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Publicado em: 10 de fevereiro de 2025
Você tem diabetes? Se não, é bem provável que conheça alguém que lida com essa doença. E o motivo para isso é bem claro: a prevalência da condição. A estimativa é de que cerca de 1 a cada 11 adultos no mundo sejam diabéticos, um número bem expressivo.1
A boa notícia é que há muitos tratamentos para manejar as complicações da doença, e uma delas pode ser bem eficaz e tem uma implementação relativamente simples: a alimentação. As mudanças dietéticas nesse contexto podem fazer toda a diferença na saúde dos pacientes com diabetes!1
Sendo assim, continue a leitura para saber mais sobre a alimentação na diabetes e tire as suas dúvidas sobre esse assunto que pode, literalmente, salvar vidas. Vamos lá!
Antes de falarmos sobre a alimentação na diabetes, é importante que você entenda quais são as particularidades do organismo desse tipo de paciente e as necessidades envolvidas. “O conhecimento sobre o tema é o primeiro caminho para a prevenção de complicações e para um manejo adequado.”, conta.
Sendo assim, os pacientes com diabetes, seja tipo 1 ou tipo 2, têm dificuldade em controlar os níveis de glicose no sangue, especialmente após as refeições (pós-prandial), sem assistência médica. Isso implica a necessidade de monitoramento regular e intervenções nutricionais.2
Nesse caso, a palavra-chave é: índice glicêmico. Isso indica seu impacto nas concentrações de glicose no sangue. Alimentos com baixo IG, como a frutose, podem ajudar a reduzir os picos de glicose após as refeições e melhorar o controle dessa questão.2
Agora, sim! Vamos falar sobre a dieta. Afinal, como ela pode ajudar? E quais são os impactos dos alimentos com baixo índice glicêmico?
Eles são importantes pois são digeridos e absorvidos mais lentamente, resultando em elevações mais graduais nos níveis de glicose no sangue. Isso pode ajudar a evitar picos de glicose pós-prandial (a que acontece depois das refeições, lembra?), beneficiando o controle glicêmico.2
Além disso, alguns estudos indicam que uma dieta de baixo carboidrato (menos de 26% da energia total) pode resultar em uma redução clínica relevante nos níveis de hemoglobina glicada (um importante marcador da diabetes) em até 0,47%. Essa redução é considerada significativa para a gestão do diabetes e indica um melhor controle glicêmico a longo prazo.3
E não para por aí! A diminuição da ingestão de carboidratos também está associada a uma redução nas concentrações de glicose em jejum. E, ainda, uma dieta com menos carboidratos pode diminuir as concentrações de triglicerídeos no sangue, trazendo também uma prevenção para doenças cardiovasculares.3
Outro ponto de atenção envolve a prevenção da obesidade e a perda de peso em geral. Isso porque emagrecer ajuda na melhora da sensibilidade à insulina, ajudando no controle geral da diabetes.3
Diante disso, quais são as diretrizes utilizadas para o tratamento da diabetes? Continue a leitura para tirar as suas dúvidas!
Os nutricionistas registrados devem trabalhar em colaboração com os pacientes para desenvolver um plano alimentar adaptado às suas necessidades e preferências pessoais. Isso inclui considerar fatores como tradições culturais, crenças religiosas e condições econômicas.4
Diversos padrões alimentares podem ser aceitos para o gerenciamento da diabetes. Os nutricionistas, então, devem incentivar uma alimentação saudável, visando a manutenção do peso ou a prevenção do ganho de peso.4
A composição dos macronutrientes no plano alimentar deve ser individualizada, levando em conta a ingestão calórica adequada.4
De modo geral, recomenda-se uma ingestão de carboidratos entre 39% a 57% e de gorduras entre 27% a 40% das calorias totais.4
Para pacientes com diabetes tipo 1 ou tipo 2, a contagem de carboidratos é uma estratégia eficaz para o controle glicêmico. Estudos mostram que essa abordagem pode levar a reduções significativas nos níveis de HbA1c e melhorar a qualidade de vida.4
Os profissionais da saúde devem encorajar a ingestão de fibras alimentares provenientes de frutas, vegetais, grãos integrais e leguminosas. A ingestão recomendada varia de 21 a 38 g/dia, dependendo do sexo e idade, devido aos benefícios gerais à saúde que a fibra proporciona.4
A equipe também deve orientar sobre o uso de adoçantes nutritivos e não nutritivos, que podem ser úteis para ajudar no controle da glicose.4
Embora não tenha relação direta com a alimentação, um plano de atividade física individualizado é recomendado, visando a acumulação de pelo menos 150 minutos de atividade moderada por semana, junto com exercícios de resistência.4
Além disso, os pacientes devem ser educados sobre a possibilidade de hipoglicemia induzida pelo exercício, especialmente para aqueles que usam insulina.4
Gostou de saber mais sobre as diretrizes gerais? Agora, é hora de você entender as diferenças na abordagem de acordo com o tipo de diabetes, que pode ser 1 ou 2. Confira!
Pacientes com diabetes tipo 1 são dependentes de insulina, pois o corpo não produz insulina. Assim, a dieta deve ser cuidadosamente planejada em relação ao regime de insulina.5
Por isso, é importante que os horários das refeições sejam consistentes e alinhados com o tipo de insulina utilizada. Isso significa que as pessoas devem comer em horários regulares e ajustar as doses de insulina de acordo com a quantidade de carboidratos consumidos.5
Além disso, a monitorização dos níveis de glicose no sangue é crucial. Os indivíduos precisam ajustar suas doses de insulina conforme a quantidade de alimentos ingeridos e a atividade física realizada.5
A ênfase nesse caso está em atingir metas de glicose, lipídios e pressão arterial. O controle do peso é um foco importante, já que a perda de peso pode melhorar os níveis glicêmicos e a saúde metabólica.5
Assim, dietas de baixa caloria ou hipocalóricas são frequentemente recomendadas para perda de peso e controle glicêmico. Uma boa dica é espalhar a ingestão de nutrientes ao longo do dia, que pode ajudar no controle glicêmico. Isso é especialmente importante para evitar picos de glicose.5
Se o controle metabólico não melhorar com dieta e exercício, pode ser necessário o uso de medicações orais ou insulina.5
A pré-diabetes é uma condição bem peculiar. Nela, os níveis de glicose do paciente estão altos, ou seja, acima do normal. No entanto, eles ainda não estão altos o bastante para que se possa fechar um diagnóstico de diabetes tipo 2.6
Mas não se engane: cuidar da alimentação nesse período também é fundamental. Afinal, esse cuidado pode prevenir ou atrasar a progressão para o diabetes tipo 2. Isso envolve o controle dos níveis de glicose no sangue, perda de peso e mudanças no estilo de vida.6
Os cuidados nutricionais têm demonstrado ser eficazes no manejo da pré-diabetes. Além disso, mudanças no estilo de vida, incluindo alimentação saudável e atividade física regular, foram associadas a melhorias significativas nos resultados, como:6
E a boa notícia é que, além de melhorar os marcadores de saúde, as intervenções na dieta também melhoraram a qualidade de vida dos indivíduos com pré-diabetes.6
Como você pode ver, a alimentação para diabetes é um ponto crucial do tratamento dessa condição. Sendo assim, converse com a equipe responsável pelo seu tratamento para que, juntos, vocês possam definir a melhor dieta para o seu caso!
Quer saber ainda mais sobre o controle da diabetes e as particularidades dessa doença? Confira o blog A Vida Plena e veja as nossas outras publicações sobre esse tema!
E não deixe de conferir este material especial com receitas deliciosas que vão te ajudar a manter uma alimentação mais saudável!
Referências:
1. Goldenberg JZ, Day A, Brinkworth GD, Sato J, Yamada S, Jönsson T, Beardsley J, Johnson JA, Thabane L, Johnston BC. Efficacy and safety of low and very low carbohydrate diets for type 2 diabetes remission: systematic review and meta-analysis of published and unpublished randomized trial data. BMJ. 2021 Jan 13;372:m4743.
2. Zafar MI, Mills KE, Zheng J, Regmi A, Hu SQ, Gou L, Chen LL. Low-glycemic index diets as an intervention for diabetes: a systematic review and meta-analysis. Am J Clin Nutr. 2019 Oct 1;110(4):891-902.
3. Szczerba E, Barbaresko J, Schiemann T, Stahl-Pehe A, Schwingshackl L, Schlesinger S. Diet in the management of type 2 diabetes: umbrella review of systematic reviews with meta-analyses of randomised controlled trials. BMJ Med. 2023 Nov 9;2(1):e000664.
4. MacLeod J, Franz MJ, Handu D, Gradwell E, Brown C, Evert A, Reppert A, Robinson M. Academy of Nutrition and Dietetics Nutrition Practice Guideline for Type 1 and Type 2 Diabetes in Adults: Nutrition Intervention Evidence Reviews and Recommendations. J Acad Nutr Diet. 2017 Oct;117(10):1637-1658.
5. Davidson P, Ross T, Castor C. Academy of Nutrition and Dietetics: Revised 2017 Standards of Practice and Standards of Professional Performance for Registered Dietitian Nutritionists (Competent, Proficient, and Expert) in Diabetes Care. J Acad Nutr Diet. 2018 May;118(5):932-946.e48.
Data de elaboração do conteúdo: 03/10/24
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