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Publicado em: 2 de abril de 2025
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Dizem por aí que é dos “carecas” que elas gostam mais, certo? No entanto, quem convive com a calvície masculina sabe bem: essa é uma questão que afeta (e muito!) a autoestima.1 Então? O que fazer?
O primeiro passo é saber que essa condição tem um nome: alopecia androgenética.1 A partir daí, é preciso compreender quais são os sinais e sintomas, causas e, claro, métodos de tratar a calvície de forma eficaz e com devolução do bem-estar para o seu dia a dia.
Continue a leitura para saber mais sobre a alopecia androgenética, conhecida também como calvície masculina!
Trata-se da forma mais comum de queda de cabelo em homens.2 Normalmente, a alopecia androgenética acontece de maneira progressiva e segue um padrão específico, com entradas e/ou falta de cabelo no topo da cabeça.2-3
A condição pode começar em qualquer idade depois da puberdade, mas fica mais comum com o passar dos anos. Por exemplo, aos 70 anos ou mais, cerca de 80% dos homens vivem com a calvície.2
“A alopecia pode afetar os homens de maneira bem significativa, ao contrário do que se imagina”, explica a Dra. Luciana Samorano, médica dermatologista e consultora Libbs.
Afinal, cabelos cheios são socialmente associados à juventude, beleza, saúde e até mesmo ao sucesso. Por isso, a perda progressiva de cabelo pode causar sofrimento emocional em muitas pessoas.2
Mas por que ela ocorre? Há um afinamento progressivo dos fios, resultado da interação entre fatores genéticos e hormonais.3
“Com a progressão da condição, além do afinamento dos fios, há uma queda progressiva dos mesmos.”, complementa a Dra. Luciana.
A alopecia androgenética, como o nome indica, tem uma forte relação com os genes. Por isso, há uma predisposição que pode ser herdada na família e existe uma variação entre diferentes etnias.3
Atualmente, a calvície é considerada uma doença poligênica, ou seja, influenciado por vários genes, e não por um único gene.
Por quê? A resposta está em vários fatores, sendo um deles a produção de dihidrotestosterona, a partir da testosterona, por uma enzima conhecida como 5-alfa-redutase, que em indivíduos geneticamente predispostos pode resultar na calvície.3
A calvície se apresenta com o afinamento e rarefação progressiva dos cabelos, podendo gerar as temidas “entradas”. Nos homens, é mais comum que isso ocorra no topo da cabeça, assim como na frente do rosto, próximo à testa.4
Por ser uma condição genética, pode ser difícil evitar o surgimento da calvície. No entanto, uma maneira de prevenir o desencadeamento dessa condição é não fazer o uso de hormônios masculinos, como a testosterona.4
Já para o tratamento, há várias opções de manejo, que incluem desde a aceitação natural da calvície até tratamentos médicos e procedimentos cirúrgicos.3 Saiba mais a seguir!
Para casos leves, soluções como a camuflagem são práticas e acessíveis. Alterações no penteado, o uso de fibras que aderem ao cabelo para dar volume e a aplicação de tinturas que disfarçam o couro cabeludo são medidas simples e de custo reduzido. Perucas modernas também oferecem uma alternativa eficaz, com aparência natural e fácil manutenção.3
No âmbito farmacológico, há opções eficazes para retardar a progressão da calvície e até recuperar parcialmente o cabelo perdido. Um tratamento tópico melhora o fluxo sanguíneo e estimula o crescimento capilar, enquanto alguns medicamentos orais reduzem os níveis do hormônio DHT, que está diretamente associado à queda de cabelo, e ajudam na recuperação dos fios.3
É importante ter em mente que tanto o tratamento tópico quanto o oral requerem uso contínuo para manter os resultados, sendo necessário aguardar de 6 a 12 meses para observar efeitos visíveis.3
Para casos mais avançados, o transplante capilar é uma opção definitiva. Esse procedimento envolve a retirada de fios da região occipital, onde são naturalmente resistentes à ação hormonal, e seu implante em áreas calvas.3
A técnica moderna proporciona alta taxa de sobrevivência dos enxertos e resultados esteticamente satisfatórios, especialmente após a estabilização da queda com tratamentos medicamentosos.3
“De modo geral, o tratamento, quando iniciado mais cedo, tem mais efeito”, explica a Dra. Luciana. “No entanto, isso não quer dizer que seja tarde demais para começar a tratar a sua condição. Ao perceber os sinais da doença, procure um médico”, finaliza a especialista.
Sim! A condição também pode afetar as mulheres, mesmo que isso ocorra de uma maneira ligeiramente diferente do que é observado entre os homens.1-4 Nas mulheres, a calvície costuma estar mais no centro da cabeça.3,4,5
“É por isso que algumas mulheres têm a raiz do cabelo mais aberta. Esse, inclusive, é um bom motivo para buscar uma consulta com um dermatologista para avaliar o caso”, explica a nossa consultora.
Embora os padrões da alopecia sejam diferentes entre homens e mulheres, tanto elas quanto eles costumam ter bons resultados. Sendo assim, a abordagem medicamentosa para o público feminino também é importante.6,7
Como você pôde ver, a alopecia androgenética, também conhecida como calvície, é uma questão hormonal e genética bem importante para a autoestima.1 No entanto, com um bom diagnóstico e tratamento, é possível minimizar a progressão dessa condição!3
Gostou do conteúdo? Então, é hora de se cuidar! Aproveite para conferir os outros posts do blog A Vida Plena e fique por dentro de mais dicas para manter a sua saúde em dia.
Conteúdo elaborado em: 25 jan. 2025.
As opiniões emitidas pelo(a) especialista são independentes e, necessariamente, não refletem a opinião da Libbs.
Parágrafos não referenciados correspondem à opinião e/ou prática clínica do autor.
Referências:
1. Ho CH, Sood T, Zito PM. Androgenetic Alopecia. 2024 Jan 7. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2025 Jan.
2. Kanti V, Messenger A, Dobos G, Reygagne P, Finner A, Blumeyer A, Trakatelli M, Tosti A, Del Marmol V, Piraccini BM, Nast A, Blume-Peytavi U. Evidence-based (S3) guideline for the treatment of androgenetic alopecia in women and in men – short version. J Eur Acad Dermatol Venereol. 2018 Jan;32(1):11-22.
3. Asfour L, Cranwell W, Sinclair R. Male Androgenetic Alopecia. 2023 Jan 25. In: Feingold KR, Anawalt B, Blackman MR, Boyce A, Chrousos G, Corpas E, de Herder WW, Dhatariya K, Dungan K, Hofland J, Kalra S, Kaltsas G, Kapoor N, Koch C, Kopp P, Korbonits M, Kovacs CS, Kuohung W, Laferrère B, Levy M, McGee EA, McLachlan R, Muzumdar R, Purnell J, Sahay R, Shah AS, Singer F, Sperling MA, Stratakis CA, Trence DL, Wilson DP, editors. Endotext [Internet]. South Dartmouth (MA): MDText.com, Inc.; 2000.
4. Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Alopecia Androgenética [Internet]. Disponível em: https://www.sbd.org.br/doencas/alopecia-androgenetica/. Acesso em 25 jan. 2025.
5. American Academy of Dermatology Association (AAD). Hair loss: Who gets and causes [Internet]. Disponível em: https://www.aad.org/public/diseases/hair-loss/causes/18-causes. Acesso em 25 jan. 2025.
6. Dinh QQ, Sinclair R. Female pattern hair loss: current treatment concepts. Clin Interv Aging. 2007;2(2):189-99.
7. Ramos PM, Miot HA. Female Pattern Hair Loss: a clinical and pathophysiological review. An Bras Dermatol. 2015 Jul-Aug;90(4):529-43.
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