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Publicado em: 15 de julho de 2024
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Quando falamos em saúde, muitas pessoas pensam nos cuidados com estruturas vitais como coração, pulmões e fígado, mas se esquecem do maior órgão do nosso corpo: a pele. Responsável por funções como proteção e excreção, ela merece uma atenção especial.1
Um dos fatores que podem prejudicar a saúde desse órgão é a presença de uma pele ressecada. Mas, afinal, por que isso pode acontecer? Quais são as formas de lidar com esse problema?
Continue a leitura para saber mais sobre a pele ressecada e entender como melhorar o aspecto e a saúde dessa estrutura tão importante!
O primeiro passo para que você possa entender o problema é descobrir se a sua pele está ou não ressecada. Então, confira os principais sinais do ressecamento!
O primeiro sinal do ressecamento é a desidratação. A pele excessivamente seca perde muita umidade, tornando-se visivelmente uma pele desidratada. Isso resulta em linhas finas mais evidentes e sensação de coceira.2
A camada externa da pele se renova continuamente, com o corpo descartando células mortas.2 Quando a pele se torna excessivamente seca, ela pode descamar visivelmente.3 A partir disso, a região fica com uma textura áspera ao toque.2
À medida que a pele resseca, ela encolhe, provocando a formação de rachaduras. Algumas dessas rachaduras podem ser profundas e até sangrar.2
Se as rachaduras se transformarem em lesões, podem ocorrer rupturas na camada externa, permitindo que germes entrem e causem infecções. Os sinais de infecção incluem crostas amarelas, áreas com vazamento de pus ou outros fluidos, inchaço e descoloração.2
Esses problemas podem gerar a sensação de dor na região. Além disso, relatos de queimação, assim como de ardor na área mais ressecada ou machucada, são frequentes.2
Muitas pessoas com pele excessivamente seca relatam coceira constante, o que pode dificultar a concentração em tarefas diárias e afetar o sono.2
No inverno, a pele frequentemente fica mais ressecada devido a uma combinação de fatores ambientais e mudanças nos hábitos de cuidados com a pele.4
Um exemplo disso é que, durante essa estação, o ar tende a ficar mais seco. A baixa umidade retira a umidade natural da pele, deixando-a ressecada e desidratada.3
Além disso, no inverno, as nossas glândulas, como as sebáceas (que produzem suor e gorduras), tendem a ficar mais menos ativas. Assim, a hidratação natural da pele acaba sofrendo prejuízos.4
Dentre os hábitos associados a esse tipo de problema, podemos citar o excesso de banhos quentes. Eles acabam prejudicando a hidratação a partir do desequilíbrio na proteção lipídica (de óleos e gorduras) da pele.5
Não. Além da redução das temperaturas, outras causas podem estar associadas ao ressecamento da pele.6 Confira algumas das causas frequentes:
O tratamento da pele seca dependerá das causas do problema e, claro, das necessidades de cada paciente.7 Não se esqueça de que cada abordagem é única e personalizada, tudo bem?
No entanto, algumas recomendações gerais são válidas para boa parte dos pacientes.7 Saiba quais são a seguir!
Pode ser recomendado o uso de um hidratante que contenha ingredientes ativos adequados, como ureia, ceramidas, ácido láctico ou glicerol, ajudar a hidratar mais adequadamente. O objetivo é garantir a hidratação da sua pele, promovendo a restauração da estrutura.7
Como vimos, algumas condições médicas, como dermatite atópica, ictiose ou psoríase, podem causar pele excessivamente seca. Nesses casos, o tratamento do problema é necessário para que os sintomas sejam atenuados.7
Para evitar a falta de hidratação na pele e o ressecamento, é fundamental seguir algumas práticas simples. Primeiro, escolha um hidratante adequado para o seu tipo de pele.8
Uma dica interessante é fazer a aplicação do hidratante assim que você sair do banho. Isso porque, com a umidade da pele, o produto tem sua ação potencializada. Além disso, evite banhos muito quentes e demorados, já que a água quente pode remover os óleos naturais, contribuindo para o ressecamento.8
Outra recomendação importante é usar um umidificador em casa, especialmente durante o inverno, quando o ar tende a ficar mais seco. Isso ajuda a manter a umidade do ar e, consequentemente, da sua pele.8
Por fim, ao limpar a pele, opte por produtos suaves e sem fragrância, uma vez que os produtos perfumados podem causar irritação cutânea. Ainda, para proteger as mãos do ressecamento no frio, use luvas sempre que estiver ao ar livre com temperaturas externas baixas.8
Para combater o ressecamento da pele, é importante escolher produtos hidratantes que ajudem a restaurar a umidade e fortalecer a barreira cutânea.9 Além de auxiliarem na hidratação da região, alguns produtos contam com ações:
Esse tipo de ação é especialmente importante, já que as consequências do ressecamento da pele envolvem questões como a coceira ou o surgimento de lesões.2 Dessa forma, compostos que ajudam na redução do prurido e otimizam a cicatrização são boas alternativas.9
Por fim, não deixe de consultar um dermatologista. Esse profissional pode ajudar a determinar quais ingredientes e produtos são mais adequados para suas necessidades específicas!
Como é possível perceber, a pele ressecada gera sintomas desagradáveis, como a sensação de repuxamento na pele e coceira.2 O problema pode estar associado a uma série de questões, que vão desde a falta de cuidados até doenças e alterações no organismo.6 No entanto, é possível manejar o ressecamento cutâneo com a abordagem certa!8-9
Para mais informações sobre como cuidar bem da sua pele, acesse o portal A Vida Plena e confira as nossas outras postagens sobre dermatologia!
Referências:
1. Lopez-Ojeda W, Pandey A, Alhajj M, et al. Anatomy, Skin (Integument) [Updated 2022 Oct 17]. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2024 Jan-. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK441980/
2. American Academy of Dermatology Association. Dry skin: Signs and symptoms. Disponível em: <https://www.aad.org/public/diseases/a-z/dry-skin-symptoms>. Acesso em: 22 mai. 2024.
3. Sociedade Brasileira de Dermatologia. Sua pele está seca? Saiba como cuidar dela! 4 out. 2010. Disponível em: <https://www.sbd.org.br/sua-pele-esta-seca-saiba-como-cuidar-dela/>. Acesso em: 22 mai. 2024.
4. Sociedade Brasileira de Dermatologia. Palavra do Dermato – Pele seca. Disponível em: <https://sbdrs.org.br/palavra-do-dermato-pele-seca/>. Acesso em: 20 maio. 2024. Acesso em: 22 mai. 2024.
5. Sociedade Brasileira de Dermatologia. Cuidados com a pele no inverno. Disponível em: <https://www.sbd.org.br/cuidados/cuidados-com-a-pele-no-inverno/>. Acesso em: 26 jun. 2024.
6. American Academy of Dermatology Association. Dry skin: Who gets and causes. Disponível em: <https://www.aad.org/public/diseases/a-z/dry-skin-causes>. Acesso em: 22 mai. 2024.
7. American Academy of Dermatology Association. Dry skin: Diagnosis and treatment. Disponível em: <https://www.aad.org/public/diseases/a-z/dry-skin-treatment>. Acesso em: 22 mai. 2024.
8. American Academy of Dermatology Association. Dry skin: Tips for managing. Disponível em: <https://www.aad.org/public/diseases/a-z/dry-skin-self-care>. Acesso em: 22 mai. 2024.
9. Purnamawati S, Indrastuti N, Danarti R, Saefudin T. The Role of Moisturizers in Addressing Various Kinds of Dermatitis: A Review. Clin Med Res. 2017 Dec;15(3-4):75-87.
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