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Publicado em: 2 de setembro de 2025
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Se você já ficou confuso ao ouvir um diagnóstico médico usando termos como “síndrome”, “transtorno” ou “distúrbio”, saiba que não está sozinho.
Essas palavras são comuns no vocabulário da medicina para expressar uma alteração da normalidade, seja de natureza estrutural, funcional ou comportamental¹, mas costumam gerar dúvidas e, às vezes, até receios desnecessários. Afinal, será que significam a mesma coisa? Qual é a diferença entre distúrbio e transtorno? E onde entram as síndromes?
A palavra “síndrome” vem do grego e, em tradução livre, significa algo como “acontecendo junto”. Na medicina, o termo pode ser entendido como “um grupo de sinais e sintomas que ocorrem juntos e caracterizam uma anomalia ou condição específica”.²
Geralmente, a síndrome é nomeada quando se observa esse padrão recorrente, mesmo que ainda não se conheça a causa exata por trás dos sintomas. Com o tempo, mesmo que a causa seja identificada, o nome “síndrome” pode continuar sendo usado. É o caso, por exemplo, da síndrome de Down ou da síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS).3
Segundo especialistas, “síndrome” não é necessariamente uma doença, mas sim um agrupamento de características clínicas.³
“Às vezes, uma síndrome é um conjunto de sintomas que ainda não conseguimos entender completamente. A doença específica e o tratamento podem existir, mas ainda não foram claramente definidos”, explica o Dr. Jairo Lins Borges, médico cardiologista e consultor Libbs (CRM-SP: 46977).
Há muitas síndromes já identificadas na medicina, e elas podem afetar diferentes sistemas do corpo. Abaixo, listamos alguns exemplos comuns:³
Essas condições exemplificam como uma síndrome pode abranger sintomas variados e ainda assim não ter uma explicação única.³
O termo “distúrbio” é mais amplo. Na medicina, ele se refere a qualquer alteração anormal na função do corpo, o que pode incluir aspectos físicos, mentais, emocionais, comportamentais, genéticos ou funcionais.⁴
“‘Distúrbio’ é um termo mais comum para descrever perturbações que podem interromper ou afetar o desenvolvimento neurológico, o hábito alimentar, a interação social ou ainda fazer com que alguma característica física do indivíduo fique divergente da forma esperada ou padrão”, explica o Dr. Borges.
Os distúrbios podem afetar diferentes áreas do organismo, como o sistema nervoso, a função sexual e até os hábitos alimentares.⁵,⁶
Os distúrbios genéticos acontecem quando há uma mutação prejudicial em um gene ou uma quantidade anormal de material genético. Isso pode afetar o funcionamento celular e causar características específicas.⁷
Mas quando esses distúrbios vêm acompanhados de um conjunto de sintomas bem característicos, eles também passam a ser classificados como síndromes. Um bom exemplo é a síndrome de Down,7 que envolve sintomas físicos, cognitivos e comportamentais próprios, como: ponte nasal achatada, olhos puxados para cima, pescoço curto, tônus muscular fraco, entre outros.8
Já o termo “transtorno” tem origem no verbo “transtornar”, que, desde o século XIX, carrega a ideia de alteração da personalidade.¹
Do ponto de vista médico, um transtorno é uma disfunção orgânica que, em sua forma totalmente desenvolvida ou extrema, está direta e intrinsecamente associada a sofrimento, incapacidade ou certos outros tipos de desvantagem, trazendo consequências negativas, como sofrimento, incapacidade ou outras formas de prejuízo à vida do indivíduo.9
No campo da psiquiatria, o transtorno é compreendido como uma alteração da ordem mental. Ele pode ou não ter origem física, e por isso o termo “transtorno” é preferido a “doença”, que geralmente pressupõe uma causa biológica definida.9
Os transtornos, especialmente os que afetam o psicológico, costumam envolver alterações no pensamento, emoções e comportamento. Podem afetar o modo como a pessoa se relaciona com os outros e consigo mesma.10
Entre os principais transtornos mentais estão:10
Além desses, há os transtornos alimentares, formas mais graves dos distúrbios alimentares e que representam risco real à saúde.11
Eles incluem:
Esses transtornos estão ligados a comportamentos alimentares persistentes e disfuncionais, e geralmente envolvem grande sofrimento emocional.11
“A principal diferença entre distúrbio e transtorno alimentar é a gravidade e as consequências para a saúde. Os distúrbios alimentares não são necessariamente graves, enquanto os transtornos podem levar à desnutrição, problemas cardíacos e até mesmo à morte”, explica o Dr. Borges.
No meio médico, os termos síndrome, distúrbio e transtorno não são sinônimos, embora às vezes se sobreponham. A principal diferença está no tipo de alteração (estrutural, funcional ou comportamental), na existência de uma causa conhecida e na gravidade das manifestações.¹
Entender esses conceitos ajuda a lidar melhor com um diagnóstico e a buscar o cuidado adequado.1 Mas é fundamental lembrar que só um profissional de saúde pode fazer a avaliação correta e indicar o tratamento apropriado. Se você ou alguém próximo recebeu um diagnóstico com esses termos e ficou em dúvida, converse com seu médico. Informação é um passo importante, mas não substitui o atendimento especializado.
(texto elaborado em 20/08/2025)
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