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Publicado em: 22 de agosto de 2023
Assuntos abordados
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Aflição, angústia e preocupações constantes são sintomas que perseguem as pessoas que sofrem de ansiedade.1 Embora seja um fenômeno natural do organismo humano, essa questão pode se tornar patológica, afetando o nosso funcionamento mental e corporal.1 Nesse sentido, o tratamento para ansiedade é fundamental e ajuda muito a retomar a qualidade de vida.
A ansiedade e os demais tipos de transtorno mental, como depressão, têm sido assuntos recorrentes na sociedade moderna, tendo inclusive um mês dedicado à atenção e à conscientização a esses problemas, o Setembro Amarelo, que também visa a prevenção ao suicídio. Nada melhor do que aproveitar este período para mostrar que, com os cuidados certos, você pode manter a sua saúde mental em dia e se sentir bem consigo mesmo.
Quer saber como é feito o tratamento para ansiedade? Neste post, vamos falar um pouco sobre o assunto e abordar as opções mais eficazes. Acompanhe.
Antes de qualquer coisa, é importante dizer que a ansiedade é um processo natural do ser humano que nos estimula a entrar em ação, mas, quando ocorre em excesso, pode gerar o efeito contrário, impedindo a nossa reação.1
Os transtornos de ansiedade são doenças que estão associadas ao funcionamento do corpo e às experiências de vida pelas quais passamos.1 Uma pessoa pode se sentir ansiosa a maior parte do tempo sem que exista uma justificativa aparente e também ter esses sintomas esporadicamente, porém, de forma intensa, a ponto de paralisá-la.1
No que se refere ao Transtorno da Ansiedade Generalizada (TAG), a patologia se caracteriza pelo excesso de ansiedade e preocupação, que acontece com frequência e impacta a vida em diversas atividades e eventos, pois se torna algo difícil de controlar.2
Em alguns casos, a sensação provocada pela ansiedade causa tanto desconforto que, para evitá-la, o indivíduo deixa de realizar atividades simples, como entrar em um elevador.1
Geralmente, o transtorno de ansiedade afeta a vida das pessoas que sofrem deste mal das seguintes formas:1
Há três tipos de tratamentos para transtornos de ansiedade, que são: medicamentos prescritos por um médico, psicoterapia com psicólogo ou médico psiquiatra e a combinação das duas opções de tratamento.
Além disso, algumas mudanças na rotina também podem ajudar a melhorar a sua saúde mental. Veja a seguir como cada tratamento funciona.
Inicialmente, a única alternativa para o tratamento farmacológico da ansiedade eram os benzodiazepínicos (BZD), que possuem um perfil ansiolítico.3
Cerca de 35% dos pacientes tratados com este medicamento passam a apresentar níveis normais de ansiedade, sendo que o seu efeito pode ser sentido nas seis primeiras semanas de uso — período suficiente para o tratamento de aproximadamente 50% dos pacientes.3
Com o passar dos anos surgiram novos medicamentos, como os inibidores seletivos da recaptação de serotonina e noradrenalina (ISRSNA), que são eficazes na exclusão dos sintomas depressivos no diagnóstico de TAG.3
Bastante utilizados no tratamento para transtorno de ansiedade generalizada, a medicação do tipo ISRNA produz efeito ansiolítico a partir da primeira ou segunda semana de uso.3 A substância tem uma taxa de resposta positiva de 42% logo nas duas primeiras semanas de tratamento, o que aumenta para 69% entre seis e 28 semanas.3
A maioria dos especialistas defende o tratamento farmacológico em conjunto com a psicoterapia para aliviar e controlar os sintomas da ansiedade.4
Quando se fala em qual tratamento para ansiedade generalizada é mais eficaz, uma das principais abordagens é a terapia cognitivo comportamental, que é uma psicoterapia breve e estruturada, cujo objetivo é desenvolver os problemas apresentados pelo paciente por meio da reestruturação de seus pensamentos e comportamentos distorcidos.5
A terapia cognitiva entende que os sentimentos não são influenciados pelas situações em si, mas sim pela forma como a pessoa reage e estrutura a realidade. É a partir disso que os seus sentimentos e comportamentos são influenciados.5
Com base nisso, acredita-se que os transtornos psicológicos têm como causa a maneira disfuncional como os indivíduos percebem a realidade.5 Portanto, a pessoa ansiosa cria imagens que geram sintomas fisiológicos, a fim de alimentar o seu sistema ansioso, que por sua vez interfere no modo como ela lida com as situações, ocasionando distorções dos acontecimentos.5
Partindo desse princípio, a terapia cognitivo comportamental ajuda a reduzir a ansiedade, fazendo com que o paciente perceba de que forma identificar, avaliar, alterar e controlar os pensamentos que o deixam ansioso.5
Muitas vezes, a pessoa ansiosa acaba tendo comportamentos em excesso com o intuito de tirar o foco daquilo eu gera ansiedade.6 Todavia, esses excessos podem ser prejudiciais para o corpo e a mente.6
Comer de forma exagerada, por exemplo, pode afetar negativamente a sua saúde. Por isso, comece a se questionar se você está comendo porque realmente está com fome ou para aliviar a ansiedade.6
Para evitar esse problema, uma boa ideia é definir horários para as suas refeições e tentar cumprí-los.6 Crie uma rotina de alimentação e deixe recadinhos na geladeira para não esquecer de segui-la.6
Estabelecer uma rotina traz equilíbrio para o nosso corpo. Sendo assim, procure planejar com antecedência os seus compromissos, pois isso é algo que reduz as chances de imprevistos, além de ajudar no acúmulo de autoconfiança conforme cada atividade é realizada.6
A desregulação do sono e a privação de atividades prazerosas podem deixar a pessoa mais sensível aos gatilhos que provocam a ansiedade.6 Levando isso em consideração, insira em seu dia momentos de autocuidado e que tragam satisfação e prazer.6
Também é importante dormir a quantidade de horas necessárias para a saúde do seu organismo. Crie um ritual noturno, se afastando do desgaste emocional e físico, como ler um bom livro, ouvir uma música relaxante ou tomar um chá antes de dormir.6 É indicado, ainda, desligar os eletrônicos e lidar com eventuais pendências apenas no dia seguinte.6
O desejo de controlar o tempo pode ser um dos fatores que despertam a ansiedade. O ansioso pode pensar tanto no passado ou no futuro que perdem a consciência do que estão fazendo no presente.6
A preocupação com o passado, por exemplo, pode trazer culpa, frustração e arrependimento, enquanto o futuro pode ser planejado, mas não pode ser controlado.6
Dê mais atenção para o seu presente. Uma forma de fazer isso é elaborando um inventário mental de tudo o que está ao seu redor, como mobília, cores e formatos, lugares em que os objetos estão.6 Esse exercício simples ajuda a manter o foco no presente.6
Que tal se mexer para tratar a ansiedade? As atividades físicas não só melhoram o seu condicionamento físico, como também colaboram para o controle do estresse e da ansiedade.6 Isso porque, quando você se exercita, o seu organismo eleva a produção de serotonina e demais substâncias que promovem a sensação de prazer.6
Estudos científicos revelam que a prática de exercícios físicos contribui para a manutenção da capacidade neurológica saudável, oferecendo benefícios à memória, à criatividade e à concentração, além de diminuir os níveis de ansiedade e de depressão.6
Caso você ainda não tenha o costuma de se exercitar, comece fazendo atividades físicas que tragam prazer. Vá testando diferentes práticas até encontrar a que mais gosta6.
Se seguido corretamente, o tratamento para a ansiedade permite que a pessoa se sinta melhor e volte para as suas atividades em algumas semanas.1 Além disso, é fundamental contar com ajuda especializada, já que o diagnóstico precoce proporciona melhores resultados e diminui os prejuízos.1
A Libbs, que atua na área farmacêutica há 60 anos, é uma importante aliada no tratamento da ansiedade, oferecendo medicamentos, como Velija, Ansitec e Reconter, que visam a sua segurança e melhora. Para a Libbs, cada vida importa, por isso trabalhamos para reduzir o estigma e o preconceito contra pessoas que têm transtornos mentais.
Quer saber mais sobre saúde mental? Continue por aqui e descubra a jornada ansiedade/depressão!
1. Biblioteca Virtual em Saúde. Ministério da Saúde. Ansiedade. [S.L]. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/ansiedade/>. Acesso em: 07 fev. 2023.
2. OLIVEIRA, Aneska. Transtornos Mentais (DSM-5). [Belém, PA], 2021. Disponível em: <https://proaes.ufra.edu.br/images/Cartilha_-_Transtornos_Mentais.pdf>. Acesso em: 07 fev. 2023.
3. ANDREATINI, Roberto; BOERNGEN-LACERDA, Roseli; ZORZETTO FILHO, Dirceu. Tratamento farmacológico do transtorno de ansiedade generalizada: perspectivas futuras. [Curitiba, PR], 2001. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/rbp/a/8zzzJyFPhyQ8hRwYKLvV58r/?lang=pt>. Acesso em: 07 fev. 2023.
4. MANGOLINI IGLESIAS, Vitor; et al. Treatment of anxiety disorders in clinical practice: a critical overview of recente systematic evidence. [São Paulo, SP], 2019. Disponível em: <https://www.scielo.br/j/clin/a/4XfwjbNKfG9x3nk8vSGzN3f/?format=pdf&lang=en>. Acesso em: 07 fev. 2023.
5. CAETANO MELO, Ana Luísa; MOURA LOURENÇO, Lélio. Terapia cognitivo-comportamental no tratamento de um caso transtorno de ansiedade generalizada: relato de um caso. [S.L], 2020. Disponível em: <https://www.psicologia.pt/artigos/textos/A1408.pdf>. Acesso em: 07 fev. 2023.
6. Ministério Público do Piauí. Guia Prático Para Controlar a Ansiedade. [Teresina, PI], 2020. Disponível em: <https://www.mppi.mp.br/internet/wp-content/uploads/2020/08/1-Ebook-MPPI_Guia-pratico-para-controlar-a-ansiedade-1.pdf>. Acesso em: 07 fev. 2023.
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