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Publicado em: 19 de janeiro de 2024
Assuntos abordados
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O uso de aparelhos eletrônicos é uma prática constante entre crianças, jovens, adultos e até idosos, que estão em busca de diversão e entretenimento, capacitação por meio de aulas online e também para ficar por dentro das notícias e redes sociais.
Acontece que o uso abusivo dos aparelhos eletrônicos, como os smartphones está associado a diferentes distúrbios, como a dificuldade de concentração e a enxaqueca.1
A enxaqueca é um tipo de cefaleia primária caracterizada como uma das mais incapacitantes do mundo, especialmente entre as mulheres (ainda que homens também sejam bastante afetados).2
Por isso, se quiser saber mais sobre a relação entre o uso de aparelhos eletrônicos e a enxaqueca, continue a leitura deste post!
Antigamente, os principais aparelhos eletrônicos usados eram a televisão, computador e rádio. Hoje em dia, com o avanço dos recursos tecnológicos, existe uma gama de aparelhos eletrônicos que vão desde o telefone celular até dispositivos maiores, como os tablets e notebooks.
Devido a isso, a apresentação dos aparelhos eletrônicos às crianças se adiantou significativamente pelas mudanças comportamentais, sociais, financeiras e emocionais da atualidade.3
Essa apresentação precoce desencadeou diversos problemas, como os sintomas osteomusculares evidenciados na chamada “geração cabeça-baixa”, como é o caso de dores na região do pescoço.4
O uso excessivo e sem descanso dos aparelhos eletrônicos pode desencadear episódios de enxaqueca, principalmente no final do dia, influenciando negativamente na saúde física e mental dos indivíduos.3
Um estudo brasileiro publicado em 2015 demonstrou a prevalência de cefaleia do tipo migrânea em adolescentes na faixa etária entre 14 a 19 anos, relacionada ao uso excessivo de computador e jogos eletrônicos.³
A enxaqueca, também chamada de migrânea, é caracterizada como dores de cabeça, que não apresentam relação temporal com outro distúrbio, porém o mecanismo fisiopatológico ainda é desconhecido. 2,5
Recentemente, foi associado o uso inadequado de aparelhos eletrônicos ao desenvolvimento de enxaqueca, tornando mais um problema para aqueles indivíduos que apresentam vícios em videogames ou permanecem longas horas nas redes sociais. 1
Sabendo da associação entre o uso excessivo de aparelhos eletrônicos com o desenvolvimento da enxaqueca¹, o primeiro passo é reduzir o tempo nas telas de computadores, tablets e telefones celulares.6
Parece óbvio, porém, é bastante desafiador, principalmente para quem já sofre da chamada dependência tecnológica, que acomete famílias inteiras, privando todos do convívio social e profissional.7
Por isso, é importante reduzir ou interromper drasticamente o uso excessivo dos aparelhos eletrônicos, principalmente no período noturno, para prevenir o aparecimento de enxaqueca e outros problemas.7
Outro ponto importante é que o indivíduo seja conscientizado pela família, amigos e colegas de trabalho sobre o uso abusivo das telas6, além da campanha nacionalmente conhecida pelo dia de Combate a Cefaleia, que se comemora em 19 de maio.8
Por isso, a informação confiável e acolhedora deve acontecer diariamente, preferencialmente com a supervisão de um profissional de saúde especializado nos casos em que a abordagem precisa ser multidisciplinar.
Doenças relacionadas ao abuso do uso de aparelhos eletrônicos já se configuram como dependência tecnológica, comparável a demais vícios já diagnosticados.6,7
O problema se instala porque, assim como outras drogas lícitas, é socialmente aceitável e ninguém percebe o quão dependente uma pessoa está, a não ser quando ocorrem mudanças bruscas de comportamento.6,7
Alguns exemplos são pessoas que se isolam socialmente e estão em busca de um determinado acolhimento virtual por meio das redes sociais; também adolescentes e jovens que preferem se trancar no quarto para jogar com parceiros virtuais em vez de passear com amigos, entre tantos outros exemplos.6
Se o processo for drasticamente reduzido ou interrompido e as consequências comportamentais forem positivas, é sinal de que ainda não existia uma dependência. Caso contrário, em que se evidencia sintomas de abstinência, a situação deve ser encaminhada aos profissionais de saúde.6
Além disso, já sabendo do tipo de personalidade da pessoa e de seus comportamentos diante de novos desafios, é importante recomendar previamente um limite de tempo de uso dos aparelhos eletrônicos, a fim de evitar problemas6, inclusive a enxaqueca.³
Como se trata de uma condição clínica relativamente nova, a conscientização ainda é incipiente diante dos desafios em curto, médio e longo prazo desse problema para a sociedade.
Indivíduos que modificaram drasticamente o comportamento e já estão enquadrados nos vícios em videogame, por exemplo, devem ser encaminhados às equipes multidisciplinares.
Caso não exista uma equipe multidisciplinar responsável para lidar com questões como essa, sugere-se a procura por psicólogos e psiquiatras com conhecimento e experiência na temática.
O uso excessivo de aparelhos eletrônicos pode ser um grande desencadeador de crises de enxaqueca, gerando grandes malefícios aos indivíduos e suas famílias, além de prejuízos na vida social e profissional³,6. O vício em videogames e nas redes sociais é uma causa do uso excessivo de aparelhos eletrônicos, devendo ser analisada sob uma óptica multidisciplinar para o tratamento ser efetivo, seguro e evitando recorrências.6
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Se você ou alguém que você conhece sofre com enxaquecas, não deixe de conferir este guia completo sobre como como lidar com a doença para ter mais informações.
Preparamos também esta cartilha com receitas deliciosas que ajudam a controlar a enxaqueca.
Referências
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