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A dermatite atópica, que é uma condição inflamatória da pele, tem se tornado cada vez mais comum no mundo todo — e você sabia que o ambiente em que vivemos pode ter um papel importante nisso?1

Por exemplo, a poluição do ar, que piora com o aumento da industrialização e os incêndios florestais, pode piorar os sintomas em quem já tem a condição. É como se a pele reagisse ao que está ao nosso redor, mostrando o impacto que o meio ambiente pode ter na nossa saúde.1

Neste artigo, vamos ajudar você a entender como as condições ambientais e a dermatite atópica estão ligadas, explicando como a nossa pele responde ao ambiente. Vamos lá?

O que é dermatite atópica e como o ambiente influencia a pele?

A dermatite atópica, ou eczema atópico, é uma doença crônica da pele que causa muita coceira e inflamação. Pessoas que sofrem com essa condição têm a pele constantemente irritada e desconfortável — é algo que pode realmente afetar o dia a dia de quem sofre com isso.2

A poluição do ar é uma mistura complexa de partículas sólidas, gotículas líquidas e gases — elementos como fumaça, poeira, fuligem e substâncias químicas. Alguns poluentes, como o ozônio, o monóxido de carbono e o dióxido de enxofre, são bem conhecidos por prejudicarem nossa saúde, especialmente o coração e os pulmões.1

Mas não é só isso: a poluição do ar também pode afetar nossa pele. Estudos recentes mostraram que, em eventos como os grandes incêndios florestais na Califórnia, houve um aumento no número de pessoas procurando médicos por coceiras e condições como dermatite atópica.1

Isso faz sentido porque a pele está sempre em contato com o ambiente e poluentes podem danificar sua barreira protetora, deixando-a mais vulnerável a irritações e inflamações.1

Agora, no que refere ao clima, fatores como ondas de calor, aumento da poluição e eventos climáticos extremos afetam diretamente o ambiente em que vivemos e, por consequência, o nosso bem-estar.2

Sabe o que é ainda mais interessante? A pele é um dos órgãos mais afetados. Isso porque, como está sempre exposta, a pele sofre com fatores como radiação solar intensa e mudanças bruscas de temperatura, o que pode desencadear ou agravar problemas de saúde.2

Clima frio e seco: quais são os efeitos no agravamento da dermatite?

Você já percebeu que a sua pele fica mais ressecada e sensível no inverno? Isso não é por acaso. Os médicos sabem que o clima, especialmente o frio e a baixa umidade, pode ter um impacto negativo na nossa pele.3

Isso é mais comum em países longe do Equador, como no norte da Europa e da América do Norte, onde os invernos são mais rigorosos. Nessas condições, a pele pode ficar seca e coçar. Além disso, problemas de pele que a pessoa já tenha, como a dermatite, podem piorar.3

O que acontece é que o frio e o ar seco enfraquecem a barreira natural da pele, aquela que nos protege contra irritações e alergias. Além disso, essas condições climáticas podem fazer com que nosso corpo libere substâncias que aumentam a inflamação e deixam a pele ainda mais reativa. Isso explica por que, em épocas de inverno, quem tem dermatite atópica costuma apresentar mais crises.3

Como a poluição e outros fatores ambientais impactam a pele?

A ciência tem mostrado que os poluentes presentes no ar, como o dióxido de nitrogênio (NO₂) e o ozônio (O₃), podem causar danos significativos à barreira da pele, especialmente em pessoas que já têm condições como dermatite atópica.1

Por exemplo, em um estudo, pessoas com dermatite atópica que foram expostas a esses poluentes tiveram um aumento na perda de água pela pele, o que é um sinal de que a barreira protetora estava comprometida.1

Isso acontece porque a poluição gera substâncias chamadas radicais livres, que podem danificar as células da pele, além de provocar reações que enfraquecem as proteínas e os lipídios que ajudam a manter a pele saudável.1

Tem mais: o ozônio também pode diminuir os níveis de antioxidantes naturais da pele, como a vitamina C, que ajudam a combater os danos causados por esses radicais livres. É como se a pele ficasse mais vulnerável a irritações e inflamações.1

O que os estudos mostram é que a exposição prolongada à poluição está associada a um aumento dos casos de dermatite atópica, tanto em crianças quanto em adultos.1

Claro, existem diferenças dependendo da região, já que cada lugar tem tipos e quantidades de poluentes diferentes. Mas, no geral, o impacto é claro: a poluição pode agravar condições como a dermatite e prejudicar ainda mais a qualidade de vida das pessoas afetadas.1

Quais são os cuidados essenciais com a pele?

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Para entender como tratar a dermatite atópica, é importante pensar em um tratamento que corresponda à gravidade dos sintomas.4

O tratamento é feito de forma gradual e, geralmente, começa com medidas simples. Conforme piora da condição, o tratamento pode se tornar mais intensivo. O objetivo principal é aliviar a coceira e a vermelhidão da pele, ajudar a restaurar a barreira da pele e mantê-la saudável.4

Nas etapas iniciais, o tratamento inclui cuidados básicos como banhos regulares e hidratação diária. O foco também está em evitar irritantes e gatilhos, como certos alimentos ou produtos de cuidados com a pele.4

Esses cuidados básicos são fundamentais para controlar a doença em todas as fases, independentemente do grau de gravidade. De acordo com as diretrizes globais, a hidratação é considerada um pilar no tratamento da DA.4

Mesmo quando a pele não tem sinais visíveis de crise, ela ainda está prejudicada, com uma barreira comprometida, o que torna o uso de hidratantes indispensável.4

É importante destacar que o aumento dos casos de dermatite atópica no mundo não pode ser explicado só pela genética. Isso sugere que o ambiente em que vivemos tem um papel muito importante no desenvolvimento dessa condição.5

Fatores como o clima, a poluição, os alimentos que consumimos e até os produtos que usamos na pele podem desencadear ou piorar os sintomas em pessoas que já têm predisposição para a doença.5

Por isso, é importante entender como esses fatores ambientais se combinam e afetam nossa saúde. Quando conseguimos identificar esses “gatilhos”, fica mais fácil criar estratégias para prevenir as crises da doença e orientar as pessoas sobre como cuidar melhor da pele.5

Para quem já convive com a dermatite, o ideal é buscar orientação sobre produtos adequados e maneiras de evitar irritantes e fatores que possam piorar os sinais e sintomas. Pequenas mudanças no dia a dia podem fazer uma grande diferença na qualidade de vida.5

Como a hidratação ajuda a controlar a dermatite?

Quando se trata de dermatite atópica, um dos focos principais no tratamento é restaurar a barreira da pele e, para isso, os hidratantes desempenham um papel muito importante.6

Eles ajudam a reduzir a gravidade da doença, aumentam o tempo sem surtos e diminuem a duração das crises.6

Hidratantes que combinam diferentes substâncias parecem ser ainda mais eficazes. Isso ocorre porque essas substâncias podem agir juntas de forma sinérgica, potencializando seus efeitos.6

Como você pode ver, condições ambientais e dermatite atópica estão diretamente ligados e, por isso, você precisa ter atenção aos sinais que o seu corpo dá e sempre procurar um especialista para tratar o problema.

Aproveite também e leia nosso e-book sobre Dermatite Atópica para saber mais sobre o assunto. Confira!

Artigo elaborado em: 23 jan. 2025.

As opiniões emitidas pelo(a) especialista são independentes e, necessariamente, não refletem a opinião da Libbs.

Parágrafos não referenciados correspondem à opinião e/ou prática clínica do autor.

Referências:

1. Fadadu RP, Abuabara K, Balmes JR, Hanifin JM, Wei ML. Air Pollution and Atopic Dermatitis, from Molecular Mechanisms to Population-Level Evidence: A Review. Int J Environ Res Public Health. 2023 Jan 31;20(3):2526.

2. Chen Z, Li M, Lan T, Wang Y, Zhou X, Dong W, Cheng G, Li W, Cheng L. Effects of ambient temperature on atopic dermatitis and attributable health burden: a 6-year time-series study in Chengdu, China. PeerJ. 2023 Apr 24;11:e15209.

3. Engebretsen KA, Johansen JD, Kezic S, Linneberg A, Thyssen JP. The effect of environmental humidity and temperature on skin barrier function and dermatitis. J Eur Acad Dermatol Venereol. 2016 Feb;30(2):223-49.

4. Nicol, N. H., Rippke, F., Weber, T. M., & Hebert, A. A. (2021). Daily Moisturization for Atopic Dermatitis: Importance, Recommendations, and Moisturizer Choices. Journal for Nurse Practitioners, 17(8), 920–925.

5. Kantor, R., & Silverberg, J. I. (2017). Environmental risk factors and their role in the management of atopic dermatitis. Expert Review of Clinical Immunology, 13(1), 15–26.

6. Micali, G., Paternò, V., Cannarella, R., Dinotta, F., & Lacarrubba, F. (2018). Evidence-based treatment of atopic dermatitis with topical moisturizers. Giornale Italiano Di Dermatologia e Venereologia, 153(3), 396–402.