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Pneumonia é coisa séria: conheça os tipos, tratamentos e cuidados!

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Em 2022, mais de 40 mil vidas foram perdidas por causa da pneumonia no Brasil. Anualmente, mais de 600 mil casos dessa doença são registrados em internações brasileiras.1 Mas, afinal, o que esse problema representa?

De modo geral, é possível dizer que a pneumonia é uma complicação que afeta a região dos pulmões, atingindo diferentes estruturas desses órgãos. Os seus sintomas podem variar de febre a dificuldade respiratória e, por isso, é preciso ficar de olho.2

Já que você já sabe que pneumonia é coisa séria, chegou a hora de ficar por dentro dos principais tipos do problema, assim como dos possíveis tratamentos para lidar com a doença. Continue a leitura para saber mais! 

O que é pneumonia?

É uma infecção que afeta os pulmões, podendo ocorrer em ambos ou apenas em um deles. Atinge diferentes regiões como os alvéolos ou os brônquios.3

Uma das possíveis complicações da pneumonia é o acúmulo de fluidos ou de pus na região, o que pode prejudicar a respiração do paciente afetado. Além disso, há outros sintomas envolvidos, como a febre.3 Mas não se preocupe: falaremos mais sobre isso em alguns instantes.

O que causa esse problema?

De acordo com Dr.ᵃ Maura Neves, Médica Otorrinolaringologista, a pneumonia pode ser desencadeada por diversos agentes patogênicos, ou seja, causadores de doenças. “Esse problema pode estar associado à presença de bactérias, mas isso não é tudo. Infecções causadas por fungos e vírus também acontecem com uma certa frequência.”4

Continue para saber mais sobre o assunto!

Bactérias

Uma das causas mais comuns de pneumonia é a infecção bacteriana, especialmente pela Streptococcus pneumoniae. No entanto, outros tipos de microorganismos podem ser responsáveis pelo problema. Logo, os sintomas podem variar de acordo com o agente causador.4

Vírus

A doença do tipo viral acontece quando o paciente é acometido por quadros de gripe ou resfriados. No entanto, outros tipos de vírus, como o causador da COVID-19, também podem estar associados à condição.4

Fungos

Por fim, os fungos também podem ser responsáveis pelo desenvolvimento da pneumonia. Isso é mais comum em pessoas que têm o sistema imunológico comprometido e, portanto, uma maior dificuldade em combater os agentes fúngicos envolvidos.4

Quais os fatores de risco?

Alguns grupos podem ser mais prejudicados e têm maior risco de desenvolver a pneumonia do que outros.4 Confira a seguir! 

Idade

O primeiro fator de risco da pneumonia é a idade. Crianças de 2 anos ou menos são mais propensas a desenvolver o problema, já que o sistema imune nesse grupo ainda não foi amplamente desenvolvido. Vale a pena ressaltar que, nesse caso, os bebês prematuros são ainda mais vulneráveis.4

Além disso, idosos e adultos com mais idade também têm um risco elevado de desenvolver o problema. As chances são ainda maiores caso exista alguma doença crônica associada.4

Ambiente

O ambiente em que a pessoa vive também pode influenciar nesses casos. Por isso, indivíduos que residem em espaços tumultuados — como é o caso de prisões, alojamentos militares e abrigos — estão em risco aumentado de desenvolver pneumonia.4

Profissão

Algumas profissões também aumentam o risco de desenvolvimento do problema. Um bom exemplo são as carreiras envolvendo os cuidados com animais, além de cargos em que há contato com poluição ou compostos tóxicos.4

Estilo de vida 

Se você tem o hábito de fumar ou de ingerir álcool, saiba que esses são hábitos que podem prejudicar seu sistema imunológico e a sua capacidade de drenar o muco das vias aéreas. Nesses casos, complicações e infecções podem ser mais frequentes.4

Condições de saúde 

Por fim, alguns tipos de problemas de saúde podem aumentar as chances de alguém desenvolver pneumonia. Um bom exemplo são as condições neurológicas, como é o caso de derrames (acidentes vasculares cerebrais) e a doença de Parkinson.4

Outro problema é quando a pessoa tem alterações imunológicas. Doenças como AIDs, a ocorrência de uma gestação ou a presença de tratamentos como a quimioterapia podem fazer com que o sistema imune fique comprometido ou fragilizado.4

Além disso, é importante ressaltar que problemas pulmonares (como a fibrose cística e a asma) e doenças crônicas (diabetes e problemas renais, por exemplo) também podem aumentar esse risco.4

Quais são os sintomas da pneumonia?

Os sintomas da pneumonia podem variar entre moderados ou mais graves. É importante lembrar que as pessoas que fazem parte dos grupos de risco têm mais chances de desenvolver os tipos mais graves da doença.5

Além disso, os bebês podem apresentar sintomas atípicos. Uma manifestação comum é o vômito, além de alteração na coloração dos lábios e da pele e no padrão respiratório, o qual pode se tornar mais rápido e difícil. Não é incomum, por exemplo, que os pais percebam que há uma movimentação maior na barriga da criança durante a respiração.5

No entanto, os sintomas gerais da pneumonia são:5

  • arrepios;
  • dor no peito ao respirar ou tossir;
  • febre;
  • tosse, com ou sem a presença de muco (catarro);
  • falta de ar;
  • dor de cabeça;
  • dores musculares;
  • cansaço;
  • náusea;
  • vômito;
  • diarreia.5

Além disso, há pessoas (normalmente adultos com mais idade) que apresentam sintomas diferentes. Bons exemplos são a diminuição da temperatura corporal, ao invés da febre, e a sensação de estar confuso.5

Quais são os tipos de pneumonia?

Agora, é hora de você descobrir quais são os tipos de pneumonia. Além das classificações virais, fúngicas e bacterianas, é importante que você entenda que há outros tipos de classificação e que elas são fundamentais para que o tratamento adequado seja escolhido.6 Vamos lá?

1. Moderada

As pessoas são diagnosticadas com pneumonia moderada caso tenham sintomas como sonolência, confusão mental, pressão baixa e outros. Nesses casos, é necessário que seja feito o acompanhamento hospitalar, normalmente com a aplicação de antibióticos.6

2. Severa

No caso dos quadros severos, há um risco avançado de complicações em órgãos vitais, como os rins e o coração. Além disso, a baixa eficiência dos pulmões é muito comum nesses casos, com a incapacidade desses órgãos de absorver oxigênio suficiente. Casos mais graves exigem cuidados hospitalares ainda mais intensos.6

3. Atípica

Outra denominação é a pneumonia atípica. Ela normalmente começa com sintomas febris e calafrios. No entanto, com o passar do tempo, é comum que o catarro apareça, assim como a tosse. Outros sintomas iniciais comuns são a dor de cabeça e desconfortos nas articulações, popularmente conhecidas como “juntas”.6

4. Pneumonia lobar

Por fim, esse tipo de pneumonia pode ser classificado de acordo com a região do pulmão que foi atingida. Quando há mais de uma estrutura afetada, a doença é caracterizada como multilobar. Além disso, ela pode ser chamada de broncopneumonia quando também afeta os brônquios.6

Como identificar e diagnosticar a pneumonia?

Chegou a hora de você entender como ocorre o diagnóstico da pneumonia. O primeiro passo envolve um bom exame médico. Nessa etapa, o profissional perguntará sobre os seus sintomas e examinará você para avaliar questões como a temperatura e a saúde dos seus pulmões.

Caso julgue necessário, o médico solicitará alguns exames que podem ajudar a fechar um diagnóstico. Um dos mais solicitados é o raio-x de tórax, que consegue avaliar se há inflamação em seus pulmões. A oximetria também pode ser útil, pois ajuda na identificação dos níveis de oxigênio no sangue.7

Além disso, é comum que a equipe solicite:7

  • exames de sangue, que podem atestar uma infecção em curso em seu organismo;
  • gasometria, para avaliar os níveis de oxigênio de forma mais detalhada;
  • cultura de escarro, onde o seu catarro será avaliado no laboratório em busca de bactérias que possam causar o seu quadro;
  • teste de PCR, também utilizado na busca por bactérias;
  • broncoscopia, para avaliar as suas vias aéreas;
  • tomografia computadorizada, que ajuda na visualização dos pulmões com imagens mais detalhadas.7

Por fim, ainda é possível que uma toracocentese (exame que remove um pouco de fluido da cavidade torácica com o auxílio de uma agulha) ajude no diagnóstico, já que o material também pode ser enviado para o laboratório a fim de trazer mais informações sobre o seu quadro.7

Quais são os tratamentos indicados para a pneumonia?

A escolha do melhor tratamento da pneumonia dependerá do tipo de problema apresentado. Afinal, causas diferentes podem exigir tratamentos também distintos!8 Quer saber mais sobre o assunto? Continue a leitura e tire as suas dúvidas.

De acordo com Maura, o principal tratamento utilizado é a antibioticoterapia. “Os antibióticos são úteis principalmente quando há infecção bacteriana, mas também podem ser úteis em alguns tratamentos para os outros tipos da doença”,8 afirma.

No entanto, isso não é tudo! Continue a leitura para saber mais sobre o assunto.

Medicamentos

Além dos antibióticos, remédios voltados ao tratamento dos fungos na pneumonia fúngica também são prescritos. E, claro, há medicamentos usados para tratar a febre, as dores musculares que podem surgir com a pneumonia, além de outros sintomas.8

Oxigenoterapia

Em alguns casos, o uso de oxigênio é fundamental para que o paciente possa respirar melhor e se recuperar da pneumonia sem angústia respiratória. Esse tipo de abordagem ajuda a aumentar a oxigenação sanguínea.8

Há complicações associadas à pneumonia?

Pneumonia é coisa séria: conheça os tipos, tratamentos e cuidados!

Agora, é hora de falarmos sobre as possíveis complicações que podem estar relacionadas à pneumonia. A principal delas é a falência respiratória, que acontece quando o paciente não consegue mais oxigenar os tecidos.9

Além disso, podem ocorrer:9

  • inflamações na pleura, tecido que recobre os pulmões;
  • presença de fluido na região do pulmão, que atinge quase metade dos pacientes com pneumonia;
  • abscesso pulmonar, que é uma ocorrência incomum;
  • sepse, nome dado à infecção generalizada do organismo.9

É possível prevenir a pneumonia?

A boa notícia é que, sim, a pneumonia pode ser prevenida em muitos casos! Quer saber como isso é possível? Então, continue a leitura para saber mais.

Vacine-se

Você sabia que existem vacinas contra a pneumonia? Um exemplo é pneumocócica 23, que também ajuda na prevenção de problemas como a meningite. Ela é recomendada para crianças acima dos 2 anos de idade.10

Pare de fumar 

Se você ainda tem problemas com o cigarro, é hora de parar. Acabar com o tabagismo é uma boa maneira de evitar infecções pulmonares. E não se esqueça: o mesmo é válido para pessoas que convivem com fumantes.11 Ou seja: você pode estar prejudicando alguém que ama!

Cuide da higiene

Outro cuidado importante envolve os hábitos de higiene. Lavar as mãos com frequência, por exemplo, é uma boa medida para evitar problemas virais adquiridos a partir do contato com bactérias no ambiente em que você vive.11

Reduza o consumo de álcool

Por fim, é muito importante que você também diminua o consumo de álcool. A bebida alcoólica enfraquece o sistema imunológico, deixando você mais suscetível às infecções oportunistas que causam a pneumonia.11

Como é possível perceber, a pneumonia é um problema potencialmente grave e que deve ser tratado o mais rápido possível! E agora que você sabe mais sobre o assunto é hora de se cuidar melhor e ficar atento aos sintomas, tudo bem?

E para se manter ainda mais informado sobre a saúde respiratória, que tal conferir outras postagens sobre o tema no portal A Vida Plena? Confira informações que podem ajudar na sua saúde e de sua família! 

Referências:

1. Brasil. Ministério da Saúde. Biblioteca Virtual em Saúde. 12/11 – Dia Mundial da Pneumonia [internet]. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/12-11-dia-mundial-da-pneumonia-3/. Acesso em: 11 jun. 2024.

2. Brasil. Ministério da Saúde. Biblioteca Virtual em Saúde. Pneumonia [internet]. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/pneumonia-5/. Acesso em: 11 jun. 2024.

3. National Heart, Lung and Blood Institute. Pneumonia [internet]. NHLBI; 2022. Disponível em: https://www.nhlbi.nih.gov/health/pneumonia. Acesso em: 11 jun. 2024.

4. National Heart, Lung and Blood Institute. Pneumonia – Causes and Risk Factors [internet]. NHLBI; 2022. Disponível em: https://www.nhlbi.nih.gov/health/pneumonia/causes. Acesso em: 11 jun. 2024.

5. National Heart, Lung and Blood Institute. Pneumonia – Symptoms [internet]. NHLBI; 2022. Disponível em: https://www.nhlbi.nih.gov/health/pneumonia/symptoms. Acesso em: 11 jun. 2024.

6. InformedHealth.org [Internet]. Cologne, Germany: Institute for Quality and Efficiency in Health Care (IQWiG); 2006-. Pneumonia: Learn More – What are the different types of pneumonia? 2021. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK525768/ Acesso em: 06 ago. 2024.

7. National Heart, Lung and Blood Institute. Pneumonia – Diagnosis [internet]. NHLBI; 2022. Disponível em: https://www.nhlbi.nih.gov/health/pneumonia/diagnosis. Acesso em: 11 jun. 2024.

8. National Heart, Lung and Blood Institute. Pneumonia – Treatment [internet]. NHLBI; 2022. Disponível em: https://www.nhlbi.nih.gov/health/pneumonia/treatment. Acesso em: 11 jun. 2024.

9. Asthma + Lung UK.How is pneumonia diagnosed and treated? [internet]. 2022. Disponível em: https://www.asthmaandlung.org.uk/conditions/pneumonia/diagnosis. Acesso em: 11 jun. 2024.

10. Brasil. Ministério da Saúde. Vacina Pneumo 23 protege contra doenças graves, como pneumonia e meningite [internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/setembro/vacina-pneumo-23-protege-contra-doencas-graves-como-pneumonia-e-meningite. Acesso em: 11 jun. 2024.

11. Asthma + Lung UK. How do you prevent pneumonia? [internet]. 2022. Disponível em: https://www.asthmaandlung.org.uk/conditions/pneumonia/prevention. Acesso em: 11 jun. 2024.

Elaborado no dia 13 de junho de 2024