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Dor no peito pode ser doença arterial coronariana. Saiba Mais!

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Você sabia que as doenças coronarianas estão entre as principais causas de morte no Brasil? Essa tem sido a realidade brasileira dos últimos anos, exceto por 2020, quando a COVID-19 foi a principal causa de óbitos no país.1 

Sendo assim, é preciso ter atenção no que diz respeito a essa doença, caracterizada por vários sintomas, dentre eles a dor no peito.2,3 Se você sente algum desconforto nessa região, seja ele agudo ou não, não deixe de continuar a leitura!

Ao longo do conteúdo, vamos explicar mais sobre a dor no peito e sobre a doença arterial coronariana (DAC). Assim, você poderá entender como os conceitos se relacionam e como esse problema de saúde pode ser tratado e prevenido. Boa leitura!

O que é a dor no peito?

Dor no peito é o nome dado a qualquer sensação dolorosa que afeta a região do tórax. No entanto, ao contrário do que se imagina, em muitos casos ela não está associada a nada sério.

Por exemplo, caso a dor no peito comece após a alimentação é provável que ela esteja associada à indigestão. Além disso, questões psicológicas e até musculares podem gerar esse tipo de problema.2

No entanto, a dor do tipo angina está associada à redução do fluxo de sangue (e, consequentemente, de oxigênio) para o coração.3 Essa sensação é caracterizada por uma dor que3:

  • fica centralizada no peito;
  • pode irradiar para as costas, mandíbula ou braço esquerdo;
  • é semelhante a um aperto ou traz a sensação de pressão.

A doença coronariana é uma das razões mais comuns para esse quadro.3 Vamos saber mais sobre ela?

O que é Doença Arterial Coronariana (DAC)?

A doença arterial coronariana é também conhecida pela sigla DAC. Ela é uma condição causada pelo acúmulo de placas nas paredes das artérias que fornecem sangue ao coração, chamadas artérias coronárias.4

O acúmulo de placas nas artérias coronárias prejudica o fluxo sanguíneo para o coração. Esse processo pode levar a uma série de complicações graves e infarto agudo do miocárdio.4

Quais as causas? 

Como vimos, a doença cardíaca coronariana é causada pelo acúmulo de placas nas paredes das artérias que fornecem sangue ao coração.

Esse processo acontece a partir do acúmulo de colesterol no interior dessas estruturas.4 Imagine, por exemplo, um túnel. Fora do horário de pico, é normal que o fluxo de carros seja tranquilo. 

Na hora do trânsito, por sua vez, tudo fica congestionado. É mais ou menos isso que acontece com as nossas artérias mas, no lugar dos carros, temos o sangue que precisa passar por essas estruturas.

Quais os fatores de risco?

Agora que você já entendeu as causas do problema e sabe como a doença das artérias coronárias acontece, é hora de entender o que pode gerar essa questão. Afinal, quais são os fatores de risco para o desenvolvimento da DAC? Confira a seguir!

Colesterol alto

O colesterol é uma substância gordurosa essencial para o funcionamento do corpo, mas níveis elevados de colesterol no sangue podem levar à formação de placas nas artérias.6,7

Existem dois tipos principais de colesterol: o LDL (colesterol ruim) e o HDL (colesterol bom). O LDL transporta o colesterol das células para o corpo, enquanto o HDL remove o colesterol das artérias.7

Níveis elevados de LDL estão associados a um maior risco de acumulo de placas nas artérias, enquanto níveis elevados de HDL podem ajudar a reduzir esse risco.7

Uma dieta rica em gorduras e carboidratos, falta de exercício físico regular e predisposição genética podem contribuir para o aumento do colesterol LDL.7

Pressão alta

A hipertensão arterial exerce uma pressão adicional nas paredes das artérias, aumentando o risco de danos e formação de placas.6,8

A hipertensão arterial pode ser causada por fatores genéticos, estilo de vida pouco saudável (como dieta rica em sódio, falta de exercício e obesidade) e condições médicas subjacentes (como doenças renais).9

Diabetes

A diabetes, especialmente quando mal controlada, pode danificar os vasos sanguíneos em todo o corpo, incluindo as artérias coronárias.6,10

Níveis elevados de glicose no sangue podem causar inflamação e danos às paredes das artérias, promovendo a formação de placas.10

Sendo assim, pessoas com diabetes têm um risco significativamente aumentado de desenvolver DAC e têm maior probabilidade de ter complicações cardiovasculares.10

Tabagismo

Os produtos químicos presentes no tabaco danificam as células que revestem as paredes das artérias, aumentando a probabilidade de formação de placas.11

O tabagismo também diminui o HDL (colesterol bom).12

Por isso, parar de fumar é uma das medidas mais eficazes para reduzir o risco de DAC e outras doenças cardiovasculares.

Consumo excessivo de álcool

O consumo regular e excessivo de álcool pode aumentar a pressão arterial, contribuir para o aumento do colesterol e promover a obesidade, todos os quais são fatores de risco para DAC.6,13

Estilo de vida sedentário

A falta de atividade física regular está associada a um maior risco de obesidade, hipertensão arterial, diabetes e níveis elevados de colesterol, todos os quais são fatores de risco para DAC.6,14

A atividade física regular ajuda a manter um peso saudável, reduz a pressão arterial, melhora os níveis de colesterol e promove a saúde cardiovascular geral.14

Quer saber ainda mais sobre o assunto? Aproveite para conferir a calculadora de risco cardiovascular, da Organização Pan-americana de Saúde, e veja como anda a sua saúde!

Quais os sintomas?

Agora, é hora de você entender quais são os sinais da obstrução arterial coronariana. Mas antes, lembre-se: muitas vezes, o sintoma já vem acompanhado de um problema, como é o caso do infarto.4,6  

Um dos sintomas é a angina. Esse é o nome dado à dor no peito, que pode se irradiar para os braços, ombros, pescoço, ou estômago.4,6 Além dele, é possível que o paciente com DAC apresente:

  • falta de ar;
  • tontura; 
  • náusea;
  • sensação de estar aéreo;
  • suor frio.4

Como diagnosticar a doença?

Dor no peito pode ser doença arterial coronariana. Saiba Mais!

Agora, chegou a hora de você entender como esse problema é diagnosticado. Vamos lá? 

Uma das melhores formas de identificar a questão é com o uso da angiografia coronariana. Ela monitora o bloqueio e o fluxo sanguíneo através das artérias coronárias, com o uso de imagens de raio-x. Assim, é útil para definir se o sangue está se movendo de forma adequada nos canais arteriais.4,6

Além desse teste, seu médico pode realizar uma avaliação de risco cardiovascular, que envolve revisar seu histórico médico e familiar, verificar sua pressão arterial, realizar exames de sangue para avaliar os níveis de colesterol e discutir seu estilo de vida e fatores de risco.4,6 

Com base nos resultados desses testes e avaliações, o profissional poderá fazer um diagnóstico e recomendar o tratamento adequado.4,6

Quais são as formas de tratamento?

Estamos chegando ao fim do nosso bate-papo! Agora, chegou o momento de você entender quais são as formas de tratar a DAC. Afinal, é claro que há abordagens com o objetivo de reduzir o acúmulo de placa ou fazer com que o seu coração volte a funcionar de maneira mais eficiente.6 Confira!

Mudanças no estilo de vida

Tudo começa com as mudanças em sua rotina. A pessoa com DAC deve parar de fumar.6

No entanto, isso não é tudo. Consumir uma dieta balanceada, rica em frutas, vegetais, grãos integrais, peixes e gorduras saudáveis, enquanto limita a ingestão de gorduras saturadas e açúcares refinados, também é essencial.6

Por fim, não deixe de praticar atividades físicas regularmente, como caminhar, nadar ou pedalar, para fortalecer o coração e melhorar a circulação sanguínea. E, claro, aproveite para reduzir o consumo de álcool e cuide melhor da sua saúde.6

Medicamentos

O uso de medicamentos também é parte essencial desse tratamento. As estatinas são comumente empregadas e têm ação focada na redução dos níveis de colesterol.6

Seu médico indicará quais são os medicamentos necessários para o controle dos fatores de risco para DAC.

Procedimentos e cirurgias

Por fim, há a realização de alguns tipos de procedimentos,a angioplastia coronariana, empregada para abrir artérias estreitadas ou bloqueadas usando um balão inflável e stents para manter as artérias abertas.6

Outro exemplo é o cateterismo cardíaco, que envolve a inserção de um tubo fino e flexível através de uma artéria na virilha, braço ou pescoço, até o coração. Isso permite que os profissionais avaliem diretamente as artérias coronárias, medindo a pressão sanguínea dentro do coração e verificando o fluxo de sangue.4,6

Além dela, há a colocação de pontes de safena. Essa é uma cirurgia para criar pontes ao redor de artérias coronárias estreitadas ou bloqueadas usando vasos sanguíneos de outras partes do corpo.6

Qual médico procurar em casos de dor no peito?

Caso você apresente algum dos sintomas mencionados ao longo do conteúdo, é importante buscar suporte médico. Inicialmente, é possível que a sua queixa seja feita a um profissional clínico geral. A consulta pode ser agendada ou feita em plantões, como os de Unidades de Pronto Atendimento (UPA).

Caso seja necessário, você será encaminhado a uma consulta com o especialista. No caso da doença coronariana, é fundamental que o paciente seja acompanhado por um cardiologista

Como é possível ver, a dor no peito pode ter muitas causas. Para mais conteúdos sobre saúde do coração, acesse o portal A Vida Plena! Por lá, você encontra dicas, recomendações e informações voltadas ao cuidado cardiovascular e de todo o organismo. 

Elaborado 18 de abril de 2024.

Referências

1. Marinho F. Prognosis of Coronary Artery Disease in Public Hospitals in Brazil: The ERICO Study and the Application of Knowledge in Public Health. Arq Bras Cardiol. 2021 Nov;117(5):986-987. English, Portuguese.. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC8682102/.

2. Serviço Nacional de Saúde Reino Unido (NHS). Chest pain. [internet] 2023. [Acesso 12Jun2024]. Disponível em: https://www.nhs.uk/conditions/chest-pain/

3. Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). Angina. [internet] 2023. [Acesso 12Jun2024]. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/angina/

4. Centros de Controle e Prevenção de Doenças. About Coronary Artery Disease (CAD). Disponível em: https://www.cdc.gov/heart-disease/about/coronary-artery-disease.html. Acesso em: 18 jun. 2024.

6. Serviço Nacional de Saúde Reino Unido (NHS). Overview – coronary heart disease. [internet] 2024. [Acesso 12Jun2024]. Disponível em: https://www.nhs.uk/conditions/coronary-heart-disease/.

7. Biblioteca Virtual em Saúde (BVS). 08/8 – Dia Nacional de Prevenção e Controle do Colesterol. [internet] 2021. [Acesso 12Jun2024]. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/08-8-dia-nacional-de-prevencao-e-controle-do-colesterol-2/.

8. Weber T, Lang I, Zweiker R, Horn S, Wenzel RR, Watschinger B, Slany J, Eber B, Roithinger FX, Metzler B. Hypertension and coronary artery disease: epidemiology, physiology, effects of treatment, and recommendations : A joint scientific statement from the Austrian Society of Cardiology and the Austrian Society of Hypertension. Wien Klin Wochenschr. 2016 Jul;128(13-14):467-79. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/27278135/.

9. World Health Organization (WHO). Hypertension. [INTERNET] 2023. [Acesso 12Jun2024]. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/

10. Leon BM, Maddox TM. Diabetes and cardiovascular disease: Epidemiology, biological mechanisms, treatment recommendations and future research. World J Diabetes. 2015 Oct 10;6(13):1246-58. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC4600176/

11. Salehi N, Janjani P, Tadbiri H, Rozbahani M, Jalilian M. Effect of cigarette smoking on coronary arteries and pattern and severity of coronary artery disease: a review. J Int Med Res. 2021 Dec;49(12):3000605211059893. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC8647272/.

12. Batić-Mujanović O, Zildzić M, Beganlić A, Kusljugić Z. Efekat pusenja cigareta na nivo HDL holesterola [The effect of cigarette smoking on HDL-cholesterol level]. Med Arh. 2006;60(6 Suppl 2):90-2. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/18172992/..

13. Biddinger, K. J. et al. Association of Habitual Alcohol Intake With Risk of Cardiovascular Disease. JAMA Network Open, v. 5, n. 3, p. e223849–e223849, 25 mar. 2022. Disponível em: https://jamanetwork.com/journals/jamanetworkopen/fullarticle/2790520. Acesso em 11 abr 2024. 

14. Jingjie, W., Yang, L., Jing, Y. et al. Sedentary time and its association with risk of cardiovascular diseases in adults: an updated systematic review and meta-analysis of observational studies. BMC Public Health 22, 286 (2022). Disponível em: https://bmcpublichealth.biomedcentral.com/articles/10.1186/s12889-022-12728-6.

15. GOV.BR. Tratamento de Cardiopatia Isquêmica Crônica. [internet] 2020. [Acesso 12Jun2024]. Disponível em: https://www.gov.br/pt-br/servicos-estaduais/tratamento-de-cardiopatia-isquemica-cronica-1.