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Publicado em: 14 de dezembro de 2021
Assuntos abordados
Na meia-idade, mulheres e homens se deparam com alterações orgânicas que afetam sua função sexual.1
Para as mulheres, com o término do período reprodutivo temos a deficiência de estrogênio levando à atrofia vulvovaginal. Secura, irritação e prurido vulvovaginal, além de dor durante a relação sexual são os principais sintomas relacionados ao quadro atrófico.1
Com o passar dos anos, os homens apresentam aumento de prevalência de disfunção erétil e, em alguns casos, queda do hormônio masculino (androgênio).1
Além destes sintomas, as mulheres e homens também podem apresentar:
Para Nappi, a atrofia vaginal impacta negativamente na vida sexual de ambos os gêneros. A percepção masculina de que o ato sexual pode ser doloroso para parceira, leva o homem a diminuir a sua frequência ou até mesmo a evitar o sexo no intuito de não causar “sofrimento” a ela.1
A dor durante a relação sexual e o desconforto vaginal, na pós menopausa, costumam causar diminuição da libido e excitação, bem como ausência de orgasmo. Muitos homens interpretam tais sinais, como “não sendo mais interessantes” aos olhos da companheira, afetando sua autoestima. Estes paradigmas se perpetuam num ciclo vicioso e muitas vezes culminando no distanciamento do casal.1
O quadro abaixo mostra as principais queixas de homens e mulheres relacionados a sexualidade e atrofia vaginal.
Após o tratamento da atrofia vaginal, cerca de 60% dos casais relataram diminuição da dor durante as relações e quase metade referiu melhora na satisfação sexual.2
De acordo com a publicação da Sociedade Americana de Menopausa, a primeira linha de tratamento recomendada para atrofia vaginal em mulheres sexualmente ativas é o hidratante vaginal de longa duração.3 Este produto garante o alívio rápido dos sintomas de desconforto ao devolver água ao tecido vaginal, mantendo a integridade e elasticidade da vagina.4
Conforme exposto, fica claro o impacto negativo da atrofia vaginal nas esferas físicas e emocionais na vida da mulher na pós menopausa e de seu parceiro. A luz desse conhecimento, espera-se encorajar o diálogo aberto entre parceiros sobre o assunto, levando ao conhecimento de seu médico.
1. Jannini EA, Nappi RE. Couplepause: A New Paradigm in Treating Sexual Dysfunction During Menopause and Andropause. Sex Med Rev. 2018;6(3):384-395.
2. Nappi RE, Kingsberg S, Maamari R, Simon J. The CLOSER (CLarifying Vaginal Atrophy’s Impact On SEx and Relationships) survey: implications of vaginal discomfort in postmenopausal women and in male partners. J Sex Med. 2013;10(9):2232-2241.
3. The 2020 genitourinary syndrome of menopause position statement of The North American Menopause Society. 2020;27(9):976-992.
4. Sinha A, Ewies AA. Non-hormonal topical treatment of vulvovaginal atrophy: an up-to-date overview. 2013;16(3):305-312.
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