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Pele sensível x pele sensibilizada: diferenças e cuidados

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Você com certeza já fez ou conhece alguém que tenha feito algum procedimento estético não cirúrgico. Preenchimento com ácido hialurônico, aplicação de toxina botulínica e peeling facial são alguns exemplos. Segundo uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), o número de procedimentos não cirúrgicos, entre 2014 e 2018, subiu de 17,4% para 49,9%! 1

Seja o procedimento cirúrgico ou não, sempre existe a chance de ocorrer efeitos adversos. Para os tratamentos estéticos, uma condição temporária bastante comum,   causada por danos à integridade da pele, é a pele sensibilizada. 2

É nesse momento que podem surgir dúvidas sobre que tipo de produtos usar. Principalmente porque muitas pessoas confundem esse estado momentâneo com a condição natural e permanente denominada pele sensível.3 Afinal, podem ser causadas pelos mesmos fatores e as sensações e aparência da pele são semelhantes nos dois casos. 2,3

Se você também não sabe a diferença, este artigo te ajudará a entender melhor sobre esse assunto e a escolher o melhor tratamento para essas condições.

O que é pele sensível?

É caracterizada por sensibilidade constitucional da pele, podendo ou não estar associada a patologias (rosácea, acne, dermatite seborreica etc). Os sintomas, sinais e tendências da pele sensível podem ser desencadeados por cosméticos, alterações bruscas de temperatura, estresse e poluição.3

O que é pele sensibilizada?

 A pele sensibilizada é causada por tratamentos ou procedimentos dermatológicos que visam a renovação celular. Eles deixam a pele sensibilizada temporariamente e vulnerável a fatores externos, que podem agredir a pele caso ela não seja protegida com o cuidado que precisa nesse período de transição.2

Qual a diferença entre pele sensível e pele sensibilizada?

Pele sensível x pele sensibilizada: diferenças e cuidados

Diferente da pele sensibilizada, a pele sensível é caracterizada por sensibilidade inerente da pele. Os sinais podem ocorrer por minutos ou até horas depois do contato com o estímulo, e os mais comuns são:3

─ coceira;

─ ardência;

─ vermelhidão;

─ espessamento;

─ pinicamento.

Que fatores predispõe aos sintomas da pele sensível?

Mais da metade da população mundial é acometida pela síndrome da pele sensível, sendo mais comum entre as mulheres (60 – 70%). Japão, Itália, Espanha lideram com altas frequências; 94%, 91% e 88%, respectivamente. No Brasil, 80% das mulheres e 53% dos homens avaliados declaram apresentar a pele sensível.4

Essa maior percepção pelas mulheres jovens está provavelmente relacionada com a menor espessura da pele feminina e ao efeito das alterações hormonais na hidratação.3,4 Os idosos também apresentam mudanças na integridade da pele que podem favorecer ao surgimento dos sinais, mas as pesquisas não confirmam essa expectativa.4

Já que o rosto apresenta uma pele mais fina, muitos receptores nervosos e é o local onde costuma-se aplicar mais produtos cosméticos, é o mais afetado.3,4 Além disso, como o rosto permanece descoberto, ele fica mais vulnerável aos efeitos dos fatores ambientais.5

E por falar em fatores ambientais, já que eles podem alterar a hidratação da pele, também podem causar a sensibilização. Você já deve ter ficado com a pele avermelhada pelo frio, ou por ter ficado ao sol sem proteção! A exposição a temperaturas extremas é um fator bastante comum.5,6

Não podemos esquecer dos fatores culturais! São hábitos de higiene, dieta e estilos de vida diferentes que parecem afetar a percepção dos sinais.3,7 Um exemplo: em Portugal, Itália e Espanha, países onde existe mais publicidade de moda e beleza e consumo de cosméticos, observa-se uma alta prevalência de pessoas com pele sensível. Já na Bélgica, Suíça e Alemanha a porcentagem de pessoas acometidas é bem menor.4

As causas estruturais da pele sensível

Os sinais de pele sensível não são reações alérgicas. Na verdade, são fatores estruturais da pele como comprometimento da barreira da pele e disfunção nervosa que a tornam mais sensível.7 Vamos entender isso melhor?

Para que nossa pele funcione como uma barreira, ela precisa que as células apresentem uma organização e composição específica. Existem algumas condições patológicas, como dermatite atópica e seborreica, rosácea e acne que comprometem essa estrutura e tornam a pele mais permeável às substâncias e mais desidratada. Justamente por isso são consideradas fatores que predispõe à pele sensível.2,3,7

Além disso, pessoas com pele sensível apresentam disfunções neuro sensoriais na pele. Isso significa que nessas pessoas há maior atividade das células sensoriais da pele. O resultado? Coceira, dor e aquecimento local.7 Essas sensações alteradas também podem estar relacionadas com a degeneração de células nervosas específicas.4

Tratamentos para pele sensível e sensibilizada

Para a pele sensibilizada, um tratamento eficaz requer uma fórmula capaz de fortalecer a barreira protetora da pele, reparar os danos já instalados, proteger contra a radiação e acalmar a irritação.2

Para peles sensíveis, o produto deve conter poucos ingredientes e ser livre de substâncias irritantes como fragrâncias ou corantes. Por isso, procure por produtos adequados que contenham ativos específicos.8

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Referências

1. Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. CENSO 2018. Análise comparativa das pesquisas 2014, 2016 e 2018 [internet]. [Acesso em 08Nov2023]. Disponível em: http://www2.cirurgiaplastica.org.br/wp-content/uploads/2019/08/Apresentac%CC%A7a%CC%83o-Censo-2018_V3.pdf

2. Strugar TL, Kuo A, Seité S, Lin M, Lio P. Connecting the Dots: From Skin Barrier Dysfunction to Allergic Sensitization, and the Role of Moisturizers in Repairing the Skin Barrier. J Drugs Dermatol. 2019 Jun 1;18(6):581.

3. Duarte I, Silveira JEPS, Hafner MFS, Toyota R, Pedroso DMM. Sensitive skin: review of an ascending concept. An Bras Dermatol. 2017 Jul-Aug;92(4):521-525.

4. Farage MA. The Prevalence of Sensitive Skin. Front Med (Lausanne). 2019 May 17;6:98.

5. Snowise M, Dexter WW. Cold, Wind, and Sun Exposure: Managing—and Preventing—Skin Damage. The Phys and Sportsmed. 2004;32(12):26-32.

6. Schalka S, Steiner D, Ravelli FN, Steiner T, Terena AC, Marçon CR, et al. Consenso Brasileiro de Fotoproteção. An Bras Dermatol. 2014;89(6 Supl 1):S6-75.

7. Inamadar AC, Palit A. Sensitive skin: an overview. Indian J Dermatol Venereol Leprol. 2013 Jan-Feb;79(1):9-16.

8. Viodé C, Rouquier A, Mias C, Questel E, Bessou-Touya S, Duplan H. Specific protection of sensitive skin against environmental stress by maintenance and improvement of barrier function. J Eur Acad Dermatol Venereol. 2022 Apr;36 Suppl 5:13-20.

Elaborado no dia 01 de dezembro de 2023