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Respirando com liberdade: o que você precisa saber sobre a asma

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A asma é uma das principais doenças respiratórias no Brasil1 e a uma doença não transmissível (DNT) importante, afetando tanto crianças quanto adultos, sendo a forma crônica mais comum entre as crianças.2 Mais de 23% da população brasileira convive com a condição,1 mas apenas 12,3% dos asmáticos brasileiros a controlam de maneira adequada.3 Na prática, isso significa maiores riscos ao paciente3 e aumento nos atendimentos clínicos.1

Infelizmente, a asma não tem cura, mas a boa notícia é que ela pode ser controlada!2 Por isso é tão importante conhecer tudo sobre essa doença, minimizar as crises e o risco de complicações. Confira o conteúdo que preparamos sobre o assunto e respire com liberdade!

O que é asma e quais os seus sintomas?

A asma é uma das principais doenças crônicas inflamatórias do mundo. Afeta adultos e crianças e, se não tratada, pode matar.4 Trata-se de uma inflamação do pulmão que causa contração dos músculos ao redor das vias aéreas, tornando a respiração bem difícil.4

Os sintomas característicos da asma são: chiado, tosse, falta de ar e aperto no peito.4 Podem variar de pessoa para pessoa e na sua intensidade.4

Quais as causas e os tipos de asma?

A asma é uma doença heterogênea, portanto a origem e a severidade surgem de vários fatores, como genéticos e ambientais.4 Ela é classificada conforme a gravidade (como leve, moderada e grave), e a severidade também pode variar ao longo do tempo.5

Entre os tipos de asma, existem dois grupos principais: a asma intrínseca (não atópica, não alérgica) e a asma extrínseca (atópica, alérgica).6

Essas diferenciações ajudam na tomada de decisões sobre o tratamento. Só que nem sempre é possível distinguir muito bem as manifestações clínicas da asma baseando-se apenas nesses dois critérios.7 Isso porque a doença pode ocorrer por vários mecanismos diferentes e manifestações clínicas variadas.6

“Mesmo dentro de grupos de pacientes com características clínicas observáveis semelhantes, pode haver variabilidade, o que mostra a complexidade da doença”,6 aponta Dra Maura Neves, médica Otorrinolaringologista.

Os mecanismos pelos quais a asma pode ocorrer são importantes parâmetros para classificar a doença em dois grandes grupos, asma eosinofílica ou não eosinofílica. Entre esses, existem vários subgrupos que classificam os pacientes conforme:6

  • severidade da doença;
  • gatilhos;
  • idade de início;
  • padrões inflamatórios;
  • exacerbações;
  • obstrução do fluxo de ar.6

Asma eosinofílica

Existem diversos subtipos que atingem tanto crianças quanto adultos.6 Eles são divididos em três categorias: asma alérgica de início precoce; asma eosinofílica de início tardio; e doença respiratória exacerbada por ácido acetilsalicílico.6 Saiba mais sobre cada uma!

Asma alérgica de início precoce

É o tipo padrão da asma e pode ser branda ou severa.6 Está geralmente associada ao histórico familiar de alergia e aparece em resposta a substâncias presentes no ambiente que causam alergia, como:5

  • ácaros;
  • animais com pelos, como cães e gatos;
  • fungos;
  • pólen;
  • barata;
  • roedores, como ratos e camundongos.5

Asma eosinofílica de início tardio

Esses pacientes costumam ter idade mais avançada, resistência ao tratamento com anti-inflamatórios orais e inalatórios, além de um quadro mais severo com obstrução do fluxo de ar.6 A maioria apresenta comorbidades como rinossinusite com pólipos nasais.6

Um subtipo desse tipo de asma é a doença respiratória exacerbada por ácido acetilsalicílico (DREA).6 Ainda não se sabe ao certo como ocorre, mas ela piora a inflamação no sistema respiratório.8 Isso acontece porque o ácido acetilsalicílico ativa a produção de potentes broncoconstritores, substâncias que causam a diminuição da passagem do ar.6

Fatores que agravam esse tipo de asma

Alguns fatores genéticos e de exposição ambiental podem piorar o quadro da asma eosinofílica e prejudicar o tratamento com anti-inflamatórios. Entre os fatores externos, os vírus respiratórios, como rinovírus, são uma causa comum.4,6 A causa parece ser uma deficiência na defesa contra os vírus.6

A asma também pode ser agravada pela poluição.4,6 Isso vale tanto para a poluição de fontes naturais (poeira, pólen e fungos) quanto para a provocada por atividades humanas, como fumaça de cigarro, de veículos e de indústrias.9 Alguns poluentes, inclusive, não só pioram os sintomas, como podem causar o desenvolvimento da asma.6

O contato com pequenas substâncias suspensas no ar tem uma forte associação com o desenvolvimento de asma em adultos.9 No caso das mulheres, a exposição a elas durante a gravidez contribui para a ocorrência da asma depois da gestação.4

Outro fator de risco importante no desenvolvimento e na piora da asma é a fumaça derivada da queima do tabaco.4 Para mulheres que fumaram durante a gravidez, o risco de desenvolvimento de asma se estende até a segunda geração!4

Asma não eosinofílica

Nesse tipo, quando há inflamação, ela é induzida de forma diferente da asma eosinofílica.6 Quanto aos subtipos, podemos destacar dois. O primeiro é a asma associada com a obesidade, mais comum em mulheres de meia-idade. Os sintomas são severos, apesar de a função pulmonar estar moderadamente preservada.6

O segundo é a asma relacionada com a fumaça do tabaco, que causa inflamação e torna o indivíduo mais sensível às substâncias que causam alergia.6 Uma classificação recente considera esse subtipo como uma associação entre a asma e a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), uma síndrome conhecida como ACOS.6

Ela é caracterizada por atingir pacientes acima de 40 anos e com histórico de tabagismo e com obstrução do fluxo de ar, mas que também apresentam características clássicas da asma, como reversibilidade da obstrução, reação alérgica e aumento dos eosinófilos (células do sistema imunológico).6 Trata-se, portanto, de um caso de sobreposição.6

Por fim, a asma de início tardio (> 50-65 anos) está associada com a diminuição da função pulmonar e do sistema imune devido à idade.6

Asma induzida por exercícios

Exercícios físicos intensos também podem induzir à broncoconstrição, atingindo principalmente crianças e adolescentes asmáticos.10 Costuma iniciar nos primeiros minutos de atividade e desaparece espontaneamente após 20-40 minutos. Também pode ocorrer uma resposta entre 4-10 horas depois do exercício.10

Não se sabe ao certo como ela ocorre, mas existem algumas hipóteses.10 Uma delas considera que a inalação do ar seco e frio causa um resfriamento das vias aéreas seguida por reaquecimento e que esse efeito térmico provoca uma reação nas vias aéreas. Outra supõe que a desidratação nas vias aéreas estimule a liberação de substâncias que causam a obstrução.10

Uma resposta inflamatória pode ser um mecanismo adicional na ativação da asma.10 Em amostras de crianças, já foram encontradas células relacionadas com a inflamação, enquanto no repouso não foram observadas alterações.10

Asma ocupacional

Embora a asma alérgica geralmente comece na infância, em alguns casos ela pode se manifestar tardiamente.11 Isso ocorre quando nos deparamos com um novo tipo de substância que causa alergia. Um exemplo é a asma ocupacional, ou seja, que surge pela exposição a substâncias que causam alergia presentes em locais de trabalho.11

Esse subtipo de asma também pode ser causado por substâncias irritantes12 e não envolver reações inflamatórias.4 Dessa forma, pode ocorrer devido ao contato primário com a substância ou quando esta, em particular, piora os sintomas em pessoas já asmáticas.11 Alguns exemplos de substâncias que induzem à asma ocupacional são:5

  • trigo;
  • colas;
  • látex;
  • pó de madeira;
  • corantes.5

Quais as complicações da asma?

Ao longo do tempo, a capacidade dos pulmões dos indivíduos com asma pode diminuir, inclusive causar obstrução da passagem de ar.4 Isso ocorre porque as paredes do pulmão vão ficando mais espessas4 e essa situação pode se tornar permanente.13

Os ataques severos de asma podem necessitar de hospitalização, internação e ventilação para ajudar na respiração.13 Com a tosse persistente e sintomas que pioram à noite ou de madrugada, o asmático pode sofrer de insônia, sentir fadiga no decorrer do dia e até faltar ao trabalho ou a outros compromissos.2

Asma e comorbidades

Algumas comorbidades podem influenciar o quadro e a progressão da asma e o bem-estar do paciente, como obesidade, apneia, alergia alimentar, rinite alérgica, rinossinusite crônica e doenças crônicas que requerem um tratamento médico regular, como diabetes, doença cardiovascular, câncer de pulmão e DPOC.12

Pessoas com diabetes têm risco aumentado ao desenvolvimento de asma, enquanto os asmáticos diabéticos têm crises mais severas.12

Compreender essas relações é um passo importante quando se pensa em estratégias de controle da asma.12 O uso de anti-inflamatórios, por exemplo, pode aumentar a incidência de diabetes, levando os médicos a refletirem sobre o uso em pacientes com risco aumentado para essa condição.12

Da mesma maneira, a obesidade está associada ao aumento do risco para asma, enquanto asmáticos estão mais propensos a se tornarem obesos.12 Indivíduos obesos têm a função pulmonar prejudicada, e quem apresenta as duas doenças costuma ter menor controle dos sintomas da asma.12

A asma também contribui para a ocorrência de eventos cardiovasculares, tanto crônicos como agudos.12 Por outro lado, entre essas doenças, apenas a hipertensão é um fator de risco potencial para a asma.12

A pessoa que tem asma e hipertensão precisa ficar atenta, pois os betabloqueadores não seletivos, usados no tratamento da hipertensão, podem causar broncoconstrição, quadro que reduz a passagem de ar.12 Já os medicamentos para controle da asma estão associados ao aumento da incidência de eventos cardiovasculares e cerebrovasculares.12

A asma pode matar?

A incidência da asma diminuiu no intervalo entre 1990 e 2019.12,14 Apesar disso, adultos jovens e crianças estão sujeitos à mortalidade, independentemente se existem condições ou não que agravam a asma ou dificultem o tratamento.12,14

A causa específica da mortalidade dos pacientes com asma varia muito. Inclui desde doenças que acometem o sistema respiratório, como infecções e câncer, até doenças cardiovasculares, dos sistemas digestivo e endócrino, distúrbios imunes, entre outras.12 Inclusive, a asma é um fator que aumenta o risco de mortalidade por qualquer causa.12

Além da mortalidade, essa doença tem bastante impacto sobre a incapacidade, o que é medido pelo indicador DALY (Disability Adjusted Life Years).15 Ele combina dois parâmetros: os anos perdidos devido à morte prematura e os anos vividos com incapacidade.15

Como obter o diagnóstico de asma?

Respirando com liberdade: o que você precisa saber sobre a asma

Embora a asma seja comum, seu diagnóstico não é tão simples. Por mais que a reversibilidade da obstrução das vias áreas e a sensibilidade excessiva a diferentes gatilhos sejam características da asma, os critérios diagnósticos ainda não são muito bem definidos.4 Mesmo assim, é caracterizado pelos seguintes sintomas e achados:5

  • som de assobio ao respirar, falta de ar, tosse, cansaço e aperto no peito;
  • sintomas que costumam piorar de noite ou pela manhã;
  • sintomas que variam de intensidade com o passar do tempo;
  • sintomas que pioram quando o paciente está com alguma infecção viral;
  • sintomas decorrentes de exposição a substâncias que causam alergia ou irritação, exercício, mudanças climáticas e fatores emocionais.5

Em adultos, o diagnóstico pode englobar exame clínico e testes da função pulmonar. Um exemplo de exame de baixo custo e fácil realização é a espirometria.5 Por meio de um aparelho chamado espirômetro, ele avalia o fluxo de ar dos pulmões e os compara aos valores de pessoas saudáveis.4

Mesmo em pessoas com asma, esse teste pode resultar em valores normais.5 Nesse caso, é possível fazer um teste de broncoprovocação com metacolina ou manitol para avaliar se existe o excesso de sensibilidade das vias aéreas.5 Em geral, é realizado apenas em adultos.5

Exames complementares

Na avaliação inicial, pode-se pedir uma radiografia de tórax, principalmente se o paciente for fumante.5 No exame de sangue, investiga-se a inflamação pela contagem de células do nosso sistema de defesa.5

Testes cutâneos são usados para avaliar a sensibilização específica às substâncias que causam alergia, com as vantagens do baixo custo e da leitura imediata dos resultados.5 Esse teste de alergia também pode ser feito pela dosagem de um anticorpo específico que é produzido nos processos alérgicos.5

Atenção! Nem todos podem fazer esse teste, devido ao risco de anafilaxia (reação alérgica fatal), como quando o paciente:5

  • tem dermatite atópica moderada ou grave;
  • está tomando medicamentos que podem interferir no resultado dos testes, como antidepressivos tricíclicos,anti-histamínicos e inibidores da enzima conversora de angiotensina (ECA).5

Diagnóstico diferencial

Os sintomas da asma se sobrepõem aos de muitas outras doenças, o que dificulta seu diagnóstico. Por isso, requer anamnese minuciosa e exames físicos.5 Alguns exemplos são a disfunção de cordas vocais, a doença pulmonar obstrutiva crônica, as micoses broncopulmonares alérgicas, a tuberculose e a insuficiência cardíaca.5

Lembre-se: algumas doenças também podem ser consideradas comorbidades que agravam os sintomas, como refluxo e rinossinusites.5

Quais os tratamentos para asma?

Vários fatores dificultam o tratamento da asma, desde as características individuais do paciente até o uso incorreto das bombinhas.12 Já que a doença pode aumentar o risco de mortalidade por qualquer causa, o controle requer avaliar as comorbidades, principalmente porque muitas delas podem piorar os sintomas da asma.12

Como dissemos, asma não tem cura.2 Portanto, os principais objetivos do tratamento são:12

  • controlar a doença;
  • diminuir o risco de complicações e mortes;
  • minimizar o efeito colateral do tratamento com anti-inflamatórios inalatórios ou orais.12

O tratamento padrão é feito com anti-inflamatórios, primeiramente com os corticosteroides inalatórios e broncodilatadores.5 Eles são preferíveis porque a dose de medicamento usada é menor, tem mais efeito local e menos efeitos colaterais.5

Os anti-inflamatórios controladores são a base da asma persistente e compreendem, além dos já citados, os LABA e o anti-IgE.5 Os medicamentos de alívio, os SABA, revertem a broncoconstrição rapidamente e são usados apenas em caso de necessidade.5

No Brasil, o SUS oferece tratamento gratuito para a asma e inclui consultas com pneumologistas, fisioterapeutas e psicólogos quando necessário.1 As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) oferecem ações de prevenção e acompanhamento dos pacientes diagnosticados.1

Importante! “O uso isolado de SABA para controle da asma é muito perigoso e traz risco de morte5, adverte Dra. Maura. “Eles são indicados apenas para emergências. Então, se o paciente tem usado com maior frequência o broncodilatador, significa que a asma está mal controlada”5, completa.

O tratamento correto segue etapas que devem ser respeitadas! Cada fase considera a severidade e a frequência das crises, buscando-se sempre minimizar as doses.5 Vale destacar que os broncodilatadores trazem efeitos adversos como tremores, dores de cabeça, taquicardia e, em casos mais graves, arritmias, palpitações, entre outros.5

Estratégias personalizadas

Como existem condições que não respondem a esses medicamentos, alguns pacientes requerem estratégias personalizadas, elaboradas a partir da identificação dos grupos específicos discutidos anteriormente.11 Elas englobam imunobiológicos como omalizumabe e mepolizumabe, que agem por mecanismos diferentes e estão restritos a casos graves.11

Quais as recomendações para viver melhor com asma?

A asma severa pode impactar diversos aspectos da vida.16 A limitação funcional é uma realidade para ao menos 70% dos pacientes asmáticos, o que prejudica a vida social, a produtividade, a prática de atividades físicas e a saúde mental.16

Apesar do avanço nos tratamentos, parte importante das estratégias para uma maior qualidade de vida, algumas intervenções não medicamentosas são necessárias, como monitoramento ativo dos sintomas e prática de exercícios físicos em conjunto com dieta e suporte emocional.16

Como a obesidade é fator de risco para asma, a redução de peso é uma medida fundamental para a melhora dos sintomas, na função pulmonar e na qualidade de vida.16 Outras recomendações são:17

  • evitar cheiros fortes e o acúmulo de sujeira e de poeira;
  • não fumar;
  • tomar sol;
  • beber bastante água;
  • manter a vacina da gripe em dia.17

Para mulheres que desejam engravidar, a asma não é um empecilho e os remédios são considerados seguros.18 Por outro lado, é preciso contar sua decisão ao médico, pois os sintomas podem piorar e, se a asma não for bem controlada, pode gerar complicações.18

Embora a asma não tenha cura, ela pode ser controlada.2 Isso requer um acompanhamento médico regular, o uso correto dos medicamentos e a adoção de hábitos saudáveis. Com essas medidas, é possível minimizar crises e complicações, permitindo que o paciente respire com liberdade e tenha uma vida mais plena.

Não deixe que as doenças respiratórias limitem sua vida. Acompanhe o blog A Vida Plena e confira mais publicações como esta!

Data da elaboração: 13 de junho de 2024.

Referências:

1. ‌Brasil. Ministério da Saúde. Em 2021, SUS registrou 1,3 milhão de atendimentos a pacientes com asma na Atenção Primária à Saúde [internet]. Brasília: Ministério da Saúde; 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/maio/em-2021-sus-registrou-1-3-milhao-de-atendimentos-a-pacientes-com-asma-na-atencao-primaria-a-saude-1. Acesso em: 19 jun. 2024.

2. World Health Organization. Asthma [internet]. WHO; 2024. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/asthma. Acesso em: 19 jun. 2024.

3. Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. Apenas 12,3% dos asmáticos brasileiros estão com a doença controlada [internet]. SBPT; 2023. Disponível em: https://sbpt.org.br/portal/dia-mundial-asma-2023/. Acesso em: 19 jun. 2024.

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5. Brasil. Ministério da Saúde. Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde. Relatório de recomendação. Protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas. Asma [internet]. Brasília: Conitec/Ministério da Saúde; 2021. Disponível em: https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/consultas/relatorios/2021/20210526_pcdt_relatorio_asma_cp_39.pdf. Acesso em: 19 jun. 2024.

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