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Publicado em: 28 de dezembro de 2024
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Você já ouviu falar sobre a SDRA? Essa sigla corresponde à “síndrome do desconforto respiratório agudo”, uma doença que atinge os pulmões e dificulta a realização do processo de respiração nos pacientes afetados.1
A condição tem muitas causas e pode estar associada a complicações de pneumonia, infecções, acidentes e muito mais. Ou seja: é uma situação que pode surgir a partir de fontes diversas e você precisa conhecê-la!1
Continue a leitura para entender mais sobre a SDRA e conheça os tratamentos possíveis para essa doença. Vamos lá!
Como você viu, a síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) é uma condição séria que afeta os pulmões, dificultando a respiração e a oxigenação do corpo.1
Ela ocorre quando os pulmões são danificados, geralmente por uma infecção grave, lesão ou inflamação, o que faz com que os alvéolos (pequenas bolsas de ar nos pulmões) se encham de líquido. Isso impede que o oxigênio entre corretamente na corrente sanguínea.1
Esse líquido pode surgir a partir de:1
Agora, chegou a hora de entendermos as causas dessa condição! Como você viu, a SDRA pode ser causada por uma variedade de fatores, a maioria dos quais envolve danos graves aos pulmões. Confira!
Infecções graves, principalmente no sangue, são a causa mais comum da SDRA, sendo responsáveis por cerca de 40% dos casos. A sepse com origem pulmonar tem um risco ainda maior de causar a síndrome.1
Tanto as pneumonias causadas por bactérias quanto as virais e fúngicas podem levar à SDRA, especialmente em casos graves que requerem hospitalização.1
Inalar conteúdo gástrico ou outros líquidos nos pulmões pode desencadear a SDRA. Esse tipo de causa está relacionado a formas mais graves da síndrome, com maiores taxas de mortalidade.1
Lesões físicas severas, como acidentes, também podem causar SDRA, ocorrendo em até 25% dos casos. Embora esses pacientes precisem de mais tempo na UTI, eles geralmente têm uma taxa de sobrevivência melhor do que aqueles com SDRA por outras causas.1
A SDRA também pode ocorrer após transfusões de grandes volumes de sangue ou seus derivados, especialmente se houver transfusão de plasma fresco ou plaquetas.1
Outros fatores de risco incluem histórico de abuso de álcool e fazer parte do gênero masculino.1
Diante disso, é possível que você esteja se perguntando sobre os sintomas dessa condição, certo? De modo geral, eles incluem:2
Você já entendeu o que é a síndrome do desconforto respiratório e entendeu que ela está associada ao acúmulo de fluidos nos pulmões. Mas isso não é tudo! Além de conhecer a definição, as causas e os sintomas da condição, é importante que você saiba como ela é diagnosticada.
Vamos lá?
Já adiantamos uma coisa: o diagnóstico dessa condição pode ser bem desafiador.3 “Há muitas outras doenças que têm sintomas parecidos com os da SDRA.” Por conta disso, menos de metade dos pacientes submetidos à autópsias e identificados com a síndrome sabiam, em vida, que eram portadores dela.3
Algumas das doenças que podem ter sintomas parecidos são a pneumonia, o edema pulmonar e a hemorragia alveolar difusa. Por isso, muitos exames são utilizados para diferenciá-las, como:3
Além disso, embora ainda não sejam usados rotineiramente na prática clínica, há um crescente interesse em biomarcadores que possam ajudar a identificar a SDRA.1
Sendo assim, o uso de sistemas de escore de risco combinam os sintomas com os resultados desses marcadores para o fechamento de um diagnóstico preciso.1
Mesmo com os tratamentos existentes, a mortalidade da SDRA ainda é alta, variando entre 30-40%.5
Dito isso, vamos conhecer as abordagens existentes para tratar (e, muitas vezes, prevenir!) essa condição!
Quanto mais rápido o tratamento for iniciado, menor será o risco de desenvolver SDRA. Esperar muito tempo para tratar a sepse pode aumentar significativamente esse risco.1
A SDRA está relacionada ao acúmulo de líquido nos pulmões. Uma abordagem mais cuidadosa no uso de fluidos intravenosos pode ajudar a prevenir a SDRA. Estudos mostraram que um paciente receber muitos fluidos durante ou após cirurgias aumenta o risco de SDRA.1
O uso excessivo de transfusões de sangue também está ligado ao aumento do risco de SDRA. Além disso, é preciso ter cautela ao transfundir plaquetas e plasma, pois isso está associado a um maior risco de complicações pulmonares.1
Há vários métodos de oxigenação que podem ser utilizados para ajudar pacientes que se encontram com SDRA.1 “Cabe ao profissional e à equipe responsáveis definir a melhor estratégia, mas há diretrizes muito bem definidas para cada caso.”
A colocação do paciente em posição prona é uma prática recomendada para aqueles com SDRA severa, pois pode melhorar a oxigenação e reduzir a mortalidade. Essa posição ajuda a redistribuir o fluxo sanguíneo nos pulmões, otimizando a ventilação e a perfusão.1
Pacientes com SDRA geralmente apresentam um alto gasto energético e, portanto, requerem suporte nutricional adequado. Isso pode incluir a administração de nutrição enteral, com a dose e a composição da dieta variando conforme as necessidades do paciente.1
A sedação é crucial para a ventilação mecânica em pacientes com SDRA. A gestão cuidadosa da sedação pode ajudar a melhorar a compliance ventilatória e reduzir a energia gasta pelo paciente. No entanto, evitar excessos é importante, pois pode levar a um aumento do tempo de ventilação mecânica e do risco de delírio.1
Em casos severos de SDRA, o bloqueio neuromuscular pode ser utilizado para melhorar a troca gasosa e a sincronização com o ventilador. A administração precoce e por um período limitado pode beneficiar a oxigenação, embora o uso prolongado possa levar a fraqueza muscular.1
O uso de corticosteroides tem sido estudado em SDRA, com evidências sugerindo que doses moderadas iniciadas precocemente podem melhorar a oxigenação e reduzir o tempo de ventilação mecânica. A utilização deve ser cuidadosa, especialmente em casos mais prolongados da síndrome.1
Apesar das altas taxas de mortalidade, no entanto, é possível que os pacientes obtenham uma recuperação completa.” No entanto, esse processo pode levar muitos anos.6 “Por isso, é fundamental que o paciente seja bem assistido ao longo de todo o processo.”, completa.
Como você viu, a SDRA é uma síndrome complexa, que faz com que os pulmões dos pacientes afetados fiquem cheios de fluido, o que dificulta a respiração. Um bom diagnóstico e tratamentos adequados podem fazer a diferença e salvar a vida das pessoas afetadas pela condição.
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Referências:
1. Kaku S, Nguyen CD, Htet NN, Tutera D, Barr J, Paintal HS, Kuschner WG. Acute Respiratory Distress Syndrome: Etiology, Pathogenesis, and Summary on Management. J Intensive Care Med. 2020 Aug;35(8):723-737.
2. Saguil A, Fargo M. Acute respiratory distress syndrome: diagnosis and management. Am Fam Physician. 2012 Feb 15;85(4):352-8
3. Walkey AJ, Summer R, Ho V, Alkana P. Acute respiratory distress syndrome: epidemiology and management approaches. Clin Epidemiol. 2012;4:159-69.
4. Rizzo AN, Aggarwal NR, Thompson BT, Schmidt EP. Advancing Precision Medicine for the Diagnosis and Treatment of Acute Respiratory Distress Syndrome. J Clin Med. 2023 Feb 16;12(4):1563.
5. Ochiai R. Mechanical ventilation of acute respiratory distress syndrome. J Intensive Care. 2015 May 29;3(1):25.
6. Cannon JW, Gutsche JT, Brodie D. Optimal Strategies for Severe Acute Respiratory Distress Syndrome. Crit Care Clin. 2017 Apr;33(2):259-275
Data de elaboração: 28/09/2024
Parágrafos não referenciados correspondem à opinião e/ou prática clínica do autor.
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