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Rinite respiratória: quais são as causas, os sintomas e os tratamentos?

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Nariz coçando e espirros que parecem não acabar nunca — você sabia que esses podem ser dois dos alguns sintomas da rinite alérgica? Pois é! Mas, afinal, o que é esse problema? Estamos falando de uma doença? A condição tem cura? Como é feito o tratamento?

Sim, sabemos que as dúvidas são diversas, mas tranquilize-se. A verdade é que a rinite alérgica é uma alteração muito prevalente na sociedade, mas, felizmente, há alternativas que podem ser utilizadas para atenuar os sintomas e trazer mais qualidade de vida às pessoas afetadas.1

Continue a leitura para entender como a rinite alérgica funciona, quais são as suas causas, quais tratamentos estão disponíveis e muito mais. Vamos lá?!

O que é rinite alérgica?

A rinite alérgica — como o próprio nome já sugere — é uma doença relacionada a alergias, que se manifesta por meio de alguns sintomas, como congestionamento nasal, coriza de coloração transparente, espirros, gotejamento pós-nasal (que provoca a sensação de haver um líquido escorrendo pela garganta) e presença de coceira no nariz.¹

A condição afeta uma em cada seis pessoas e está associada a impactos significativos na qualidade de vida, causando também perda de produtividade e elevação de custos com os cuidados relativos à saúde.¹

Inclusive, é interessante destacar que, antigamente, pensava-se que a rinite alérgica era uma doença que acometia apenas o nariz. No entanto, agora, entendemos que ela é parte de uma resposta alérgica mais ampla do corpo, lado a lado com outras condições relacionadas, como asma e dermatite atópica

A rinite alérgica pode ser classificada como sazonal — quando ocorre em épocas específicas do ano — ou perene — quando é persistente ao longo dos meses —, sendo que, aproximadamente, 20% dos casos são sazonais, 40% deles são perenes e os 40% restantes abrangem características de ambos os tipos.¹ Outro aspecto interessante é o fato de que, além dos sintomas que geram incômodo no nariz, as pessoas com rinite alérgica também podem apresentar conjuntivite alérgica (uma irritação nos olhos devido à alergia), tosse não produtiva, disfunção da tuba auditiva de Eustáquio e até sinusite crônica.¹ 

Agora, uma vez diagnosticada, a rinite alérgica pode ser tratada de várias maneiras, e os glucocorticoides intranasais representam a terapia de primeira linha.¹

Como ela acontece?

A resposta alérgica na rinite é dividida em fases: precoce e tardia. Na fase precoce, a condição é uma resposta mediada pela imunoglobulina E contra alérgenos inalados que causam uma inflamação impulsionada por células tipo 2 auxiliares (Th2).¹

De modo geral, a resposta inicial ocorre dentro de cinco a 15 minutos após a exposição a um antígeno, resultando na degranulação das células mastocitárias do hospedeiro. Há, então, a liberação de uma variedade de mediadores preformados e recém-sintetizados, incluindo a histamina, que é um dos principais mediadores da rinite alérgica.¹

A histamina induz espirros por meio do nervo trigêmeo e também desempenha um papel relevante na coriza, estimulando as glândulas mucosas. Além dela, outros mediadores atuam nos vasos sanguíneos, causando a congestão nasal.¹

Entre quatro e seis horas após a resposta inicial, ocorre um influxo de citocinas, como interleucinas das células mastocitárias, indicando o desenvolvimento da resposta tardia. Essas citocinas, por sua vez, facilitam a infiltração de outras células de defesa na mucosa nasal, resultando em edema nasal com congestão subsequente

A hiperresponsividade não mediada por IgE pode se desenvolver devido à infiltração eosinofílica e à obliteração da mucosa nasal. Agora, a mucosa nasal passa a ser hiperreativa a estímulos normais (como fumaça de tabaco e ar frio), causando espirros, coriza e coceira no nariz.¹ Em outras palavras, há uma hiperestimulação da região.

A propósito, há evidências que sugerem um componente genético na rinite alérgica. Entretanto, estudos de alta qualidade geralmente são escassos.

Gêmeos monozigóticos mostram uma concordância de 45% a 60%, e gêmeos dizigóticos têm uma taxa de concordância de, aproximadamente, 25% no desenvolvimento do problema. Além disso, regiões específicas nos cromossomos 3 e 4 também se correlacionam com respostas alérgicas.¹

Qual é a sua prevalência?

A prevalência da rinite alérgica varia. Contudo, em geral, é de, aproximadamente, 15% com base em diagnósticos médicos.¹

No entanto, estima-se que, na verdade, a prevalência seja ainda maior, chegando a 30%, quando consideramos pacientes com sintomas nasais. A rinite alérgica costuma atingir o seu pico entre a segunda e a quarta décadas de vida. Então, a partir desse ponto, tende a diminuir gradualmente.¹

Aliás, a incidência da condição na população pediátrica é bastante significativa, tornando-a um dos distúrbios crônicos mais comuns em crianças.¹ De acordo com dados do “International Study for Asthma and Allergies in Childhood“, cerca de 14,6% dos jovens na faixa etária de 13 a 14 anos e de 8,5% deles na faixa etária de seis a sete anos apresentam sintomas de rinoconjuntivite relacionados à rinite alérgica.¹

A propósito, é interessante observar que a rinite alérgica sazonal parece ser mais comum em crianças, enquanto a forma crônica é mais prevalente em adultos

A rinite alérgica tem cura?

Atualmente, a rinite alérgica é vista como uma doença crônica. Ou seja: ela não tem cura.2

No entanto, vale a pena destacar que existem várias opções de tratamento disponíveis para aliviar os sintomas e melhorar significativamente a qualidade de vida dos pacientes. O objetivo é controlar as reações alérgicas e reduzir a gravidade e a frequência das crises.²

Quais são as causas da rinite alérgica?

Como vimos, a rinite alérgica é causada por reações mediadas pela imunoglobulina E (IgE) a alérgenos inalados.³ Essa resposta “exagerada” do sistema imunológico ocorre quando o organismo reconhece erroneamente substâncias inofensivas, como pólens de árvores, gramíneas e ervas, além de mofo e alérgenos presentes em ambientes internos, como ácaros domésticos e pelos de animais.³

Um ponto curioso a ser observado nesse cenário é que a diversidade geográfica desses alérgenos contribui para a prevalência variável da rinite alérgica em diferentes regiões e países.³

Aliás, muitos desses fatores de risco são compartilhados com condições relacionadas, como a asma e a dermatite atópica.³ Já contrariamente a alguns, o excesso de peso e a obesidade não estão associados à rinite alérgica. Essa distinção destaca a complexidade das interações entre fatores genéticos, ambientais e relativos ao estilo de vida no desenvolvimento dessa condição.³

Também vale ressaltar que alguns fatores ambientais — como a poluição do ar e o tabagismo passivo — parecem ter efeitos limitados no desenvolvimento da rinite alérgica. Contudo, podem, sim, estar associados à sua gravidade

Quais são os sintomas da rinite alérgica?

Agora, chegou a hora de você conhecer os sintomas da rinite alérgica. Nos próximos tópicos, vamos detalhá-los!

Sintomas respiratórios

A rinite alérgica é caracterizada por sintomas respiratórios, que incluem espirros frequentes, coriza de coloração clara e obstrução nasal, como vimos. Também mencionamos que esses incômodos são provocados pela resposta imunológica exagerada do nosso organismo a alérgenos inalados, desencadeando, então, a liberação de mediadores, como a histamina, que contribuem para a inflamação nasal.4

Ou seja, o espirro é uma resposta reflexa do corpo para expulsar irritantes do nariz, enquanto a coriza já é o resultado do aumento da produção de muco nas vias respiratórias.4

Sintomas oculares

Além dos sintomas nasais, a rinite alérgica pode causar sintomas oculares, como olhos lacrimejantes e irritação na região.4 

Esses sintomas são conhecidos como “conjuntivite alérgica” e ocorrem devido à exposição dos olhos aos mesmos alérgenos que desencadeiam a rinite. De modo geral, a liberação de histamina e de outros mediadores inflamatórios contribui para a irritação ocular, levando à lacrimação e ao desconforto.4

Resposta sistêmica

A rinite alérgica não se limita apenas aos sintomas locais no nariz e nos olhos; ela também está associada à resposta sistêmica do corpo. A ativação de células do sistema imunológico, como linfócitos T e células fagocíticas, resulta na produção de citocinas.4 

Então, elas desencadeiam uma resposta inflamatória aguda em todo o corpo, levando a diversos sintomas, como letargia, fadiga, diminuição da cognição, artralgia (dor nas articulações) e mialgia (dor muscular). Inclusive, esses incômodos podem afetar significativamente a qualidade de vida dos pacientes com rinite alérgica.4

Impacto cognitivo

Além dos sintomas físicos, a rinite alérgica está associada a impactos cognitivos em crianças em idade escolar e até em adultos. A presença de letargia e de fadiga, por exemplo, pode afetar negativamente o desempenho cognitivo e a capacidade de atenção.4 

Portanto, fica destacada a relevância de abordar não só os sintomas locais, mas também os impactos sistêmicos e cognitivos da rinite alérgica no tratamento e no manejo dessa condição.4

Como obter o diagnóstico?

Rinite respiratória: quais são as causas, os sintomas e os tratamentos?

Agora, você já conhece vários detalhes acerca da rinite alérgica! Entretanto, ainda é possível que surjam dúvidas — principalmente sobre o diagnóstico do problema. Nas próximas seções, vamos descobrir como se dá o processo!

Teste cutâneo de Prick

O teste cutâneo de Prick é considerado o método primário para identificar alérgenos específicos desencadeadores da rinite alérgica. Basicamente, o teste envolve a aplicação de uma gota de um extrato comercial de um alérgeno específico na pele dos antebraços ou das costas.5 

Em seguida, a pele é perfurada através da gota para a introdução do extrato na epiderme. Se o resultado for positivo, ocorrerá uma resposta chamada “wheal-and-flare”, que se manifesta como uma elevação irregular e clara, cercada por uma área avermelhada.5 

O procedimento, geralmente, é realizado com alérgenos relevantes ao ambiente do paciente — como pólen, pelos de animais, mofo e ácaros domésticos. O teste cutâneo de Prick é considerado mais sensível e econômico em comparação com os testes de IgE específicos para alérgenos no soro, além de fornecer resultados imediatos, o que também é vantajoso.5

Testes de IgE específicos para alérgenos

Uma alternativa razoável ao teste cutâneo de Prick é o uso de testes de IgE específicos para alérgenos, realizados por um ensaio imunossorvente (ELISA), mas que, anteriormente, eram conduzidos por testes radioalérgicos.5 Esses testes in vitro medem os níveis específicos de IgE de um paciente contra alérgenos particulares.

Inclusive, os procedimentos são especialmente úteis quando a dermatite atópica é extensa ou quando o paciente não pode interromper a terapia com anti-histamínicos para a execução do teste cutâneo.5 No entanto, os testes cutâneos de Prick, usualmente, são considerados mais sensíveis e econômicos do que os testes de IgE no soro, como vimos, com a vantagem adicional de fornecerem resultados imediatos aos médicos e aos pacientes.5

Embora o histórico e os exames físicos detalhados sejam, sim, necessários para estabelecer o diagnóstico clínico da rinite alérgica, esses testes diagnósticos adicionais são cruciais para confirmar que alergias subjacentes são as causadoras da condição.5

Quais são os tratamentos para a rinite alérgica?

É chegado o momento que você tanto esperava! Agora, vamos conhecer os tratamentos disponíveis para a rinite alérgica e, como “plus“, entender o que pode ser feito para diminuir o seu desconforto causado pela condição!

Evitar alérgenos

Naturalmente, a primeira linha de tratamento para a rinite alérgica envolve evitar alérgenos relevantes, como ácaros do pó, mofo, animais de estimação e pólens, além de irritantes, como a fumaça de tabaco.5 Nesse sentido, boas estratégias incluem:

  • o uso de capas impermeáveis a alérgenos para as roupas de cama;5
  • a manutenção da umidade na casa abaixo de 50% para inibir o crescimento de ácaros;5
  • a redução da exposição a pólens e mofo;5
  • a utilização de filtros de tela nas janelas;5
  • a limitação do tempo ao ar livre durante as estações de maior concentração de pólen.5

Administrar anti-histamínicos

Os anti-histamínicos orais de segunda geração — como desloratadina, fexofenadina, loratadina e cetirizina — são os tratamentos farmacológicos de primeira linha recomendados para todos os pacientes com rinite alérgica.5 

Esses medicamentos reduzem efetivamente os espirros, a coceira e a coriza quando tomados regularmente durante os picos dos sintomas ou até antes da exposição a alérgenos. Já os anti-histamínicos sedativos de primeira geração não são rotineiramente recomendados devido aos seus efeitos negativos na cognição e no nosso funcionamento.5

Usar corticosteroides intranasais

Os corticosteroides intranasais são opções terapêuticas de primeira linha para os pacientes com sintomas leves persistentes ou com sintomas moderados e severos. Usualmente, eles podem ser administrados isoladamente ou combinados com anti-histamínicos orais.5 

Quando utilizados de maneira regular, esses corticosteroides reduzem efetivamente a inflamação da mucosa nasal e melhoram a patologia. A propósito, eles são considerados “superiores” a anti-histamínicos e antagonistas de receptores de leucotrienos no controle dos sintomas — incluindo a congestão nasal e a coriza.5

Utilizar antagonistas de receptores de leucotrienos 

Esses medicamentos são eficazes no tratamento da rinite alérgica, embora pareçam ser menos eficientes do que os corticosteroides intranasais. Eles podem ser considerados quando anti-histamínicos orais, corticosteroides intranasais e/ou sprays combinados não são adequadamente tolerados ou não são eficazes no controle dos sintomas da condição.5

Recorrer à imunoterapia para alérgenos

A imunoterapia para alérgenos envolve a administração subcutânea de quantidades gradualmente crescentes dos alérgenos relevantes do paciente até o atingimento de uma dose eficaz na indução da tolerância imunológica.5 A alternativa é eficaz para a rinite alérgica — especialmente para alergias sazonais causadas por pólens.

Aliás, a medida pode também ser útil para alergias a ácaros do pó, mofo, baratas, gatos e cachorros. A imunoterapia deve ser considerada quando outras medidas de evitação e farmacoterapia não controlam adequadamente os sintomas ou não são devidamente toleradas.5

Optar por alternativas terapêuticas

Opções adicionais incluem descongestionantes orais e intranasais, corticosteroides orais, cromoglicato de sódio intranasal, omalizumabe (um anticorpo anti-IgE) e a terapia cirúrgica para casos refratários a tratamentos médicos.5 Além disso, terapias alternativas, como a medicina complementar e alternativa (MCA), também são consideradas por alguns pacientes, embora haja limitações nas evidências científicas sobre a sua eficácia.5

Diante disso, é fundamental considerar a gravidade dos sintomas e a resposta individual do paciente ao tratamento ao decidir o que será feito para controlar os incômodos causados pela rinite. O tratamento individualizado, muitas vezes, envolve a combinação de diferentes modalidades mencionadas acima.5

Como fazer o teste de alergias?

Neste tópico, vamos falar especificamente sobre os testes de alergia, afinal, existem várias maneiras de realizá-los — tanto in vivo quanto in vitro. Confira!

In vivo

Os testes in vivo, que envolvem a aplicação de alérgenos diretamente no corpo, são comumente usados para demonstrar a sensibilização mediada por IgE nos pacientes.6 Abaixo, conheça alguns dos principais!

Testes cutâneos

O teste cutâneo é o principal teste in vivo usado para demonstrar a sensibilização mediada por IgE. O procedimento é considerado o mais sensível e específico para detectar a sensibilização a alérgenos, sendo o “padrão ouro” para a identificação de atopias.6

A medida envolve a aplicação de alérgenos na pele, reconhecendo uma resposta alérgica por meio do desenvolvimento de uma pápula que provoca coceira na região.6 No entanto, um resultado positivo por si só não confirma a presença de sintomas após a exposição ao alérgeno. A história médica do paciente deve ser consistente com os resultados do teste.6

Desafio nasal com alérgenos

Trata-se de um procedimento médico que reproduz a reação inflamatória induzida pelo alérgeno na mucosa nasal de pacientes alérgicos de maneira controlada. O processo envolve a administração intranasal de doses conhecidas de alérgenos após a exclusão de hiperreatividade nasal.6

A medida é considerada o “padrão ouro” para identificar os desencadeadores alérgicos da rinite. A partir dela, torna-se viável o diagnóstico confirmatório de rinite alérgica e de outros fenótipos alérgicos.6

In vitro

Além dos testes in vivo, vários testes in vitro estão disponíveis para confirmar o diagnóstico de fenótipos alérgicos da rinite.6 Confira mais informações a seguir!

Determinação de IgE específica para alérgenos no soro

Diferentes testes in vitro podem quantificar a sIgE contra alérgenos, permitindo perfis multiplex personalizados, avaliando um amplo conjunto de aeroalérgenos e identificando sensibilizações cruzadas.6 Os níveis de sIgE no soro, geralmente, correlacionam-se com os resultados dos testes in vivo, mas esses procedimentos são mais convenientes para populações pediátricas e polissensibilizadas.6

Citologia e limpeza nasal

Múltiplas técnicas como a limpeza nasal são usadas para coletar amostras de mucosa nasal para a análise de mediadores inflamatórios.6 Essas amostras podem fornecer informações acerca de alterações na mucosa nasal, mas a avaliação clínica dessas análises ainda está em exploração.6

Como evitar crises?

Para evitar crises de rinite alérgica e, consequentemente, melhorar a qualidade de vida, é fundamental adotar algumas práticas no cotidiano e no ambiente doméstico.2 A seguir, elencamos algumas dicas-chave que o ajudarão não só a descobrir o que é bom para a rinite, mas também vão auxiliá-lo a reduzir a incidência das crises:

  • utilizar aspiradores de pó com filtro para a limpeza da casa;
  • preferir panos úmidos para a remoção de poeira em móveis e nos pisos em vez de recorrer a vassouras — que podem espalhar o pó e piorar as crises;2
  • utilizar máscaras durante a limpeza, especialmente se houver um quadro de rinite preexistente;2
  • manter os ambientes adequadamente ventilados e expostos à luz solar, pois fazê-lo ajuda a controlar a proliferação de ácaros;2
  • evitar o uso itens que possam favorecer o acúmulo de poeira, como tapetes e cortinas;2
  • lavar as roupas de cama, pelo menos, uma vez por semana;2
  • lavar roupas guardadas há muito tempo antes de usá-las novamente;2
  • manter os animais de estimação fora de casa, se possível, e evitar que subam em estofados ou em camas;2
  • adotar um estilo de vida mais saudável, incluindo a prática regular de atividades físicas;2
  • praticar a hidratação nasal, com lavagens frequentes;7
  • evitar o tabagismo e consumir álcool com moderação;2
  • alimentar-se de maneira adequada e, se necessário, eliminar alimentos que possam desencadear crises alérgicas da sua dieta;2
  • consumir bastante água — especialmente em ambientes com ar-condicionado;2
  • não se automedicar e sempre buscar orientação médica especializada para o tratamento adequado da rinite alérgica.2

Além disso, é claro, não deixe de seguir as orientações do seu médico e de realizar os exames recomendados para identificar possíveis desencadeadores específicos.2 Inclusive, outra medida superimportante envolve compreender que as orientações podem variar de caso para caso, portanto, não há uma “fórmula universal”. Os gatilhos para as crises são diferentes, logo, é preciso que seja desenvolvido um plano de tratamento exclusivo para o seu organismo e para as suas necessidades.2

Como vimos, a rinite alérgica é um problema crônico e que pode afetar negativamente a qualidade de vida das pessoas. Os seus sintomas vão desde alterações respiratórias a problemas cognitivos e, por isso, o tratamento não pode ser negligenciado de forma alguma.

Agora, se a leitura do post foi produtiva, que tal conferir outras postagens do blog A Vida Plena e aproveitar para conferir a nossa seleção de produtos? Alguns deles podem ser usados para controlar os sintomas da rinite alérgica com bastante eficácia. Converse com o seu médico e não seja refém das suas crises!

Referências

1. Akhouri S, House SA. Allergic rhinitis [Internet]. Available from: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK538186/. Accessed January 25, 2024.

2. Rinite | Biblioteca Virtual em Saúde MS [Internet]. Available from: https://bvsms.saude.gov.br/rinite. Accessed January 25, 2024.

3. Bousquet J, et al. Allergic rhinitis. Nat Rev Dis Primers. 2020 Dec 3;6(1):1–17.

4. Borish L. Allergic rhinitis. J Allergy Clin Immunol. 2003 Dec;112(6):1021–1031.

5. Small P, Keith PK, Kim H. Allergic rhinitis. Allergy Asthma Clin Immunol. 2018 Sep;14(Suppl 2).

6. Testera-Montes A, et al. Diagnostic Tools in Allergic Rhinitis. Front Allergy. 2021 Sep 23;2.

7. Hermelingmeier KE, et al. Nasal Irrigation as an Adjunctive Treatment in Allergic Rhinitis: A Systematic Review and Meta-analysis. Am J Rhinol Allergy. 2012 Sep;26(5):e119–e125.