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Publicado em: 15 de agosto de 2023
Assuntos abordados
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Em tese, a ansiedade é um sentimento natural. Inclusive, ela é útil para nos manter alerta e oferecer proteção contra riscos, que, em maior ou menor grau, cercam nossa vida. Contudo, quando essa sensação passa a comprometer as atividades diárias e o bem-estar, pode ser sinal de que a pessoa esteja desenvolvendo o chamado Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG).1
Esse tipo de problema vem se tornando cada vez mais comum. De acordo com artigo publicado em 2019, em uma amostra de pouco mais de 1.900 adultos entre 19 e 35 anos, a prevalência de algum tipo de transtorno de ansiedade foi de 27,4%.2 Dentro desse montante, a agorafobia — um tipo de transtorno de ansiedade relacionado ao medo de ficar isolado em locais onde não é possível pedir ajuda — e o TAG foram os mais frequentes.2
Desse modo, reconhecer o problema é o primeiro passo. Neste artigo, apresentamos mais informações sobre os sintomas e as principais formas de tratamento do TAG. Confira!
Como já mencionado, o transtorno de ansiedade generalizado, ou apenas TAG, é um conhecido transtorno de ansiedade. Esse segmento compreende uma série de manifestações que compartilham alguns sintomas em comum, como medo, excesso de preocupação e algumas outras perturbações comportamentais relacionadas a essas condições.1
Os diversos transtornos de ansiedade se diferenciam sobretudo pelo objeto que causa o medo atrelado à condição, provocando os comportamentos descritos.1
Por isso, pode ser difícil diagnosticar de forma específica o TAG e é esperado que diferentes transtornos estejam lado a lado, como depressão maior.1 Seja como for, a principal característica do TAG é a preocupação excessiva e constante em torno de atividades ou acontecimentos comuns do dia a dia e que não afligem a maioria das pessoas.1
Assim como pode ser difícil diferenciar os diferentes tipos de transtornos de ansiedade, também não é simples separar o que seria um medo considerado natural daquele que alcança um grau patológico.
Por isso, para confirmar o diagnóstico, é preciso que essas sensações estejam acompanhadas de outras manifestações.1 Além disso, elas devem ser percebidas por ao menos 6 meses, na maior parte dos dias.1 Com isso em mente, os sintomas mais comuns são:1
É preciso levar em conta que a resposta apresentada é quase sempre desproporcional à situação presente. Quem deve fazer essa avaliação é o responsável pelo diagnóstico, levando em conta fatores contextuais. Além disso, as manifestações não podem ser melhor explicadas por outro transtorno mental ou pelo uso de determinada substância.1
Não existem causas bem determinadas para os quadros de Transtorno de Ansiedade Generalizada.
Uma vez que os mecanismos de produção e de reabsorção de neurotransmissores de serotonina e noradrenalina estão envolvidos na resposta do organismo ao estresse, acredita-se que desequilíbrios nessas áreas estejam associadas ao problema.3 Além disso, pode haver alguma contribuição de fatores hereditários: assim, quem tem histórico familiar de TAG na família tem mais chance de desenvolver o problema.1
No mais, assim como outros transtornos mentais (como a depressão), fatores individuais e psicológicos também podem contribuir para elevar a possibilidade de manifestação do TAG.1 Entre alguns deles estão adversidades na infância ou superproteção dos pais durante esse período. Outra possível contribuição estaria relacionada às características de personalidades com tendência a ter uma intolerância maior à incerteza e preocupação excessiva a evitar danos.1
Diante do estigma em torno de problemas mentais e da dificuldade em perceber como a ansiedade está atrapalhando as tarefas do dia a dia, pode ser difícil identificar o momento ideal de procurar ajuda profissional.
Dessa forma, o importante é perceber quando a sensação de preocupação e de medo estão afetando situações antes comuns.1 É preciso também considerar que a evolução da doença pode desencadear uma série de manifestações somáticas (como um ataque de pânico).3
Assim, o ideal é procurar a assistência de um médico psiquiatra e um psicólogo. Não há exames laboratoriais específicos para diagnosticar o TAG. O diagnóstico é confirmado por meio de avaliação clínica. Nesse processo, podem ser feitas avaliações sobre o histórico do paciente e eventuais transtornos psiquiátricos anteriores, incluindo o abuso de substâncias.3
O tratamento convencional para o TAG envolve o uso de medicamentos e sessões de terapia. Os antidepressivos das classes dos inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS) e inibidores seletivos de recaptação de noradrenalina são as opções mais adotadas.1
Em geral, as medicações são prescritas por ao menos 4 semanas para avaliar a eficácia de cada opção. No mais, após o controle dos sintomas, o médico deve avaliar a continuidade do tratamento por um período mínimo, que pode se estender por 12 meses ou mais. Só então é possível progredir para a retirada gradual dos fármacos3.
Além disso, medicamentos da classe dos benzodiazepínicos podem ser prescritos, sobretudo quando necessita-se de um efeito mais imediato sobre os sintomas3. Eles também são recursos valiosos em tratamentos de curto prazo3.
Por fim, existem evidências de que fitoterápicos à base de kava-kava, camomila e passiflora podem fornecer alívio nos sintomas. Apesar disso, não existe um consenso com relação às evidências de eficácia desses componentes. Além disso, não há certeza sobre potenciais riscos.4,5 Logo, sempre procure a orientação do seu médico.
Além da adesão ao tratamento proposto pelo médico e do engajamento nas sessões de terapia, a mudança de hábitos contribui para superar e controlar o quadro de TAG. Nesse sentido, uma das práticas mais eficazes é realizar atividades físicas.
É recomendado, inclusive, que essa mudança seja mencionada desde o primeiro momento no suporte ao paciente diagnosticado com ansiedade generalizada.6 Ainda que haja limitações, uma meta-análise (ou seja, a revisão de diversos estudos sobre o mesmo assunto) aponta que exercícios de alta intensidade apresentam melhores resultados para reduzir os sintomas ansiosos.6
Não há como negar como o Transtorno de Ansiedade Generalizada compromete a qualidade de vida de quem sofre com o problema. Por outro lado, é preciso sempre reafirmar que a condição tem tratamento, e este pode devolver ao paciente boa parte da sua capacidade de lidar com incertezas e inseguranças da vida. Com isso, ele consegue aproveitar o que ela tem de melhor, com saúde e bem-estar.
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Fontes consultadas:
1. American Psychiatric Association. DSM-5: Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. Artmed Editora, 2014.
2. Costa, CO; Branco, JC; Vieira, IS; Souza, LDM; Silva, RA. Prevalência de ansiedade e fatores associados em adultos. Jornal Brasileiro de Psiquiatria. 2019, 68(2): 92–100.
3. Munir S, Takov V. Generalized Anxiety Disorder. 2022 Oct 17. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2023 Jan–.
4. Lima, SS; Filho, ROL; Oliveira, GL. Aspectos farmacológicos da matricaria recutita (camomila) no tratamento do transtorno de ansiedade generalizada e sintomas depressivos. Visão Acadêmica. 2019, 20(2): 59-67.
5. Silva, MC; Souza, NB; Rocha, TS; Paixão, JA; Alcantara, AMCM. Utilização da piper methysticum (l.) e passiflora incarnata (l.) no tratamento de transtorno de ansiedade generalizada. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação. 2021b, 7(4), 959–973.
6. Aylett, E; Small, N; Bower, P. Exercise in the treatment of clinical anxiety in general practice – a systematic review and meta-analysis. BMC Health Services Research. 2018; 18:599.
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