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Publicado em: 24 de outubro de 2023
Assuntos abordados
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O infarto em jovens tem sido um problema crescente no Brasil. Prova disso são os dados do Ministério da Saúde. Segundo o órgão governamental, de 2010 a 2019, o número de infartos em pessoas abaixo de 40 anos teve um aumento de 59%.1
Diante desse cenário, os jovens têm tantos riscos, como de morte ou acidente vascular cerebral (AVC), quanto os mais velhos que infartam.¹
Percebeu como o quadro é preocupante? Para maior compreensão do assunto, preparamos este post com informações das principais causas, riscos, formas de prevenção e tratamento para infarto ou ataque cardíaco em jovens. Confira!
O infarto é uma doença cardiovascular cujo principal causador é o acúmulo de placas de gorduras, cálcio e outras substâncias nas artérias coronárias. Elas são ligadas ao coração e têm como função transportar sangue para todos os músculos do organismo.2
Então, se ocorre o entupimento dessa região, em um processo chamado aterosclerose, o transporte de sangue é prejudicado. Diante disso, as artérias são inflamadas e podem ser obstruídas, o que interrompe o fluxo sanguíneo e forma coágulos.² É nesse contexto que o infarto pode ocorrer.
Com esse problema, o miocárdio (uma das paredes do coração) pode sofrer falência total ou parcial. Esse quadro causa inúmeros danos aos pacientes, como limitações aos jovens vitimados, que se encaixam entre 18 e 45 anos.²
Confira, a seguir, os principais motivos por trás do infarto em jovens!
Pessoas que mantêm regularmente uma alimentação inadequada, como consumo excessivo de industrializados, frituras e gordura de origem animal, elevam os riscos de infarto.² Isso porque esses alimentos favorecem o acúmulo de gorduras nas placas das artérias.2
Logo, pode haver uma obstrução na região e causar problemas cardiovasculares, como infarto e AVC. Nesse sentido, os riscos podem ser maiores para os jovens, já que mais da metade dos que são acompanhados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) se alimenta mal. É o que mostram dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan).³
Outro gatilho para o infarto é a obesidade, também influenciada pela má alimentação. Nesse aspecto, dados do mesmo órgão federal mostram que os maus hábitos dos jovens são refletidos no sobrepeso.³
A obesidade favorece o surgimento de muitos problemas de saúde além do infarto, como diabetes e hipertensão.³ Isso porque ela é caracterizada, entre outros fatores, pelo acúmulo de gordura corporal. Então, as artérias coronárias podem entupir.
Contudo, a má alimentação não é o único fator de risco para a obesidade. Essa doença também é associada ao sedentarismo, a problemas genéticos, ao metabolismo lento, ao estresse excessivo e muito mais.²
O estresse também é associado ao infarto porque afeta o sistema cardiovascular. Isto é, para lidar com adversidades diárias, o corpo libera hormônios, como adrenalina e cortisol. Eles são responsáveis por manter o organismo alerta e reagir bem diante de conflitos.4
No entanto, se você se estressa com frequência, a ponto de o problema se tornar crônico, esse estímulo contínuo de hormônios exige mais do coração. Portanto, é preciso prestar atenção a esse estado emocional, principalmente por ele dobrar o risco de infarto agudo do miocárdio.4
A exposição das pessoas ao tabaco também se associa ao aumento do risco de infarto e outras doenças cardiovasculares. Assim, fumantes costumam viver dez anos menos do que quem não fuma e têm duas vezes mais riscos de sofrer problemas cardíacos.²
Estudos também apontam substâncias cardiotóxicas nos vapores de cigarros eletrônicos. Assim, eles também aumentam os riscos para doenças cardiovasculares, como infarto. Além disso, a maior preocupação para esse problema é com os jovens, já que a exposição precoce eleva a chance de dependência.5
O sedentarismo desequilibra a quantidade de calorias ingeridas com o teor gasto ao longo do dia. Então, é mais difícil manter o peso saudável, o que contribui para a obesidade. Como visto, essa doença é um dos fatores de risco para o infarto.²
No entanto, não é preciso chegar a um quadro de obesidade para que um indivíduo tenha mais risco de sofrer infarto. O sedentarismo também influencia o colesterol alto e a diabetes. Ambos são problemas de saúde que podem levar ao acúmulo de gorduras nas artérias.²
Existem inúmeras causas e riscos de infartos para a juventude. Sendo assim, é importante buscar novos hábitos de vida que ajudem a prevenir doenças cardíacas. Com base nas referências que mostramos até aqui, podemos citar:6
Você já descobriu o que pode ser feito para prevenir o infarto. Ainda assim, o problema pode ocorrer. Se esse for o seu caso, busque o tratamento adequado para minimizar as sequelas e tentar reverter os impactos, mesmo que isso seja difícil.
O primeiro passo é procurar tratamento rapidamente na emergência, para aumentar as chances de sobrevida. Caso contrário, a possibilidade de morte das células cardíacas é crescente.6
Além disso, os acompanhantes devem passar o histórico e revelar os sintomas do paciente com rapidez para auxiliar o tratamento. Entendeu como é possível tratar o infarto em jovens, quais as principais causas, os riscos e as formas de prevenção? Ficar por dentro dessas informações pode salvar vidas, seja a sua, seja a de outras pessoas.
Quer continuar se informando? Confira nosso artigo que traz o que você precisa saber sobre hipertensão em jovens!
Referências:
1. Oliveira, G. M. M. D., Brant, L. C. C., Polanczyk, C. A., Malta, D. C., Biolo, A., Nascimento, B. R., … & Ribeiro, A. L. P. (2022). Estatística Cardiovascular–Brasil 2021. Arquivos brasileiros de cardiologia, 118, 115-373.
2. Pereira, M. S., da Silva, A. J. M., & Veloso, L. C. (2022). CAUSAS DE INFARTO EM ADULTOS JOVENS. RECIMA21-Revista Científica Multidisciplinar-ISSN 2675-6218, 2(2), e2111053-e2111053.3. GIANNINI, D.
3. Mrejen, M., Cruz, M. V., & Rosa, L. (2023). O Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) como ferramenta de monitoramento do estado nutricional de crianças e adolescentes no Brasil. Cadernos de Saúde Pública, 39, e00169622.
4. de Assis, L. V., da Silva Dornelas, A., Fernandes, C., de Araújo Macêdo, C. V., do Prado, J. P. V., Chiriano, M., … & Musse, G. N. V. (2021). Influência de fatores emocionais no desenvolvimento de doenças cardiovasculares: uma revisão narrativa. Revista Eletrônica Acervo Saúde, 13(2), e6457-e6457.
5. Oliveira, V. H., do Nascimento Júnior, V. P., & de Araújo, B. C. (2022). O uso de cigarro eletrônico por jovens e efeitos adversos ao sistema cardiovascular. Research, Society and Development, 11(4), e56811427886-e56811427886.
6. Mussi, F. C. (2004). O infarto e a ruptura com o cotidiano: possível atuação da enfermagem na prevenção. Revista Latino-Americana de Enfermagem, 12, 751-759.
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