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Publicado em: 25 de outubro de 2022
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Incômoda e indesejada, a enxaqueca pode ocorrer de vez em quando ou com frequência como veremos a seguir. E quando ela aparece pode acabar com o dia da pessoa, já que a dor intensa na cabeça prejudica a sua produtividade1. Saber quais são os tipos de enxaqueca existentes é fundamental para identificar os seus sintomas corretamente e obter um diagnóstico preciso na hora de buscar ajuda médica.
Ao contrário do que muita gente pensa, a enxaqueca não é “uma coisa só”, já que pode se manifestar de diferentes formas, em decorrência das mais diversas causas. Milhões de brasileiros lidam com esse problema em suas rotinas e nem sempre sabem como tratá-lo1. Neste post, vamos te contar quais são os tipos de enxaqueca, quais são os seus sintomas e as opções de tratamento. Confira!
Quem é que nunca sentiu aquela dor de cabeça intensa e persistente? Essas são algumas das principais características da enxaqueca, que é definida como uma doença neurovascular que provoca crises repetidas de dor de cabeça. A frequência em que o problema acontece pode variar: algumas pessoas apresentam enxaqueca raras vezes na vida, enquanto outras lidam com episódios mensais.1
A enxaqueca figura como a causa mais recorrente de casos de cefaleia (dor de cabeça) em nível moderado ou grave. Apesar de a doença ocorrer em qualquer idade, é mais comum que comece a se manifestar ao longo da puberdade ou na idade adulta, principalmente em mulheres.2
As cefaleias podem ser classificadas como primárias ou secundárias. As primárias não podem ser identificadas por meio de exames laboratoriais tradicionais — somente por meio de diagnóstico clínico de acordo com os sintomas do paciente, enquanto as secundárias são causadas por uma doença. A distinção dessas categorias é essencial, haja visto que a cefaleia primária impacta a qualidade de vida da pessoa, por ocorrer de modo crônico (constante), e a cefaleia secundária pode desencadear consequências graves.3
A maioria das pessoas sofre episódios periódicos de enxaqueca, que ocorrem menos de 15 dias por mês. Além disso, estudos genéticos apontam que se trata de uma doença hereditária.4 Se pelo menos um dos seus pais sofre de enxaqueca, o indivíduo tem 50% a 75% de chances de desenvolver a mesma patologia.4
Em casa, no trabalho ou até mesmo na rua, certamente, você já ouviu alguém se queixando de enxaqueca. Isso quando não é você mesmo quem está sofrendo com esse problema. Não é para menos, pois a enxaqueca é uma das doenças mais comuns entre a população brasileira.
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a enxaqueca acomete 15% da população mundial.5 No Brasil, 30 milhões de pessoas relatam sofrerem com essa enfermidade, conforme a Sociedade Brasileira de Cefaleia.6
Quando em um grau mais intenso, a enxaqueca pode afetar a vida pessoal e profissional da pessoa, pois a dor intensa atrapalha a sua concentração, causa desânimo, irritação, entre outros males. Aproximadamente 90% dos pacientes que sofrem de enxaqueca apresentam danos consideráveis em seus estudos, trabalho, atividades de lazer e vida sexual.6
Seguir uma rotina de maus hábitos alimentares, consumir álcool ou gordura em excesso, fazer jejum prolongado ou se estressar com frequência contribui para o desenvolvimento de dores de cabeça. A facilidade do brasileiro em acessar medicamentos como analgésicos faz com que muita gente cometa o erro de se automedicar, o que pode mascarar um problema mais sério.
Antes de falarmos sobre os tipos de enxaqueca, é importante falarmos sobre os sintomas da doença. A crise de enxaqueca se caracteriza por uma dor pulsátil e intensa e, muitas vezes, pode se manifestar a intolerância ao som ou luz ambiente, além de náuseas e vômitos. Ela costuma ser unilateral, mas em alguns casos também pode ser bilateral, com duração de 4 a 72 horas.7
A intensidade dos sintomas pode variar de acordo com o tipo de dor de cabeça. Entenda, a seguir, quais são os mais comuns.
A cefaleia em salvas causa uma dor intensa unilateral, ou seja, em um lado da cabeça, podendo ser rápida, com duração de 15 minutos, ou prolongada, com duração de três horas. As crises ocorrem quase sempre no mesmo horário, sendo mais recorrentes de madrugada, por dias consecutivos. Além da dor de cabeça em si, pode haver uma congestão no nariz, lacrimejamento no olho no mesmo lado em que a dor se instalou, pálpebra caída e face avermelhada.8
Considerada rara, a cefaleia em salvas é mais recorrente entre o público masculino, de 20 a 40 anos de idade. O problema pode começar de repente, às vezes, com uma simples congestão nasal e posteriormente evoluindo para os demais sintomas. O incômodo é tanto que a pessoa nem sequer consegue deitar a cabeça no travesseiro, o que dificulta o seu sono.8
A causa da cefaleia em salvas pode estar associada a anomalias no hipotálamo, que fica na base superior do cérebro. Normalmente, ela acontece de forma regular durante três meses —período denominado salvas. Depois, pode ocorrer um intervalo de meses ou de anos. O diagnóstico da enfermidade é feito somente por meio de avaliação médica e, em alguns casos, requer uma ressonância magnética. Uma vez diagnosticado, inicia-se o tratamento do paciente com oxigênio ou medicamentos que atuam na interrupção da cefaleia.8
Mais frequente entre as pessoas, a cefaleia tensional desencadeia dor bilateral — dos dois lados da cabeça —, na parte da frente ou de trás da cabeça. Essa dor tem uma intensidade moderada e não piora conforme o indivíduo se esforça, porém tem uma duração que vai de 15 minutos a sete dias.7
A cefaleia do tipo tensional pode ser dividida em três categorias: pouco frequente, muito frequente e crônica. A pouco frequente pode se manifestar cerca de uma ou duas vezes no período de um mês. Enquanto a muito frequente acontece em média duas vezes por semana, e a crônica ocorre diariamente durante quinze dias, meses ou até mesmo anos.9
O público feminino é o mais afetado pela cefaleia tensional, mas o problema também atinge homens, adolescentes, crianças e idosos. A sua dor pode ir de leve à média intensidade ao final do dia. As razões para o problema são variadas, estando baseadas no estilo de vida da pessoa.9
Na cefaleia pouco frequente e muito frequente, as principais causas são preocupações, tensão emocional e estresse no geral. Também pode estar associada a alterações do sono e no apetite, picos de ansiedade, depressão e dores musculares. O combate à dor é feito a partir da prescrição médica de anti-inflamatórios e analgésicos comuns.9
Por sua vez, na cefaleia crônica, o enxaquecoso pode ter o seu sono fragmentado, perder o apetite, apresentar dores musculares localizadas na nuca e ombros, além de alterações sistêmicas, como no ritmo em que respira ou taquicardia, queda de cabelo e perda de peso. Excesso de tensão emocional, uso exagerado de analgésicos, estresse e preocupações prolongadas também estão entre as causas da doença. Para tratá-la, é necessário solucionar os problemas de fundo emocional e tomar a medicação indicada pelo médico.7
Antes de qualquer coisa, é preciso esclarecer que aura nada mais é do que manifestações neurológicas localizadas em pontos específicos. A aura visual é diagnosticada em 90% das pessoas com enxaqueca com aura, mas também pode haver aura de fala ou linguagem.10
Quando você sente dores de cabeça percebe alterações em sua visão? Esse é um dos principais indicativos de enxaqueca com aura visual, que se manifesta por meio da alteração da visão, fazendo com que a pessoa enxergue de forma embaçada ou visualize pontos luminosos, com duração de 15 a 60 minutos, além de sentir dor de cabeça forte e constante.11
Outro sintoma bastante comum da enfermidade são as alterações sensitivas, nas quais você pode sentir dormência ou formigamento que começa de um lado do corpo que se espalha devagar, podendo ocorrer desde no rosto e nos braços até na língua. Há ainda possibilidade de a pessoa ter fadiga, dificuldade para se concentrar, bocejo, vontade exagerada de comer doce, irritação e depressão até três dias antes de a dor de cabeça começar.10
Em se tratando da enxaqueca com aura de fala ou linguagem, você pode ter dificuldade ao tentar pronunciar algumas palavras, fenômeno conhecido como disartria. Assim, a pessoa consegue pensar naquilo que gostaria de falar, mas não consegue emitir o som das palavras.10
A resposta para o questionamento do que poderia causar esse tipo de enxaqueca ainda não é conhecida. No geral, o tratamento para o problema se dá a partir da avaliação médica, de acordo com os sintomas e perfil do paciente e prescrição de medicação, como analgésicos.10
Mais recorrente entre as pessoas, a enxaqueca sem aura pode ser identificada por uma dor latejante que normalmente começa em um dos lados da cabeça, mas pode progredir para o outro lado com uma intensidade que aumenta lentamente. O pico da dor costuma ocorrer em torno de duas horas depois que os sintomas se iniciam.12
Ao longo de sua manifestação, a doença pode gerar fotofobia, que é sensibilidade aumentada à luz, osmofobia, que consiste na sensibilidade a odores fortes, e fonofobia, definida como a sensibilidade ao barulho. Atividades físicas, como agachar, se levantar e subir escadas, também podem piorar a dor de cabeça. Uma crise de enxaqueca sem aura dura de quatro horas a três dias. Em mulheres, a enfermidade pode se acentuar no primeiro dia do fluxo menstrual.12
São vários os fatores que podem desencadear. O primeiro deles é o ciclo circadiano, período de 24 horas em que o indivíduo alterna entre o sono e a vigília, com a privação, aumento ou redução das horas do sono no período da noite. Ficar horas sem comer, pular refeições ou se alimentar de forma irregular também podem levar à enxaqueca sem aura.12
Além disso, o desenvolvimento da patologia também pode ocorrer quando a pessoa passa por situações de estresse e ansiedade, mudanças de estação, está em ambientes com fumaça, luz intensa, exposição à luz do sol ou cheiros fortes, permanece muito tempo em frente ao computador, prática de exercício físico extenuante, ingere vinho, café, embutidos ou queijos. Na fase da puberdade, início da menstruação, menopausa, gestação ou amamentação, o problema também é comum.12
A observação dos sintomas da enxaqueca sem aura é crucial para identificá-la, o que só é possível em uma avaliação médica. O tratamento pode ser realizado de forma abortiva, com a prescrição de medicamentos anti-inflamatórios, ou preventiva, com medicação que inibe os sintomas da doença.12
Muitas vezes, uma pessoa sofre com dores de cabeça com tanta frequência que acaba apenas tomando uma medicação por conta própria e não indo ao médico para investigar o problema. Esse comportamento é bastante prejudicial, já que a automedicação pode afetar negativamente o seu organismo e, no decorrer do tempo, até mesmo piorar os sintomas aos quais você está tentando se livrar.7
Para além disso, a resistência a consultar-se com um médico também impede o diagnóstico adequado da patologia. Como mencionamos, há diferentes tipos de enxaqueca, que são ocasionados por diversos motivos. Somente com uma avaliação médica e, em alguns casos, realização de exames específicos, é possível saber qual é o tipo de enxaqueca que você sofre e, assim, receber o tratamento adequado para o seu quadro clínico.
Após receber o seu diagnóstico e prescrição de tratamento, é imprescindível tomar os cuidados necessários para evitar as crises de dores de cabeça. A mudança de hábitos também contribui para reduzir os episódios de enxaqueca. Nesse sentido, a prática moderada de exercícios físicos combinada com uma alimentação saudável pode estimular o bom funcionamento do seu organismo, além de combater o estresse — uma das principais causas da enxaqueca.
Agora que você já sabe quais são os tipos de enxaqueca e os seus respectivos sintomas, já pode se atentar para os sinais que o seu corpo dá. Dessa forma, você poderá relatar ao seu médico todas as alterações provocadas pela doença, ajudando-o a chegar a um diagnóstico preciso e, consequentemente, a um tratamento eficiente.
Como vimos, ansiedade é uma das causas comuns da enxaqueca. Quer evitá-la? Veja 12 passos para lidar com a ansiedade!
1. Stefane T, Napoleão AA, Sousa FAEF, et al. A influência de tratamentos para enxaqueca na qualidade de vida: revisão integrativa de literatura. Rev Bras Enferm. 2012;65(2):353.60.
2. Ferreira Ks, Bolinelli LP, Pagotto LC. Migrânea e sincronização de ciclo menstrual em mulheres: existe uma relação? Relato de caso.Rev Dor. 2015:16(2).
3. Olesen J. The international classification of headache disorders. 2nd edition (ICHD-II). Rev Neurol. 2005;161(6-7):689-691
4. American Migraine Foundation.The Genetics of Migraine.[acesso em 13 jul 2022] Disponível em: https://americanmigrainefoundation.org/resource-library/genetics-of-migraine/.
5. World Health Organization (WHO). Headache disorders [internet].2016 [acesso em 01 jul 2022]. . Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/headache-disorders
6. Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe). Dia Mundial de Combate à Cefaleia – 19/05 [internet]. 2017 [acesso em 01 jul 2022]. Disponível em: https://sbcefaleia.com.br/noticias.php?id=321
7. Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe).Tipos de dores de cabeça [internet]. [acesso em 06 out 2022]. Disponível em: https://www.sbcefaleia.com.br/noticias.php?id=363
8. Rocha CF, da Silva KB, Tavares RM, et al. Cefaleia em salvas: uma cefaleia. Rev Med Minas Gerais. 2014;24(1):31-35.desafiante.
9. Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe). Cefaleia do tipo tensional. [internet]. 2017 [acesso em 01 jul 2022]. Disponível em: https://sbcefaleia.com.br/noticias.php?id=346
10. Santos PSF. Enxaqueca com aura [internet]. Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe); 2017 [acesso em 01 jul 2022].. Sociedade Brasileira de Cefaleia. Disponível em: https://sbcefaleia.com.br/noticias.php?id=351
11. Medeiros FA, Dantas NC, Ginguerra MA, et al. Análise da camada de fibras nervosas da retina em portadores de enxaqueca com aura. Arq Bras Oftamol. 2001;64(5).
12. Maciel Jr JA. Enxaqueca sem aura [internet]. Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBCe); 2017 [acesso em 01 jul 2022]. Disponível em: https://sbcefaleia.com.br/noticias.php?id=353
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