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Cefaleia do tipo tensão: o que é, sintomas e formas de tratar

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Alguma vez você já teve uma dor de cabeça repentina que levou para longe a sua capacidade de concentração e o seu humor? Apesar de chata, essa situação não é rara. Ela acontece com a maioria das pessoas, geralmente associada a algum fator específico. Mas será que isso é cefaleia tensional?

Nem toda dor de cabeça é igual ou desencadeada pelos mesmos fatores. Por isso, é importante que você saiba mais sobre a dor de cabeça provocada por tensão para descobrir como amenizá-la e o que fazer para evitar que ela surja do nada. Fique de olho e aproveite o conteúdo!

O que é a cefaleia tensional?

A cefaleia tensional é o tipo mais comum de dor de cabeça que existe. Ela começa dando sinais de desconforto e pressão de ambos os lados da cabeça, se concentrando de forma mais intensa próximo aos olhos e às têmporas. É comum que ela comece de forma amena e vá intensificando, passando por períodos de oscilação.1

Uma das principais características da dor tensional é que ela está geralmente associada a uma sensação de compressão na musculatura dos ombros e do pescoço, como você verá mais adiante. Além disso, ela pode durar entre minutos e alguns dias.

Basicamente, a cefaleia tensional pode ser classificada de acordo com três grupos1:

  • infrequente — quando ocorre em menos de 12 dias no ano;
  • episódica tardia — quando se repete entre 12 e 179 dias no ano;
  • crônica — quando acontece em 180 dias ou mais no ano.

É importante ter atenção, porque muitas pessoas confundem a cefaleia tensional com a enxaqueca. Porém, esses quadros são bastante diferentes entre si. O primeiro motivo é que a dor tensional tem uma intensidade que varia de leve a moderada. Já a enxaqueca é uma dor entre moderada e intensa.

Além disso, os sintomas da enxaqueca envolvem tontura, náuseas, vômito e até a incapacidade de continuar exercendo as atividades normalmente.

Quais são os principais sintomas da cefaleia tensional?

Alguns sintomas frequentemente relatados por pessoas com cefaleia tensional são:

  • dor com sensação de peso, pressão ou aperto na nuca e na testa2;
  • sensação de pressão atrás dos olhos2;
  • sensibilidade nos ombros, no pescoço e no couro cabeludo2;
  • tensão ou pressão nos músculos dos ombros;
  • sensibilidade à luz, som e odores;
  • dificuldade para se concentrar.

A dor de cabeça tensional também pode ser momentaneamente incapacitante, afetando a produtividade de um profissional1, por exemplo.

Quais são as causas da cefaleia tensional?

Cefaleia do tipo tensão: o que é, sintomas e formas de tratar

Várias circunstâncias podem acabar levando a uma crise de cefaleia tensional. A mais importante entre elas é o estresse1, que pode estar acompanhado de tensão, ansiedade ou até uma síndrome de Burnout. Nesse caso, a tensão muscular é uma resposta automática do organismo, resultante na dor.

A má postura3 também é um fator que pode provocar a sobrecarga muscular dos ombros e do pescoço, causando a tensão dessas regiões2. Nesse caso, a sensação de dor e compressão começa nessa área e vai progredindo até chegar à cabeça.

Os distúrbios do sono também podem ser a causa. Uma noite de sono frequentemente interrompida, ronco, excesso de cansaço e insônia estão entre os fatores que podem provocar tanto a enxaqueca, quanto a cefaleia tensional.1

A desidratação, o calor excessivo e a exposição prolongada ao sol fazem parte das causas mais comuns. Ficar muito tempo sem ingerir quaisquer alimentos também pode desencadear dor de cabeça.

Como é feito o seu tratamento?

Em geral, as pessoas com um quadro de cefaleia tensional não costumam procurar um médico.1 Isso acontece principalmente porque não se trata de uma doença em si, mas de um sintoma desencadeado por outros fatores, como você viu. Assim, o uso de alguns cuidados caseiros já ameniza a dor.

Também é importante ter cautela para não fazer uso abusivo de automedicação, já que isso pode aumentar a resistência do organismo às suas substâncias. O excesso de analgésicos causa dependência e cefaleia intensa e duradoura.1 Então, antes de recorrer aos medicamentos, converse com o seu médico.

Se o motivo for cansaço ou tensão, por exemplo, alguns momentos de relaxamento e descanso são bem-vindos. Além disso, você pode experimentar:

  • fazer compressas frias na testa e têmporas;
  • aplicar compressas quentes no pescoço e na nuca;
  • massagear o couro-cabeludo, o pescoço e os ombros;
  • tentar dormir ou permanecer na posição deitada em um ambiente escuro.

Porém, se a dor persistir ou for acompanhada de outros sintomas, o melhor a fazer é buscar uma consulta e orientação profissional. Dependendo do caso, a recomendação médica incluirá o uso de fármacos e fisioterapia.3

Muitas pessoas não sabem, mas pode haver uma relação entre a cefaleia tensional e a ansiedade.4 Em alguns indivíduos, o estado ansioso provoca tensão muscular, o que pode desencadear uma crise de cefaleia tensional, por exemplo. Então, para evitar a dor é preciso, antes, tratar a ansiedade.

Nesse sentido, também existem indícios de que aquelas pessoas que já têm alguma condição com dor crônica podem estar propensas a desenvolver quadros como ansiedade e depressão.4 Portanto, se a sua dor é persistente, procure ajuda quanto antes, principalmente para evitar que o quadro se agrave e que o problema se transforme em algo crônico, o que afetará sua qualidade de vida.

A cefaleia tensional é comum e bastante incômoda, mas não é normal, nem saudável. Por isso, tenha atenção para identificar se o quadro se repete e a quais comportamentos ou acontecimentos ele está associado. Assim, você tem melhores condições de evitar o gatilho que provoca o problema.

Apesar de, em maio, ser celebrado o Dia Mundial de Combate à Cefaleia, os cuidados devem ser contínuos, durante o ano inteiro. Monitore os sinais do seu corpo e aprenda a conhecer a cefaleia tensional e os sintomas que a acompanham.

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Referências

1. FERREIRA, A. P. et al. Relação da cefaleia tensional com incapacidade funcional em estudantes de uma faculdade de saúde: um estudo descritivo. Brazilian Journal of Development, v. 7, n. 5, p. 49613–49628, 7 jun. 2021. Disponível em: <https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BRJD/article/view/29938/23597>.

2. MACHADO, N. A. F. C.; TAVARES, G. M. S. Utilização da terapia manual em portadores de cefaleia tensional: um estudo de revisão. Anais do Salão Internacional de Ensino, Pesquisa e Extensão, v. 13, n. 3, 16 nov. 2021. Disponível em: <https://periodicos.unipampa.edu.br/index.php/SIEPE/article/view/110697>.

3. SHARMA, A. et al. Comparando o efeito da liberação miofascial e técnica de energia muscular na ângulo e cefaleia em pacientes com cefaleia tensional. Revista Pesquisa em Fisioterapia, v. 12, p. e4799, 25 ago. 2022. Disponível em: <https://www5.bahiana.edu.br/index.php/fisioterapia/article/view/4799>.

4. FLORES, A. M. N.; COSTA JUNIOR, Á. L. O manejo psicológico da dor de cabeça tensional. Psicologia: Ciência e Profissão, v. 24, p. 24–33, 1 set. 2004. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/pcp/a/rJqwz4j8YYsChHnHW3ghSvM/?lang=pt>.