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Mulher negra consultando com psicologa

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De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS), o Brasil é o país com mais casos de depressão na América Latina. Esse transtorno se caracteriza por sentimentos negativos e que duram, pelo menos, duas semanas. Os prejuízos causados afetam a capacidade do indivíduo de comer, socializar, trabalhar, estudar, dormir etc.1

Um dos sintomas desse transtorno que acompanha a humanidade ao longo de sua história é a ansiedade.2 Inclusive, a ansiedade associada à depressão é um achado clínico comum. Nesses casos, a síndrome recebe o nome de depressão ansiosa, que é clinicamente considerada um subtipo de transtorno depressivo maior (TDM) e mais difícil de tratar.3

Gostaria de saber mais sobre o assunto? Então, continue a leitura para entender mais sobre os sintomas, as características e o tratamento dos quadros de ansiedade, depressão e depressão ansiosa!

O que é depressão?

A depressão é classificada como um distúrbio afetivo que se caracteriza pela presença frequente pessimismo, baixa autoestima, tristeza e outros sentimentos que podem se combinar entre si.2

Vale frisar que a depressão não é “frescura”. Pelo contrário: trata-se de uma doença séria que demanda acompanhamento médico para que a pessoa afetada receba o diagnóstico e o tratamento adequados. Continue a leitura para entender mais sobre essa condição de saúde mental!

Causas

Existem evidências de que a depressão provoca alterações químicas no cérebro do indivíduo, especialmente nos neurotransmissores como serotonina, noradrenalina e dopamina, que regulam o humor e as emoções.2

Essas mudanças afetam a comunicação entre as células nervosas e podem resultar em sintomas depressivos. Embora fatores genéticos desempenhem um papel importante, eventos estressantes da vida também podem desencadear ou exacerbar a depressão em pessoas predispostas.2

Sintomas

Agora, é hora de você conhecer alguns dos principais sintomas da depressão. Confira!

Humor depressivo ou irritabilidade, ansiedade e angústia2

Os sentimentos de tristeza profunda, desesperança e irritabilidade são características marcantes da depressão. O indivíduo pode se sentir constantemente para baixo e desmotivado. A ansiedade e a angústia também podem estar presentes, contribuindo para o desconforto emocional.

Desânimo, cansaço fácil, necessidade de maior esforço para fazer as coisas2

A falta de energia e a sensação de fadiga são comuns na depressão. As tarefas cotidianas podem parecer esmagadoras e exigir um esforço significativo, mesmo aquelas que antes eram simples.

Diminuição ou incapacidade de sentir alegria e prazer2

Uma das características mais impactantes da depressão é a anedonia, a incapacidade de experimentar prazer em atividades que antes eram gratificantes. Isso pode levar à perda de interesse em hobbies, relacionamentos e outras fontes de satisfação.

Desinteresse, falta de motivação e apatia2

A falta de interesse e motivação é uma manifestação comum da depressão. O indivíduo pode se sentir desinteressado em relação ao futuro e incapaz de se envolver em atividades significativas. Portanto, tende a se isolar socialmente.

Falta de vontade e indecisão2

A depressão pode prejudicar a capacidade de tomar decisões, levando à indecisão e à hesitação em relação a questões simples do dia a dia. Isso pode aumentar a sensação de incapacidade e frustração.

Sentimentos negativos

A depressão é frequentemente acompanhada por uma miríade de sentimentos negativos, incluindo medo, insegurança, desesperança, vazio e desamparo. O indivíduo também pode ter ideias frequentes e desproporcionais de culpa, desejar morrer, planejar ou mesmo tentar suicídio.2

Esses sintomas emocionais são frequentemente acompanhados por manifestações físicas e cognitivas, como dificuldade de concentração, alterações no sono e no apetite, dores corporais e outros sintomas físicos não justificados por questões médicas (prisão de ventre, azia, má digestão, diarreia etc.).2

Essa combinação de sintomas pode causar um impacto significativo na vida diária e no bem-estar geral do indivíduo, interferindo nas relações interpessoais, no desempenho acadêmico ou profissional e na qualidade de vida.

Diagnóstico

O diagnóstico da depressão é predominantemente clínico e baseado na avaliação médica completa do paciente, que inclui a coleta detalhada da história clínica e a realização de um exame do estado mental. Sendo assim, não há exames laboratoriais específicos para diagnosticar a depressão.4

O médico pode usar ferramentas padronizadas, como questionários de avaliação de sintomas depressivos, para auxiliar no diagnóstico. Além disso, é essencial descartar outras condições médicas que estejam contribuindo para essas manifestações.

Tratamento

O tratamento da depressão geralmente envolve uma abordagem combinada de medicamentos e psicoterapia. Os antidepressivos são escolhidos com base no tipo de depressão, nos históricos médico e familiar, na resposta prévia ao tratamento e em outras condições clínicas do paciente.4

A psicoterapia, por sua vez, ajuda na reestruturação psicológica do paciente, no aumento da sua compreensão sobre o processo e na resolução de conflitos, o que ameniza o impacto causado pelo estresse.2

A adesão ao tratamento é crucial para o seu sucesso. Inclusive, cerca de 90-95% dos pacientes experimentam remissão total dos sintomas com o tratamento adequado.4

menina deitada na cama, abraçada no travesseiro e trise, sem emovação

O que é ansiedade?

Agora, é hora de você entender o que é a ansiedade. De modo geral, trata-se de uma parte normal da experiência humana, que surge quando nos preocupamos com coisas como dinheiro, saúde ou problemas familiares.5

No entanto, há os quadros de transtornos de ansiedade, em que esse sentimento vai além do medo ou de uma preocupação temporária. Ele não desaparece e pode piorar com o tempo, interferindo nos relacionamentos e em atividades diárias como desempenho no trabalho e nos estudos.5

Causas

As descobertas científicas indicam que as causas da ansiedade estão associadas a fatores genéticos e ambientais.5 Saiba mais, a seguir!

Fatores genéticos

Pesquisas indicam que a predisposição genética desempenha um papel importante no desenvolvimento de transtornos de ansiedade. Pessoas com histórico familiar de ansiedade têm maior probabilidade de desenvolver o distúrbio.5

Fatores ambientais

Exposição a eventos estressantes, traumáticos ou negativos na vida, como abuso físico, emocional ou sexual, perda de entes queridos, divórcio, problemas financeiros ou problemas de saúde graves, pode aumentar o risco de desenvolver ansiedade.5

Condições socioeconômicas desfavoráveis, como pobreza, falta de acesso a recursos ou ambientes violentos, também podem contribuir para o desenvolvimento do problema.6

Temperamento e personalidade

Algumas características de personalidade, como timidez, perfeccionismo, baixa autoestima ou tendência ao pensamento negativo, podem aumentar a vulnerabilidade à ansiedade.5

Condições de saúde

Certas condições médicas, como problemas cardíacos, síndromes psicológicas ou questões que afetam o sistema endócrino (distúrbios da tireoide, por exemplo), podem desencadear ou agravar os sintomas de ansiedade.5

Desregulação neuroquímica

Alterações nos neurotransmissores do cérebro, como serotonina, dopamina e noradrenalina, têm sido associadas a distúrbios de ansiedade. Desequilíbrios nessas substâncias químicas podem afetar o processamento de emoções e a regulação do humor, contribuindo para o surgimento do problema.7

Estresse crônico

A exposição prolongada ao estresse crônico, devido a situações pessoais, profissionais ou ambientais, pode desencadear e perpetuar a condição. O estresse crônico pode sobrecarregar os sistemas de adaptação do corpo, levando a sintomas de ansiedade.5

Sintomas

Os sintomas da ansiedade podem ser classificados entre físicos, emocionais, cognitivos e comportamentais. Os físicos envolvem sinais como batimentos cardíacos acelerados, sudorese (suor) excessiva, dores no peito e de cabeça, entre outros.5

Quanto aos emocionais, é possível citar questões como a inquietação e o nervosismo, que são muito prevalentes. Além disso, a dificuldade de concentração, a irritabilidade e a sensação de medo ou apreensão podem estar presentes.5

Por fim, há os sintomas comportamentais e cognitivos. Entre eles, podemos elencar:

  • prática de evitar situações;
  • dificuldade em fazer contato visual;
  • procrastinação ou evitação de atividades desafiadoras;
  • comportamentos repetitivos;
  • preocupações excessivas ou irracionais;
  • dificuldade em adormecer;
  • pesadelos;
  • sensação de cansaço mesmo após uma noite de sono.5

Diagnóstico

Assim como nos casos de depressão, o diagnóstico dos transtornos de ansiedade é clínico. Não há exames feitos para identificar esse tipo de problema, mas apenas para eliminar outras possíveis causas para os sintomas.8

Tratamento

O tratamento da ansiedade geralmente envolve uma combinação de psicoterapia, medicamentos ou ambos, dependendo das necessidades de cada pessoa.5

Quais são os subtipos da depressão?

De modo geral, a depressão é dividida em subtipos. E eles são importantes para a identificação do melhor tratamento e da escolha da abordagem mais adequada para cada paciente.3 Continue a leitura para saber quais são as variantes do transtorno!

Distimia

Também conhecida como transtorno distímico, é uma forma mais leve, mas crônica, de depressão. Os sintomas incluem humor deprimido na maior parte do dia, quase todos os dias, por pelo menos dois anos.4

Depressão endógena

Esse subtipo é caracterizado pela predominância de sintomas típicos da depressão, como desânimo e tristeza profunda, falta de prazer nas atividades cotidianas, lentificação dos movimentos e pensamentos, além de queixas de esquecimento, perda de apetite e de peso.4

Depressão atípica

Nesse tipo de depressão, os sintomas são atípicos em relação ao padrão tradicional. Em vez de perda de apetite, a pessoa pode sentir mais vontade de comer e, consequentemente, ganhar peso.4

Depressão sazonal

Também conhecido como transtorno afetivo sazonal (TAS), esse subtipo está relacionado com mudanças sazonais no ciclo de luz. Geralmente, ocorre durante os meses de outono e inverno, quando há menos exposição à luz solar.4

Depressão psicótica

Nesse subtipo, os sintomas depressivos são acompanhados por sintomas psicóticos, como delírios (crenças falsas e irracionais) e alucinações (percepções sensoriais falsas). Os delírios podem envolver temas de culpa, punição ou autoacusação, enquanto as alucinações auditivas são as mais comuns.4

Depressão secundária

Caracteriza-se por síndromes depressivas associadas ou provocadas por outras condições clínicas — como câncer, diabetes ou doenças cardíacas — ou pelo uso de certos medicamentos.4

Depressão bipolar

Também conhecido como transtorno bipolar ou transtorno afetivo bipolar, esse subtipo envolve episódios de depressão que alternam com episódios de mania ou hipomania. Os episódios depressivos podem ser semelhantes aos da depressão unipolar, mas também apresentar características específicas da bipolaridade, como aumento da energia e atividade, humor eufórico ou irritável e comportamento impulsivo.4,9

Depressão ansiosa

Esse subtipo é caracterizado pela coexistência de sintomas ansiosos e depressivos, sem que um conjunto de sintomas predomine sobre o outro.9 Os sintomas de ansiedade, como preocupação excessiva, tensão muscular e irritabilidade, podem se sobrepor aos sintomas de depressão, tornando o diagnóstico e o tratamento mais desafiadores.3

Quais são os subtipos da ansiedade?

Agora, por que não conhecer os subtipos da ansiedade antes de partirmos para a explicação sobre depressão ansiosa? Continue e confira os principais!

Transtorno de ansiedade generalizada (TAG)

A TAG envolve um sentimento persistente de ansiedade ou preocupação que pode interferir na vida diária. Pessoas com esse problema experimentam ansiedade frequente por meses ou mesmo anos.5

Transtorno de pânico

Caracterizado por ataques de pânico frequentes e inesperados. Esses ataques são períodos súbitos de intensa sensação de medo, desconforto ou perda de controle, mesmo na ausência de perigo claro.5

Transtorno de ansiedade social

Refere-se a um medo intenso e persistente de ser observado e julgado. Para algumas pessoas, esse medo pode ser tão intenso que parece estar além do controle delas, interferindo em atividades cotidianas como trabalho, escola ou interações sociais.5

Transtornos relacionados a fobias

Fobias são medos intensos ou aversões a objetos ou situações específicas. Embora seja normal sentir ansiedade em algumas circunstâncias, o medo sentido por pessoas com fobias é desproporcional ao perigo real representado pela situação ou pelo objeto.5

O que é depressão ansiosa?

A depressão ansiosa, também conhecida como transtorno misto ansioso e depressivo (TMAD), é uma condição em que os sintomas de ansiedade e depressão coexistem em intensidade semelhante.9

Em outras palavras, como dissemos, os pacientes apresentam uma combinação de sintomas ansiosos e depressivos, sem que um conjunto de sintomas predomine sobre o outro.9

Como acontecem os transtornos mistos?

Os episódios mistos, presentes nesse tipo de transtorno, têm características diferentes das observadas em outros tipos de depressão e ansiedade. Eles são caracterizados pela presença simultânea de sintomas de ansiedade e depressão na maioria dos dias, por pelo menos duas semanas.10,11

Nesses episódios, é comum observar um humor deprimido, falta de interesse ou prazer em atividades e outros sintomas típicos da depressão, como sentimentos de desesperança e baixa autoestima. Ao mesmo tempo, os pacientes experimentam preocupações intensas, nervosismo, inquietação e outros sintomas de ansiedade.11

Outro detalhe importante é que, embora os sintomas de ansiedade e depressão estejam presentes, nenhum conjunto de sintomas é suficiente para justificar um diagnóstico separado de transtorno depressivo maior, distimia ou transtorno de ansiedade específico.11

Apesar disso, os pacientes com episódios mistos podem experimentar significativo sofrimento psicológico e funcional, interferindo em várias áreas da vida, como trabalho, relacionamentos e atividades diárias.11

Diagnóstico

O diagnóstico dos episódios mistos é feito com base em critérios específicos, que incluem a presença de sintomas depressivos e ansiosos durante um período mínimo de duas semanas, sem predominância clara de um sobre o outro.11

É importante excluir a possibilidade de outros transtornos, como transtorno bipolar, transtornos de ansiedade específicos ou transtornos relacionados ao uso de substâncias, que poderiam explicar os sintomas.11

Qual o tratamento indicado para a depressão ansiosa?

Além de tudo isso, é importante que você entenda como é feito o tratamento da depressão ansiosa. Assim como em outros tipos de transtornos psicológicos, a abordagem é pautada na implementação de estratégias medicamentosas e não farmacológicas.11

Confira a seguir!

Tratamento medicamentoso

Para casos não complicados e necessidade de controle rápido dos sintomas de ansiedade, os benzodiazepínicos podem ser prescritos. Antidepressivos (como os inibidores seletivos da recaptação de serotonina e inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina) também são úteis.11

Vale ressaltar que episódios mistos de ansiedade e depressão podem exigir uma abordagem específica quando a depressão ansiosa ocorre em pacientes com transtorno bipolar. Nesses casos, a estratégia terapêutica pode ser ajustada para incluir estabilizadores de humor. É essencial ter cautela, já que alguns remédios podem aumentar a ciclagem nesses indivíduos.11

Tratamento não farmacológico

Além do uso de fármacos, é importante ressaltar que esses pacientes podem se beneficiar de abordagens que vão além dos remédios.

Uma das principais é a terapia. Vertentes como a terapia cognitivo-comportamental (TCC) têm se mostrado eficazes no tratamento da ansiedade e depressão, oferecendo técnicas para identificar e modificar padrões de pensamento negativos e comportamentos disfuncionais.10

Além disso, participar de grupos de apoio ou terapia em grupo pode fornecer suporte emocional e compartilhamento de experiências entre os pacientes, ajudando a reduzir o isolamento e a promover a recuperação.11

Por fim, mudanças no estilo de vida são essenciais. Como exemplo, podemos citar a prática regular de exercícios físicos, uma dieta balanceada, sono adequado e técnicas de relaxamento, como meditação e yoga. Tais alterações podem ajudar a reduzir os sintomas de ansiedade e depressão.11

É possível prevenir a depressão ansiosa?

Prevenir a depressão envolve uma abordagem que visa promover o bem-estar emocional e físico.4 Aqui estão algumas medidas que podem ajudar a prevenir a depressão. Confira!

Manter uma dieta equilibrada4

Consumir alimentos nutritivos é muito importante para a saúde de todo o corpo, inclusive a mental. Isso inclui frutas, vegetais, grãos integrais, proteínas magras e gorduras saudáveis, tudo bem? Assim, você pode ter os nutrientes necessários para o funcionamento adequado do corpo e do cérebro.

Praticar atividade física regularmente4

O exercício físico regular não só beneficia a saúde física, mas também tem um impacto positivo na saúde mental, ajudando a reduzir o estresse, a ansiedade e a depressão.

Combater o estresse4

Reserve tempo na sua agenda para atividades que lhe tragam prazer e relaxamento, como hobbies, meditação, yoga ou simplesmente passar tempo com amigos e familiares.

Evitar o consumo de álcool e drogas ilícitas4

O abuso de álcool e o uso de drogas ilícitas podem aumentar o risco de desenvolver depressão e piorar os sintomas em pessoas que já sofrem da doença.

Diminuir as doses diárias de cafeína4

O consumo excessivo de cafeína pode aumentar a ansiedade e perturbar o sono, o que pode contribuir para problemas de saúde mental, incluindo a depressão.

Manter uma rotina de sono regular4

Ter uma rotina de sono consistente, incluindo horários regulares para dormir e acordar, pode ajudar a promover um sono de melhor qualidade, o que é crucial para a saúde mental.

Como a Libbs pode ajudar?

A Libbs tem um compromisso contínuo em fornecer opções de tratamento eficazes e seguras para pacientes que sofrem de transtornos como a depressão ansiosa e outras alterações psicoemocionais. Por isso, nós podemos ajudar!

Dois medicamentos importantes oferecidos pela Libbs para ajudar nesse aspecto são da classe dos inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS), que são comprovadamente eficazes no tratamento desses transtornos.

Eles ajudam a aliviar os sintomas debilitantes associados à ansiedade, como preocupação excessiva, medo intenso e ataques de pânico, permitindo que os pacientes recuperem o controle sobre suas vidas. Para isso, ajustam os níveis de certos neurotransmissores no cérebro, promovendo um equilíbrio saudável que pode reduzir a ansiedade e melhorar o humor.12

Uma das vantagens desses medicamentos é sua eficácia comprovada, apoiada por uma ampla base de evidências científicas. Além disso, costumam ser bem tolerados pelos pacientes, com efeitos colaterais geralmente leves e transitórios. Isso significa que o indivíduo pode se beneficiar do tratamento sem enfrentar preocupações significativas com efeitos adversos.12

Outra vantagem é a conveniência, pois esses medicamentos são administrados normalmente uma vez ao dia, facilitando a adesão dos pacientes ao regime de tratamento.13 Além disso, podem ser prescritos em diferentes doses, permitindo uma abordagem personalizada que atenda às necessidades de cada paciente.

Em resumo, os medicamentos oferecidos pela Libbs da classe dos ISRS são uma opção confiável e eficaz para o tratamento dos transtornos de ansiedade. Eles ajudam os pacientes a recuperar o controle sobre suas vidas, proporcionando alívio dos sintomas debilitantes da ansiedade e melhorando sua qualidade de vida geral.12,13

No entanto, não se esqueça: converse com seu médico para entender qual é a melhor abordagem para o seu caso. Cada paciente é único, assim como as necessidades dele para um tratamento realmente eficaz e duradouro.

Como vimos, o tratamento da depressão ansiosa envolve uma abordagem integrada que combina farmacoterapia, terapia psicológica e mudanças no estilo de vida. Os objetivos são aliviar os sintomas, melhorar o funcionamento diário e prevenir a exacerbação dos transtornos psiquiátricos subjacentes.

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Referências:

1. Ministério da Saúde. Na América Latina, Brasil é o país com maior prevalência de depressão. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/setembro/na-america-latina-brasil-e-o-pais-com-maior-prevalencia-de-depressao. Acesso em: 06 abr. 2024.

2. Ministério da Saúde. Biblioteca Virtual em Saúde. Depressão. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/depressao-4/. Acesso em: 06 abr. 2024.

3. IONESCU, D. F. et al. Pharmacologic Treatment of Dimensional Anxious Depression. The Primary Care Companion For CNS Disorders, 29 maio 2014. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4195641/. Acesso em: 06 abr. 2024.

4. Ministério da Saúde. Depressão. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/d/depressao. Acesso em: 06 abr. 2024.

5. National Institute of Mental Health. Anxiety Disorders. Disponível em: https://www.nimh.nih.gov/health/topics/anxiety-disorders. Acesso em: 06 abr. 2024.

6. DABKOWSKA, M.; DABKOWSKA-MIKA, A. Risk Factors of Anxiety Disorders in Children. [s.l.] IntechOpen, 2015. Disponível em: https://www.intechopen.com/chapters/48919. Acesso em: 06 abr. 2024.

7. MARTIN, E. I. et al. The Neurobiology of Anxiety Disorders: Brain Imaging, Genetics, and Psychoneuroendocrinology. Psychiatric Clinics of North America, v. 32, n. 3, p. 549–575, set. 2009.

8. NHS. Diagnosis – Generalised anxiety disorder in adults. Disponível em: https://www.nhs.uk/mental-health/conditions/generalised-anxiety-disorder/diagnosis/. Acesso em: 06 abr. 2024.

9. National Institute of Mental Health. Bipolar Disorder. Disponível em: https://www.nimh.nih.gov/health/topics/bipolar-disorder. Acesso em: 06 abr. 2024.

10. Governo de Santa Catarina. Rede de Atenção Psicossocial – RAPS. Transtornos depressivos: protocolo clínico. Disponível em: https://www.saude.sc.gov.br/index.php/documentos/atencao-basica/saude-mental/protocolos-da-raps/9191-transtornos-depressivos-clinico/file. Acesso em: 06 abr. 2024.

11. MÖLLER, H.-J. et al. The relevance of “mixed anxiety and depression” as a diagnostic category in clinical practice. European Archives of Psychiatry and Clinical Neuroscience, v. 266, n. 8, p. 725–736, 22 mar. 2016.

12. NHS. Overview – SSRI antidepressants. Disponível em: https://www.nhs.uk/mental-health/talking-therapies-medicine-treatments/medicines-and-psychiatry/ssri-antidepressants/overview/. Acesso em: 06 abr. 2024.

13. CHU, A.; WADHWA, R. Selective serotonin reuptake inhibitors. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK554406/. Acesso em: 06 abr. 2024.

Parágrafos não referenciados correspondem à opinião e/ou prática clínica do autor.