança, natação, caminhadas, academia. Você decide!
Com todas essas informações, esperamos que fique mais fácil para você entender quando saber a hora de procurar ajuda. Não se esqueça de que o diagnóstico precoce é sempre a melhor estratégia para um tratamento eficaz. Não tenha medo ou vergonha — a ciência está ao seu lado, assim como as equipes de profissionais da saúde. Estamos com você!
Como você pôde observar, o diagnóstico de Alzheimer é um processo fundamental para que essa doença possa ser finalmente tratada. Quanto antes os tratamentos começarem, melhor. O paciente ganha muito em qualidade de vida e a progressão do problema pode ser consideravelmente retardada, afinal #AlzheimerSeTrata.
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Referências:
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