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Publicado em: 18 de maio de 2026
Estima-se que o tabaco seja responsável por mais de 8 milhões de mortes ao ano no mundo, sendo considerado a principal causa evitável de morte prematura. O tabagismo está associado a diversos tipos de câncer, a doenças respiratórias crônicas, ao comprometimento do sistema imunológico, impactando diretamente a qualidade e a longevidade da vida. Além disso, fumar é um dos maiores fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.¹
“A dependência da nicotina causa alterações na circulação sanguínea, favorecendo a formação de placas de gordura nas artérias e aumentando o risco de infarto e AVC”, explica o cardiologista Dr. Jairo Lins Borges (CRM-SP 46977 | RQE 132337). Segundo o médico, quanto maior o tempo de exposição ao cigarro, maior tende a ser o impacto para o coração e os vasos sanguíneos.
O cigarro é composto por mais de 7 mil substâncias químicas, incluindo nicotina, monóxido de carbono e agentes tóxicos que provocam alterações no organismo. Essas substâncias contribuem para o estreitamento dos vasos sanguíneos, aumentam a inflamação e favorecem o surgimento de placas de gordura nas artérias, processo conhecido como aterosclerose.¹
A aterosclerose ocorre quando gordura, cálcio e células inflamatórias se acumulam na parede das artérias, dificultando a passagem do sangue. Esse processo pode comprometer a circulação e aumentar o risco de eventos cardiovasculares graves, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).²
Além disso, o tabaco provoca disfunção do endotélio, tecido que reveste internamente os vasos sanguíneos e regula sua integridade e elasticidade. O comprometimento dessa estrutura favorece a formação de coágulos, inflamações e alterações na contração dos vasos, prejudicando o fluxo sanguíneo adequado.²
O infarto ocorre quando o fluxo de sangue para o coração é interrompido, geralmente devido à obstrução súbita de uma artéria coronária. O tabagismo é um dos principais fatores de risco para esse problema, estando associado a cerca de 25% dos casos de infarto agudo do miocárdio.2
A nicotina presente no cigarro provoca aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, além de estimular a liberação de substâncias que causam vasoconstrição, ou seja, o estreitamento dos vasos sanguíneos. Esse processo dificulta a circulação e aumenta o esforço do coração para bombear o sangue.¹
A exposição contínua ao tabaco acelera o desenvolvimento da aterosclerose, comprometendo o fluxo sanguíneo nas artérias coronárias e aumentando o risco de morte súbita por isquemia cardíaca.²
“O risco de infarto não está relacionado apenas à quantidade de cigarros fumados por dia, mas também ao tempo de exposição ao tabaco. Quanto mais cedo ocorre a interrupção do hábito, maiores são os benefícios para o coração”, afirma o Dr. Jairo.
O AVC ocorre quando há interrupção do fluxo de sangue para o cérebro, podendo causar sequelas permanentes e até levar à morte. O tabagismo pode aumentar de duas a quatro vezes a probabilidade de ocorrência do problema em comparação a pessoas não fumantes.⁴
Estudos indicam que o risco de recorrência de AVC também é maior em indivíduos que continuam fumando após o primeiro episódio. Além disso, existe uma relação entre a quantidade de cigarros consumidos e o aumento do risco, que pode ser até duas vezes maior em pessoas que fumam a partir de 20 cigarros por dia.⁴
Em suma, fumar contribui para o desenvolvimento de alterações nos vasos sanguíneos cerebrais, aumentando a probabilidade de obstruções e hemorragias que podem levar ao AVC.³
Apesar de muitas vezes serem vistos como alternativas supostamente menos prejudiciais, os cigarros eletrônicos também apresentam impactos negativos sobre o sistema cardiovascular. Pesquisas apontam que a presença de nicotina nesses dispositivos está associada ao aumento da pressão arterial, da frequência cardíaca e do estresse oxidativo.⁵
O uso regular de dispositivos eletrônicos para fumar também está relacionado à inflamação dos vasos sanguíneos, disfunção endotelial e desenvolvimento de aterosclerose. Para se ter uma ideia, usuários desses dispositivos têm uma probabilidade quase duas vezes maior de sofrer infarto em comparação com quem não fuma.⁵
Não apenas quem fuma sofre as consequências do tabagismo. Pessoas que convivem com fumantes e inalam a fumaça também podem apresentar maior risco de doenças cardiovasculares. O chamado fumo passivo está associado ao agravamento de doenças pré-existentes e ao aumento da probabilidade de infarto e AVC.³
Mesmo pequenas quantidades de exposição à fumaça do tabaco podem elevar em até 30% o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares quando comparadas a pessoas não expostas.²
O tabagismo pode influenciar o desenvolvimento de hipertensão arterial, condição caracterizada por níveis elevados de pressão sanguínea. A nicotina contribui para o aumento da resistência vascular periférica, reduz a elasticidade das artérias e estimula o sistema nervoso simpático, elevando a pressão arterial.²
A associação entre tabagismo e hipertensão aumenta o risco de lesões cardiovasculares, piora o prognóstico de pacientes hipertensos e potencializa danos aos vasos sanguíneos.¹
Embora alguns estudos apresentem resultados variados sobre a relação direta entre intensidade do tabagismo e pressão arterial, especialistas recomendam a cessação do hábito como estratégia essencial para reduzir o risco cardiovascular global.⁶
Diante dos riscos, fica claro que interromper o tabagismo traz impactos importantes para a saúde cardiovascular. Poucos minutos após o último cigarro, já ocorre redução da frequência cardíaca e melhora da circulação sanguínea.³
Com o passar do tempo, o risco de doenças cardiovasculares diminui progressivamente. Após um ano sem fumar, o risco de doença cardíaca pode cair pela metade; após cerca de 10 a 15 anos, o risco torna-se similar ao de pessoas que nunca fumaram.²
De acordo com o Dr. Jairo, parar de fumar é uma das medidas mais eficazes para proteger o coração. “Mesmo quem fumou por muitos anos pode obter benefícios significativos ao abandonar o hábito.”
Conteúdo produzido em maio/2026
Informações não referenciadas correspondem à opinião e/ou prática clínica do especialista.
Referências
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