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Psicóloga fazendo atendimento com uma paciente que sofre de transtornos mentais.

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A juventude é um período complexo que pode desenvolver transtornos mentais. Desde a adolescência até os primeiros anos da vida adulta, nossos corpos e nossas vidas passam por uma série de mudanças que influenciam nosso comportamento, nossa aparência e principalmente nossa saúde mental. O que para muitos é um momento de descobertas, de novidades e de grandes emoções, para outros podem ser momentos de grande estresse, ansiedade e desconforto e que, dependendo do contexto, podem desencadear um transtorno mental no futuro.

Comportamento antissocial, abuso de substâncias tóxicas (incluindo o álcool), automutilação, falta de perspectiva, depressão e outros são grandes preocupações quando falamos sobre os jovens. Ainda mais quando o índice de suicídios nesta faixa etária vem crescendo de forma tão alarmante em nosso país. Pensando nisso e também no fato de que os jovens de hoje serão os adultos de amanhã, responsáveis pela nossa sociedade como um todo, desde a economia até outros fatores igualmente relevantes, é de suma importância abordar este tema com a consciência de que isso é um assunto de saúde pública.

Abuso de substâncias tóxicas

O uso de álcool e drogas costuma ser uma ferramenta comum de escape para os adolescentes e jovens. Variando desde a experimentação até transtornos mais sérios relacionados ao uso de substâncias, a experiência com as drogas ilícitas ou lícitas é uma busca por um prazer imediato sem responsabilidades – característica que pode ser considerada normal para esse momento de descobertas.

Contudo, o uso de substâncias em qualquer nível pode ser um fator de risco para os jovens e adolescentes. Não só pela interferência no desenvolvimento cognitivo, mas também por facilitar a ocorrência de acidentes, sexo sem proteção, brigas e até mesmo superdosagens e misturas de ativos. Quando falamos de efeitos a longo prazo, ainda existe um risco aumentado para o desenvolvimento de transtornos mentais, dependência química e outros.

Automutilação

A automutilação ou autoflagelação em jovens e adolescentes pode ser o resultado de uma depressão, solidão, bullying e outras situações que causem o sentimento profundo de tristeza. Segundo um artigo publicado pelo Hospital Santa Mônica, muitos jovens praticam automutilação por não terem com quem compartilhar suas dores. Sendo assim, é importante um trabalho de apoio emocional e presença, por parte da família e amigos, na vida do adolescente.

Com relação à autoflagelação, também é alarmante a relação com o suicídio. De acordo com outro artigo, também publicado pelo Hospital Santa Mônica, praticar a autolesão é, sim, um indício de comportamento ou ideação suicida e pode representar um ensaio para a prática do suicídio.

Comportamento antissocial

O comportamento antissocial é uma condição frequente na adolescência e na juventude. Porém, considerando o fato de que essa é uma fase de expansão, este tipo de comportamento pode estar ligado a algum transtorno mais sério. A antissocialidade geralmente está relacionada à baixa autoestima, à falta de empatia, ao desrespeito, entre outros.

O que fazer?

O acesso à informação e a conversa aberta podem ser ferramentas muito eficientes para a prevenção e o cuidado relacionado aos transtornos mentais em jovens e adolescentes. É importante lembrar também que, quando falamos sobre suicídio, estamos falando da ponta do iceberg e que, antes da ideação e do comportamento suicida, existem uma série de sintomas que sinalizam para este problema.

Independente de qual seja o transtorno mental e quais os sintomas, o ideal é sempre procurar a ajuda de profissionais especializados, criar um ambiente acolhedor e entender que a adolescência e a juventude são, de fato, “muita coisa pra lidar”. Os atravessamentos biológicos, culturais e sociais que nos constituem configuram diferentes formas de sentir e levar este momento de tantas mudanças e, por isso, é preciso ser compreensivo.

Se você conhece alguém que esteja passando por isso ou se você se identifica com qualquer um destes sintomas, procure um médico.

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