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Publicado em: 25 de janeiro de 2024
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A amamentação é extremamente importante tanto para o filho quanto para a mãe. Afinal, é por meio do aleitamento materno que o bebê recebe todos os nutrientes necessários para seu desenvolvimento forte e saudável.1 Além disso, esse ato permite fortalecer o vínculo entre mãe e filho.
Apesar de ser um momento tão especial, é bastante comum as mulheres sentirem dor na amamentação 2.
Ao longo deste post, você vai entender quais são as principais causas da dor ao amamentar e o que você pode fazer para que esse momento seja mágico, prazeroso e livre de incômodos. Acompanhe!
Não. Esse é um problema bastante comum, mas não é normal. Embora o aleitamento seja natural e benéfico, nem sempre é uma tarefa fácil. São vários os relatos de mulheres que dizem sentir dor ao amamentar. No entanto, esse momento não deve ser dolorido.3
Nos primeiros dias após o parto, é normal haver dor nos seios. Isso ocorre porque as mamas estão se preparando para a apojadura, que é a descida do leite.4
Por esse motivo, as mamas ficam cheias e, consequentemente, maiores. Algumas vezes, podem ficar mais quentes também. Assim, tantas mudanças no corpo somadas à sucção do bebê podem causar um certo desconforto para as mães nos primeiros dias.4,5
Nesse período, o organismo da mãe também produz o colostro, também conhecido como o primeiro leite, muito rico em proteínas e anticorpos capazes de proteger o bebê contra determinadas doenças.4
Como comentamos, nos primeiros dias é normal a mãe sentir um pouco de incômodo. Entretanto, se o desconforto persistir ou se tornar uma dor mais forte, é preciso consultar um médico de confiança para examinar o caso e resolver o problema.6
A seguir, conheça as principais causas que levam à amamentação dolorida.
Esse é o motivo mais comum para as mulheres sentirem dor ao amamentar, pois a pega incorreta pode machucar os mamilos pelo excesso de fricção que o bebê precisa fazer.4,7,8
Um sinal de que a pega não está certa, além da dor, é o movimento que o seu filho precisará fazer com as bochechas ao mamar. Caso observe um grande esforço por parte dele para sugar o leite e escute barulhinhos como estalidos, provavelmente há algo de errado.8,9
Esse problema acontece quando o mamilo é apertado com muita força pelo bebê. Assim, ocorre a diminuição do fluxo de sangue e oxigênio na região. Logo que o sangue retorna ao mamilo, há a sensação de queimação. Quando há vasoespasmo, logo que o bebê solta o mamilo, a região fica esbranquiçada e com aparência levemente deformada.8
A confusão de bicos ocorre quando o bebê tem contato também com mamadeira ou chupeta. Dessa forma, ao ser amamentado no seio, tende a aplicar o mesmo método de sucção, gerando dor.8,10
A mastite é uma inflamação nas mamas que ocorre pelo bloqueio dos dutos mamários. Nesse caso, é preciso ir ao médico para iniciar um tratamento mais adequado, que muitas vezes pode envolver o uso de antibióticos. Além da dor, é possível que você perceba que os seios estão mais quentes e avermelhados que o normal.8,11
Popularmente conhecido como “leite empedrado”, o ingurgitamento mamário ocorre geralmente no início da amamentação, quando a produção de leite é maior do que a quantidade ingerida pelo bebê.8
Quando ele não é retirado em quantidade suficiente, há um acúmulo do líquido nos ductos, que pode gerar dor nas mamas e aumento da temperatura na região. Inclusive, é comum que esse quadro leve à ocorrência de febre na mãe.8
Se esse não for tratado, o ingurgitamento mamário pode evoluir para uma mastite. Uma boa dica para evitar o problema é fazer massagens delicadas nas mamas, com movimentos circulares.8,12 Se a dor não passar, é preciso procurar um médico.8,13
A dor pode ser evitada com alguns hábitos simples. A seguir, confira as orientações sobre amamentação mais importantes e evite o desmame precoce do seu bebê.8
Em primeiro lugar, é fundamental que tanto a mãe quanto o bebê estejam bem confortáveis durante a amamentação. Para isso, a melhor posição é deixar o corpo do seu filho voltado para o seu, barriga com barriga.4,7,8
A boca da criança deve estar bem aberta e com os lábios virados para fora, em formato de boquinha de peixe, abocanhando boa parte da aréola. Além disso, as bochechas do bebê devem ficar cheias, o queixinho deve encostar na mama, deixando as narinas livres para respirar e evitar engasgos.4,8
Quando o bebê é amamentado aos primeiros sinais de fome, tende a sugar com menos força. Desse modo, há menos chance de haver qualquer lesão ou dor na amamentação. Se sentir que a mama está muito cheia, massageie-a e faça a ordenha antes de oferecê-la ao seu filho.4,8
Opte sempre por sutiãs anatômicos, de tamanho adequado e de materiais naturais, que não abafem a região, como é o caso do algodão. Os modelos com alças largas são mais confortáveis e ajudam na sustentação dos seios, mantendo os dutos na posição correta e, consequentemente, evitando a obstrução.13
O posicionamento padrão para a amamentação é com a mãe sentada e com o bebê de frente para a mama.4 No entanto, também é possível que o processo seja feito com a lactante em pé ou deitada, de acordo com as preferências dela.8
É importante também que o bebê esteja devidamente alinhado, com o corpo e a cabeça retos. O queixo dele deve tocar a mama e a pega envolve o abocanhar completo da auréola, e não só o bico.4,8
Como é possível perceber, a dor pode estar presente na amamentação, mas é possível manejá-la! Com calma, paciência e seguindo as dicas que listamos ao longo do post e as orientações dos profissionais, você vai garantir a nutrição correta para o seu bebê.
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Referências bibliográficas:
1. Ballard O, Morrow AL. Human milk composition: nutrients and bioactive factors. Pediatr Clin North Am. 2013;60(1):49-74.
2. Tait P. Nipple pain in breastfeeding women: causes, treatment, and prevention strategies. J Midwifery Womens Health. 2000;45(3):212-215.
3. Kent JC, Ashton E, Hardwick CM, et al. Nipple Pain in Breastfeeding Mothers: Incidence, Causes and Treatments. Int J Environ Res Public Health. 2015;12(10):12247-12263.
4. Ministério da Saúde. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Associação Brasileira de Enfermeiros Obstetras e Obstetrizes. Parto, aborto e puerpério: Assistência humanizada à mulher [internet]. Brasília: Ministério da Saúde. FEBRASGO. ABENFO; 2001. [Acesso em 15Nov2023]. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cd04_13.pdf
5. Kelleher CM. The physical challenges of early breastfeeding. Soc Sci Med. 2006;63(10):2727-2738.
6. Morland-Schultz K, Hill PD. Prevention of and therapies for nipple pain: a systematic review. J Obstet Gynecol Neonatal Nurs. 2005;34(4):428-437.
7. Giugliani ER. Amamentação: como e por que promover [Breast-feeding: how and why to promote it]. J Pediatr (Rio J). 1994;70(3):138-151.
8. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia. Manual de aleitamento materno [interno]. 3ª Ed. São Paulo: FEBRASGO; 2015. [Acesso em 15Nov2023]. Disponível em: https://abividro.org.br/wp-content/uploads/2016/01/Manual_Aleitamento_Materno_25NOV_AF.pdf#page=93
9. Colson S. Maternal breastfeeding positions: have we got it right? (2). Pract Midwife. 2005;8(11):29-32.
10. Huang YY, Huang CM. Hu Li Za Zhi. 2006;53(2):73-79.
11. Spencer JP. Management of mastitis in breastfeeding women. Am Fam Physician. 2008;78(6):727-731.
12. Hill PD, Humenick SS. The occurrence of breast engorgement. J Hum Lact. 1994;10(2):79-86.
13. Heberle ABDS, Cardelli AAM, Higarashi IH, Carvalho MDB, Nohama P, Pelloso SM. Ergonomics of anatomical bra models for breastfeeding: a contribution of nursing. Rev Bras Enferm. 2021;75(3):e20210264.
Data da elaboração: 16/12/2022
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