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Publicado em: 22 de maio de 2026
O colesterol costuma aparecer nas conversas sobre saúde quase sempre como um vilão, mas a história não é tão simples assim. Essa substância gordurosa é essencial para o funcionamento do organismo, pois participa da formação das células, da produção de hormônios e vitaminas e também da digestão dos alimentos.¹,²
O problema começa quando há excesso de colesterol LDL, conhecido como colesterol ruim, que pode se acumular nas artérias e aumentar o risco de doenças cardiovasculares.²
As doenças cardiovasculares associadas a níveis elevados de colesterol estão entre as principais causas de morte no mundo e provocam cerca de 100 mil óbitos por ano no Brasil. ²,³
Além disso, aproximadamente 4 em cada 10 adultos apresentam níveis alterados de colesterol, o que reforça a importância de entender os sinais do colesterol alto e o que fazer para reduzi-lo.²,³
Como o colesterol não se dissolve no sangue, ele precisa ser transportado por partículas chamadas lipoproteínas. Essas partículas podem ser classificadas conforme sua densidade, o que determina seus efeitos na saúde.¹,²
Os principais tipos de colesterol são: ²
O LDL é considerado perigoso porque, quando está em excesso, leva ao acúmulo de colesterol na parede das artérias, podendo formar placas de gordura que dificultam a circulação sanguínea. Esse processo aumenta o risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC), ainda mais se associado a fatores como diabetes, hipertensão, tabagismo e obesidade.1-3
Por outro lado, o HDL atua como uma espécie de fator de “limpeza” das artérias, ajudando a remover o excesso de colesterol da circulação.³
Na maioria dos casos, a resposta é não. A elevação do colesterol costuma ser silenciosa e pode permanecer por anos sem provocar sinais perceptíveis. Por esse motivo, muitas pessoas só descobrem o problema após exames de rotina ou quando surgem complicações cardiovasculares.1-3
Em fases mais avançadas, quando ocorre estreitamento das artérias, alguns sintomas podem aparecer, dependendo da região afetada. Entre eles estão:¹
Outros sintomas não exclusivos da condição incluem:³
Segundo o cardiologista Dr. Jairo Lins Borges (CRM-SP 46977 | RQE 132337), o colesterol alto é considerado um perigo silencioso porque não costuma causar sintomas até que a doença cardiovascular esteja instalada. “Por isso, o acompanhamento médico e os exames periódicos são a principal forma de prevenção.”
As diretrizes de 2025 da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) estabeleceram metas mais rigorosas para os níveis de colesterol, de acordo com o risco de cada pessoa.4
Com a nova diretriz, o nível do colesterol LDL deve ficar abaixo de 115 mg/dL para pessoas com baixo risco cardiovascular. Anteriormente, o valor considerado era abaixo de 130 mg/dL. Valores acima do novo limite indicam a necessidade de mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada e prática de exercícios físicos.⁴
Em níveis superiores a 130 mg/dL, pode ser necessário iniciar tratamento medicamentoso, sempre com orientação médica.⁴
Em pacientes com risco muito elevado, como aqueles que já tiveram infarto ou derrame, a meta pode ser ainda mais baixa, chegando a menos de 50 mg/dL ou até 40 mg/dL em situações extremas.⁴
O colesterol alto não pode ser identificado apenas pela observação de sintomas. O diagnóstico é feito por meio de exame de sangue que mede os níveis de colesterol total e suas frações, incluindo LDL, HDL e também os triglicerídeos.²
A avaliação precoce é importante porque permite identificar tendência genética para níveis elevados da substância. Quanto antes o problema for detectado, maiores serão as chances de prevenir complicações cardiovasculares.²
O acompanhamento médico também deve incluir a estimativa do risco cardiovascular por meio de ferramentas que analisam fatores como idade, pressão arterial, histórico familiar e presença de doenças associadas.⁴
Diversos fatores podem contribuir para o aumento do colesterol considerado ruim. Entre eles estão hábitos de vida, características genéticas e doenças associadas.¹
Os principais fatores relacionados ao colesterol elevado incluem: ¹
Apesar da obesidade ser um dos fatores de risco, indivíduos com peso adequado também podem apresentar níveis elevados, principalmente na presença de predisposição genética ou hábitos pouco saudáveis.¹
Outro ponto relevante é que apenas cerca de 15% do colesterol presente no sangue vem da alimentação. A maior parte é produzida pelo próprio fígado ². O Dr. Jairo explica que isso demonstra como mudanças na dieta precisam ser combinadas ao uso de medicamentos. “Por isso que, apesar de mudanças de hábitos de vida sempre ser uma recomendação para uma vida mais saudável, a abordagem mais indicada para o controle do colesterol varia de caso a caso e apenas a avaliação médica poderá determinar o melhor caminho.”
O tratamento do colesterol alto envolve principalmente a adoção de hábitos saudáveis e, quando necessário, o uso de medicamentos prescritos por profissionais de saúde.¹,²
Entre as medidas recomendadas estão: ²,³
Além disso, estão entre as recomendações: ²
Em casos mais graves, quando existe obstrução significativa das artérias, podem ser necessários procedimentos médicos ou cirúrgicos para restabelecer o fluxo sanguíneo.¹
Hábitos saudáveis desde a infância e adolescência são fundamentais para prevenir a elevação do colesterol e reduzir o risco de doenças cardiovasculares ao longo da vida.²
Após os 40 anos, aumenta a prevalência de fatores de risco como hipertensão e diabetes, o que torna o acompanhamento médico ainda mais importante.²
Manter uma rotina equilibrada, com alimentação adequada e prática de exercícios, é uma das estratégias mais eficazes para reduzir o risco de complicações em decorrência do colesterol alto.¹,²
Conteúdo produzido em maio/2026
Informações não referenciadas correspondem à opinião ou prática clínica do profissional da saúde entrevistado
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