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Publicado em: 5 de setembro de 2023
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Se não for acompanhada e tratada adequadamente, a pressão arterial alta (hipertensão) pode ter sérias consequências, como gerar um infarto do coração ou um acidente vascular cerebral (AVC).1 Bastante comum, a hipertensão atinge uma em cada quatro pessoas adultas, acometendo cerca de 25% da população brasileira adulta. Nas pessoas acima de 60 anos, a prevalência chega a ser de mais de 50%.1
Para se ter uma ideia, a hipertensão é a principal responsável por pelo menos 40% dos casos de infarto, por 25% das ocorrências de doença renal terminal e por 80% dos casos de derrame no Brasil.1 Embora seja uma doença crônica, suas graves consequências podem ser evitadas.1 Quer saber como isso é possível? Neste post, vamos apresentar as principais dicas para manter a pressão arterial saudável. Confira!
Primeiramente, é importante explicar o que é a pressão arterial. Trata-se da força que o sangue exerce sobre as paredes das artérias.2 Essa força propulsora cumpre o papel de movimentar o sangue por meio do sistema circulatório.2
Diversos fatores podem ocasionar o aumento da pressão arterial. 2 Essa alteração pode ser resultado de uma reação a um ataque ou situação em que o cérebro encara como perigosa, causando a liberação do hormônio adrenalina e aumentando a frequência cardíaca.2
Outros estímulos emocionais também podem provocar pressão alta, como é o caso da ansiedade, que, ao estimular os nervos, enviam impulsos que atuam no aumento da frequência cardíaca.2
Outro fator que gera o mesmo resultado é o excesso de uma enzima chamada renina, que causa desequilíbrio em um sistema denominado renina-angiotensina-aldosterona, levando à absorção de sódio e à retenção de líquido.2
Assim, o excesso de sódio dá origem a um processo chamado constrição das pequenas artérias, o que eleva a pressão arterial.2
A hipertensão arterial (HA) é classificada como uma condição crônica, ou seja, que não tem cura, mas que pode ser controlada com medicamentos e com um estilo de vida saudável.3 Essa doença é multifatorial, o que significa que ela depende de diferentes fatores genéticos, ambientais e sociais.3
As principais características da hipertensão envolvem a elevação persistente da pressão arterial sistólica (PAS), que se torna igual ou maior que 140 mmHg, e/ou da pressão arterial diastólica (PAD), que fica igual ou acima de 90 mmHg.3
Para ser classificada com hipertensão, é necessário que seja feita a medição, por meio da técnica correta, ao menos em duas situações diferentes, sem que a pessoa tenha feito o uso de medicamento anti-hipertensivo.3
Normalmente, eventuais sintomas possivelmente relacionados à hipertensão se tornam perceptíveis somente quando a pressão arterial está muito alta.4 Nesse caso, a pessoa pode apresentar dores no peito, tonturas, dor de cabeça, fraqueza, zumbido no ouvido, sangramento nasal e visão embaçada, porém, mesmo esses sintomas são inespecíficos, ou seja, como regra, a hipertensão não provoca sintomas.4
A única forma de diagnosticar a hipertensão é a partir da medida regular da pressão arterial.4 O ideal é que pessoas com mais de 20 anos meçam a pressão, pelo menos, uma vez por ano.4 Para quem tem casos da doença na família, é recomendado medir a pressão arterial, no mínimo, duas vezes por ano.4
De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde de 2013, 21,4% dos adultos brasileiros autorrelataram ter hipertensão arterial.3 Quando consideradas as medidas de pressão arterial e o uso de medicação anti-hipertensiva, cerca de 32,3% da população brasileira foi classificada como hipertensa.3
Há uma prevalência maior de hipertensão nos homens do que nas mulheres até os 60 anos de idade.3 O risco de desenvolver pressão ata tende a aumentar com o avanço da idade, chegando a atingir 71,7% das pessoas com idade maior que 70 anos.3
A pesquisa cardiovascular no Brasil também mostrou que, no ano de 2017, foram registrados 1.312.663 óbitos associados a doenças cardiovasculares (DCV), que podem ser provocadas também pela hipertensão.3 Inclusive, esse tipo de doença está relacionado a 22,6% das mortes prematuras, de pessoas na faixa etária de 30 a 69 anos, no país.3 Um total de 667.184 mortes foram associadas à hipertensão.3
Cuidar da hipertensão é coisa séria. Isso porque negligenciar o tratamento dessa doença pode trazer complicações bastante graves.1 A hipertensão ataca os vasos sanguíneos, o coração, o cérebro, os olhos e os rins.1
Os nossos vasos sanguíneos são recobertos por uma camada extremamente fina e delicada, que acaba sendo machucada quando o sangue circula com hipertensão.1 Dessa forma, os vasos vão endurecendo e ficando cada mais vez mais estreitos com o passar do tempo, uma condição que os leva a dificultar o fluxo de sangue.1
Se um vaso do coração entupir, pode ocorrer a angina, que é a dor no peito causada pela redução de fluxo sanguíneo neste órgão e que pode aumentar o risco de um infarto.1 Quando ocorre o rompimento de um vaso sanguíneo no cérebro, a pessoa pode ter um AVC, popularmente chamado de derrame cerebral.1
Nos casos em que o entupimento dos vasos atinge os rins, esses órgãos terão dificuldades para realizar a função de filtrar e, no decorrer do tempo, podem parar de funcionar.1 As consequências da hipertensão são potencialmente graves, mas podem ser evitadas com o tratamento e o acompanhamento adequado da doença.1
Existem diferentes fatores de risco que podem contribuir para o desenvolvimento de hipertensão, sendo eles classificados em modificáveis e não modificáveis — ou seja, os que podem e os que não podem ser controlados.5
Veja, a seguir, quais são os fatores não modificáveis.
Estudos apontam que a genética pode influenciar nos níveis de hipertensão.3 Dessa forma, as pessoas que têm familiares com hipertensão podem estar sujeitas a herdar a tendência para esse problema de saúde.5
No entanto, em decorrência da grande diversidade de genes, as variantes genéticas que foram estudadas até agora, e da miscigenação no Brasil, ainda não foram encontrados dados tão uniformes sobre a influência da genética na hipertensão em nosso meio.3
O envelhecimento representa um risco significante para o desenvolvimento de hipertensão, o que ocorre por conta do enrijecimento progressivo e da perda de flexibilidade das artérias.3 Estima-se que aproximadamente 65% das pessoas com mais de 60 anos tenham hipertensão no Brasil.3
As taxas de hipertensão são mais elevadas no homem até os 60 anos de idade e nas mulheresapós os 65 anos.5 Com o aumento da população idosa no país, nas próximas décadas deve haver um aumento considerável da prevalência da hipertensão e de suas complicações entre os brasileiros.3
A hipertensão em jovens é mais comumnos homens, mas os níveis de pressão alta se elevam mais rapidamente nas mulheres a partir dos 20 anos de idade.3 Com isso, a partir dos 60-65 anos, a hipertensão é mais frequentenas mulheres.3
Contudo, é importante dizer que em ambos os sexos o desenvolvimento de hipertensão aumenta com o avanço da idade, chegando a 61,5% e 68,0% na faixa etária a partir de 65 anos, entre os gêneros masculino e feminino, respectivamente.3
A etnia também constitui um fator de risco para desenvolver hipertensão.3 Há estudos que revelam que as pessoas negras podem ser mais propensas a ficarem hipertensas.5
Veja, agora, os fatores que são modificáveis.
O excesso de peso é uma condição relevante para o surgimento da hipertensão.6 Estima-se que entre 20% a 30% dos casos de hipertensão estão relacionados a esse problema.6
Diante disso, é indicado que todas as pessoas hipertensas e que estão com excesso de peso participem de programas de redução de peso.6 Vale destacar que os indivíduos sedentários têm maior chance de apresentar esse fator de risco quando comparados a quem é mais ativo.6
O consumo exagerado de sódio eleva a pressão arterial e aumenta a prevalência de hipertensão.3 Estudos evidenciam que a ingestão de mais de 6 gramas de sal por dia está relacionadoa maior chance de desenvolver hipertensão e doenças cardiovasculares.3
O sedentarismo está diretamente associado à elevação da pressão arterial e dos casos de hipertensão.3 Um estudo global mostrou que, em 2018, a prevalência da falta de atividade física, que consiste em pelo menos 150 minutos de movimentação leve ou 75 minutos de exercícios mais intensivos por semana, era de 27,5% das pessoas.3
A ingestão de álcool aparece em diversos estudos como relevante para a hipertensão arterial, sendo mais prevalente em pessoas que consomem a partir de seis doses dessa substância por dia, o que equivale a 30 gramas diários de álcool.3
O risco de hipertensão relacionado ao tabagismo é proporcional ao número de cigarros que a pessoa fuma.6 Uma avaliação por monitorização ambulatorial da pressão (MAPA) comprovou que a elevação é maior em fumantes do que em não fumantes.6
A hipertensão é de fácil diagnóstico e tratamento, sendo que este se baseia na prescrição de medicação anti-hipertensiva e na mudança de estilo de vida.3 Porém, o seu controle ainda é baixo em todo o mundo, o que se deve ao fato de ser uma condição assintomática, algo que dificulta a adesão ao tratamento.3
Embora não tenha cura, o tratamento da hipertensão é fundamental para impedir complicações e manter a saúde e a qualidade de vida.1 Saiba, a seguir, como cuidar de sua pressão arterial.
Invista na alimentação saudável, evitando o consumo de produtos que favorecem a hipertensão, como industrializados, doces, frituras, bebidas com açúcar e molhos.1 Outro ponto essencial é evitar o consumo excessivo de sal, um dos maiores inimigos dos hipertensos.1
Escolha alimentos que tenham pouca gordura saturada, gordura total e colesterol, como aves, peixes e carnes magras, em quantidade moderada.1 Dê preferência para pães e massas integrais, além de leite desnatado ou semidesnatado.1
No dia a dia, você pode consumir margarina light e óleos vegetais, como de soja, milho, canola e azeite de oliva.1 Quanto ao preparo dos alimentos, é mais interessante refogar, grelhar ou assar. Utilize, também, temperos naturais, como cebola, alho, limão e ervas frescas.1
E, claro, inclua em seu cardápio verduras, frutas e legumes, que são mais saudáveis.1
O estresse, ou seja, o nervosismo, pode ser prejudicial para a hipertensão.1 Portanto, procure administrar seu tempo com o máximo de tranquilidade, evitando perder o controle das situações e dos problemas comuns do cotidiano.2
A prática regular de atividade física é uma iniciativa indispensável, pois ajuda a diminuir a pressão arterial, reduz o risco de doença arterial coronária, de AVC e a mortalidade, além de ajudar no controle do peso.7
É interessante investir em atividade física por, pelo menos, 30 minutos por dia, de forma continuada, ou seja, na maior parte dos dias da semana.7 É recomendado começar praticando exercícios físicos mais leves, como caminhada em passo normal.7
Também é indicado incorporar o exercício físico a atividades que fazem parte da sua rotina, como subir escadas e optar por caminhar em vez de usar o carro para ir a lugares fora de casa, como o supermercado ou a um restaurante, por exemplo.7
A diminuição do consumo de álcool contribui para a redução da pressão arterial, principalmente em pessoas que costumam consumir grandes quantidades desse tipo de bebida.7
Nesse sentido, é recomendado restringir a ingestão de álcool a uma quantidade menor que 30 ml por dia para homens e metade disso para mulheres.7 Na prática, para o público masculino, isso corresponde a 720 ml de cerveja (uma garrafa) e 240 ml de vinho (uma taça). Porém, o ideal é não beber ou consumir álcool apenas ocasionalmente e em pequena quantidade.7
O tabagismo oferece um risco alto aos hipertensos, por isso, é altamente recomendável abandonar de vez o cigarro.7 Se necessário, os fumantes podem receber a prescrição de medicamentos específicos para parar de fumar e ajuda de de profissionais de saúde.3
Com as nossas dicas você pode cuidar da sua pressão arterial e evitar ou controlar melhor a hipertensão. As pessoas que já foram diagnosticadas com esse problema devem sempre seguir as orientações de seu médico e tomar a medicação prescrita de forma contínua, a fim de de evitar as diversas consequências graves dessa doença.1
Quer manter a sua longevidade? Então continue por aqui e veja como as doenças cardiovasculares influenciam no tempo de vida!
1. Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH). Sobre a hipertensão. [S.L]. Disponível: <https://www.sbh.org.br/sobre-a-hipertensao/>. Acesso em: 06 fev. 2023.
2. Lamp, César Ricardo. Pressão Arterial. {S.L]. Disponível em: <http://www.seduc.ro.gov.br/educacaofisica/images/CONGRESSO_ED_FIS/Pressao_arterial_apostila.pdf>. Acesso em: 06 fev. 2023.
3. Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia (DHA-SBC); Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH); Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN). Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial. [S.L], 2020. Disponível em: <http://departamentos.cardiol.br/sbc-dha/profissional/pdf/Diretriz-HAS-2020.pdf>. Acesso em: 06 fev. 2023.
4. Ministério da Saúde. Hipertensão (pressão alta). [S.L]. Disponível: <https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hipertensao>. Acesso em: 06 fev. 2023.
5. Cirera Diaz, Yadira Mayre. Hipertensão arterial e seus fatores de risco: uma intervenção educativa. [Governador Valadares, MG], 2015. Disponível em: <https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/imagem/Hipertensao_arterial_e_seus_fatores_risco.pdf>. Acesso em: 06 fev. 2023.
6. Cevvalos Viana, Igor André. Fatores de riscos modificáveis para o controle da hipertensão arterial: como orientar os usuários de um programa de saúde da família do norte de Minas Gerais. [Montes Claros, MG], 2014. Disponível em:<https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/imagem/4313.pdf>. Acesso em: 06 fev. 2023.
7. Caderno de Atenção Básica – Ministério da Saúde. Hipertensão Arterial Sistêmica. [Brasília, DF], 2006. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderno_atencao_basica15.pdf>. Acesso em: 06 fev. 2023.
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