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Publicado em: 31 de dezembro de 2024
Assuntos abordados
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Acha que está com depressão ou recebeu esse diagnóstico recentemente? Então, preste atenção no que falaremos a seguir: você não está só, e isso não tem nada a ver com frescura! A depressão é uma doença como qualquer outra e precisa de tratamento específico para que haja melhora nos sintomas.1
Isso também é válido caso você conheça alguém que está passando por isso. O tratamento da depressão é indispensável e abandoná-lo pode trazer riscos e complicações.2-4 Por isso, não desista: há soluções que podem ajudar você nesse momento.1
Gostaria de entender mais sobre o assunto? Continue a leitura, descubra mais sobre a depressão e veja por que abandonar o tratamento não é uma boa ideia.
Antes de falarmos sobre o tratamento para essa condição, é importante que você entenda o que é a depressão. Compreender o momento que você está passando é o primeiro passo para buscar cuidados médicos.
A depressão, também conhecida como transtorno depressivo, é uma condição mental caracterizada por um humor persistentemente deprimido ou pela perda de prazer na realização de atividades que outrora eram prazerosas.1
Por conta disso, a depressão pode afetar todos os aspectos da vida de uma pessoa, incluindo relacionamentos, trabalho e outras áreas.1
Vamos conferir mais informações?
Afinal, quais são os sinais clássicos de crises depressivas? Durante esse tipo de episódio, o sintoma mais comum é a pessoa experimentar um humor deprimido, caracterizado por sentimentos de tristeza, irritabilidade e/ou vazio.1
Esses episódios duram a maior parte do dia, quase todos os dias, por pelo menos 2 semanas.1 A partir daí, é acendido o alerta de que algo pode estar errado.
No entanto, esses não são os únicos sintomas comuns. Confira outros:1
De modo geral, a depressão pode ser categorizada em subtipos, de acordo com padrões do episódio depressivo.1
O transtorno depressivo de episódio único se refere ao primeiro e único episódio da doença.1
O transtorno depressivo recorrente é caracterizado por uma história com, pelo menos, dois episódios depressivos.1
O transtorno bipolar envolve episódios depressivos alternando com períodos de sintomas maníacos, que incluem euforia e aumento de atividade ou energia.1 Além disso, podem existir sintomas como irritabilidade, autoestima elevada, distração, comportamentos impulsivos, entre outros.5
A depressão surge a partir da interação de fatores sociais, psicológicos e biológicos. Sendo assim, algumas possíveis causas são:1
Agora, vamos entender como é feito o tratamento dessa doença e quais abordagens estão disponíveis!
Muitos tipos e classes de medicamentos podem ser usados para tratar a depressão, dependendo da situação.6
Um exemplo clássico é o dos inibidores seletivos da recaptação de serotonina. Eles são os medicamentos de primeira linha para a depressão de início tardio e têm a vantagem da fácil dosagem e da baixa toxicidade em caso de overdose.6
Os inibidores da recaptação da serotonina e noradrenalina também são muito comuns, sendo uma boa escolha para casos não responsivos ao primeiro grupo de medicamentos que mencionamos.6
Depois, temos os antidepressivos atípicos, que são eficazes em monoterapia para o transtorno depressivo maior e podem ser usados em terapia combinada para casos mais difíceis de tratar.6
Esse é um tratamento altamente eficaz para a depressão. Pode apresentar um início de ação mais rápido do que os medicamentos, com benefícios frequentemente observados dentro de uma semana.6
Por isso, as indicações incluem:6
A terapia feita com psicólogos é outro tratamento padrão ouro para a depressão. Uma das psicoterapias mais comumente empregadas é a Terapia Cognitivo-comportamental (TCC), que ajuda os indivíduos a identificar e modificar padrões de pensamento e comportamento.6
A TCC é considerada eficaz para pessoas de todas as idades, assim como na prevenção de recaídas, especialmente em pacientes mais velhos.6
Agora, é possível que você esteja se perguntando quais são os riscos de parar o tratamento da depressão. Já adiantamos que são vários os motivos para não interromper o tratamento sem orientação médica.
Um deles é a alta incidência de incapacidade. A depressão é uma das principais causas de deficiência funcional no mundo. Isso significa que ela afeta negativamente a vida do paciente e faz com que ele deixe de fazer as coisas que deveria fazer.2
Além do impacto na qualidade de vida, as pessoas com depressão não tratada apresentam maiores riscos de desenvolver:2
Por isso, é importante que você nunca abandone o seu tratamento sem suporte médico.4 Como vimos, há muitas opções de medicamentos e abordagens que podem ser tentadas. Por isso, é possível ajustar o tratamento de acordo com as necessidades e demandas de cada paciente, sempre em busca de melhores resultados.6,7
Outro alerta é que os antidepressivos devem passar por uma fase de desmame. Parar de tomar esses medicamentos de forma abrupta pode gerar o que é conhecido como síndrome do descontinuamento do antidepressivo, que traz sintomas como:8
Agora que você sabe da importância do acompanhamento médico para depressão, é hora de entender como pode se preparar para seguir o tratamento e não o abandonar.
A primeira dica é: sempre fale com o seu médico. Entenda quais são as consequências de largar os seus cuidados e converse sobre possíveis mudanças na abordagem proposta.
A segunda recomendação é: se cuide! O autocuidado também faz parte do tratamento e deve ser levado a sério.1
A seguir, confira algumas orientações que podem ajudar nesse momento:1
Além disso, é importante conversar com pessoas em quem você confia e, mais importante ainda, com profissionais da saúde. Também não se esqueça de que, em caso de pensamentos suicidas, é fundamental buscar ajuda urgentemente.1
Nesses casos, você pode ligar para o Centro de Valorização da Vida (disque 188, número disponível 24 horas por dia e sem custos por ligação). Os atendentes também podem conversar com você por chat ou pessoalmente, caso prefira.
Além disso, é possível se deslocar até qualquer serviço de emergência. Vá ao centro de atendimento médico mais próximo de sua casa e relate o que está acontecendo. Os profissionais cuidarão de você e farão o encaminhamento para o setor adequado, tudo bem?
Como vimos, o tratamento da depressão é algo indispensável para qualquer pessoa que lide com essa condição. Por isso, não desista! Tenha um diálogo aberto com os profissionais que cuidam do seu caso e continue firme nessa batalha. Você vai vencer!
Para saber mais sobre a depressão e outros transtornos psicoemocionais, além de ter acesso a dicas para cuidar do seu bem-estar mental, acesse o blog A Vida Plena! Até a próxima!
Referências:
1. World Health Organization. Depressive disorder (depression) [Internet]. 2023 [acesso em 12 ago 2024]. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/depression.
2. Bains N, Abdijadid S. Major Depressive Disorder. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2023 [acesso em 12 ago 2024]. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK559078.
3. Chan J, Natekar A, Einarson A, Koren G. Risks of untreated depression in pregnancy. Can Fam Physician. 2014;60(3):242–3.
4. Brasil, Ministério da Saúde. Depressão [Internet]. [acesso em 12 ago 2024]. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/d/depressao.
5. American Psychiatric Association. DSM-5: Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. 5ª ed. Porto Alegre: Artmed Editora; 2014
6. Chand SP, Arif H. Depression.In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2023 [acesso em 12 ago 2024]. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK430847/.
7. Lam RW, McIntyre RS, Michalak EE, et al. Canadian Network for Mood and Anxiety Treatments (CANMAT) 2023 update on clinical guidelines for management of major depressive disorder in adults: Réseau canadien pour les traitements de l’humeur et de l’anxiété (CANMAT) 2023: mise à jour des lignes directrices cliniques pour la prise en charge du trouble dépressif majeur chez les adultes. Can J Psychiatry. 2024;69(9):641-687.
8. Gabriel M, Sharma V. Antidepressant discontinuation syndrome. CMAJ. 2017;189(21):E747–7.
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