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Publicado em: 21 de maio de 2025
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Sol ameno e vento fresco são sinais de que o outono chegou. Em algumas regiões, essa estação também vem acompanhada de baixa umidade do ar, o que aumenta a incidência de doenças respiratórias alérgicas, como rinite e asma.1 O tempo seco também pode ocasionar problemas na pele, olhos e sangramentos nasais.1
Isso ocorre porque a diminuição da umidade causa o ressecamento da pele e das vias aéreas, comprometendo a proteção natural do nariz e facilitando a entrada de microrganismos que podem causar doenças como gripes e resfriados.2
Além disso, a baixa umidade do ar dificulta a dispersão da poeira, dos poluentes atmosféricos, ácaros e fungos, o que pode desencadear ou agravar doenças alérgicas.
Nessa situação, a hidratação nasal é essencial para manter a saúde respiratória. Quer saber como o clima seco afeta o sistema respiratório e como você pode hidratar seu nariz de maneira eficiente? Confira o conteúdo a seguir!
Nosso nariz é um órgão de múltiplas funções e, para funcionar corretamente, é revestido internamente por estruturas que aquecem, umidificam e filtram o ar que inspiramos. Assim, o ar que chega aos pulmões está nas condições ideais para a troca gasosa.3
O sistema mucociliar, por exemplo, formado pelos cílios e muco, é um importante mecanismo de limpeza.3,4 Muitos fatores afetam seu funcionamento, sendo um deles o estado do muco produzido.3
Quando o muco está ressecado em condições de desidratação ele prejudica o batimento dos cílios, resultando na retenção de microrganismos, alérgenos e poluentes, o que pode desencadear ou agravar doenças alérgicas.3
Durante as estações mais secas do ano, como o outono e o inverno, a umidade relativa do ar torna-se ainda mais preocupante, especialmente nas grandes cidades, onde o ar seco retém a poluição.3
Ao tentar umidificar o ar de forma mais intensa, o sistema mucociliar pode ficar sobrecarregado e ressecado.3,5 Essa alteração na quantidade e qualidade do muco pode gerar sintomas de rinite como espirros, coceira e obstrução nasal além das infecções rinossinusiais frequentes.5
Seja pelo clima seco ou pelo uso do ar-condicionado, o ressecamento da mucosa nasal pode causar sintomas como:3,5
Se você percebeu esses sinais, significa que seu nariz pode estar precisando de hidratação!
A lavagem nasal com solução salina isotônica é uma aliada poderosa para manter a mucosa nasal hidratada e limpa.3,5 Segundo o dr. Afonso Penazzo “É um procedimento seguro e que pode ser usado em recém-nascidos, crianças, adultos e idosos.”5
Ajuda na liquefação e transporte do muco, no amolecimento e deslocamento de crostas,3,5 na remoção de impurezas e na redução da inflamação, sendo efetiva no tratamento das doenças respiratórias infamatórias.5
Existem diferentes tipos de solução salina para lavagem nasal considerando-se diferentes concentrações e aditivos. Quanto a concentração, é classificada em: solução isotônica (0,9%), hipertônica (2-3%) e Ringer Lactato.4
Também é possível preparar uma solução salina caseira com 9 g de cloreto de sódio dissolvido em 1 litro de água filtrada e fervida. “Quem optar por fazer a solução em casa precisa garantir a qualidade da água utilizada no preparo e armazená-la corretamente. A conservação desse ser feita em geladeira, mas para a lavagem recomenda-se que ela esteja em temperatura ambiente ou levemente aquecida”. – ensina o dr. Afonso Penazzo.
A solução isotônica industrializada (soro fisiológico) é comumente usada para tratar doenças respiratórias como rinite alérgica e não alérgica, rinossinusites virais ou bacterianas e até mesmo condições inespecíficas como o gotejamento pós-nasal.5
Pacientes com rinite, rinossinusite ou infecções virais respiratórias que fazem lavagem nasal comprovadamente apresentam diminuição dos sintomas, principalmente a obstrução nasal, sendo a principal queixa dos pacientes com essas condições.5
Embora as soluções hipertônicas costumam ser indicadas a pacientes que realizaram cirurgias do nariz e seios paranasais,5 estudos recentes mostram que ela pode ser mais eficaz que a isotônica tanto em crianças como adultos com rinite alérgica.6
Além de eficaz na melhora dos sintomas, seja no tratamento isolado ou complementar, a lavagem nasal reduz a necessidade de anti-histamínicos para ambas as faixas etárias. O mesmo é válido para gestantes com rinite gestacional.6
No caso da rinossinusite crônica, adultos e crianças podem se beneficiar da lavagem nasal, principalmente com a solução hipertônica de maior volume.6 Além da melhora na qualidade de vida dos pacientes, o procedimento, quando feito diariamente, reduz o uso de antibióticos.6
Nas farmácias, estão disponíveis várias apresentações de soro fisiológico como conta- gotas, sprays, jato contínuo e garrafas de alto volume.4 Independentemente do tipo escolhido, a lavagem nasal eficiente requer:4
Em crianças, a lavagem é contraindicada no caso de suspeita de corpos estranhos nasais, em pacientes com dificuldade de engolir líquidos ou alimentos, aqueles com fissura palatina ou com defeitos da base do crânio, bem como nos casos de fraturas da face.4
A lavagem nasal é um procedimento seguro e amplamente recomendado, e são raras as ocorrências de eventos adversos.4 Porém, é importante mencionar que algumas pessoas podem apresentar desconfortos temporários após a lavagem nasal, como:4,6
Esses efeitos ocorrem principalmente ao se utilizar uma solução hipertônica (com maior concentração de sal)4,6 em volumes elevados ou com muita pressão.6 Queimação e prurido são os efeitos mais relatados.6
Atenção! Pessoas com problemas renais ou cardíacos devem tomar cuidado com a carga elevada do sódio das soluções hipertônicas, pois pode ser problemática caso o volume seja engolido. Caso a solução atinja a garganta, é importante cuspir e não engolir.6
Além da lavagem nasal, os géis hidratantes em spray são uma ótima opção para manter a mucosa nasal umedecida por mais tempo, já que aderem melhor à mucosa.3,7 Géis nasais com hialuronato de sódio ou lactato de sódio são recomendados também não só para hidratação, mas para tratar quadros de sangramento nasal recorrente.4
Versões antigas dessas formulações continham 4,5 mg/g de cloreto de sódio e propileno glicol, componente que podia causar ardência nasal. As novas formulações substituíram o propileno glicol por hidroxietilcelulose (HEC) e aumentaram a concentração de cloreto de sódio para 6,0 mg/g, proporcionando mais conforto sem comprometer a hidratação.7
Além da lavagem nasal e da hidratação das vias aéreas, alguns hábitos podem ajudar a aliviar os efeitos do tempo seco:1,2,3,5
A hidratação nasal é um cuidado essencial para manter a saúde respiratória, especialmente durante o outono e outras estações de baixa umidade. Além de prevenir doenças alérgicas e infecciosas, a lavagem nasal melhora a qualidade de vida, reduzindo sintomas incômodos como ressecamento, obstrução nasal e irritação.
É um gesto simples, de baixo custo e com benefícios cientificamente comprovados. Seja por meio da lavagem nasal com soluções salinas ou do uso de géis hidratantes, manter as vias aéreas saudáveis é fundamental para enfrentar os desafios do clima seco com mais conforto e bem-estar.
Para cuidar da sua saúde nasal, você pode contar com os produtos da família Respira. Uma linha com soluções para lavagem nasal e géis hidratantes, desenvolvidos para toda a família.
Os parágrafos não referenciados correspondem à opinião e/ou prática clínica do autor. As opiniões emitidas pelo(a) especialista são independentes e, necessariamente, não refletem a opinião da Libbs.
Data de elaboração do conteúdo: 16.02.2025
1. Ministério da saúde. Biblioteca Virtual em Saúde. Período de seca pede cuidados especiais. [Internet]. [acesso em 11 fev. 2025]. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/periodo-de-seca-pede-cuidados-especiais/.
2. Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Doenças respiratórias aumentam com tempo seco. 2017 [Internet]. [acesso em 11 fev. 2025]. Disponível em:
3. Departamento de Otorrinolaringologia. O impacto do clima seco na saúde nasal. In: Sociedade de Pediatria de São Paulo. Recomendações – Atualização de condutas em Pediatria. 81 ed. São Paulo, 2017, p. 9-10. [Internet]. Acesso em: 11 fev. 2025. Disponível em: https://www.spsp.org.br/site/asp/recomendacoes/Rec81_Otorrino.pdf
4. di Francesco RC, Godinho RN, Schweiger C, Magalhães EJC, Neto JFL, de Nóbrega M, et al. Guia Prático de Atualização da Sociedade Brasileira de Pediatria – Lavagem nasal. Departamento Científico de Otorrinolaringologia. Sociedade Brasileira de Pediatria. Rio de Janeiro: SBP, 2023. [Internet]. [acesso em Fev. 2025]. Disponível em: https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/24053f-GPA_ISBN_-_Lavagem_Nasal.pdf
5. Departamento de Otorrinolaringologia. Higienização nasal na prevenção de doenças respiratórias. In: Sociedade de Pediatria de São Paulo. Recomendações – Atualização de condutas em Pediatria. 80 ed. São Paulo, 2017, p. 3-5. [Internet]. Acesso em: 11 fev. 2025. Disponível em: https://www.spsp.org.br/site/asp/recomendacoes/Rec80_Otorrino.pdf
6. Cingi C, Bayar Muluk N, Mitsias DI, Papadopoulos NG, Klimek L, Laulajainen-Hongisto A, et al. The Nose as a Route for Therapy: Part 1. Pharmacotherapy. Front Allergy. [Internet]. 2021;2:638136. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC8974766/
7. Neves MCD, Romano FR, Guerra Filho S. New Ringer’s lactate gel formulation on nasal comfort and humidification. Braz J Otorhinolaryngol. [Internet]. 2019;85(6):746-752. [acesso em Fev 2025]. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S1808869418304981?via%3Dihub.
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