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Publicado em: 22 de março de 2023
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Receber o diagnóstico de que um familiar idoso tem Alzheimer é sempre um momento difícil, já que se trata de uma doença sem cura e que incapacita o paciente à medida que evolui.1 Nesse sentido, as atividades de estimulação cognitiva são poderosas aliadas para retardar o processo demencial provocado pela enfermidade e permitir que a pessoa continue tendo autonomia em sua rotina.2
Conhecido por afetar a memória, o Alzheimer também ocasiona a perda de outras funções exercidas pelo cérebro, como orientação, atenção e linguagem. Dessa forma, conforme a doença evolui, a tendência é que o idoso vá perdendo a capacidade de realizar tarefas simples do seu dia a dia e, consequentemente, a sua autonomia. O estímulo cognitivo serve, justamente, para impedir que se instalem de forma acelerada.
Tem um familiar com Alzheimer? Neste post, vamos te mostrar as 4 principais atividades para estimular a capacidade cognitiva de quem enfrenta essa enfermidade. Confira!
O Alzheimer configura-se como uma patologia neurodegenerativa, o que significa que promove a degeneração progressiva dos neurônios. A doença está associada à idade, atingindo 10% dos idosos acima dos 65 anos e 40% das pessoas com mais de 80 anos. Entre os principais sintomas estão perda de memória progressiva, dificuldade de aprendizado e tomar decisões, mudanças de humor e alterações nas habilidades visuais e espaciais.1
A degeneração característica do Alzheimer prejudica as funções cognitivas da pessoa.1 De modo direto, a cognição consiste na capacidade que o ser humano tem de adquirir conhecimento, bem como desenvolver as suas emoções, o que ocorre por meio do raciocínio, linguagem e memória.2
Diante das consequências causadas pela doença surge a necessidade de utilizar estratégias de estímulo cognitivo que retardem o seu avanço. As atividades de estimulação cognitiva nada mais são do que exercícios que ajudam o paciente a ter uma vida mais próxima possível da autonomia, por tempo determinado.3
Em se tratando de estratégias que estimulam as funções cognitivas, fazem parte dessa categoria todas as atividades que de algum modo estimulam o funcionamento do cérebro e, consequentemente, de suas capacidades, como memória, atenção, raciocínio lógico, percepção e sensação.3
Para que você entenda a importância da estimulação cognitiva especificamente para pessoa com Alzheimer, antes é necessário entender como funciona a doença. Isso porque, ela é dividida em quatro fases.1 São elas:
Apesar de ser uma doença que não tem cura e que, inevitavelmente, se agrava com o passar do tempo, é possível retardar a evolução do Alzheimer. E é esse o papel das atividades de estimulação cognitiva, uma vez que visam promover a manutenção das funções cerebrais que até então estão preservadas.3
Ao ajudar o idoso a criar novas memórias ou lembrar de coisas corriqueiras do seu dia, por exemplo, pode-se permitir que ele tenha maior qualidade de vida e seja integrado ao ambiente do qual faz parte. Afinal, ele terá mais facilidade para interagir com entes queridos ou simplesmente para escovar os seus dentes e realizar demais tarefas básicas.3
Combinadas com o tratamento medicamentoso, as atividades de estimulação cognitiva para idosos são indispensáveis para potencializar as suas funções cerebrais e compensar as dificuldades apresentadas.3 Elas ajudam a evitar que a deterioração do intelecto do paciente ocorra rapidamente, deixando o paciente totalmente incapacitado. Veja, a seguir, algumas das principais atividades que o cuidador pode praticar com quem tem Alzheimer.
É importante ressaltar que a atividade escolhida deve estar de acordo com o estágio da enfermidade em que o idoso se encontra. Caso a pessoa ainda enxergue bem, você pode chamá-la para escolher o feijão, por exemplo, que é uma tarefa bastante simples, mas que requer que ela mantenha a atenção para selecionar os grãos sadios.3
Para aqueles pacientes que estão na fase inicial do Alzheimer, a sugestão é estimulá-los a fazer cálculos simples. Peça que o idoso conte quantas pessoas vão se sentar à mesa para fazer uma determinada refeição e, a partir daí, separe o número de talheres para todos. Independentemente da atividade, é necessário prezar pela segurança do idoso, ficando de olho para que não se corte, se queime no fogão ou carregue objetos pesados.3
As fotografias capturam não só momentos, mas também lembranças afetivas. Por isso, elas são ótimas ferramentas para trabalhar com as pessoas com Alzheimer, devendo ser espalhadas pela casa a partir de álbuns e porta-retratos. O ideal é que as imagens sejam colocadas nos ambientes que o idoso mais fica, como no seu quarto e na sala.3
Selecione as fotografias de momentos marcantes, como casamentos, aniversários e viagens. O cuidador deve sentar-se com o paciente e fazer elogios às fotos, falar sobre as suas recordações daqueles momentos e perguntar o que ele se lembra, como o que estava acontecendo, quais eram as características do lugar, entre outras coisas.3
A finalidade desse exercício é ajudar a pessoa e reviver os acontecimentos registrados nas fotografias, estimulando a sua capacidade de memória. Quanto mais as imagens mostrarem momentos de felicidade e pessoas amadas, mais recordações poderão despertar.3
Conforme a doença vai evoluindo, o idoso vai apresentando mais dificuldade para se localizar no tempo.4 Assim, uma boa ideia é fixar um calendário grande no quarto e deixá-lo bem visível, como na porta, o que o auxilia a se localizar no espaço-temporal.
Todo o dia pela manhã, peça para que o paciente faça um círculo na data que corresponde ao dia que vocês estão. Quando ele for dormir, peça novamente para que faça um ‘’X’’ dentro do círculo, a fim de marcar que aquele dia acabou. Caso a pessoa tenha dúvidas sobre qual dia é, você poderá levá-la até o calendário para que relembre a data certa.3
Escrever o nome do objeto em um papel e colar em sua superfície é uma dica bastante funcional para que a pessoa se lembre das funções das coisas. Pode-se fazer isso com a escova de cabelo, escova de dente, televisão, ar-condicionado, entre outros objetos que o idoso usa com frequência em sua rotina.3
Quando estiver por perto do paciente você pode pegar a escova de cabelo, por exemplo, e perguntar ‘’Como é o nome disso?’’ ‘’Você acredita que não estou conseguindo me lembrar agora?’’ ‘’Para que ele pode ser utilizado mesmo?’’. Procure fazer as perguntas de uma forma natural e bem-humorada para que o idoso não se sinta testado, o que pode irritá-lo.
Quanto antes a estimulação cognitiva for iniciada, mais facilidade ele terá para preservar o seu intelecto. Sendo assim, é recomendado que ela seja realizada desde o diagnóstico positivo para o Alzheimer. A aplicação desses estímulos contribui para estabilizar ou melhorar o quadro clínico do paciente, contribuindo para que ele se mantenha funcional.5
É preciso dizer que as atividades de estimulação devem ser feitas juntas ao tratamento medicamentoso e reabilitação, que são prescritos pelo médico responsável pelo paciente. Elas são um recurso adicional para que a pessoa viva com mais qualidade.3
Outra questão importante é que nós não precisamos esperar a idade chegar para estimular o nosso cérebro, na verdade, ele deve ser estimulado ao longo de toda a vida para evitar desafios na terceira idade.4
Viver com Alzheimer é um desafio tanto para o paciente quanto para a sua família. Porém, existem alternativas de tratamento que, apesar das dificuldades enfrentadas, colaboram para que o idoso tenha uma vida digna e repleta de amor. Lembre-se de que #AlzheimerSeTrata.
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Referências:
1. Sereniki A, Vital MABF. A doença de Alzheimer: aspectos fisiopatológicos e farmacológicos. Rev Psiquiatr RS. 2008;30(Suppl 1).
2. Mansur LL, Carthery MT, Caramelli P, et al. Linguagem e cognição na doença de Alzheimer. Psicol: Reflexão e Crítica. 2005;18(3):300-307.
3. Cruz TJP, Sá SPC, Lindolpho MC, et al. Estimulação cognitiva para idoso com doença de Alzheimer realizada pelo cuidador. Rev Bras Enferm. 2015;68(3).
4. Peixoto CTS. Saúde mental: um enfoque voltado para a prevenção da demência de Alzheimer. IntJ Health Manag. 2021;7(3):1-20.
5. Spector A, Woods B, Orrell M. Cogntive stimulation for the treatment of Alzheimer’s disease. Expert Rev. Neurotherapeutics. 2008;8(5):751–757.
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